Funcionário com síndrome de Down comemora 30 anos de trabalho no McDonald’s

Se hoje as pessoas com síndrome de Down precisam enfrentar desafios causados pelo preconceito, há 30 anos as barreiras eram ainda maiores. Mas o australiano Russell O’Grady passou por cima delas e já acumula mais de três décadas de trabalho em uma filial do McDonald’s.

De acordo com seu pai, Russell é a pessoa mais conhecida da cidade de Northmead, perto de Sydney. “As pessoas o param na rua para cumprimenta-lo. Ele é muito afetuoso, muito amado e estimado. Chega a um ponto que nem podemos acreditar”, conta.

Russell começou no emprego quando tinha 18 anos, como uma forma de estágio, mas logo ele mostrou seu valor e passou a ser contratado para embalar caixas para festas. Desde então ele passou por outras funções, entre limpeza, cozinha e a sua favorita: cumprimentar os clientes.

O pai de Russell conta que o emprego mudou a forma como o filho vê a vida: “Quando perguntavam se ele tinha alguma deficiência ele respondia que costumava ser quando ia para a escola, mas que agora trabalhava no McDonald’s. Ele percebeu que era tão normal como as outras pessoas que trabalhavam lá”.

Ele está há tanto tempo no emprego que os filhos de um antigo colega agora trabalham junto com ele. Em 2016, Russell ganhou uma festa para comemorar os 30 anos de serviços prestados, além de poder inspirar e abrir as mentes de todos que cruzam seu caminho.

Fotos: Reprodução/fonte:via

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Tutora cria um cama-carrinho para poder passear com sua cadelinha de 14 anos

Resultado de imagem para Gabriele Gripp

Acessibilidade é amor, é oferecer possibilidades para o convívio e o afeto – seja para pessoas com deficiências ou dificuldades, seja para animais. É isso que a história cadelinha capixaba Lilly, de 14 anos, e de seu tutora, Gabriele Gripp, nos mostra: portadora de uma doença genética chamada displaxia coxofemoral, Lilly sofria com tanta dor em suas articulações que já não conseguia mais sair de casa. Para espantar a tristeza de sua cachorrinha, Gabriele fez uma um carrinho especial para que ela pudesse passear.

Gabriele viu na internet a ideia, e decidiu copiar. Ela então pediu a seu pai que desenvolvesse um carrinho para Lilly. Com um pedaço de tábua, um puxador de gaveta e rodinhas, o carrinho estava pronto – e a felicidade parece ter voltado para a vida da cadelinha. A casa foi toda preparada, com tapetes antiaderentes e caminhas especiais para ela ter mais facilidade para levantar.

E se antes, por conta da dor, Lilly não permitia mais que ninguém a pegasse no colo, agora, com a engenhoca que permite que ela volte a passear, ela voltou a ser dócil como sempre foi, e parece saber a hora de dar sua voltinha – e de poder ser feliz de novo.

© fotos: reprodução

Princesas da Disney com distúrbios e deficiências passam importante mensagem

Arien Smith é um sobrevivente. Ele sofreu abuso sexual e convive com o Estresse Pós-Traumático desde então. Duas coisas o ajudam a lidar com a questão: ajudar pessoas que passaram por dificuldades parecidas e a companhia de um cão de serviço.

Decidido a juntar as duas coisas, Arien criou o projeto Royal Service Dogs (“Cães de Serviço Reais”), em que retrata princesas da Disney convivendo com distúrbios ou deficiências e a ajuda que os cães de serviço podem prover a pessoas com esses problemas.

“Faltam personagens populares para representar indivíduos com deficiências visíveis e invisíveis”, escreve. Sobre as criações artísticas, Arien afirma que é ao mesmo tempo “uma crítica sobre a falta de personagens com deficiência e um apelo pelos direitos dos deficientes”.

“Cinderella tem fibromialgia, uma condição invisível, mas que pode ser difícil para muita gente. Seu cão de serviço a ajuda a tirar o sapato”

“Rapunzel sofre de Estresse Pós-Traumático e Transtorno de Múltiplas Personalidades. Seu cão de serviço a ajuda a sair de um estado dissociativo forte, fornecendo estímulo tátil para conforto”

“Tiana tem autismo e seu cão de serviço não está fazendo nada específico na imagem, mas as atividades para pessoas com autismo incluem estímulos táteis, interrupção de comportamentos fisicamente prejudiciais, orientação durante episódios de super estimulação e técnicas para acalmar a ansiedade”

“Bela sofre de Transtorno de Ansiedade Generalizada. Seu cachorro está numa postura de bloqueio, assim ela pode ser alertada caso alguém se aproxime por suas costas (algo que pode acionar uma crise de ansiedade).”

“O cão da Branca de Neve está a alertando sobre uma substância à qual ela é alérgica em sua comida. (no caso, maçãs)”

“A Bela Adormecida sofre de narcolepsia, e seu cão de serviço está apoiando sua cabeça durante um episódio de sono durante o dia”

“Pocahontas é reimaginada com diabetes, e seu cão de serviço atua dando avisos com as patas ou o focinho caso o nível de açúcar em seu sangue fique muito alto ou muito baixo”

Imagens © Royal Service Dogs /fonte:via

Padre ‘adota’ bebê com Down abandonado: ‘Obrigado pelo presente de aniversário’

O aniversário de 51 anos do padre peruano Omar Sánchez Portillo sempre será lembrado por ele por um motivo especial: seu encontro com o pequeno Ismael, um bebê de dois meses com síndrome de down que foi abandonado pela mãe, mas tem sido cuidado pelo padre e seus assistentes.

