Mochila criada na África do Sul gera luz própria e ajuda crianças a estudarem à noite

Na África, onde muitas comunidades não têm acesso a energia elétrica, uma dupla empreendedora formada por Reabetswe Ngwane e Thato Kgatlhanye desenvolveu uma solução criativa para este problema. Através de sua empresa, Rethaka, eles criaram a Repurpose Schoolbags, uma mochila escolar que faz bem mais do que acomodar livros e cadernos – ela também ajuda as crianças a ler e a voltar para casa durante a noite.

A Rethaka recicla sacolas de plástico – material fácil de ser encontrado em toda a paisagem sul-africana – transformando-as em mochilas escolares movidas a energia solar. Estas mochilas possuem painéis solares que são carregados durante todo enquanto as crianças estão na escola e, quando o sol se põe, já estão completamente cheios, fornecendo muita luz para ler, fazer a lição, ou voltar para casa com segurança.

Esta solução inteligente e simples para um problema persistente surgiu através de um trabalho de escola em 2014. Thato Kgatlhanye teve a ideia e acabou sendo premiada com o Prêmio Anzhisha – que premia jovens da África que desenvolveram e implementaram soluções inovadoras para desafios sociais ou iniciaram empresas bem-sucedidas em suas comunidades.

Agora, ao lado de seu parceiro comercial, Ngwane, seus negócios não estão apenas iluminando o caminho dos alunos, mas também estão criando empregos para sua comunidade na província do noroeste da África do Sul. Três problemas sociais estão sendo abordados com uma solução – crianças têm recebido ajuda para aprender, empregos têm sido criados na região e, o plástico que antes estava apenas entulhando o meio ambiente, tem sido reciclado para algo útil gerando assim menos impacto ambiental.

Atualmente, são oito funcionários responsáveis por todo o processo desde a coleta, lavagem e classificação das mochilas, até a costura final e entrega das Repurpose Schoolbags.

 

Imagens: Reprodução/fonte:via

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Comunidade urbana autossuficiente é opção para quem quer viver fora do sistema

Se você sempre quis viver em uma ecovila autossuficiente, mas não tinha planos de deixar a cidade, então esta alternativa que está entrando em funcionamento na Holanda pode ser a ideal para colocar este projeto em prática. A primeira comunidade piloto da ReGen Villages está sendo criada em Almere, na Holanda, e deverá contar com 25 casas inicialmente, de acordo com informações do Ciclo Vivo.

O projeto, desenvolvido pelo escritório de arquitetura EFFEKT, prevê a criação de uma espécie de bairro do futuro, completamente autossuficiente. Caso o funcionamento dê certo, espera-se que o bairro inicial seja ampliado para contemplar 100 residências.

Tudo na ecovila deve funcionar com o máximo de eficiência e sustentabilidade. Para isso, o conceito prevê casas capazes de gerar e armazenar energias renováveis, bem como a gestão da água, com captação e reuso deste recurso. Alimentos orgânicos serão produzidos no local, que também contará com um sistema de aquaponia, que mistura agricultura com a criação de peixes, de acordo com o site do projeto. Além disso, os resíduos gerados pelas residências serão transformados em novos recursos através de reciclagem e compostagem.

O escritório responsável pelo projeto também busca expandir a ideia. Nesse sentido, está sendo avaliada a possibilidade de replicar o modelo em outros países, como Suécia, Dinamarca, Noruega, Alemanha, Bélgica, Grã-Bretanha e Estados Unidos. Os interessados em viver em uma destas vilas já podem se cadastrar através do site da iniciativa – que já recebeu mais de 10 mil contatos vindos de diversas partes do mundo.

Foto: Divulgação/fonte:via