Homem em situação de rua almoça em restaurante nobre de BH, que cobra apenas o refrigerante

Uma pessoa em situação de rua entrou no restaurante de um bairro nobre de Belo Horizonte com R$ 50. O homem pretendia almoçar e acabou viralizando nas redes sociais.

Era tarde de terça-feira (4) no Lourdes, bairro de classe média alta da Região Centro-Sul de BH, quando um homem negro descalço, carregando uma sacola de plástico e com 50 reais na mão, entrou no estabelecimento. Ele pediu uma entrada com frango, um filé e uma garrafa de vinho.

“O garçom veio me perguntar se ele poderia ser atendido. Eu respondi que sim. Se ele quer almoçar aqui, qual é o problema de estar malvestido?”, declarou ao G1 dono do restaurante Benvindo, Gustavo Viana.

Ele só queria ser visto como um cidadão

O proprietário ressalta que o senhor queria ser visto como uma pessoa comum. A conta deu 130 reais, mas ele pagou apenas oito. Talvez Gustavo tenha compreendido a crueldade do processo de desumanização gerado pela vida nas ruas. “Ele só queria ser tratado como um cliente qualquer”.

Os garçons contam que o homem em situação de rua fez questão de pagar. No restaurante, o prato mais barato custa R$ 43. Mas, foi cobrado apenas oito reais pelo refrigerante. Isso, segundo o dono, por insistência do cliente, que ficou indignado por ter que pagar menos.

“Aí o garçom muito delicado disse que o restaurante não cobrou pelo serviço”.

A fotografia é de Daniela Zapata, que estava almoçando com algumas amigas quando o homem entrou no restaurante. Ela diz que ele “foi atendido com tanta dignidade que a gente ficou com um sentimento de alegria”. A fotografia acumula mais de 15 mil curtidas.

Cenas como esta no centro de São Paulo, infelizmente, ainda são comuns

A população de rua em Belo Horizonte cresceu 60%. Hoje, mais de 4 mil pessoas não possuem um teto na cidade. Pesquisas mostram que a maioria dos casos envolve cidadãos com dificuldades financeiras ou problemas de família.

O principal desafio do poder público é tratá-los com dignidade. Invisibilizados pela sociedade e autoridades, estes homens e mulheres possuem história e acima de tudo, são seres humanos. Apesar dos esforços, sobretudo de ONGs, ainda é comum ver cenas de maus-tratos, como um homem que dormia numa calçada do centro de São Paulo e foi atingido por um jato d’água por um funcionário da prefeitura.

Foto: Daniela Zapata/Instagram/fonte:via

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Por dentro do parque temático que presta a devida homenagem ao queijo


Parmesão, provolone, cheddar, prato, gorgonzola e, claro, mozarela. Se só de ler nomes de variedades de queijo você fica com água na boca, precisa conhecer o incrível parque temático dedicado a esse alimento milenar e que faz bem à saúde.

O Imsil Cheese Theme Park fica em Imsil, na Coreia do Sul, e conta com 32 acres, ou quase 130 mil metros quadrados dedicados aos queijos.

Entre as atrações do parque estão construções em forma de queijos, incluindo o Castelo do Queijo, nos quais é possível aprender mais sobre a história do alimento na Coreia e no mundo, além de oficinas sobre a fabricação de mozarela, workshops sobre como preparar pizza de 5 queijos, um laboratório onde cientistas testam novos métodos de fabricação e dois restaurantes para comer de macarrão a sanduíches com o queijo como protagonista.

Se o parque demonstra que os sul-coreanos são malucos por queijo, a relação deles com o laticínio não é das mais antigas. Até poucas década atrás os habitantes do país nem sabiam do que se tratava: acredita-se que o primeiro queijo sul-coreano foi fabricado em 1958 por um padre belga, justamente em Imsil, a cidade que abriga o parque.

O padre criava cabras e fazia seu próprio queijo, que começou a fazer sucesso na região e levou o governador local a pedir que o belga ensinasse sua técnica a toda a comunidade, dando início a uma tradição tão forte que levou à inauguração do parque temático em 2004.

Fotos: reprodução/fonte:via

Ensaio fotográfico ilustra o que as crianças comem nas escolas ao redor do mundo

A educação alimentar é uma questão menos debatida do que deveria. Durante a juventude, crianças e adolescentes formam os hábitos que provavelmente os acompanharão por toda a vida, e terão impacto direto sobre sua saúde.

A Sweetgreen é uma rede de restaurantes norte-americana que serve comida saudável, e mantém um programa de educação alimentar em escolas para ajudar as crianças a aprender a fazer escolhas mais saudáveis na hora de se alimentar.

Para levantar o debate em torno da questão, a empresa preparou um ensaio fotográfico mostrando como seriam refeições típicas em escolas de diferentes países do mundo, em comparação com o que é servido nos EUA.

