Encontraram uma fábrica de queijo com 7,2 mil anos na Croácia

Se já é uma tarefa um tanto complicada imaginar o que era a humanidade há mil anos, imagina então há 7,2 mil anos? Uma resposta nós já temos: eles já sabiam fabricar queijo! Arqueólogos fizeram esta descoberta a partir de peças de cerâmica encontradas em escavações, que datam do período neolítico na costa da Dalmácia – na Croácia.

Mais do que uma curiosidade, este dado transforma completamente a noção que tínhamos, de que os produtos lácteos fermentados tenham sido feitos apenas cinco séculos depois que o leite foi armazenado pela primeira vez.

Os potes de cerâmica encontrados não eram apenas usados para beber e comer, pois pequenos furos mostraram que eles funcionavam como peneiras no processo de fabricação do queijo. Dessa forma, a dieta da época era muito mais rica do que pensávamos, incluindo queijos e iogurtes.

Foi após um processo por radiocarbono feito nas sementes e ossos encontradas nos arredores que a equipe responsável descobriu se tratar de utensílios fabricados há pelo menos 7,2 mil anos: “Esta é a mais antiga evidência documentada de resíduos lipídicos para laticínios fermentados na região do Mediterrâneo, e entre os mais antigos documentados em qualquer lugar até hoje”, disseram os pesquisadores envolvidos.

Transformar leite em queijo representou um avanço imenso na história da humanidade, não somente por causa da fabricação destes artefatos, mas devido ao fato de que, com alimentos conservados, eles finalmente podiam viajar distâncias mais longas. Surpreendente, não é mesmo?

Foto 1: Sibenik City Museum

Fotos 2 e 3: Unsplash/fonte:via

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Encontraram uma igreja de 16 mil anos submersa em lago na Turquia

A humanidade sempre nos surpreende. Nós temos o costume de exaltar a época em que vivemos, achando que somos responsáveis pelas melhores invenções, mas esta descoberta irá te deixar de queixo caído. Uma igreja datada de 390 d.C foi encontrada submersa no lago Iznik, na Turquia, pelo arqueólogo Mustafa Sahin, da Universidade BursaUludağ.

A equipe já procurava a estrutura desde 2014 e precisou usar uma técnica de aspiração para retirar a areia em torno, em busca de artefatos da época. Foi quando eles encontraram várias moedas que remetem aos imperadores romanos Valente e Valentiniano II que governaram entre 364 a 392 d.C., o que indica que a igreja tenha sido construída depois de 390 d.C.

Túmulos humanos também foram encontrados abaixo das paredes da basílica. A teoria do arqueólogo é de que esta imensa estrutura tenha sido construída em homenagem ao santo Neophytos do Chipre, que foi morto pelos romanos em 303 d.C. e que a igreja foi destruída devido a um terremoto, cerca de 400 anos após sua construção.

Se todas essas informações já são impressionantes por si só, a equipe afirmou que a igreja é apenas uma parte desta importante descoberta da história da humanidade. Eles acreditam que ela tenha sido construída em cima de um templo pagão dedicado ao deus grego Apolo, pois há registros de que o imperador Cómodo, que governou o império romano entre 180 e 192 d.C. construiu uma estrutura do tipo homenageando o deus naquela região! Incrível, não é mesmo?

Fotos: Mustafa Şahin/Lake Iznik Excavation Archive/fonte:via

Maior ‘zona morta’ do mundo é descoberta por robôs submarinos e preocupa cientistas

Graças à tecnologia nós estamos fazendo muitas descobertas e tendo acesso à áreas inóspitas, que dificilmente conseguiríamos sozinhos. Nesta semana, cientistas comprovaram o que já desconfiavam e a notícia não é nada boa, já que robôs submarinos descobriram simplesmente a maior ‘zona morta’ do mundo.

A área em questão fica no Golfo de Omã, na península arábica e possui o tamanho da Escócia. Os cientistas da Universidade de East Anglia e da Universidade Sultan Qaboos de Omã já sabiam da existência desta zona, mas não imaginavam que ela seria tão grande: “Nossa pesquisa mostra que a situação é realmente pior do que o temido e que a área de zona morta é vasta e crescente”.

