Fotógrafo viajante registra uma Paris que os guias turísticos não mostram

Gente feliz tomando café em tranquilas alamedas, grandes lojas de grife vendendo produtos luxuosos e, claro, o Arco do Triunfo e a Torre Eiffel. É difícil não pensar nesses elementos quando Paris vem à cabeça, mas é claro que a realidade de uma metrópole não é feita só disso.

David Tesinsky é um fotógrafo tcheco que se dedica a viajar registrando o que ele descreve como “subculturas, culturas urbanas, histórias de rua e de pessoas”, sempre com a fotografia documental de reportagem social como norte.

Em um de seus últimos trabalhos, David visitou a capital francesa para desafiar os estereótipos que tomam conta do imaginário em relação à Cidade Luz. Como praticamente todas grandes cidades do planeta, Paris precisa lidar com vários problemas, e o fotógrafo acredita que fazer refletir sobre eles é um dos primeiros passos na busca por soluções.

Na viagem por Paris, o que mais chamou a atenção de David foi a quantidade de pessoas vivendo em situação de rua, número que tem crescido muito nos últimos anos por conta da crise migratória na Europa, que tem levado milhares de africanos e asiáticos ao continente em busca de melhores condições de vida.

Fotos © David Tesinsky  /fonte via

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Em decisão histórica Nigéria oficializa a proibição da mutilação genital feminina

A mutilação genital feminina na Nigéria é um tema que está em voga há algum tempo. De um lado estão os defensores a manutenção de tradições. Do outro mulheres e pessoas que acreditam na importância de cessar práticas machistas.

Em meio ao cenário de debate, o presidente Goodluck Jonathan aprovou criminalização da mutilação genital feminina na Nigéria. Considerado o último ato de seu mandato, já que Jonathan foi derrotado no pleito eleitoral por Muhammadu Buhari, a lei federal representa uma mudança de postura do país da África Ocidental.

A medida, que também prevê punição aos homens que abandonarem suas mulheres e filhos, vai contribuir para a diminuição deste hábito mutilatório. De acordo com levantamento feito por entidades de defesa dos direitos humanos, a mutilação feminina atingiu 25% das mulheres nigerianas entre 15 e 49 anos. A ONU revelou em 2014 que o ato gera infertilidade, perda do prazer sexual, além de oferecer risco de morte causado por possíveis infecções.

Cercada por um debate que envolve tradição, mas também direito ao próprio corpo, a proibição da mutilação feminina traduz uma mudança oriunda do desenvolvimento social. Não se trata de um fim aos costumes tradicionais, mas de uma adequação aos tempos modernos.

“É crucial que continuemos com os esforços de mudanças de visões culturais que permitem a violência contra a mulher. Só assim esta prática agressiva terá um fim”, declarou ao The Guardian Stella Mukasa, diretora do núcleo de Gênero, Violência e Direitos do Centro de Pesquisas da Mulher.

Foto: Pixabay/fonte:via

Mulher condenada a 30 anos de prisão por aborto é libertada em El Salvador

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Após 10 anos na cadeia, a salvadorenha Teodora Vásquez recuperou sua liberdade nesta quinta-feira (15) depois que a Corte Suprema de Justiça (CSJ) e o Ministério de Justiça de El Savador comutaram sua pena, que era de 30 anos de detenção.

A libertação de Teodora surpreendeu o país, pois pouco mais de dois meses atrás, um tribunal da capital de San Salvador ratificou a condenação de 30 anos ditada em 2008, em uma audiência de revisão da pena.

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Segundo as organizações que a defendem, Teodora “experimentou uma emergência obstétrica” em julho de 2007 e, após tentar contato várias vezes com o sistema de atendimento público, teve um parto “no banheiro” da escola em que trabalhava. Ela sempre afirmou ter sofrido um aborto espontâneo, mas um colega que encontrou o feto no chão do banheiro, afirmou que a morte teria sido intencional. No final, Teodora foi presa mesmo sofrendo de hemorragia.

Naquela audiência, testemunharam dois médicos especialistas levados pela defesa que avaliaram a autópsia em que os juízes se basearam em 2008 e apontaram diversas “deficiências”.

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Segundo a ONG Agrupamento Popular pela Descriminação do Aborto, os juízes do Supremo autorizaram a libertação de Teodora porque “existem razões poderosas de justiça, equidade e de índole jurídicas que justificam favorecê-la com a comutação”.

A salvadorenha é mãe de um menino de 14 anos.

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Representantes da ONG celebraram a decisão e argumentaram que os juízes consideraram que “as provas científicas não permitem determinar nenhuma ação voluntária que conduzisse à morte do ser que estava sendo gestado”.

Ao lado de El Salvador, Chile, Nicarágua, Honduras, Haiti, Suriname, Andorra e Malta são os únicos países do mundo que mantêm uma proibição absoluta da interrupção da gravidez.

 

Fotos: foto 1: Marvin Recinos/AP/Reprodução; foto 2: J. Cabezas/Reuters/Reprodução/fonte:via