Catadores ganham bikes para combater crueldade com cavalos

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Os catadores de lixo realizam um trabalho fundamental para impulsionar a coleta seletiva de materiais recicláveis, especialmente em cidades cujas prefeituras não dispõem de caminhões e lixeiros para cumprir a tarefa, capaz de evitar que várias toneladas de lixo reaproveitável parem em lixões.

Um dos pontos negativos da atividade é o uso frequente de animais, especialmente cavalos, para carregar as pesadas carroças que acumulam vários quilos de material reciclável. Pensando nisso, um projeto alagoano doou trinta bikes adaptadas especialmente para os catadores.

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As chamadas Ciclolix fazem parte do projeto Relix, uma iniciativa do Sesi que propõe de ações de educação e arte para conscientizar sobre a importância da sustentabilidade.

Cada Ciclolix tem capacidade para armazenar até 450 kg de material, e conta com sinalização e cores chamativas para aumentar a segurança dos catadores durante a atividade, além de amassador de latinha e de garrafas PET. As bicicletas adaptadas foram entregues a cooperativas e associações de catadores de Maceió e mais sete cidades alagoanas.

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Terrenos baldios transformados em áreas cultivadas ajudam a combater depressão

As doenças psicológicas têm afetado cada vez mais pessoas no mundo. A depressão é uma das mais comuns, com especialistas estimando que ela se torne a segunda doença mais comum do mundo até 2020 – 5,8% da população brasileira, ou 11,5 milhões de pessoas, é diagnosticada com o problema.

A relação das pessoas com as cidades em que vivem e a força cada vez maior da urbanização são dois dos pontos que podem explicar por que a depressão é diagnosticada com tanta frequência, e um estudo realizado na Filadélfia (EUA) dá uma base científica para essa impressão.

De acordo com a pesquisa, realizada por especialistas da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia, a presença de terrenos baldios, onde o mato e lixo de acumulam e a sensação de abandono toma conta, é um fator que pode desencadear a doença. Nos EUA, 15% das áreas urbanas são apontadas como desocupadas.

No estudo, os pesquisadores recrutaram moradores da Filadélfia que vivem próximos a terrenos que estavam abandonados, mas que faziam parte de um programa de revitalização e seriam transformados em áreas cultivadas em breve.

Eles fizeram entrevistas antes e depois dos procedimentos acontecerem e descobriram que, para pessoas que vivem a até 400 metros das chamadas ‘áreas verdes’ apresentam chance 41,5% menor de desenvolver a depressão do que aqueles que vivem próximos a terrenos baldios.

A mesma equipe tinha divulgado uma pesquisa em fevereiro que demonstrava que os casos de violência armada caíram 29% nas regiões próximas a terrenos abandonados depois que estes passavam por transformações e se tornavam áreas verdes.

Os resultados do novo estudo são ainda mais impressionantes ao considerar apenas pessoas que vivem em bairros abaixo da linha de pobreza. Dentro desse recorte, os índices de pessoas com depressão chegou a cair 68% depois de os terrenos serem limpos e cultivados.

“Espaços abandonados são um fator importante que coloca os moradores em um risco maior de depressão e stress, e pode explicar por que as disparidades socioeconômicas persistem ao analisar as doenças psicológicas”, diz Eugenia C. South, uma das pesquisadoras envolvidas com o projeto.

Além de revitalizar áreas plantando áreas verdes, os pesquisadores também escolheram alguns terrenos para serem limpos, mas sem o cultivo de grama ou outras vegetações. Nesses casos, a diferença dos índices de depressão quase não mudaram, o que indica que a simples limpeza pode não influenciar tanto.

“Essa descoberta dá apoio à ideia que a exposição a ambientes naturais pode fazer parte da restauração da saúde mental, particularmente para pessoas vivendo em ambientes urbanos caóticos e estressantes”, comenta John MacDonald, coautor do estudo.

