O que é a gongocompostagem e como ela pode te ajudar a produzir adubo

As minhocas não são os únicos seres capazes de ajudar na compostagem dos alimentos.

Pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, no Rio de Janeiro, descobriram que os gongolos são também ótimos nessa tarefa. Esses bichanos parecem com minhocas enroladinhas e também são chamados de piolhos-de-cobra ou embuás.

A boa notícia é que eles são ótimos trituradores de alimentos e já estão sendo usados em Rondônia para fazer a “gongocompostagem“.

Funciona assim: os gongolos trituram a matéria orgânica e, assim, ela é mais facilmente decomposta pelos microorganismos presentes no solo. Essa decomposição tem como resultado um adubo orgânico em um processo que pode levar entre 90 e 120 dias.

Um das vantagens em relação à compostagem com minhocas é que o adubo gerado pelos gongolos pode ser aplicado diretamente em mudas e hortas, enquanto o resultado de minhocários costuma precisar de outros elementos para melhorar sua textura antes do uso. Além disso, os também chamados embuás são encontrados facilmente na natureza, o que torna o processo muito mais econômico.

Fotos: Divulgação Embrapa/fonte:via

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Eles descobriram que compostar para os outros é uma forma de ganhar dinheiro e ajudar o planeta

Como mais da metade do lixo que produzimos em casa é orgânico, muita gente hoje em dia reaproveita esses resíduos orgânicos domésticos em composteiras, colocando em suas próprias casas as cascas de frutas e sobras de comida em uma terra com minhocas que transformam esses restos em adubo. O que a empresa brasileira VideVerde faz é aplicar essa lógica em grande escala – compostando e transformando em adubo, por exemplo, os restos orgânicos dos mais de 60 restaurantes do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro.

Conduzida pelos sócios Márcio Santos e Marcos Rangel, a compostagem em escala industrial da VideVerde atende não só ao aeroporto, mas a hospitais, empresas, redes de supermercados, shoppings e até uma siderúrgica em Itaguaí, no Rio de Janeiro.

Assim, a empresa realiza em 60 dias e fechando todo o ciclo da sustentabilidade o que, em aterros convencionais (que simplesmente amontoa os materiais recicláveis e produz uma quantidade imensa de gás metano) levaria um século para ser solucionado. A empresa hoje trabalha com 35 funcionários, 10 caminhões para mais de 60 clientes em 80 pontos de coleta no Rio.

A VideVerde hoje tem capacidade para processar 1500 toneladas de resíduos orgânicos por mês, realizando justamente o ciclo completo – desde a coleta do lixo até a compostagem, produção de composto e alimentos orgânicos.

Cobrando um valor médio de R$ 400 por tonelada coletada, a empresa, sediada em Cachoeira de Macacu, no estado do Rio, é hoje uma das poucas no Brasil a realizar compostagem em escala industrial.

Diante de um problema ancestral e imenso, trata-se de uma solução ecológica, viável e até mesmo lucrativa – sem precisar, para isso, destruir o planeta.

© fotos: reprodução /fonte via

Projeto oferece coleta de lixo orgânico por assinatura e devolve adubo ou hortaliças

Manejar todo o lixo que é produzido é um dos grandes desafios da nossa sociedade. Ainda que a reciclagem não atinja níveis tão bons no Brasil, é um caminho a seguir. Mas e o que fazer com os resíduos orgânicos?

Montanhas de detritos se acumulam por lixões e aterros sanitários Brasil afora. Em Brasília, o Projeto Compostar tenta achar uma solução diferente, mostrando que resíduo orgânico não é lixo, e pode ser útil se for destinado corretamente.

Para isso, o projeto converte os resíduos em adubo através da compostagem, um conjunto de técnicas que estimulam a decomposição do material orgânico, criando fertilizantes ricos em nutrientes.

O Compostar oferece planos doméstico e empresarial. No primeiro, o assinante paga uma taxa mensal de R$65 através da Benfeitoria (contribuição que pode variar de acordo com as possibilidades do interessado), recebe um baldinho e uma sacolinha e instruções para separar o material que gera em casa.

A cada semana, a equipe do projeto recolhe o material e realiza a compostagem no pátio. Como recompensa, o assinante recebe, por mês, uma muda de planta ou um quilo de adubo orgânico.

Já no plano empresarial, os contratantes recebem tambores de 60 litros para fazer a separação dos resíduos e a equipe do estabelecimento é treinada sobre separação e descarte de resíduos. Frequência de coleta e recompensa variam de acordo com o perfil de cada cliente, mas o processo de compostagem no pátio do Projeto é basicamente o mesmo.

De acordo com o site do Projeto, com as 90 residências atendidas atualmente, são cerca de 80 kg de resíduos orgânicos que iriam para os lixões e aterros todos os dias, mas acabam se tornando adubo. Mais de 1200 mudas de hortaliças já foram entregues, e há potencial para muito mais.

Fotos: reprodução/fonte:via