Ilustrações revelam o horror das remoções cirúrgicas de partes do corpo no século 19

 

A anestesia só começou a ser usada na medicina por volta de 1840. Antes disso, porém, cirurgias já eram realizadas em diversas partes do corpo. Algumas vezes, o objetivo destas operações era de remover um órgão, como mostra o livro A Treatise on Operative Surgery (“Um tratado sobre cirurgia operatória”, em tradução livre), de Joseph Pancoast.

Publicada no século 19, a obra é repleta de litografias que retratam como eram feitas as remoções cirúrgicas na época. Com um total de 380 páginas de descrição, o livro conta ainda com mais de 400 imagens descrevendo exatamente as técnicas usadas nas operações – e faz qualquer pessoa ficar felizona pelos avanços da medicina.

Ainda que a obra pareça quase medieval, Pancoast foi responsável por desenvolver técnicas cirúrgicas avançadas para o período, incluindo uma sutura usada na rinoplastia e procedimentos neurocirúrgicos. O tratado escrito por ele inclui até mesmo o relato de um dos mais antigos enxertos de pele feitos, para a reconstrução do lóbulo da orelha de um paciente.

Por mais que sejam apenas desenhos, eles não são recomendados para quem tem estômago fraco. Se não for o seu caso, rola pra baixo e confira mais dessas obras de arte da medicina precária:

Fotos: A Treatise on Operative Surgery/Reprodução/fonte:via

Cão com tumor cerebral ganha crânio 3D e tecnologia poderá ser usada em humanos, dizem médicos

Patches é um salsicha canadense (Foto: Michelle Oblak/University of Guelph)

Quando tinha nove anos de idade, o pequeno Patches foi diagnosticado com um tumor osteocondrossarcoma multilobular, que de tão grave chegou a esmagar parte do cérebro, além de afetar a órbita ocular do cão.

O animal da raça Daschund, o famoso salsicha, estava num beco sem saída, pois segundo os médicos a retirada do tumor seria perigosa, pois o animal não tem condições de ficar muito tempo anestesiado.

Daí que a tecnologia exerceu um grande papel no processo de recuperação do cachorro. Os médicos conseguiram desenvolver um novo procedimento que, além de garantir a rápida recuperação do cão, pode ser aplicado em seres humanos no futuro.

Patches foi diagnosticado com tumor no cérebro aos nove anos (Foto: Michelle Oblak/University of Guelph)

O crânio 3D foi criado por um engenheiro, que utilizou titânio para moldar o objeto. Para isso, veterinários da Universidade de Guelph mapearam a localização exata do tumor para aplicação da placa craniana, já que 70% do topo do crânio do animal precisava ser substituído.

O procedimento cirúrgico durou cinco horas e o cachorro permaneceu “alerta e olhando para os lados” 30 minutos depois. “Fui capaz de fazer a cirurgia antes mesmo de entrar na sala cirúrgica”, explicou em comunicado Michelle Oblak, oncologista do Colégio Veterinário de Guelph.

Molde 3D do crânio de Patches (Foto: Michelle Oblak/University of Guelph)

Para especialistas, o caso envolvendo o cachorro salsicha vai ajudar a entender a incidência de câncer em humanos. A oncologista do Colégio Veterinário Guelph acredita que a tecnologia, em um futuro próximo, poderá ser usada em seres humanos.

Patches ficou livre do câncer, mas infelizmente foi diagnosticada com uma hérnia de disco, que paralisou suas patas traseiras.

Crânio 3D de titânio que foi implantado em Patches (Foto: Michelle Oblak/University of Guelph)

Foto: Michelle Oblack/University of Guelph/reprodução/fonte:via

A comovente história da mulher mais jovem a transplantar a face

Reprodução / National Geographic

A National Geographic lançou um documentário contando a história de Katie Stubblefield, que passou por mais de 31 horas de cirurgia para a reconstituição facial. A jovem de 22 anos teve a face deformada após uma tentativa de suicídio com um tiro de rifle no queixo.

Na época, Katie tinha 18 anos e logo depois da tentativa frustrada de tirar a própria vida, foi encaminhada com urgência para um hospital em Cleveland, nos Estados Unidos. Ela precisava urgentemente passar por procedimentos cirúrgicos que garantissem a recuperação de seu rosto.

Foram diversas transferências para alguns dos principais hospitais dos EUA. De início as tentativas foram frustradas e ao longo de dois anos, os médicos trabalharam na construção de um novo rosto para Katie. Para a constituição da mandíbula e do rosto, foram usados partes dos ossos da perna e do calcanhar. Além disso, os profissionais de saúde remodelaram o tecido da coxa e recorreram aos implantes de titânio, por meio de uma impressão em 3D da face de sua irmã mais velha.

“Eu sou capaz de tocar o meu rosto e é incrível”, celebrou em conversa com a reportagem da edição de setembro da publicação.

Tudo isso aconteceu há mais de um ano, entretanto após o recebimento do novo rosto, Katie Stubblefield precisou passar por uma série de cirurgias de revisão e ser atendida por uma fonoaudióloga. A operação é considerada um dos cases de maior sucesso da história da medicina.

Além da substituição quase que total do tecido facial, a mulher de 22 anos recebeu ainda novas órbitas oculares, maxilar inferior, dentes, músculos e peles faciais. Partes dos nervoso do rosto, testa, couro cabeludo, pálpebras, nariz e bochecha, também foram implantados.  

