Beleza incomparável do cabelo crespo de meninas negras ganha retratos de época


Ser negra e ser mulher é um desafio duplo. Além de raramente se verem retratadas na mídia (ou talvez justamente por causa disso), estas mulheres acabam enfrentando com frequência problemas de autoestima – no Blogueiras Negras tem um texto maravilhoso da Luara Vieira sobre o assunto.

Para bater de frente com essa realidade e empoderar meninas negras, o duo de fotógrafos do Creative Soul criou uma série de retratos inspiradores que exaltam a beleza dos cabelos crespos. O projeto ganhou o nome de Afro Art e mostra toda a versatilidade dos cabelos crespos.

Por trás da iniciativa estão Regis e Kahran, um casal de fotógrafos de Atlanta (EUA) que entende a importância da representatividade. Os dois viajaram por diversos estados do país para fotografar cabelos com um estilo próprio. Cada ensaio teve uma temática diferente (dos estilos barroco ao punk, você vai encontrar de tudo nas fotos da série).

Tentamos combater os estereótipos nas nossas fotografias mostrando uma imagem diversa de crianças que amam sua pele, os cachos naturais de seus cabelos e sua cultura. Histórias como esta são importantes para mostrar que podemos derrubar os padrões de beleza atuais“, escrevem eles na página do projeto.

Inspiração define as imagens abaixo. Vem ver!

fonte:via

O que acontece quando o disco ‘África Brasil’, de Jorge Ben, é tocado para crianças em Zâmbia




Lançado por Jorge Ben em 1976, o disco África Brasil viria a significar não só uma guinada fundamental na carreira do cantor e compositor, como se tornaria um dos mais celebrados e reconhecidos discos da música brasileira. Misturando ritmos nacionais, a influência africana com a música negra dos EUA, África Brasil é o momento em que Jorge deixa de tocar violão para passar a se acompanhar na guitarra – e alcançar um de seus trabalhos, rítmica e esteticamente, mais fascinantes, na exata metade da ponte entre o Rio de Janeiro, os EUA e a África. Mas o que acontece quando essa ponte é de fato cruzada? Foi isso que o fotógrafo Leonardo Salomão e Daniella Schuarts foram descobrir.

Em 2015, para realizarem um vídeo a fim de arrecadar doações para a conclusão da construção de um escola na Vila de Mugurameno, na Zâmbia, Leonardo e Daniella decidiram que era a hora de Jorge Ben ir à África – de África Brasil encontrar sua ponta efetivamente africana. Assim, os dois colocaram crianças da escola para escutarem o clássico “Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)”, que abre o disco, e reagirem à música – e o resultado é simplesmente comovente.

Ver o balanço e a alegria das crianças do Zâmbia, que jamais haviam escutado Ben ou mesmo a música brasileira, comprova não só a universalidade da música enquanto linguagem afetiva (e a alegria como a prova dos nove da própria vida) como também o quanto Jorge Ben estava certo nesse disco que é uma de suas maiores obras-primas.

Não há maiores detalhes sobre se há outras filmagens de outras músicas – pois, considerando que África Brasil traz em seu repertório canções como “O Filósofo”, “Meus filhos, meu tesouro”, “Taj Mahal”, “O Plebeu”, “Xica da Silva” e “Camisa 10 da Gávea”, seria sensacional ver as crianças reagindo ao disco por inteiro.

© fotos: reprodução/fonte:via

Crianças não fofas das propagandas dos anos 1950

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Motorola, 1952



As propagandas antigas eram repletas de bizarrices. Anúncios já reproduziram muitos estereótipos machistas, racistas e até um Papai Noel fumante.

As páginas dos anos 50 eram o auge do estranhamento, com propagandas de comidas prontas se apresentando como saudáveis e práticas. E, por algum motivo, as crianças que apareciam nos anúncios tinham as feições mais demoníacas que você vai ver hoje.

As imagens perturbadoras foram reunidas pelo site Plan 59, em uma galeria chamada (não injustamente, é verdade) de “Scary Kids” – ou “crianças assustadoras”, em inglês. Parece que os publicitários da época achavam que colocar pequenos demônios nos anúncios poderia estimular os consumidores…

Rola a tela e se joga nessa bizarrice!

Anúncio de pão, 1954

Anúncio de pão, 1954

Anúncio da National Restaurant Association (EUA), maio de 1957

National Restaurant Association (EUA), maio de 1957

Pillsbury Cake Mixes, 1954

Mistura para bolos Pillsbury, 1954

Stokely-Van Camp, 1953

Stokely-Van Camp, 1953

Stokely-Van Camp, 1953

Stokely-Van Camp, 1953

Stokely-Van Camp, 1953

Stokely-Van Camp, 1953

Stokely-Van Camp, 1952

Stokely-Van Camp, 1952

Anúncio da Comissão de Cítricos da Florida, 1956

Comissão de Cítricos da Florida, 1956

The Joy of Good Eating, 1952

The Joy of Good Eating, 1952

Motorola, 1952

Motorola, 1952

Franco-American, 1954

Franco-American, 1954

Nabisco Shredded Wheat, 1945

Beech-Nut Gum, 1958

Beech-Nut Gum, 1958

Post Toasties, 1958

Post Toasties, 1958

Créditos sob as imagens/fonte:via

Página no Facebook publica fotografias dos lanches servidos em escolas públicas brasileiras

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Com o escândalo da máfia das merendas vindo à tona, os olhos de muitos brasileiros se voltaram para o que era servido – ou deveria ser – de lanche nas escolas públicas. Para denunciar a falta de alimentos e o descaso nestas instituições, foi criada uma página no Facebook que divulga fotos das refeições servidas em diversas escolas brasileiras.