Já não é de hoje que a questão dos oceanos vem sendo amplamente discutida, já que o futuro não parece muito promissor e, diversas espécies correm risco de extinção, devido a imensa quantidade de plástico, entre outros problemas, como poluição, esgoto, super aquecimento e etc…

O médico Bastien Queste, que liderou a pesquisa, disse em tom alarmante que o oceano está sufocando e o problema é mais grave do que aparenta. A vida no mar requer oxigênio, que está acabando por causa das mudanças climáticas, ação do homem e excesso de produtos químicos. A zona morta é exatamente um grande pedaço do oceano onde não há mais vida, simplesmente porque não há mais oxigênio.

As consequências são terríveis, não somente para a fauna e flora marinha, mas para o homem também, que depende dos oceanos para sua própria sobrevivência. Esta é uma questão ambiental que precisa ser resolvida o quanto antes, já que a pesquisa mostra que a zona morta continua a crescer.

Fotos: Deposit Photos /fonte:via

Encontraram uma biblioteca pública ‘perdida’ há 2 mil anos na Alemanha

Pesquisadores encontraram uma estrutura de dois mil anos na Alemanha, durante escavações para a construção de um centro comunitário de uma igreja. Com 20 metros por 9 metros, após análises e comparações com outras estruturas antigas, a conclusão encontrada pelos pesquisadores foi de que se tratava de uma biblioteca pública, capaz de abrigar cerca de 20 mil pergaminhos.

Inicialmente o local sugeria se tratar de um pátio público, mas uma série de aberturas de 50 a 80 centímetros na parede, similares a outras construções do mesmo tipo feitas em Alexandria e na Roma antiga, a conclusão foi se tratar de uma biblioteca. “Elas são bem particulares em bibliotecas. É possível ver outras do tipo na biblioteca da antiga cidade Éfeso”, afirmou Dirk Schmitz, do Museu Romano-Germânico de Colônia. “Levamos um tempo para identificar os paralelos – nós podíamos ver que as aberturas eram muito pequenas para guardar estátuas. Mas elas eram um tipo de depósito para os pergaminhos”, afirmou.

O fato da estrutura estar localizada no centro da cidade alemã de Colônia foi um dos fatores que levaram os pesquisadores a concluírem se tratar de prédio público – uma biblioteca aberta à visitação. “A estrutura fica no meio de Colônia, no centro comercial, um espaço público no meio da cidade. A construção foi feita com materiais de excelente qualidade, e esse tipo de prédio, por ser tão grande, tende a ser público”, concluiu Schmitz. Diante da descoberta, a equipe do museu agora trabalha pela preservação da estrutura, construída entre 150 e 200 d.C.

© fotos: reprodução/fonte:via

Templo asteca secreto é descoberto graças a terremoto de grande proporção

Do coração da tragédia que se sucedeu no México com o terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o país no final do ano passado surgiu uma grande descoberta arqueológica. Cerca de 370 pessoas morreram com abalo, que também danificou a pirâmide principal do sítio arqueológico de Teopanzolco, em Morelo, a 85 quilômetros da capital. Foi para avaliar os danos nas construções astecas do sítio, em especial o impacto estrutural sobre a pirâmide, que pesquisadores encontraram um templo até então secreto, no interior da estrutura principal.

Indícios sugerem que o templo tenha sido construído em tributo a Tláloc, o deus asteca da chuva. A importância da descoberta se dá não somente pelo templo propriamente, mas por sua idade: a estrutura remonta ao período entre os anos 1150 e 1200, tornando-se assim a mais antiga construção descoberta naquele sítio, e evidenciando que a presença humana na região se deu pelo menos dois séculos antes do que havia até então sido comprovada. A pirâmide principal data do século XIII.

O local descoberto após o terremoto

O templo descoberto mede, segundo os arqueólogos, cerca de 6 metros por 4 metros, e no local foram também encontrados artefatos de cerâmica e um queimador de incenso. Infelizmente os danos provocados na estrutura principal da construção fez com que o chão do santuário afundasse por conta do terremoto, deformando-o e tornando-o instável.

Arqueólogo trabalhando no local

Por enquanto os danos estão sendo avaliados e os planos para restauração começam a ser traçados – até lá infelizmente a visitação no local tornou-se impossível.

