Ensaio fotográfico ilustra o que as crianças comem nas escolas ao redor do mundo

A educação alimentar é uma questão menos debatida do que deveria. Durante a juventude, crianças e adolescentes formam os hábitos que provavelmente os acompanharão por toda a vida, e terão impacto direto sobre sua saúde.

A Sweetgreen é uma rede de restaurantes norte-americana que serve comida saudável, e mantém um programa de educação alimentar em escolas para ajudar as crianças a aprender a fazer escolhas mais saudáveis na hora de se alimentar.

Para levantar o debate em torno da questão, a empresa preparou um ensaio fotográfico mostrando como seriam refeições típicas em escolas de diferentes países do mundo, em comparação com o que é servido nos EUA.

O ensaio foi criticado por dar a entender que as imagens representavam cardápios reais, servidos em escolas dos países. A Sweetgreen se defendeu, argumentando que o objetivo é mostrar que existem muitas opções de cardápios saudáveis para serem montadas baseando-se em alimentos disponíveis em cada região do mundo.

De acordo com a empresa, “para criar o ensaio foram consultadas fotos reais publicadas por estudantes na internet, além de terem sido feitas pesquisas sobre os programas de educação alimentar nas escolas dos países”.

Estados Unidos: Frango ‘pipoca’ frito, purê de batatas, ervilhas,  frutas e um biscoito de chocolate

Finlândia: Sopa de ervilha, salada de beterraba, salada de cenoura, pão e pannakkau (panqueca) com frutas frescas

Itália: Peixe local sobre uma cama de rúcula, macarrão com molho de tomate, salada caprese, pão e algumas uvas

França: Bife, cenoura, feijão verde, queijo e frutas frescas

Grécia: Frango assado sobre orzo, folhas de uva recheadas, salada de tomate e pepino, laranjas frescas e iogurte grego com sementes de romã

Espanha: Camarão salteado com arroz integral e legumes, gazpacho, pimentos frescos, pão e laranja

Brasil: Carne de porco com legumes mistos, feijão preto e arroz, salada, pão e banana assada

Ucrânia: Purê de batatas com salsicha, sopa de beterraba, repolho e syrniki (uma panqueca de sobremesa)

Coreia do Sul: Sopa de peixe, tofu com arroz, kimchi e legumes frescos

Fotos via Sweetgreen/fonte:via

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O que crianças brasileiras de diferentes realidades comem em uma semana

Apesar dos inúmeros avanços, a globalização produz um fenômeno preocupante, a deterioração dos hábitos alimentares. Com a incidência dos alimentos de origem industrial, crianças e adultos estão cada vez mais imersos em uma dieta baseada em congelados e conservantes.

Para jogar luz sobre o assunto, o fotógrafo Gregg Segal produziu um ensaio usando crianças de diferentes origens sociais. Daily Bread (pão diário, em tradução ao português), conta com quatro crianças, duas oriundas das chamadas comunidades tradicionais e uma dupla da cidade, um de classe média e outro morador de uma favela nos arredores da capital federal.

Kawakanih Yawalapiti, de 9 anos, moradora no Alto Xingu, em Mato Grosso. Na fotografia, é possível perceber uma alimentação baseada em frutas como abacate e manga. A garota consome ainda tapioca e bastante peixe.

O choque aparece logo com a fotografia de Henrico Valia, de 9 anos. Membro de uma família de classe média de Brasília, a dieta do garoto é quase 100% industrializada. Tirando a presença de poucas frutas, como a banana, o rapaz come pão, chocolate, pipoca, pizza e salgadinhos.

Em entrevista à Folha de São Paulo, o fotógrafo Gregg Segal diz que se sentiu feliz em ver uma linha do tempo constante na alimentação das comunidades tradicionais. “Foi revigorante retratar as comunidades indígenas e ver alimentações que não mudam muito ao longo das gerações,  basicamente com o que há disponível por perto. Não há açúcar refinado nem embalagens plásticas envolvendo os alimentos”, encerra.

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No caso de Davi, que mora na favela de Santa Luzia, também em Brasília, os produtos industrializados não dominam o cardápio. Na verdade, existe aqui uma questão financeira, já que cereais, iogurtes, não são nada acessíveis nos supermercados. Por isso, o garoto consome, sobretudo, arroz e feijão. Curiosamente, dá pra perceber a presença das folhas, como o alface. Uma ausência nas fotos de Henrico.

