Fotos captam o poder e a beleza dos rituais religiosos no Congo

Com conflitos políticos ameaçando a segurança da população diariamente, muitos moradores da República Democrática do Congo recorrem à Igreja Católica em busca de apoio e segurança para protestar contra o governo local. Assim, os padres congoleses se tornaram símbolo de resistência pacífica num país marcado pela violência.

O fotojornalista Hugh Kinsella Cunningham, que vive em Londres, passou um mês no país africano para registrar a força dos congoleses que resistem, aproveitando para mostrar a resiliência e a força dos habitantes em vez da “imagem de pena que a geração anterior de fotógrafos estabeleceu”.

Hugh visitou todas as igrejas envolvidas na resistência política, acompanhando dezenas de missas todos os dias, começando às 6h da manhã. “O Congo é um país difícil de se registrar, com fotógrafos sendo vistos com suspeita em todo lugar. Muitos dos padres relutaram em falar comigo, o que é compreensível, já que devido a eventos recentes vários deles têm sido monitorados pelo regime”, disse em entrevista.

Após o período no Congo, Hugh concluiu que a Igreja provem estrutura e esperança aos moradores dos locais mais pobres do país. Além disso, os padres se mostram figuras de autoridade mais acessíveis e acolhedoras que o governo jamais poderia ser. “E quanto mais suas histórias atraírem interesse internacional, mais o governo perceberá que não pode se safar ao reprimir com violência os protestos liderados pelos membros da Igreja”, conclui.

Todas as fotos © Hugh Kinsella Cunningham /fonte:via

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O descaso criou uma nova epidemia de ebola no Congo

(Foto: AFP) 

Detectado pela primeira vez nas florestas da República Democrática do Congo em 1976, o ebola volta a atingir o país.

Esta é a nona vez que a enfermidade é registrada em solo congolês. No ano passado, oito pessoas haviam sido infectadas, das quais quatro morreram.

Na última semana, foram confirmadas 17 mortes pelo vírus, segundo a AFP. Além das vítimas fatais, houve um registro de mais 21 casos da doença na província de Equateur e dois em Bikoro, ambas localidades no noroeste do país. Há ainda 10 casos suspeitos de contágio que estão sendo investigados.

Micrografia eletrônica de varredura do vírus de ébola (em vermelho) sobre a superfície de uma célula de cultivo.

Apesar de grave, esta epidemia não se compara ao surto da doença que assolou países da África Ocidental entre 2013 e 2016, registrando mais de 11 mil mortes.  Graças à geografia do Congo, os surtos costumam ser localizados e fáceis de isolar, o que faz com que o ebola não se espalhe tão facilmente em seu território.

Foto em destaque: CDC/Cynthia Goldsmith /fonte:via