O ensaio foi criticado por dar a entender que as imagens representavam cardápios reais, servidos em escolas dos países. A Sweetgreen se defendeu, argumentando que o objetivo é mostrar que existem muitas opções de cardápios saudáveis para serem montadas baseando-se em alimentos disponíveis em cada região do mundo.

De acordo com a empresa, “para criar o ensaio foram consultadas fotos reais publicadas por estudantes na internet, além de terem sido feitas pesquisas sobre os programas de educação alimentar nas escolas dos países”.

Estados Unidos: Frango ‘pipoca’ frito, purê de batatas, ervilhas,  frutas e um biscoito de chocolate

Finlândia: Sopa de ervilha, salada de beterraba, salada de cenoura, pão e pannakkau (panqueca) com frutas frescas

Itália: Peixe local sobre uma cama de rúcula, macarrão com molho de tomate, salada caprese, pão e algumas uvas

França: Bife, cenoura, feijão verde, queijo e frutas frescas

Grécia: Frango assado sobre orzo, folhas de uva recheadas, salada de tomate e pepino, laranjas frescas e iogurte grego com sementes de romã

Espanha: Camarão salteado com arroz integral e legumes, gazpacho, pimentos frescos, pão e laranja

Brasil: Carne de porco com legumes mistos, feijão preto e arroz, salada, pão e banana assada

Ucrânia: Purê de batatas com salsicha, sopa de beterraba, repolho e syrniki (uma panqueca de sobremesa)

Coreia do Sul: Sopa de peixe, tofu com arroz, kimchi e legumes frescos

Fotos via Sweetgreen/fonte:via

O que crianças brasileiras de diferentes realidades comem em uma semana

Apesar dos inúmeros avanços, a globalização produz um fenômeno preocupante, a deterioração dos hábitos alimentares. Com a incidência dos alimentos de origem industrial, crianças e adultos estão cada vez mais imersos em uma dieta baseada em congelados e conservantes.

Para jogar luz sobre o assunto, o fotógrafo Gregg Segal produziu um ensaio usando crianças de diferentes origens sociais. Daily Bread (pão diário, em tradução ao português), conta com quatro crianças, duas oriundas das chamadas comunidades tradicionais e uma dupla da cidade, um de classe média e outro morador de uma favela nos arredores da capital federal.

Kawakanih Yawalapiti, de 9 anos, moradora no Alto Xingu, em Mato Grosso. Na fotografia, é possível perceber uma alimentação baseada em frutas como abacate e manga. A garota consome ainda tapioca e bastante peixe.

O choque aparece logo com a fotografia de Henrico Valia, de 9 anos. Membro de uma família de classe média de Brasília, a dieta do garoto é quase 100% industrializada. Tirando a presença de poucas frutas, como a banana, o rapaz come pão, chocolate, pipoca, pizza e salgadinhos.

Em entrevista à Folha de São Paulo, o fotógrafo Gregg Segal diz que se sentiu feliz em ver uma linha do tempo constante na alimentação das comunidades tradicionais. “Foi revigorante retratar as comunidades indígenas e ver alimentações que não mudam muito ao longo das gerações,  basicamente com o que há disponível por perto. Não há açúcar refinado nem embalagens plásticas envolvendo os alimentos”, encerra.

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No caso de Davi, que mora na favela de Santa Luzia, também em Brasília, os produtos industrializados não dominam o cardápio. Na verdade, existe aqui uma questão financeira, já que cereais, iogurtes, não são nada acessíveis nos supermercados. Por isso, o garoto consome, sobretudo, arroz e feijão. Curiosamente, dá pra perceber a presença das folhas, como o alface. Uma ausência nas fotos de Henrico.

Por fim, Ademilson dos Santos, 10 anos, vive na comunidade Quilombolas Kalungas de Vão de Almas, em Goiás. Em seu ensaio, os olhos brilham com a presença de tanta fruta. Laranja, melancia, manga, abacate, estão todas lá. Tem ainda, bolo, uma gama de alimentos proporcionados pela terra. O que mostra, mais uma vez, a necessidade de preservar estes espaços habitados por quilombolas.

Segal começou a investigar semelhanças e diferenças nos hábitos alimentares das pessoas com o projeto Seven Days of Garbage (sete dias de lixo), em 2014. Desde então, ele pede aos voluntários que guardem tudo o que jogariam fora. Daí, ele os fotografava rodeados de sua produção. Gregg foi percebendo que a maioria do entulho eram embalagens de comida.

O mais novo trabalho contou com ajuda de Anna Penido, Ana Paula Boquadi e Tainá Förhmann. A base foi montada em Brasília, onde fotografou crianças de origens diversas.

