Restaurante de sucesso dentro de presídio em Cartagena ajuda detentas a se preparar para retorno à liberdade

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Moradores e visitantes de Cartagena, um dos principais destinos turísticos da Colômbia, têm desde o fim de 2016 uma oportunidade única de fazer deliciosas refeições ao mesmo tempo em que contribuem para a reintegração de detentas à sociedade.

Trata-se do Restaurante Interno, instalado dentro do Presídio Distrital de San Diego. 170 mulheres que cumprem pena por diferentes crimes foram treinadas em diversas funções e 20 foram selecionadas para trabalhar no restaurante, que serve receitas criadas por chefs famosos no país.

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Além da cozinha e do atendimento aos clientes, as internas também cultivam uma horta, de onde são colhidos alguns dos alimentos servidos no restaurante. A ação é parte do projeto Teatro Interno, criado pela atriz Johana Bahamon, que começou realizando oficinas de teatro dentro de presídios do país, e hoje também atua oferecendo cursos de artesanato, hotelaria, finanças e empreendedorismo.

O objetivo de todas as frentes é o mesmo: preparar as mulheres que foram presas para se reintegrarem à sociedade depois de cumprirem as devidas penas. Além de ensinar novos ofícios, o Interno também ajuda as detentas a aprender a trabalhar em conjunto e foi capaz de tornar o convívio dentro do presídio mais agradável.

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O presídio feminino de San Diego é uma penitenciária de segurança baixa, para onde detentas são enviadas para cumprir os últimos meses de suas penas antes de retornarem à liberdade. Mas isso não quer dizer que as condições por lá sejam muito melhores que em outros presídios: apesar de ter capacidade oficial para receber 100 detentas, cerca de 150 mulheres vivem nas seis celas do local.

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Fotos: reprodução/Restaurante Interno /fonte via

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O dilema ambiental causado pelos hipopótamos de Pablo Escobar 25 anos após sua morte

Um post que vem sendo compartilhado no Facebook trouxe à tona uma insólita história que há 25 anos se desenrola como uma surrealista narrativa por um povoado rural do interior da Colômbia, envolvendo o falecido icônico barão do tráfico de drogas internacional Pablo Escobar e, pasmem, hipopótamos. Foi nas redondezas da cidade de Antioquia, a cerca de 320 quilômetros da capital Bogotá, que Escobar construiu a Hacienda Napoles, um imenso rancho onde o maior traficante de drogas do mundo passava suas férias – e foi nesse rancho que ele construiu para si um grande zoológico, com elefantes, girafas e, claro, hipopótamos.

Após sua morte, em 1993, Hacienda Napoles foi confiscada e, após muitas reviravoltas, os animais foram todos transferidos para locais devidos, principalmente outros zoológicos ou centros de tratamento pelo mundo. Por motivos desconhecidos, no entanto, os hipopótamos permaneceram por lá – e, com a passagem do tempo, os quatro animais originais, três machos e uma fêmea, começaram a se multiplicar. O local foi transformado em um zoológico, depois em um parque aquático, mas os hipopótamos permaneciam por lá.

Acima, a entrada do rancho; abaixo, o local abandonado, em 2004

Rapidamente as agora dezenas de hipopótamos venceram a frágil cerca que os mantinham presos, e mudaram-se para a margem do rio Magdallena, um rio raso, sem períodos de seca, sem predadores os ameaçando – um local perfeito para permanecerem e se multiplicarem ainda mais.

Os animais pelos rios colombianos

Enquanto os moradores, que jamais haviam visto um hipopótamo antes, começaram a telefonar para autoridades para relatar tais bizarras presenças, os quatro animais originais se transformaram rapidamente em mais de 50 hipopótamos, e começaram a se espalhar pela região. Acontece que, apesar de parecerem animais simpáticos, os hipopótamos são ferozes, agressivos e perigosíssimos para seres humanos. Algumas pessoas já foram atacadas, mas ainda assim a população adora os animais, e não quer de forma alguma executá-los.

Esterilizar os hipopótamos de Escobar é uma solução caríssima, devolve-los para o continente africano de onde seus ascendentes vieram é caro e perigoso, e os animais podem levar com eles doenças e parasitas perigosos para outros animais africanos, e assim o dilema permanece.

Uma solução possível é a transferência dos animais para algum parque ou zoológico, mas não se trata também de uma solução simples, nem barata. Os imensos animais permanecem como um símbolo vivo do poder que Escobar teve no passado, do invasivo e devastador efeito de tal império sobre o país, e do quanto tal sombrio passado ainda interfere na realidade colombiana de hoje. Quem irá receber os hipopótamos de Pablo Escobar permanece um dilema nacional – assim como a sombra do poderoso passado do cartel de tráficos de drogas que reinou na Colômbia por décadas.

© fotos: reprodução/fonte:via

Fotógrafo registra o deserto da Colômbia – e ele é simplesmente lindo!

Leo Coulongeat é um fotógrafo acostumado a viajar por áreas difíceis como Líbano, México ou Irã. Assim, ele foi para a Colômbia para descobrir as belezas do deserto de Guajira, região na extremidade noroeste da América do Sul. Através de paisagens áridas e das grances dunas de areia com vista para o mar, Leo Coulongeat nos leva ao coração da Colômbia para uma viagem inesquecível.

Veja a galeria abaixo:

Fotos: Léo Coulongeat /fonte:via