Presídios de Tremembé ganharão canis. Detento que cuidar de cães e gatos terá pena reduzida

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Dois presídios de Tremembé, em São Paulo, começarão a receber cães e gatos abandonados para ajudar na superlotação do Centro de Controle de Zoonoses de Taubaté, local que abriga cerca de 500 animais. A partir de maio, em obras que devem durar quatro meses, dez detentos serão responsáveis pela construção dos canis no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) Dr. Edgar Magalhães Noronha, o chamado Pemano, e no P1.

As estruturas terão capacidade para 200 animais e os detentos serão capacitados para técnicas de banho, tosa e adestramento. O trabalho será utilizado para diminuição da pena.

A iniciativa partiu da juíza Sueli Zeraik, da 1ª Vara de Execuções Criminais (VEC) de Taubaté. Segundo ela, o contato do preso com os animais é responsável por criar afeto, carinho e a reaproximação com as pessoas.

A expectativa é que com os canis o número de adoções aumente, pois os animais que vão para os presídios ficarão disponíveis para adoção pelos familiares dos presos e pela população. O acesso ao canil não será através dos presídios.

Imagens: Reprodução/fonte:via

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Ele decidiu ressocializar detentos de presídio na Grande SP ensinando crochê

As consequências do modo de produção da moda convencional fizeram com quem Gustavo Silvestre procurasse,  depois de 10 anos trabalhando como estilista no mundo da moda, um propósito maior para sua profissão.

Quando tornou-se o único aluno homem em um curso de crochê – resgatando uma tradição familiar – Gustavo entendeu que, com isso, poderia ir mais longe, e estabeleceu um curso de crochê dentro da Penitenciária Desembargador Adriano Marrey em Guarulhos.

Assim, em 2015, nasceu o Projeto Ponto Firme, que uma vez por semana ensina crochê a 26 detentos. Mais de 150 presos já passaram pelas aulas e agulhas de Gustavo. Cada aluno ganham um dia a menos de pena a cada 12 horas de curso. Certificados são distribuídos a cada seis meses e até exposições com as peças desenvolvidas pelos detentos são realizadas dentro da penitenciária.

Dois preconceitos são, dessa forma, derrubados através do projeto: contra os detentos e contra a ideia de que crochê seria um oficio feminino.

Seus melhores alunos hoje já são monitores do curso, e um aluno seu está, em liberdade, atualmente trabalhando com ele no Ateliê Vivo – e, conforme Gustavo garante, a recompensa é ver o tal propósito que sempre procurou na prática – ensinando e aprendendo com os detentos, e quem sabe ampliando as possibilidades de um futuro melhor para seus alunos.

Gustavo no Projeto Ponto Firme

© fotos: Facebook/Fonte:[ via ]