Holandês transforma alimentos desperdiçados em incríveis salgadinhos impressos em 3D

biscoitos 3d (Foto: Divulgação)

Infelizmente, cerca de um terço da comida do mundo é perdida ou jogada fora todos os anos, o que significa que mais de 1,6 toneladas de alimentos deixam de alimentar quem precisa. Um dado triste e alarmante, que abre espaço para diferentes questionamentos. Foi com o objetivo de combater este imenso desperdício, que o holandês Van Doleweerd se uniu à empresa de tecnologia 3D China Food Company, transformando alimentos que seriam jogados no lixo, em incríveis lanches impressos em 3D.

Foi durante sua graduação de Design Industrial, na Universidade de Tecnologia de Eindhoven – Holanda, que ele começou a estudar diferentes maneiras de diminuir o desperdício, criando assim o conceito de alimento sustentável. Muitos alimentos são jogados no lixo por causa da aparência e textura, o que não é justificável, já que eles mantêm sua função primordial, que é a de nutrir.

A base para os biscoitos é feita de arroz, que existe em abundância na China e, após criar uma pasta, adiciona-se frutas e legumes desperdiçados (sem estarem contaminados), para que o biscoito ganhe cores vibrantes. Depois da pasta estar pronta, ela é inserida na impressora 3D, que fará formas geométricas comestíveis e sustentáveis, contendo até 75% de resíduos alimentares em sua composição.

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Porém, logo depois do biscoito ser impresso ele será completamente desidratado, para que atenda os padrões de higiene e segurança alimentar. O resultado é um salgadinho que pode ter diversas cores, sabores e, até mesmo uma versão vegana.

Fotos: Elzelinde Van Doleweerd /fonte:via

Corante azul pode ser a chave para aproveitar energia renovável no futuro

A busca por fontes de energia renovável são uma prioridade para vários cientistas pelo mundo. Um grupo de pesquisadores da Universidade de Buffalo, nos EUA, podem ter feito uma descoberta capaz de revolucionar o armazenamento de energia e também aliviar os impactos ambientais da indústria têxtil.

Fabricantes de tecidos usam muito azul de metileno como corante. O problema é que, em média, só 5% do produto é absorvido pelas roupas. O resto é dissolvido na água e acaba sendo descartado durante os processos de produção, podendo causar danos severos ao meio ambiente.

O que o estudo indica é que o azul de metileno tem propriedades elétricas que poderiam ser muito bem aproveitadas ao usar o composto na produção de baterias, em vez de simplesmente jogar fora a água em que ele é dissolvido.

De acordo com a pesquisa, as moléculas do azul de metileno mudam de forma – na verdade, reduzem – quando uma voltagem é aplicada ao material. Cada uma ganha dois prótons e dois elétrons, se tornando o que os cientistas chamam de leucometileno.

O que faz o azul de metileno ter potencial como componente de baterias é a reversibilidade desse processo. Grandes quantidades do composto podem ser transformadas em leucometileno usando fontes de energia como a solar, e então, à noite, seria possível reverter o processo, gerando energia novamente.

De acordo com Anjula Kosswattaarachchi, uma das cientistas por trás do projeto, o próximo passo é fazer testes com a água descartada pela indústria para conferir se os resultados são parecidos com os de laboratório.

Há muita pesquisa sendo feita para descobrir como remover esses compostos da água, mas sem sucesso em grande escala. O lado bom é que podemos ressignificar a água descartada e criar uma tecnologia de armazenamento de energia limpa”, disse.

Fotos via Pixabay (Creative Commons CC0) /fonte via

Na China, bikes compartilhadas são abandonadas e formam montanhas de desperdício

Parece uma obra de arte mas é, em verdade, desperdício e símbolo dos excessos do capital. Depois que, no ano passado, as bicicletas compartilhadas passaram a fazer um imenso sucesso na China, dezenas de empresas inundaram as cidades com magrelas coloridas, prontas para serem utilizadas e pedaladas por todo o país. Acontece que a infraestrutura e a legislação local não estava pronta para tamanha oferta e tanto serviço – e, com isso, muitas dessas empresas viram seu estoque empacar em depósitos que hoje mais parecem cemitérios de bicicletas.

Com a maior população do mundo, passando de 1.4 bilhões de pessoas, tudo que diz respeito à produção, oferta e demanda no país é monumental – e, da mesma forma, é o desperdício quando um negócio não dá certo.

Com isso, os usuários começaram a abandonar as bicicletas, assim como as empresas, criando essas imensas pilhas, como teias de rodas, em diversas cidades do país. Bicicletas abandonadas, quebradas, amontoam-se como um símbolo inconteste da especulação e de um mercado que pode ajudar a salvar o planeta, desde que feita de forma razoável.

As bicicletas compartilhadas seguem populares na China, e o mercado ainda promete crescer, mas certamente tal crescimento terá de acontecer de forma mais sustentável. Por enquanto o que restam são essas incríveis imagens que, fossem feitas por artistas, seriam obras de arte de beleza e força – mas, sendo feitas pelo capital fora de controle, se tornam signos perfeitos do desperdício desenfreado que o mercado pode provocar, independentemente de ideologia, orientação política ou sistema de governo.

© fotos: reprodução/fonte:via

O ‘mercado grátis’ que está ajudando a combater o desperdício na Nova Zelândia

Um dos males mais perversos do capitalismo e do mercado como regulador é sem dúvida o desperdício. São diversos os motivos, de controle de preços e mercados, custos diversos, publicidade ou outras intervenções que fazem com que quase metade da comida produzida no mundo seja jogada no lixo, alcançando cerca de 1,3 bilhões de toneladas desperdiçadas anualmente. Uma organização da Nova Zelândia decidiu fazer o mínimo do que o mundo deveria diante dos milhões que passam fome diariamente: distribuir gratuitamente os alimentos que seriam jogados fora.

A Free Store, ou mercado grátis, foi criada pelo artista Kim Paton para ser um projeto temporário, de duas semanas de duração, reunindo sem suas prateleiras alimentos em perfeita qualidade que, por motivos diversos, tornaram-se excedentes em supermercados e padarias, e se tornariam parte da estatística do desperdício. Sete anos depois felizmente a iniciativa se tornou permanente, e já possui quatro lojas na Nova Zelândia.

Não há qualquer critério ou restrição para se valer dos produtos na Free Store – qualquer um pode, pelo motivo que for, ir até uma loja e se servir dos produtos disponíveis. Cada sexta feira a loja distribui entre 800 e 1500 alimentos, alcançando um média de 250 mil alimentos anualmente, economizando um milhão de dólares por ano que iriam para o lixo.

 

A Free Store funciona com voluntários e 65 fornecedores. Trata-se do tipo de iniciativa que adoramos admirar à distância como um símbolo da civilidade em outros países, mas que pode ser feita de fato em qualquer cidade do mundo.

 

© fotos: divulgação