A página ganhou o nome de Diário da Merenda e se transformou em uma ferramenta de protesto para que cada vez mais pessoas contribuam para a merenda chegar exatamente onde deveria estar: no prato dos estudantes. Na página, ficam claras as diferenças entre as escolas: enquanto algumas oferecem uma refeição completa, com direito a feijão, arroz e até suco natural; outras disponibilizam apenas um suco de caixinha e biscoitos para os alunos.

Ao olhar as fotos, pode até parecer que alguns dos lanches considerados “ruins” seriam uma refeição normal, caso não fossem servidas todos os dias as mesmas coisas. Um dos principais problemas é o fato de que, para muitas das crianças e adolescentes que estudam nestas escolas, esta é a principal (senão a única) refeição do dia.

Dá só uma olhada em algumas das merendas servidas pelas escolas:

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E.E. Prof. Gabriel Ortiz – São Paulo: Bolo, achocolatado e abacaxi

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E.E. Wilson Rachid – São Paulo: Arroz, feijão, carne ao molho e purê de batata

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E.E. Fernão Dias Paes – São Paulo: Bolo de chocolate e pedaço de melão

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E.E.E.I. Alberto Torres – São Paulo: Iogurte e biscoitos

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E.E. Ana Rosa de Araújo – São Paulo: Bolo e achocolatado

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E.E. Prof. Gabriel Ortiz – São Paulo: Pão integral com patê de atum

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Escola Estadual Tiburtino Pena – Minas Gerais: Vitamina de banana

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E.E. Professor Alberto Conte – São Paulo: Resto de bolo com leite

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E.E. Wilson Rachid – São Paulo: Suco de goiaba e bolacha

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E.E. José Maria Matosinho, em Campinas – São Paulo: Suco de pozinho que não conseguimos identificar, bolacha de água e sal integral e barrinha de cereal

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Escola Municipal Santa Catarina – Rio de Janeiro: Arroz, feijão e ovo

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Estudantes da E.E. Hernani Furini, em Guarulhos, São Paulo: Água, pão e banana

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EE Julia Rios Athayde, em Sorocaba – São Paulo: Suco e bolacha

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E.E Bertha Corrêa e Castro Rocha, em Poá – São Paulo: Bolacha com café com leite

Todas as fotos: Divulgação/Facebook/fonte:via

A incrível história do menino brasileiro que cresceu brincando com onças

Tiago Jácomo Silveira, de 12 anos, cresceu brincando com onças-pintadas. Ele não é uma daquelas crianças que foram criadas por animais, nem nada do tipo. Tiago é filho dos biólogos Anah Tereza Jácomo e Leandro Silveira responsáveis pelo Instituto Onça-Pintada, um órgão que luga pela preservação destes animais.

Ainda pequeno, Tiago amamenta uma onça bebê

Em entrevista à BBC, a família conta que o convívio do garoto com os animais começou quando ele era somente um bebê. A história se tornou viral após uma foto do menino ao lado de duas onças ser compartilhada nas redes sociais.

Tiago, 12 anos, aparece em um lago ao lado de duas onças-pintadas

Leandro, Tiago e Anah caminham ao lado de uma onça-pintada

Como os pais viviam no Intituto Onça-Pintada, cuidando de três onças recém-nascidas, o convívio de Tiago com os felinos ocorreu naturalmente. Desde muito pequeno, ele era instruído sobre como lidar e respeitar os limites dos animais.

Ao lado da mãe, Tiago aproxima o rosto de uma onça-pintada

À reportagem, o pai conta que costumava viajar de caminhonete com o menino e as onças juntos. No trajeto, faziam diversas paradas para dar mamadeira a Tiago e aos filhotes de animais. Mesmo assim, o garoto nunca ficou sozinho com os felinos e a família garante que nunca houve nenhum incidente que o colocasse em risco.

Tiago recebe “um abraço” de uma onça maior do que ele

Embora estejam presentes em cerca de 21 países, quase metade das onças-pintadas vivem em solo brasileiro. Apesar disso, o respeito a estes animais não é um consenso. O próprio exército chochou muita gente ao abater uma onça em Manaus e, no Pará, um caçador foi preso após matar dezenas de animais da espécie.

Fotos: Arquivo Pessoal /fonte:via