A história foi publicada pelo site Aciprensa, que entrou em contato com o padre. Omar relatou que a mãe de Ismael tem 17 anos, e abandonou o filho no hospital. Foi aí que o Associação das Bem-Aventuranças, fundada pelo padre, foi acionada para acolher o menino, e ele tratou de ir pessoalmente até Cusco para resgata-lo.

“Jesus, obrigado pelo presente de aniversário! Jesus nunca deixa de me surpreender. Bem-vindo Ismael! Trazer você de Cusco foi uma grande aventura, a primeira de muitas que vamos viver juntas. Cromossomo do amor, síndrome de Down”, escreveu Omar no Facebook.

“Cerca de 98% das pessoas que acolhemos têm algum tipo de deficiência, capacidade diferente ou doença psiquiátrica ou física”, explica o Sacerdote sobre a Associação, que depende de doações para se manter.

“Eles são uma riqueza para o mundo em todos os sentidos da palavra. Por exemplo, as crianças com síndrome de Down, eu sempre digo, têm um cromossomo adicional, que é o amor”, conclui o Padre, que, além de amoroso, tem um quê de poeta.

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Fotos: Reprodução/Omar Sánchez Portillo/fonte:via

Haters usaram fotos de sua filha para promover ‘aborto coagido’, mas ela respondeu sem medo

Você já deve saber muito bem que tem muita gente que se aproveita do anonimato por trás das telas para destilar ódio e tentar fazer o mal através das redes sociais, mas o que aconteceu com a norte-americana Natalie Weaver foi além da conta. Só que ela não se conformou e fez o que pôde para contra-atacar o discurso de ódio.

Natalie é mãe de três crianças, incluindo Sophia, de 9 anos. A garota nasceu com deformidades no rosto, nas mãos e nos pés. Com um ano de idade, foi diagnosticada com síndrome de Rett, uma mutação genética que afeta o desenvolvimento cerebral, causando problemas motores e de fala, e já passou por 22 cirurgias.

Por isso, Sophia necessita de cuidados 24 horas por dia, 7 dias por semana. Mas é claro que nada impede que o amor da família a abrace e faça dela uma garota feliz. Natalie relata que a menina fica orgulhosa quando consegue falar ou dar alguns passos, que adora música, estourar bolhas de sabão e ouvir os pais lerem.

Depois que os cuidados médicos na região onde a família vive sofreram ameaças de mudanças, Natalie decidiu se tornar uma ativista em favor da saúde pública. E passou a receber apoio de muitas pessoas, mas mensagens de ódio de outras.

Mensagens anônimas falando que Sophia deveria ser “tirada da angústia” e “passar por eutanásia” se tornaram relativamente frequentes, mas as coisas passaram do limite mesmo quando um perfil fake utilizou uma foto de Sophia para fazer propaganda do ‘aborto coagido’, quando a mãe é pressionada a fazer o procedimento abortivo contra a própria vontade.

Natalie decidiu que bloquear o perfil não era o bastante, e que deveria fazer o possível para combater o discurso de ódio. Acionou o Twitter pedindo que a conta em questão fosse excluída, mas recebeu uma resposta dizendo que ela “não violava os termos de uso” da rede social.

A negativa não abalou Natalie, que decidiu fazer barulho. Postou sobre o assunto no próprio Twitter, pedindo que outros usuários se juntassem a ela nas denúncias. Entrou em contato com uma rádio local e levou a história adiante.

Finalmente, a equipe do Twitter entrou em contato mais uma vez, pedindo desculpas pela resposta inicial e dizendo que removeu a conta em questão. Agora, Natalie se dedica também a conscientizar as pessoas sobre a necessidade de combater o discurso de ódio na internet, enquanto continua cuidando de Sophia e fazendo de tudo para que ela continue uma criança feliz.

 

Fotos: Acervo pessoal/Natalie Weaver /fonte:via

Série fotográfica prova que animais com deficiência também são o máximo

Foi o grande físico britânico Stephen Hawking quem decretou: nada no universo é perfeito, e não fosse pela imperfeição, nenhum de nós estaria aqui. Tal máxima vale não só para o universo como também para a Terra, o ser humano e os animais em geral. Foi para a celebrar essa maravilhosa imperfeição que nos constitui que o fotógrafo de animais australiano Alex Cearns decidiu retratar os mais singulares, charmosos, únicos e imperfeitos cachorros.

“Um dos meus mais apaixonados objetivos como fotógrafo de animais é capturar as adoráveis sutilezas que tornam todas as criaturas preciosas e únicas”, afirma Alex. “Eu amo cada animal, mas esses possuem um lugar especial no meu coração. São cães que perderam uma pata, nasceram sem os olhos, que estão inda cicatrizando feridas de abusos. Eles adaptam seus corpos sem reclamar e com determinação”, disse o fotógrafo, trazendo para seu trabalho a certeza da beleza e da inspiração nas imperfeições.

O nome do projeto, que será lançado em livro no próximo dia 19, é preciso: “Perfect Imperfection – Dog portraits of Resilience” (Imprecisão Perfeita – Retratos Caninos de Resiliência). A inspiração é imediata, assim como a sensação de ternura e afeto que cada foto nos provoca, feito fossem os cães que nos afagassem.

 

© fotos: Alex Cearns/fonte:[via]