Existem 75 mil bibliotecas livres pelo mundo e isso é importante e maravilhoso

Não é preciso citar todos os benefícios que os livros trazem para nossas vidas. O mundo cada vez mais tecnológico em que vivemos não impede que os livros continuem a existir e sejam parte essencial de nossa formação enquanto cidadãos e seres humanos. Sabendo da importância e magnitude dos livros, o norte americano Todd Bol desenvolveu o projeto Little Free Libraries (pequenas bibliotecas livres), em 2009.

As bibliotecas nada mais são do que pequenas caixas, que podem ser instaladas em qualquer lugar, garantindo que todo mundo possa ter acesso a um bom livro, sem precisar pagar nada. Um projeto simples, colaborativo e de uma importância imensa, que está sendo levado para diversos países e acaba de instalar sua 75.000 biblioteca, na cidade de Jenks – Oklahoma.

Todd deu início ao projeto montando a primeira biblioteca em seu jardim e em menos de uma década, ele já se estende para 88 países ao redor do mundo, entre eles, México, Síria, China, Porto Rico, Coréia, Rússia e Irã. Qualquer pessoa pode se oferecer para ser administrador de uma biblioteca, que pode ser instalada em jardins particulares ou em algum espaço público, desde que tenha uma pessoa responsável.

O que começou com meia dúzia de livros, hoje possui uma rede imensa e estima-se que, somente neste ano, mais de 54 milhões de livros serão compartilhados. A troca que se faz entre as pessoas também é parte importante da iniciativa, que faz com que milhões de vizinhos se conheçam, estabelecendo não somente conversas relacionadas aos livros que leram, como interações humanas e relações de amizade.

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Na China, bikes compartilhadas são abandonadas e formam montanhas de desperdício

Parece uma obra de arte mas é, em verdade, desperdício e símbolo dos excessos do capital. Depois que, no ano passado, as bicicletas compartilhadas passaram a fazer um imenso sucesso na China, dezenas de empresas inundaram as cidades com magrelas coloridas, prontas para serem utilizadas e pedaladas por todo o país. Acontece que a infraestrutura e a legislação local não estava pronta para tamanha oferta e tanto serviço – e, com isso, muitas dessas empresas viram seu estoque empacar em depósitos que hoje mais parecem cemitérios de bicicletas.

Com a maior população do mundo, passando de 1.4 bilhões de pessoas, tudo que diz respeito à produção, oferta e demanda no país é monumental – e, da mesma forma, é o desperdício quando um negócio não dá certo.

Com isso, os usuários começaram a abandonar as bicicletas, assim como as empresas, criando essas imensas pilhas, como teias de rodas, em diversas cidades do país. Bicicletas abandonadas, quebradas, amontoam-se como um símbolo inconteste da especulação e de um mercado que pode ajudar a salvar o planeta, desde que feita de forma razoável.

As bicicletas compartilhadas seguem populares na China, e o mercado ainda promete crescer, mas certamente tal crescimento terá de acontecer de forma mais sustentável. Por enquanto o que restam são essas incríveis imagens que, fossem feitas por artistas, seriam obras de arte de beleza e força – mas, sendo feitas pelo capital fora de controle, se tornam signos perfeitos do desperdício desenfreado que o mercado pode provocar, independentemente de ideologia, orientação política ou sistema de governo.

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