Por fim, Ademilson dos Santos, 10 anos, vive na comunidade Quilombolas Kalungas de Vão de Almas, em Goiás. Em seu ensaio, os olhos brilham com a presença de tanta fruta. Laranja, melancia, manga, abacate, estão todas lá. Tem ainda, bolo, uma gama de alimentos proporcionados pela terra. O que mostra, mais uma vez, a necessidade de preservar estes espaços habitados por quilombolas.

Segal começou a investigar semelhanças e diferenças nos hábitos alimentares das pessoas com o projeto Seven Days of Garbage (sete dias de lixo), em 2014. Desde então, ele pede aos voluntários que guardem tudo o que jogariam fora. Daí, ele os fotografava rodeados de sua produção. Gregg foi percebendo que a maioria do entulho eram embalagens de comida.

O mais novo trabalho contou com ajuda de Anna Penido, Ana Paula Boquadi e Tainá Förhmann. A base foi montada em Brasília, onde fotografou crianças de origens diversas.

“Estou focando nas crianças porque os hábitos alimentares, que se formam quando somos jovens, duram uma vida inteira e, muitas vezes, abrem caminho para problemas crônicos de saúde, como diabetes, doenças cardíacas e câncer de cólon”, explica na descrição do projeto.

Daily Bread é mais um elemento importante para alertar sobre o avanço da obesidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde, todo anos 2,8 milhões de pessoas adultas morrem em consequência do sobrepeso. Tem mais, 44% dos casos de diabetes, 23% dos registros de cardiopatias isquêmicas e 41% dos casos de câncer podem ser atribuídos à alimentação desregulada.

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Fotos: Gregg Segal /fonte:via

Caçadores invadem reserva de rinocerontes e acabam devorados por leões

Um grupo de caçadores invadiu ilegalmente uma reserva de rinocerontes e acabou sendo devorado pelos leões. De acordo com informações do jornal inglês Daily Mail, acredita-se que pelo menos três homens tenham sido comidos pelos felinos. Eles vivem no resort Sibuya Game Reserve, no Cabo Oriental, África do Sul.

Não se sabe ao certo como tudo aconteceu, mas pela quantidade de sangue encontrada, é possível dizer que os três foram comidos pelos leões. No entanto, é complicado chegar ao número exato.

Os funcionários da reserva, localizada em um lugar com vegetação densa, dizem ter encontrado três pares de sapato, uma cabeça e partes de corpos e membros cobertos por sangue. Além disso, foram recolhidos armamentos pesados, como rifles, cortadores e até um machado. É provável que os objetos sejam usados para cortar chifre de rinocerontes.

“Encontramos armas pesadas e comida suficiente para dias, então suspeitamos que eles estavam mesmo atrás dos nossos rinocerontes. Os leões são os nossos vigilantes e guardiões, eles encontraram o grupo errado e acabaram virando refeição. Ficamos tristes pela perda de qualquer vida, mas isso envia uma mensagem clara aos caçadores de que eles nem sempre sairão vencedores”, relatou Nick Fox, proprietário do resort.

O rinoceronte é um dos principais alvos da caça ilegal no mundo. Só este ano, nove foram assassinados em reservas por pessoas em busca de seus chifres.

Fotos: Reprodução/Sibuya Game Reserve/fonte:via

Leite Moça lança edição limitada de latas colecionáveis para reutilização

Se você é dessas pessoas que consome Leite Moça e depois aproveita as latinhas como porta-objetos, vasinhos ou qualquer outra coisa, fique ligado ao ir ao mercado: a marca lançou uma nova edição de estampas colecionáveis.

Depois do sucesso das latas inspiradas em azulejo de cozinha no ano passado, a nova edição traz ilustrações inspiradas nas várias receitas que podem ser feitas com o leite condensado, acompanhando mensagens divertidas, ao estilo de montagens que costumam ser vistas nas redes sociais.

As artes ficam sob o rótulo de papel, que deve ser tirado sob água corrente. Mas, diferente da edição anterior, dessa vez o produto que vem com as latas colecionáveis é o Leite Moça Light, e não o Tradicional. O preço é o mesmo que o das latas convencionais.