© fotos: reprodução/fonte:via

Pesquisador encontra por acaso possível última foto de Machado de Assis em vida

A última foto conhecida do escritor brasileiro Machado de Assis datava do dia 1o de setembro de 1907, numa impressionante imagem que, na realidade, mostra somente a parte de trás da cabeça do “bruxo do Cosme Velho”, como Machado era conhecido. Amparado por um homem com várias pessoas à sua volta, Machado estava sentado em um banco da Praça XV, no Rio de Janeiro, quando teve um ataque epilético – e o fotógrafo Augusto Malta clicou o momento. O tempo verbal no passado da frase acima se dá pela descoberta de uma nova foto, publicada em uma revista argentina somente 8 meses antes do escritor falecer, que pode atualizar essa história – que é possivelmente a última foto de Machado em vida.

Nessa nova foto, Machado aparece de forma muito diferente da imagem tirada por Malta: de pé, altivo, com a mão na cintura e um semblante sério, elegantemente vestindo um fraque. A foto foi publicada na revista argentina “Caras y Caretas” em edição de 25 de janeiro de 1908, e sua descoberta se deu praticamente por acaso. O publicitário paraense Felipe Rissato foi pesquisar o acervo do site da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional de España atrás de uma caricatura do Barão do Rio Branco – e acabou se deparando com a imagem de Machado em uma reportagem.

A matéria que traz a foto tem como título “Homens públicos do Brasil”, e sobre a imagem há somente uma legenda que diz: “O escritor Machado de Assis, presidente da Academia Brasileira de Letras”.

Não há maiores informações sobre a foto, mas a conclusão sobre essa ser a última imagem de Machado com vida se dá por seu ineditismo: ela não consta entre as 38 fotos catalogadas do escritor pela “Revista Brasileira”, da Academia Brasileira de Letras, que Machado ajudou a fundar em 1897.

Autor maior da literatura brasileira e primeiro presidente da Academia, Machado de Assis é um dos mais importantes escritores modernos do mundo. A qualidade e profundidade de suas narrativas e seu estilo experimental, vanguardista e único o colocam não só no topo da literatura nacional como à frente de seu tempo. Não é por acaso que Machado é cada vez mais descoberto e reconhecido por toda a parte – a fim de receber os louros, mesmo que tardios, por uma das mais importantes obras da modernidade.

© fotos: acervo/reprodução/fonte:via

Mulher russa descobre fotografias impressionantes em seu sótão

Masha Ivashintsova (1942-2000) foi uma fotógrafa russa que participou do movimento poético e fotográfico de Leningrado, dos anos 60 aos anos 90. Ela era fascinado por três personalidades artísticas da época, incluindo o linguista Melvar Melkumyan, com quem teve uma filha chamada Asya.

Masha registrou esse período fascinante através de suas câmeras Rolleiflex e Leica, mas nunca mostrou seu trabalho a ninguém, acreditando que seus talentos não eram dignos de seus ídolos. Foi só 17 anos após a sua morte que Asya descobriu uma caixa de filmes não revelados de Masha em seu sótão, num total de mais de 30 mil negativos. Hoje, o mundo celebra suas fotografias, e ela finalmente tem o reconhecimento que sempre mereceu.

“Claro que eu sabia que minha mãe tinha passado a vida tirando fotos, e o mais incrível é que ela nunca dividiu seu trabalho com ninguém, nem mesmo com a família”, diz Asya Ivashintsova-Melkumyan no site dedicado ao trabalho do artista. “Ela acumulou seus rolos de filme fotográfico no sótão e muito raramente os revelou, para que ninguém pudesse apreciar os frutos de sua paixão”. Todos aqueles pergaminhos permaneceram no sótão de nossa casa em Pushkin, em São Petersburgo, onde ela os havia deixado, até sua morte no ano 2000. Até recentemente, quando meu marido e eu nos deparamos com aquelas fotografias, tiradas entre 1960 e 1999, e durante uma reforma, revelamos algumas delas e o que vimos foi incrível”.











 

Imagens © Masha Ivashintsova with permission of Asya Ivashintsova-Melkumyan/fonte:via