No momento, ela segue em fase de ambientação com a nova face, por isso, os nervos responsáveis por conectarem seu cérebro aos novos músculos faciais ainda estão em crescimento. No caso da língua e boca, Katie vai ter que tomar medicamentos imunossupressores pelo resto da vida.

Mesmo com tantos desafios pela frente, ela se considera sortuda e se diz surpresa com o sucesso do trabalho realizado pelos médicos. Ainda falando à National Geographic, Katie revela que tudo surgiu em função de um grande acúmulo de raiva e mágoa.

Katie explica que quando cursava o ensino médio, a família se mudou da Flórida para o Kentucky e pouco mais de um ano depois, estavam se instalando no Mississippi. Então com 18 anos, ela sofria com problemas gastrointestinais, além de ter passado por cirurgias de remoção da vesícula e pâncreas.

A gota d’água veio ao descobrir a traição do namorado. Com raiva e bastante machucada, Katie conta que se trancou no banheiro e recorreu ao rifle de caça para dar um tiro no queixo. Parte da face foi arrancada pela força da bala e os olhos, apesar de permanecerem, estavam totalmente danificados.

As operações fizeram de Katie Stubblefield a pessoa mais jovem a receber um transplante facial nos Estados Unidos e uma das 40 a se beneficiada pelo método desde que o processo teve início em 2005.

Fotos: Reprodução/National Geographic/fonte:via

Tartaruga engole anzol e precisa passar por cirurgia emergencial

Uma tartaruga vítima das agressões causadas pelo homem ao meio ambiente teve a vida salva após passar por um procedimento cirúrgico.

Durante resgate realizado na Praia dos Campos Elíseos, em Itanhaém, no litoral de São Paulo, membros do Instituto Gremar encontraram o animal que havia acabado de engolir um anzol.

Para a preservação de sua vida a tartaruga da espécie Caretta passou por uma laparoscopia, procedimento para retirar do esôfago um anzol em formato ‘J’, diga-se não deve ser usado pelos pescadores, que são recomendados a preferir os em formato circular.

De acordo com o Instituto Germar,  a cirurgia foi um sucesso, porém o animal de 44 kg ainda luta contra uma pneumonia. Em todo o caso a expectativa é de que ela esteja em seu habitat natural daqui cerca de 30 dias.

“Ela reagiu bem. Voltou a se alimentar. Teve sorte de ser encaminhada a tempo à nossa equipe que faz parte do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos”, disse ao jornal Tribuna a bióloga responsável pela equipe Rosane Farah.

A barriga de cerveja deste homem era, na realidade, um enorme tumor

A “barriga de cerveja” de Kevin Daly, americano residente de Nova Jersey, acabou por ser um tumor de 13,6 quilos.

O homem percebeu que algo estava errado quando perdeu mais de 13 quilos em 2015, mas sua barriga não se mexeu.

Uma tomografia computadorizada revelou que a “pança” era na verdade um tipo raro de tumor chamado lipossarcoma.

Sarcomas

Lipossarcomas são tumores que crescem no tecido adiposo. Como podem se espalhar para tecidos ou órgãos circundantes do corpo, são considerados malignos. Geralmente se desenvolvem no tecido adiposo encontrado na coxa, atrás do joelho ou no abdômen.

Esse tipo de câncer é raro. De acordo com a American Cancer Society (Sociedade Americana do Câncer), cerca de 13.000 sarcomas serão diagnosticados em 2018.

Os lipossarcomas são apenas um tipo de sarcoma, que se refere a um tumor que se forma em certos tecidos do corpo, incluindo ossos, músculos e gordura.

A cirurgia

A primeira abordagem de tratamento é normalmente cirurgia, embora a operação possa ser complicada quando o tumor está no abdômen, crescendo perto de órgãos vitais.No caso de Daly, o tumor envolvia um de seus rins e demorou 4 horas para ser removido completamente.

O cirurgião de Daly, Dr. Julio Teixeira, do Hospital Lenox Hill em Nova York, disse ao portal Daily News que este foi o maior tumor que ele já removeu de um paciente.

fonte:[via] [LiveScience]

Após ser atropelado, gatinho ganha ‘patas biônicas’ e volta a andar normalmente

Quando Pooh tinha apenas um ano de idade, ele foi atropelado por um carro e perdeu suas duas patas traseiras. Normalmente, felinos que já vivenciaram acidentes traumáticos se deslocam em carrinhos modificados, mas Pooh teve muita sorte: ele foi encaminhado a um cirurgião veterinário que conseguiu dar-lhe membros biônicos.

Depois que o gato foi encontrado se arrastando pelas ruas da cidade de Pleven, na Bulgária, o cirurgião Vladislav Zlatinov se voluntariou para realizar uma cirurgia rara e inovadora no felino. Imitando um procedimento realizado pela primeira vez em 2009, Zlatinov perfurou os dois ossos do tornozelo de Pooh para implantar presilhas de titânio e fixar próteses que imitam patas naturais.

A cirurgia foi um sucesso. Pooh pode caminhar, correr e pular normalmente.

Zlatinov também realizou a cirurgia na pata de outro gato chamado Steven. Ele espera que a cirurgia seja eventualmente acessível o suficiente para todos os animais de estimação que não possuem membros.

 

Imagens: Reprodução/fonte:via