Fotos: reprodução/fonte:via

Ele desconstruiu e fotografou suas receitas favoritas para incentivar reflexão sobre o que consumimos

Algumas vezes parece que nossos pratos preferidos já nasceram prontos. Vivemos tão longe de uma cultura gastronômica que sequer pensamos sobre cada etapa necessária para que um alimento fique pronto.

Interessada nesse processo, a fotógrafa​ Marina Ekroos decidiu “desconstruir” seus pratos preferidos em uma série de fotos que mostra como eles são feitos. O objetivo é simples: refletir sobre aquilo que comemos.

A série gerou 62 fotografias no total. Todas as receitas foram feitas e fotografadas pela própria Marina, que precisou aprender a cozinhar cada prato. Outro detalhe importante foi a preferência por clicar as imagens em uma composição única e não em um passo-a-passo como é comum em livros e sites de receitas.

Preocupada com o desperdício que é comum em ensaios de fotografia de comida, Marina se certificou de que todos os alimentos usados nas fotos fossem consumidos. Os pratos foram compartilhados com vizinhos e amigos, segundo contou em um artigo escrito para o Bored Panda.

Quando a série Visual Recipes começou, em 2009, com a foto dos cinnamon rolls (uma espécie de pãozinho de canela, retratado na imagem abaixo), Marina não podia imaginar o que estava por vir. Com o tempo, o projeto virou um livro, publicado na Finlândia, em 2012, e em Taiwan, em 2016.

Nesta página, você confere algumas das melhores imagens clicadas por ela, que são um verdadeiro convite a refletir sobre aquilo que comemos.


Foto ​© Marina Ekroos /fonte:via

Esta barraca de rua em Nova Delhi serve comida literalmente em chamas

O proprietário de uma barraca de paan em Nova Deli, na Índia, tem atraído atenção global pela venda do tradicional lanche indiano de uma maneira pouco convencional: completamente em chamas. Imagine a cena: ele insere o lanche totalmente flamejante na boca do cliente.

A família Pradhuman Shukla vende paan há 20 anos. O paan é comido a qualquer hora do dia no país e é preenchido com vários recheios, incluindo: funcho confitado, coco ralado, pasta de limão e folhas de prata comestíveis.

Recentemente os Pradhuman Shukla reinventaram a maneira como o lanche é servido e foi então que o paan passou a ser incendiado e jogado na boca de clientes um pouco assustados, porém ansiosos para a saber a sensação. Os clientes a descrevem como quente e extremamente satisfatória.

Não coincidentemente, a barraca vende até 100 paans de fogo diariamente, graças à propaganda feita espontaneamente pelos clientes através das redes sociais.

 

Imagens: Reprodução /fonte:via

Os melhores ambulantes do Rio ou 9 motivos para ir além do mate e biscoito globo

No Rio de Janeiro, todo dia é assim: cerca de 3 mil ambulantes percorrem mais de 80 quilômetros de praias oferecendo toda a sorte de comidinhas, bebidas e petiscos.<!–more–> Se você só está familiarizado com os icônicos bordões ‘Olha o mate’ ou ‘Olha o biscoito Globo’, veja a  lista abaixo alguns motivos para se aventurar mais a fundo na gastronomia praiana carioca. Você não vai se arrepender!

1. “Olha o Malte!”

Os melhores ambulantes do Rio ou 9 motivos para ir além do mate e biscoito globo

(Foto: Divulgação)

Já não é de hoje que a oferta etílica na praia vai muito além do latão e da caipirinha feita com refresco em pó. O chope artesanal da Irada! é pedida obrigatória para quem passa o dia no Leblon. A bebida é vendida em mochilas pressurizadas. Para dar conta da demanda, foi feita uma parceria com as barracas, que servem como uma espécie de “entreposto” para reabastecimento dos vendedores. Deu tão certo, que a marca é presença certa nos principais eventos cervejeiros da cidade.

