Jovem come lesma ao ser desafiado por amigos e morre 8 anos depois

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É preciso ter muito cuidado com certos desafios, que parecem inofensivos, entretanto, são mortais. Um jovem australiano morreu esta semana, depois de ter passado mais de 1 ano em coma e vivido 8 anos em estado vegetativo, se alimentando via sonda, após ter contraído hantavirose, popularmente conhecido como doença de verme de rato. Tudo aconteceu muito rápido, depois dele ter comido uma lesma, resultado de um desafio estúpido e, aparentemente, inocente.

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Sam Ballard era jogador de rúgbi e tinha 19 anos quando estava em uma reunião de amigos em sua casa e, topou a provocação de comer uma lesma que estava no jardim. Poucos dias depois, começou a se sentir mal, com muitas dores na perna, mas não sabia de onde isso poderia vir. Sua mãe achou que era esclerose múltipla, já que havia casos na família e o levou para o hospital. Depois de inúmeros exames, os médicos disseram que não era e, foi então que ele comentou que havia comido a lesma.

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Ele foi diagnosticado com hantavirose, doença grave que deriva de um parasita presente nas fezes dos ratos. Pouco tempo depois, passou 420 dias em coma e, quando acordou, viveu até o último dia de sua vida deitado na cama, sem movimento algum, se alimentando através de aparelhos. Uma história trágica que nos faz refletir sobre a psicologia por trás deste tipo de desafio. Mas afinal, o que estamos querendo provar quando nos propomos a participar deste tipo de coisa?

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Este parasita pode estar presente em rãs, camarões, camarões, caranguejos, peixes, caracóis e lesmas, quando eles se alimentam das fezes dos roedores. Porém, se para estes animais, ele é inofensivo, já que passa pelo trato digestivo e é excretado, para os seres humanos pode ser mortal, pois fica ‘perdido’ em nosso organismo, até que chegue no cérebro, se alojando e causando estragos irreversíveis. Não participe de desafios e não incentive ninguém a fazer isso. A vida não é uma competição!

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Fotos: Twitter e Nine News Sidney/fonte:via

Chef Ben Churchill faz sobremesas cheias de ilusão que vão bugar sua mente

Ben Churchill é um confeiteiro cujas impressionantes criações culinárias fazem dele um especialista em ilusão. Suas sobremesas saltam aos olhos e, mesmo que pareçam à primeira vista repugnantes, ainda merecem um olhar mais atento. Uma pimenta para sobremesa? Ou uma laranja mofada? Por que não terminar sua refeição com uma esponja de lavar louça? Ou mesmo… um cinzeiro? Na realidade, é um doce suculento inventado pela ilusão de ótica: sejam brownies, pannacotta ou bolos de chocolate, tudo isso é imperativo!

E se apesar de tudo, você ainda não está convencido da frescura dos produtos que estão diante de seus olhos, o chef reuniu suas criações em seu livro “Food Illusions”. Ainda está com fome? Então segure a onda porque é apenas o primeiro volume!


Fotos: chefbenchurchill/fonte:via

Rodízio de comida japonesa vegana prova que o sabor vai muito além do peixe

Cores, sabores e texturas de uma comida fina e delicada ou rodízio bem servido no melhor estilo coma o quanto puder. Os dois! Sempre fui em restaurante japonês pensando que ia sair passando mal. Mesmo não sendo de comer muito, a ideia de ter uma infinidade de coisinhas diferentes para provar e repetir já me dá palpitação. No caso da comida japonesa então, a emoção é maior ainda.

Pois bem, mas e num rodízio japonês sem um peixe sequer? Sem ovo, sem manteiga derretendo no shimeji. Dá para ser feliz? Sim, e muito! Com receitas criativas, coloridas e saborosas, o Sushimar Vegano é um pequeno oásis gastronômico. As receitas têm tudo que o rodízio padrão oferece: entradas como guioza, harumaki – os lindos rolinhos primavera – e cogumelos, e pratos que vão do combinado de sushi ao bifum ao curry. Outro rolinho harumaki, mas com banana e sorvete, encerra o festival.

Combinado colorido de sushis

Do menu à la carte saem outras delícias orientais. O ceviche do dia era de coco e, sério, não perdem em nada para o de peixe. A textura é perfeita, combina muito com o limão, o tomate e a cebola roxa. Maria Cermelli, sócia do Sushimar, contou que o que ela mais gosta é o de lichia, quando é a época. Como tudo é sazonal, o cardápio pode variar um pouco. Maria está há 27 anos no comando, junto com o um grupo de amigas, do Sushimar. Tudo começou em Paraty, em 1990. De lá pra cá, mais cinco unidades surgiram – quarto no Rio de Janeiro e uma em São Paulo.

Ceviche de coco com chips de banana

Maria não come carne vermelha e gosta muito das possibilidades da culinária vegana, então desenvolveu, junto com sua equipe de sushimen, um cardápio sem nenhum ingrediente de origem animal. Lançaram as ideias em 2017 com criações saborosas e absolutamente lindas.

A berinjela derretendo por dentro e frita por fora, recheada de tofu e shimeji e a porção de edamame abrem bem os trabalhos. A robata de shitaque é macia e tostadinha. O guioza de shitaque com cabotiá é uma cremosidade só. O de taioba é uma delícia que não pode faltar. Ela é uma PANC – produto alimentício não convencional – comum nas regiões norte e sudeste do Brasil e muito nutritiva. Outra PANC que entra e sai do cardápio conforme é encontrada é a peixinho, que é servida como tempurá e tem sabor muito parecido com o de peixe frito.

Porção de guioza tem shitake com cabotiá e legumes sazonais

O combinado de sushis é uma obra de arte. Dá até dó de comer (calma, nem tanto). Numa explosão de cores, cada duplinha é mais linda que a outra. Os niguiris – aquele com o arroz por baixo – vêm com shitaque, coco com pesto e ume, abobrinha ou tofu; e sushis de cenoura com edamame ou com wakami são delicados e deliciosos. São realmente as estrelas da casa.

Com vocês, os sushis

O cardápio tem ainda algumas opções de saladas e de pratos quentes, como tempurá de legumes, yakissoba, lamen de legumes, cogumelos e tofu, o arroz colorido yakimeshi, curry, bifum e udon com molho picante. Cada prato custa entre R$ 25 e R$ 49. Para encerrar, as novidades do cardápio são de chocolate. Vale provar o brownie macio e quentinho, servido com sorvete de creme. Não dá para acreditar que não leva leite!

Udon picante com tofu, broto de feijão, e shitake

A casa aberta em 2017 fica em um espaço aberto na Alameda Campinas. Tem lugares na pequena varanda, no salão, ou perto do sushiman, no balcão. É um convite ao novo, às pesquisas de sabores e aos desprendimento do padrão. Seguindo ou não uma alimentação vegana, o que vale é sair da caixa e sacar que as possibilidades são infinitas.

Fotos: Divulgação

Foto ceviche: Gabriela Rassy/fonte:via