Artista ilustra luta contra a depressão em desenhos sombrios e impactantes

A arte pode promover uma verdadeira catarse dentro de nós, se a utilizamos na tentativa de compreender nossos próprios sentimentos. Se falar sobre as nossas angústias é essencial para lidarmos com as emoções e, é por isso mesmo que ações como o setembro amarelo surgiram, com o objetivo de alertar a população sobre a importância de dividir e de comunicar, para algumas pessoas a chave pode estar justamente na arte.

Dawid Planeta é um artista visual polonês, que após conviver com a depressão no ano passado, decidiu usar seu dom de ilustrar para retratar os sentimentos mais sombrios que vivenciou. O ato de transferir  as emoções que estão no inconsciente para o papel o ajudou a compreender e a conhecer o lugar de onde elas estavam vindo, fundamental para sua cura e autoconhecimento: Você precisa ir fundo, mais profundo do que a sua mente consciente. Esse é o caminho para realmente se conectar com os outros usando sua arte”, disse ao site Bored Panda.

Sua série é sombria e até mesmo um pouco assustadora, já que retrata a história de um homem que precisou mergulhar na escuridão para compreender a vida e a si mesmo, mas na verdade é uma história universal, que conta um pouco sobre cada um de nós, que mais cedo ou mais tarde, precisaremos aprender a lidar com os mais variados sentimentos, inconscientemente, ou não.

Fotos: Dawid Planeta /fonte:via

Schwarzenegger envia mensagem para fã que sofre de depressão e lhe pediu ajuda

A aproximação que a internet oferece entre artistas e seu público pode promover mais do que o mero frenesi por acompanhar a intimidade de um ator ou pela página oficial de uma eventual celebridade curtir um post ou comentar em uma foto – pode promover inspiração, ajuda e transformação, mesmo que através de gestos simples. Na semana passa um fã foi à página do ator Arnold Schwarzenegger com um pedido tão sincero quanto tocante – e qual não foi sua surpresa quando rapidamente recebeu um aconselhamento igualmente tocante do próprio ator.

“Estou deprimido há meses e não tenho ido à academia de ginástica nesse período”, escreveu o usuário. “Sr. Schwarzenegger, será que você pode por favor me dizer para levantar meu rabo preguiçoso e ir malhar? Eu juro por tudo que mais amo que me faria sair dessa e ir”, dizia a sincera mensagem. No mesmo dia o ator americano nascido na Áustria e ex-Mister Universo respondeu. “Eu não serei tão duro com você”, respondeu Schwarzenegger. “Por favor, não seja tão duro com você mesmo. Todos nós atravessamos desafios, atravessamos derrotas”.

E seguiu: “Às vezes a vida é uma ralação. Mas o principal é se levantar. Se mover um pouco. Rolar da cama e fazer umas flexões ou sair para uma caminhada. Apenas faça algo. Um passo de cada vez, eu espero que você se sinta melhor e volta a malhar. Mas não se autodeprecie, isso é um papo inútil. Não faz você voltar para a academia”, escreveu Schwarzenegger. Sua conclusão foi direta e fraterna: “E não tenha medo de pedir ajuda. Boa sorte”.

Pela mensagem seguinte do usuário, os conselhos e o incentivo do ex-governador da Califórnia tiveram efeito intenso e imediato. “Não estou brincando, eu pulei da cama quando recebi essa notificação. Arnold, obrigado do fundo do meu coração por se dar ao trabalho de responder”, escreveu o jovem, frisando o quanto a resposta de Arnold havia lhe feito bem. “Estou me vestindo para voltar à academia”. No dia seguinte o Exterminador do Futuro ainda perguntou pelo progresso do rapaz e, comovido com o efeito da troca de mensagens, gravou um vídeo em agradecimento por tudo.

É fácil perceber que por trás dos músculos e da cara de durão do ator definitivamente bate um generoso coração, pronto para colocar quem mais precisa em ação.

© fotos: reprodução/fonte:via

Terrenos baldios transformados em áreas cultivadas ajudam a combater depressão

As doenças psicológicas têm afetado cada vez mais pessoas no mundo. A depressão é uma das mais comuns, com especialistas estimando que ela se torne a segunda doença mais comum do mundo até 2020 – 5,8% da população brasileira, ou 11,5 milhões de pessoas, é diagnosticada com o problema.

A relação das pessoas com as cidades em que vivem e a força cada vez maior da urbanização são dois dos pontos que podem explicar por que a depressão é diagnosticada com tanta frequência, e um estudo realizado na Filadélfia (EUA) dá uma base científica para essa impressão.

De acordo com a pesquisa, realizada por especialistas da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia, a presença de terrenos baldios, onde o mato e lixo de acumulam e a sensação de abandono toma conta, é um fator que pode desencadear a doença. Nos EUA, 15% das áreas urbanas são apontadas como desocupadas.

No estudo, os pesquisadores recrutaram moradores da Filadélfia que vivem próximos a terrenos que estavam abandonados, mas que faziam parte de um programa de revitalização e seriam transformados em áreas cultivadas em breve.

Eles fizeram entrevistas antes e depois dos procedimentos acontecerem e descobriram que, para pessoas que vivem a até 400 metros das chamadas ‘áreas verdes’ apresentam chance 41,5% menor de desenvolver a depressão do que aqueles que vivem próximos a terrenos baldios.

A mesma equipe tinha divulgado uma pesquisa em fevereiro que demonstrava que os casos de violência armada caíram 29% nas regiões próximas a terrenos abandonados depois que estes passavam por transformações e se tornavam áreas verdes.

Os resultados do novo estudo são ainda mais impressionantes ao considerar apenas pessoas que vivem em bairros abaixo da linha de pobreza. Dentro desse recorte, os índices de pessoas com depressão chegou a cair 68% depois de os terrenos serem limpos e cultivados.

“Espaços abandonados são um fator importante que coloca os moradores em um risco maior de depressão e stress, e pode explicar por que as disparidades socioeconômicas persistem ao analisar as doenças psicológicas”, diz Eugenia C. South, uma das pesquisadoras envolvidas com o projeto.

Além de revitalizar áreas plantando áreas verdes, os pesquisadores também escolheram alguns terrenos para serem limpos, mas sem o cultivo de grama ou outras vegetações. Nesses casos, a diferença dos índices de depressão quase não mudaram, o que indica que a simples limpeza pode não influenciar tanto.

“Essa descoberta dá apoio à ideia que a exposição a ambientes naturais pode fazer parte da restauração da saúde mental, particularmente para pessoas vivendo em ambientes urbanos caóticos e estressantes”, comenta John MacDonald, coautor do estudo.

Fotos: Voluntários atuando em Jardins Comunitários. Reprodução/Creative Commons/fonte:via

Ele usou a arte para sair da depressão e o resultado ficou emocionante

A depressão é uma doença séria e precisamos ficar muito atentos para ajudar quem está nesta situação. Cada um tem uma forma de se recuperar, por conta própria ou com ajuda. Sief Hamza é um talentoso artista que vive na cidade do Cairo, no Egito. Há um ano e meio ele estava com depressão até que começou a desenhar.

“No começo era simples para mim. Comecei a colocar todos os meus pensamentos e sentimentos na pintura”. Foi uma forma confortante que Sief encontrou para sair da escuridão. “Tem muitas formas de fazer isso, a minha foi pela arte. Espero que todos se sensibilizem”, disse.

Veja o trabalho:

 

Arte: Sief Hamza/fonte:via