2. Picolé de cerveja

Os melhores ambulantes do Rio ou 9 motivos para ir além do mate e biscoito globo

(Foto: Divulgação)

Na esteira do sucesso da Irada!, a Craft Beer Ice Cream circula pelas praias de Copacabana, Ipanema, Leblon e Barra vendendo picolé de cerveja com teor alcoólico de 3,5%. São cinco opções bastante inusitadas: damasco com pilsen, doce de leite com IPA (India Pale Ale), laranja com weissbier, chocolate belga com dunkel e gianduia com bock.

3. Hambúrgueres Intergaláticos

Os melhores ambulantes do Rio ou 9 motivos para ir além do mate e biscoito globo

(Foto: Divulgação)

“Cheddar alucinante, tomates psicodélicos psicotrônicos, alface crocante sinestésico, especiarias transcendentais e amor”. A receita de sucesso do Hareburger deu tão certo na praia que já resultou em dez lanchonetes em solo carioca e agora uma em São Paulo. Vale dar uma espiada nessa matéria que fizemos.

4. O cachorro-quente do Rio

Os melhores ambulantes do Rio ou 9 motivos para ir além do mate e biscoito globo

(Foto: Divulgação)

Com mais de 50 anos de estrada, a Geneal é um dos maiores símbolos da gastronomia praiana carioca. Além do tradicional cachorro-quente feito com pão, salsicha e molho de mostarda, os vendedores ambulantes vendem também dois lanches conhecidos como Tico e Teco, feitos de pasta de ovo e pasta de presunto, além de dois refrescos nos sabores Laranjinha e Uvinha.

5. “Quem quiser o sucolé do Claudinho, é só levantar o dedinho!”

Os melhores ambulantes do Rio ou 9 motivos para ir além do mate e biscoito globo

(Foto: Marcos Pinto)

Claudinho e sua equipe de vendedores rodam pelas areias de Ipanema e Leblon há mais de duas décadas vendendo sucolé. O nome surgiu porque o sacolé dele é de uma cremosidade imbatível – em vez de água, leite; em vez de polpa, fruta mesmo. Chega a vender, em 3 horas, mais de três mil!!!! Fala sério, quem não provou não sabe o que está perdendo.

6. O árabe do Marquinhos

Os melhores ambulantes do Rio ou 9 motivos para ir além do mate e biscoito globo

(Foto: Ana Rezende)

Quem circula pela Praia do Pepê, na Barra, avista de longe quando o Marquinhos chega com suas esfihas. Fazendo pouco do calor de 30 ou 40 graus, ele chega sempre paramentado de túnica e turbante em cima de um camelo cenográfico de dois metros de altura puxado por dois garotos na areia, ladeado por duas mulatas-odaliscas. Carne, berinjela, queijo minas com orégano, queijo com espinafre e frango são os sabores mais pedidos.

7. Um autêntico choripan

Os melhores ambulantes do Rio ou 9 motivos para ir além do mate e biscoito globo

(Foto: Paulo Moura)

Bem em frente ao Posto 9, em Ipanema, procure pela bandeira do Uruguai. Se acomode, curta o dia e, quando bater a larica, caia de boca no choripan, sanduíche de linguiça com chimichurri e cebola. O autor da obra é o uruguaio Milton Gonzales, que chegou ao Brasil há 37 anos, exilado. Sindicalista ligado ao Partido Comunista, era procurado pela ditadura de seu país e passou três anos na prisão, até desembarcar no Rio e abrir a Barraca do Uruguai.

8. A salada de frutas do Val

Os melhores ambulantes do Rio ou 9 motivos para ir além do mate e biscoito globo

(Foto: Marcos Pinto)

Val é um pernambucano que mudou-se para o Rio há 20 anos atrás. Fã de Carmem Miranda, Marylin Monroe e afins, ele colore o trecho em frente à famosa Farme de Amoedo, vendendo uma deliciosa salada de frutas, versão “light” ou versão “gordinha”.

9. Não podia faltar a empada

Os melhores ambulantes do Rio ou 9 motivos para ir além do mate e biscoito globo

(Foto: Divulgação)

Nascida na Região dos Lagos há mais de 25 anos, a Empada Praiana é um clássico das praias cariocas, de Cabo Frio a Ipanema. Seus vendedores, vestidos com uniforme vermelho e amarelo, percorrem as areias com uma caixa térmica cheia de delícias. As de galinha com palmito e queijo com cebola são as mais pedidas.fonte:via