“Estou focando nas crianças porque os hábitos alimentares, que se formam quando somos jovens, duram uma vida inteira e, muitas vezes, abrem caminho para problemas crônicos de saúde, como diabetes, doenças cardíacas e câncer de cólon”, explica na descrição do projeto.

Daily Bread é mais um elemento importante para alertar sobre o avanço da obesidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde, todo anos 2,8 milhões de pessoas adultas morrem em consequência do sobrepeso. Tem mais, 44% dos casos de diabetes, 23% dos registros de cardiopatias isquêmicas e 41% dos casos de câncer podem ser atribuídos à alimentação desregulada.

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Fotos: Gregg Segal /fonte:via

Caçadores invadem reserva de rinocerontes e acabam devorados por leões

Um grupo de caçadores invadiu ilegalmente uma reserva de rinocerontes e acabou sendo devorado pelos leões. De acordo com informações do jornal inglês Daily Mail, acredita-se que pelo menos três homens tenham sido comidos pelos felinos. Eles vivem no resort Sibuya Game Reserve, no Cabo Oriental, África do Sul.

Não se sabe ao certo como tudo aconteceu, mas pela quantidade de sangue encontrada, é possível dizer que os três foram comidos pelos leões. No entanto, é complicado chegar ao número exato.

Os funcionários da reserva, localizada em um lugar com vegetação densa, dizem ter encontrado três pares de sapato, uma cabeça e partes de corpos e membros cobertos por sangue. Além disso, foram recolhidos armamentos pesados, como rifles, cortadores e até um machado. É provável que os objetos sejam usados para cortar chifre de rinocerontes.

“Encontramos armas pesadas e comida suficiente para dias, então suspeitamos que eles estavam mesmo atrás dos nossos rinocerontes. Os leões são os nossos vigilantes e guardiões, eles encontraram o grupo errado e acabaram virando refeição. Ficamos tristes pela perda de qualquer vida, mas isso envia uma mensagem clara aos caçadores de que eles nem sempre sairão vencedores”, relatou Nick Fox, proprietário do resort.

O rinoceronte é um dos principais alvos da caça ilegal no mundo. Só este ano, nove foram assassinados em reservas por pessoas em busca de seus chifres.

Fotos: Reprodução/Sibuya Game Reserve/fonte:via

Leite Moça lança edição limitada de latas colecionáveis para reutilização

Se você é dessas pessoas que consome Leite Moça e depois aproveita as latinhas como porta-objetos, vasinhos ou qualquer outra coisa, fique ligado ao ir ao mercado: a marca lançou uma nova edição de estampas colecionáveis.

Depois do sucesso das latas inspiradas em azulejo de cozinha no ano passado, a nova edição traz ilustrações inspiradas nas várias receitas que podem ser feitas com o leite condensado, acompanhando mensagens divertidas, ao estilo de montagens que costumam ser vistas nas redes sociais.

As artes ficam sob o rótulo de papel, que deve ser tirado sob água corrente. Mas, diferente da edição anterior, dessa vez o produto que vem com as latas colecionáveis é o Leite Moça Light, e não o Tradicional. O preço é o mesmo que o das latas convencionais.

Fotos: reprodução/fonte:via

Ele desconstruiu e fotografou suas receitas favoritas para incentivar reflexão sobre o que consumimos

Algumas vezes parece que nossos pratos preferidos já nasceram prontos. Vivemos tão longe de uma cultura gastronômica que sequer pensamos sobre cada etapa necessária para que um alimento fique pronto.

Interessada nesse processo, a fotógrafa​ Marina Ekroos decidiu “desconstruir” seus pratos preferidos em uma série de fotos que mostra como eles são feitos. O objetivo é simples: refletir sobre aquilo que comemos.

A série gerou 62 fotografias no total. Todas as receitas foram feitas e fotografadas pela própria Marina, que precisou aprender a cozinhar cada prato. Outro detalhe importante foi a preferência por clicar as imagens em uma composição única e não em um passo-a-passo como é comum em livros e sites de receitas.

Preocupada com o desperdício que é comum em ensaios de fotografia de comida, Marina se certificou de que todos os alimentos usados nas fotos fossem consumidos. Os pratos foram compartilhados com vizinhos e amigos, segundo contou em um artigo escrito para o Bored Panda.

Quando a série Visual Recipes começou, em 2009, com a foto dos cinnamon rolls (uma espécie de pãozinho de canela, retratado na imagem abaixo), Marina não podia imaginar o que estava por vir. Com o tempo, o projeto virou um livro, publicado na Finlândia, em 2012, e em Taiwan, em 2016.

Nesta página, você confere algumas das melhores imagens clicadas por ela, que são um verdadeiro convite a refletir sobre aquilo que comemos.


Foto ​© Marina Ekroos /fonte:via