Novo pigmento azul desenvolvido por cientistas traz mais vida a criações artísticas

Hypeness

Quando você achava que o mundo já tinha todas as cores que precisava, vêm os cientistas e criam um novo pigmento: o “Quantum Blue“.

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Trata-se de um azul vivo feito de pontos quânticos que absorvem a luz azul.

Tudo começou como uma ideia da pintora Olga Alexopoulou, encarada como um desafio pelo Prof. Paul Alivisatos, uma das maiores autoridades na fabricação de nanocristais.

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Com a ajuda de pesquisadores da Lawrence Berkeley National Laboratory e da especialista em cor Maria Chatzidakis, da University of West Attica, o pigmento se tornou realidade.

De aparência futurista o “Quantum Blue” brilha quando exposto à luz ultravioleta e é uma nova aposta em criações artísticas. Sua estreia foi feita pela própria Olga Alexopoulou, que usou o pigmento em uma pintura recente.

Espia só o debut da coloração no mundo das artes. Nada mal, não é mesmo?

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Fotos: Olga Alexopoulou /fonte:via

Artista Yayoi Kusama vai estrear um novo – e maior – espelho infinito em Londres

Quando as salas de espelho de Yayoi Kusama abriram na galeria Victoria Miro, em Londres, foi um frisson só: as pessoas ficavam em longas filas por horas só para dar uma olhada nelas. Imagens de visitantes refletidas em sua obra inundaram as mídias sociais e a exposição viajou pelo mundo, fazendo o maior sucesso por onde passou.

Em outubro, a arte de Kusama volta à galeria londrina, espaço que exibe seu trabalho há duas décadas. A grande exposição contará com um novo trabalho do artista, incluindo pinturas, esculturas e – talvez com as filas de 2016 em mente – um “Infinity Mirror Room” (Sala de Espelhos Infinitos) de grande escala, criado especificamente para esta mostra.

O espelho infinito de Yayoi Kasuma é um sucesso por onde passa

O Infinity Mirror Room irá envolver os visitantes da galeria em uma grande sala espelhada com lanternas de papel cobertas de bolinhas penduradas no teto. A ideia da instalação é transmitir “a ilusão de ser desatrelado em um espaço infinito” imergindo totalmente qualquer um que entre ali.

Kusama, agora perto de seu aniversário de 90 anos, ainda tem que desacelerar sua produção artística, continuando a criar novos trabalhos, bem como expandir os mais antigos. Isso inclui My Eternal Soul, uma série de pinturas que estão em andamento e apresentam olhos, rostos e, é claro, os pontinhos pelos quais ela é tão aclamada.

A obra "My Eternal Soul", de Yayoi Kasuma

A abóbora – que existe na obra da artista desde o final da década de 1940 – vai voltar na forma de esculturas de bronze pintadas de vermelho, amarelo e verde, cobertas de pontos pretos. O simbolismo por trás da abóbora remonta à infância de Kusama, já que sua família ganhava a vida cultivando sementes de plantas, e a abóbora kabocha ocupava os campos em volta de sua casa. Ela explicou em seu livro Infinity Net: the Autobiography of Yayoi Kusama: “Parece que abóboras não inspiram muito respeito. Mas eu me encantei com a forma charmosa e cativante delas. O que mais me atraiu foi a generosa despretensão da abóbora. Isso e seu sólido equilíbrio espiritual”.

Yayoi kusama e sua inspiração nas abóboras da infância

As flores também são importantes para o trabalho de Kusama, que, segundo Victoria Miro, “refletem o dualismo entre o natural e o orgânico encontrado em toda a sua arte”. Flores em grande escala feitas de bronze e pintadas adornarão o jardim à beira da galeria numa tentativa de “transpor uma linha entre a natureza e o exuberante artifício”.

As obras de Kusama também serão incluídas na mostra de outono Space Shiffers, da Hayward Gallery. Com inauguração marcada para setembro, a obra “Narcissus Garden” – atualmente instalada em Nova York – será exibida na exposição dedicada a “alguns dos principais artistas internacionais cujo trabalho altera ou perturba nosso senso de espaço e reorienta nossa compreensão do que nos cerca”. Em outubro, o filme Kusama – Infinity também será lançado nos cinemas, proporcionando um documentário que irá explorar sua carreira, desde sua criação conservadora no Japão, passando pelo tempo que passou em Nova York em meio ao movimento de vanguarda da cidade, até ascender à fama internacional.

