Epidemia de cigarros eletrônicos entre jovens já é realidade nos EUA

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Infelizmente, são muitas as pessoas que pensam que cigarros eletrônicos não fazem mal à saúde ou que podem ajudar as pessoas a largarem o vício. Existe uma ideia um tanto romantizada que permeia este tipo de cigarro e que está fazendo milhares de jovens norte americanos aderirem a essa ‘moda’ nada saudável.

Já são mais de 2 milhões de jovens em idade escolar que fazem uso deste aparelho. O caso vem sendo tratado como uma questão de saúde pública pelas autoridades e, nesta semana, a FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) declarou que, nos últimos anos o aumento foi tanto, que já é tratado como uma epidemia.

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A única diferença entre o cigarro eletrônico e o convencional é que eles utilizam baterias para aquecer nicotina líquida até transformá-la em vapor inalável, o que não deixa de ser nicotina, de fazer mal e viciar: “Não podemos permitir que uma nova geração seja viciada em nicotina”, afirmou ressaltou Scott Gottlieb, diretor da FDA, em comunicado oficial.

A agência deu 60 dias para os cinco principais produtores de cigarros eletrônicos apresentarem propostas para prevenir o uso entre jovens, mas se nada mudar, disse que irá proibir a venda deste tipo de cigarro nos Estados Unidos.

Nos últimos anos o mundo inteiro diminuiu consideravelmente o uso de cigarros, porém o surgimento dos modelos eletrônicos aumentou o consumo, que é preocupante e deve ser evitado.

Fotos: We Heart It /fonte via

Os mais bizarros acessórios para fumantes do passado

Se hoje sabemos bem os terríveis males provocados pelo tabagismo, houve um passado relativamente recente em que o fumo não só era visto como uma possível benesse para nossa saúde, como era até estimulado. Médicos receitavam essa ou aquela marca de cigarros, e até crianças apareciam nos anúncios – e diversas tecnologias um tanto bizarras foram criadas para melhorar a vida do fumante e a experiência de se fumar um cigarro.

Piteiras duplas, cinzeiros acoplados ao cigarro, isqueiros de pulso, cigarros à prova de água e até baratas adestradas para roubar cigarros compunham o universo de gadgets que, até os anos 1960, podiam ser comprados para ampliar, aprimorar e até amplificar o tabagismo. Olhando hoje tudo parece inacreditável, como se fosse repertório de um filme de ficção – mas era a realidade, conforme a seleção aqui disposta ilustra. O que será que usamos hoje que, no futuro, também será visto como artefatos bizarros?

Papel de cigarro à prova d’água

Piteira dupla

Artefato para o tabagismo remoto

Cinzeiro acoplado ao cigarro

Adaptador para pessoas hospitalizadas dividirem um cigarro

Isqueiro de pulso

Cartucheira para cachimbos

Cinzeiro acoplado à calça

Artefato para a fumaça não entrar no olho

Barata adestrada para roubar cigarros

© fotos: reprodução/fonte:via

Fotografo problematiza o cigarro em ensaio fotográfico

Até o mais apaixonado dos fumantes já se sentiu patético alguma vez na vida. Agora, o fotógrafo Felix Renaud, de Montreal, nos convida a uma reflexão sobre esse vício através da série Section Fumeur (algo que poderia ser traduzido livremente como “Área de fumantes)”.

Na legenda de uma das fotos da série, publicada através de seu Instagram, o fotógrafo define seu objetivo em poucas palavras:

Section Fumeur é um projeto pessoal que convida à reflexão contrastando e ilustrando de forma colorida o lado patético e às vezes escuro do cigarro

Composta de apenas quatro imagens, a série diz muito ao nos mostrar pouco. Em tons escuros, as fotos mostram o lado solitário e sem glamour de quem fuma, fazendo também um alerta para os riscos do tabaco para a saúde.

 

Foto: Felix Renaud /fonte:via

A história por trás de uma das fotos mais icônicas do século 20

A fotografia Candy Cigarette (“Cigarro doce”) é um dos trabalhos mais famosos da fotógrafa Sally Mann. Mais do que isso, há quem considere a foto como uma das imagens mais icônicas de todo o século 20. Mas o que está por trás da fotografia?

A cena, capturada em 1989, mostra Jessie, a filha de Sally, brincando com um cigarro falso entre seus dedos, com uma enorme desenvoltura, como se simulasse o comportamento de um adulto. Ao mesmo tempo, as outras crianças em cena parecem em segundo plano, desinteressadas no assunto. A expressão e a pose de Jessie poderiam muito bem ser as de uma mulher adulta, mas sua infância é denunciada pelo vestido, ainda um pouco grande para a idade, e pelas suas feições.

Tudo na imagem parece representar a passagem da infância para a vida adulta, que ocorre de forma cada vez mais rápida – o que Sally provavelmente percebeu durante o crescimento da menina. A foto faz parte do livro “Immediate Family”, lançado pela fotógrafa em 1992.

Sally Mann é também uma das fotógrafas mais reconhecidas dos Estados Unidos, tendo recebido em 2001 o prêmio de Melhor Fotógrafa Americana pela revista Time. Hoje, ela vive e trabalha em Lexington, Virginia, onde continua capturando imagens que mesclam o acaso com momentos posados, como o incrível retrato de sua filha Jessie.

 

Foto: Sally Mann/fonte:via