Fotos: Voluntários atuando em Jardins Comunitários. Reprodução/Creative Commons/fonte:via

Kamikatsu, a cidade japonesa que não produz lixo

Você acha que separar lixo por papel e plástico é uma tarefa árdua? Então pense nos moradores de Kamikatsu, uma pequena cidade nas montanhas da ilha de Shikoku, no sudoeste do Japão, que precisam separar o lixo em 45 categorias diferentes.

No centro de coleta de lixo, há caixas separadas para diferentes tipos de produtos: jornais, revistas, caixas, tampas de metal, garrafas de plástico, latas de alumínio, latas de aço, latas de spray, lâmpadas fluorescentes e assim por diante. Você pode pensar que isso é um exagero, mas os moradores de Kamikatsu têm uma meta para alcançar – o desperdício zero, e eles já já alcançaram 80% desta meta.

Originalmente, Kamikatsu eliminava o lixo como qualquer outra cidade pequena: jogavam na natureza ou queimavam em suas casas. Mas a queima de lixo produz uma enorme quantidade de gases de efeito estufa e os aterros sanitários poluem o meio ambiente. Então a população decidiu mudar e em 2003 foi introduzido o conceito de ‘Desperdício Zero’.

No começo, foi difícil para todos. Lavar e separar o lixo tornou-se uma tarefa tediosa e demorada. Garrafas de vidro e plástico devem ser liberadas de suas tampas e classificadas por cor. Garrafas plásticas de molho de soja e óleo de cozinha devem ser mantidas separadas das garrafas PET que antes continham água mineral e chá verde. Qualquer plástico ou papel envolvendo as garrafas deve ser removido. Jornais e revistas precisam ser empilhados em pacotes limpos e amarrados com um fio. São muitas regras.

Não há caminhões para fazer a coleta de lixo nas casas, então os próprios moradores têm que trazê-lo para o centro de reciclagem. Os trabalhadores do centro, em seguida, certificam-se de que tudo foi classificado corretamente e vai para os recipientes corretos.

Roupas usadas, joias e outras coisas de que as pessoas não precisam mais são deixadas na loja de reciclagem e trocadas por outros itens que outros deixaram, sem nenhum custo. No final da rua, há uma fábrica local onde as mulheres da cidade produzem artesanato com produtos indesejados, como ursos de pelúcia feitos de quimonos velhos.

O que inicialmente era um fardo enorme tornou-se um modo de vida em Kamikatsu. As pessoas começaram a olhar para o lixo de maneira diferente. Eles se tornaram mais conscientes do que compram, como usam e como descartam as coisas. Um dono de loja em Kamikatsu disse que desde que o programa começou, ele começou a comprar coisas que vem embaladas em caixas de papelão para que as mesmas pudessem ser usadas para embalar outras coisas.

Eventualmente, a pequena cidade de pouco mais de 1.700 pessoas se tornou tão boa em reciclagem que apenas 20% do lixo produzido vai para o aterro, mas eles esperam eliminar até mesmo isso até 2020.

Imagens: Reprodução/fonte:via

Cidade no Alasca tem quase todos os moradores vivendo debaixo do mesmo teto

Whittier, no Alasca, é uma cidade pequena e remota a 100 quilômetros ao sul de Anchorage. Ela é comumente chamada de “cidade sob o mesmo teto”. Com cerca de 217 pessoas vivendo por ali, o lugar é acessível apenas por barco ou por um túnel de mão única.

Mas a coisa mais estranha sobre essa cidade é que quase todos os seus moradores moram no mesmo prédio, Begich Towers, um quartel do Exército construído em 1974, na época da Guerra Fria. A delegacia, mercearia, clínica, igreja, loja de conveniência e escola estão todas alojadas dentro da mesma estrutura.