A exposição de Yayoi Kusama fica em cartaz no Victoria Miro, em Londres, de 3 de outubro a 21 de dezembro de 2018.

fonte:via

Portas das casas na Ilha da Madeira são uma galeria de arte a céu aberto

O viajante espanhol Guido Gutierrez Ruiz teve o privilégio de visitar a Ilha da Madeira, parte de um arquipélago português localizado no Oceano Atlântico, a sudoeste de Portugal. Andando pela sua capital, Funchal, ele ficou impressionado com a beleza oculta desta cidade. Obras de arte estavam espalhadas em todo lugar!

O Projecto Portas Pintadas transformou o Funchal numa galeria de arte permanente. Dando vida à cidade, todas as portas têmm uma personalidade única. Aqui estão algumas das portas coloridas que eles visitou.

Qual delas é o sua favorita?

Fotos: Guido Gutierrez Ruiz/fonte:via

20 fotos clássicas em preto e branco ganham (ainda) mais vida em cores

Depois de trabalhar com design gráfico e web por mais de 10 anos, o artista responsável pela página @alive.brush no Instagram revela o resultado de seu trabalho colorindo fotos antigas. “Eu sou uma pessoa dos ‘bons velhos tempos’. Gosto de filmes antigos, fotos e tudo relacionado ao passado”, escreve no site Bored Panda.

O artista sempre se perguntou como as coisas eram antes, como as cores pareciam. Essas fotos retocadas vieram dessa curiosidade. “Esta é apenas uma ideia para trazer à vida aquele tempo. Então, peguei minha caneta e decidi torná-los vivos”.

A qualidade do resultado depende da foto original, assim, fotos mais antigas e mais desgastadas são mais difíceis de trabalhar e o resultado final não é tão realista. “Quando publiquei meu trabalho na internet, não fazia ideia de que haveria tantas reações. Há positivas e, claro, negativas, como tudo que acaba online. Ambas me fazem sorrir. Há pessoas que estão muito entusiasmadas, outras não e algumas até mesmo ofendidas”.

Atualmente, o artista trabalha em um novo conjunto de fotos, ainda melhor e com maior qualidade. “Há uma regra neste negócio: quanto mais você trabalha, melhor você fica”, diz.

A artista mineira Marina Amaral, que também já andou dando as caras por aqui, faz um trabalho na mesma linha, usando o Photoshop.

 

Fotos: Retro Brush/fonte:[via]

Impressionantes fotografias coloridas digitalmente mostram bombardeio a Londres na Segunda Guerra

A técnica de colorir digitalmente antigas fotos em preto e branco parece possuir a capacidade de trazer nova e atual vida ao passado registrado nas imagens. Dependendo das fotos, porém, tal renovação em cores pode trazer a memória de tempos sombrios e cinzas – como é o caso das imagens da Grande Blitz alemã contra a Grã-Bretanha durante a segunda guerra mundial.

Mais de 40 mil cidadãos britânicos foram mortos e mais de 135 mil acabaram feridos ao longo desse que é um dos mais intensos bombardeios de todo o combate. A Blitz (contração da palavra alemã “blitzkrieg”, que quer dizer “guerra relâmpago”) começou no dia 7 de setembro de 1940 e durou impressionantes 8 meses e 5 dias, até 10 de maio de 1941, com 57 noites consecutivas ininterruptas de ataque em seu início. Ao fim, cerca de um milhão casas estavam destruídas ou danificadas somente em Londres.

 

A gravidade dos ataques fica clara nas imagens, assim como o sofrimento imposto à população inglesa. Londres não foi, no entanto, a única cidade atingida pela Luftware (nome da aviação alemã): Belfast, Birmingham, Bristol, Cardiff, Coventry, Glasgow, Liverpool, Manchester, são algumas das outras cidades que também sofreram a blitzkrieg nazista.

Apesar da intensidade dos ataques, os nazistas falharam em sua iniciativa de destruir a força militar britânica e a moral do povo e do governo para culminar em uma invasão nazista à Grã-Bretanha. As imagens trazidas à atualidade através da aplicação de cores, contudo, mostram o custo que uma guerra traz às populações e às cidades, não importa se do lado dos vencedores ou vencidos.

A resistência do povo inglês, porém, entre tantos outros, ajudou o mundo a combater e derrotar o nazismo, mal esse que precisa permanecer nas cinzas da história, e jamais ser trazido à atualidade que não por fotos e pela memória.

 

© fotos: Royston Leonard/mediadrumworld.com/fonte:via