Begich Towers também tem funciona como pousada e os hóspedes são convidados a observar como é a vida na cidade de uma única estrutura. A fotógrafa Hunter Smith foi lá conhecer e registrou a cidade:

 

Fotos: Hunter Smit/fonte:[via]

Conheça o trabalho de Joshua Smith, responsável pelas melhores miniaturas que você já viu

Se parte do espírito das grandes cidades está no tamanho colossal de suas construções, bairros, populações e das próprias cidades, o artista americano Joshua Smith parece conseguir encapsular e significar tal espírito indo na direção contrária.

Joshua é um miniaturista, que constrói diminutas esculturas de edifícios e outros elementos típicos dos centros urbanos – com riqueza de detalhes inversamente proporcional ao tamanho de suas miniaturas.

Para sua nova exposição, a peça central é a reprodução da lendária loja de discos Discolandia, em São Francisco, nos EUA – que por 30 anos serviu de referência para música latina na cidade, até fechar suas portas, em 2011.

Tudo na peça é perfeito, como uma justa homenagem – do letreiro aos cartazes colados na vitrine – de uma época que já passou.

Além da qualidade do trabalho e da perfeita transposição de tal sensação urbana, espanta o fato de que Joshua aprendeu o ofício por conta própria.

Especialmente concentrado em pequenos porém fundamentais detalhes que justamente carreguem o espírito e o realismo daquilo que suas miniaturas retratam, seu talento parece tornar belo aquilo que, em tamanho real, é por muitos visto como elementos feios de uma cidade – como uma lata de lixo, um velho prédio ou o grafite cobrindo as parede.


O artista ao lado de uma de suas criações

 

© fotos: Joshua Smith/Instagram /fonte:via

Fotos incríveis mostram como era SP no início dos anos 1970

Já faz tempo que São Paulo é a maior cidade do país, e continua em intensa transformação. Visitar uma região da capital paulista onde você não pisava há cinco anos é garantia de se surpreender com as mudanças.

Agora imagine se ampliarmos isso para 40 anos. Há vários grupos e páginas na internet, especialmente no Facebook, em que os membros se dedicam a compartilhar fotografias antigas da cidade.

Um usuário do Awebic selecionou algumas fotografias da cidade datadas do começo dos anos 70. É possível observar as mudanças na arquitetura, no comércio, na moda e nos carros que circulavam pela capital. Confira:

Fotos: Reprodução/fonte:via

Esta deslumbrante cidade italiana paga R$ 9 mil para você se mudar para lá

Enquanto a maioria das grandes cidades enfrenta as problemáticas consequências do excesso de população, disputando trabalhos, oportunidades e até moradia, alguns locais no interior de certos países europeus sofre do mal oposto: com as populações jovens deixando seus pequenos vilarejos a procura de emprego e de outra vida nas grandes cidades, alguns desses locais estão apelando a tudo que podem para tentarem simplesmente ter alguma população.

É esse o caso de Candela, cidade a duas horas de Nápoles, na Itália.

O prefeito de Candela, Nicola Gatta, está oferecendo até 9 mil reais para quem decidir se mudar pra lá – tudo pra trazer a vida de volta à cidade, que tem sua origem no período medieval, que já teve quase 10 mil habitantes e que hoje não chega a 3 mil residentes.

 

Há, inclusive, uma tabela de preços: se você for solteiro, recebe 950 euros (cerca de 3,6 mil reais); casais sem crianças recebem 1,400 euros (cerca de 5,3 mil reais); famílias com três pessoas recebem 2100 euros (cerca de 8 mil reais) enquanto famílias com quatro ou mais pessoas recebem 2350 euros (cerca de 9 mil reais).

 

Nada, porém, nessa vida é tão simples assim, e pra receber o dinheirinho da prefeitura de Candela é preciso cumprir uma série de contingências, como alugar uma casa na cidade por pelo menos um ano, é preciso ter um emprego e ganhar anualmente no mínimo 33,5 mil reais. Algumas pessoas, segundo consta, já se mudaram pra cidade. Pra quem cansou da maluquice da cidade grande e sonha com uma vida pacata no interior da Itália, essa é a oportunidade de alcançar um sonho e ainda receber por isso.

© fotos: divulgação/fonte:via