Um ameaçador e perigoso predador voador viveu na Transilvânia, a terra do Drácula

A Romênia é definitivamente é um país singular, e não somente por ser a terra materna do Conde Drácula (ou Vlad, O Empalador, monarca da região que serviu de inspiração para o personagem): seu aspecto assustador vem de muito antes – mais precisamente, alguns tantos milhões de anos. Foi justamente na região da Transilvânia que foi descoberto o osso da mandíbula de um imenso Pteurossauro, réptil voador que povoava os céus da região há mais de 60 milhões de anos atrás.

Os cálculos estimam que o animal teria quase 9 metros de envergadura com suas asas abertas, uma cabeça grande e um pescoço curto.

O pteurossauro era onívoro, se alimentando de ovos, pequenos lagartos e crocodilos, tartarugas e peixes, tendo a vantagem do ataque aéreo como seu grande trunfo.

A região da Romênia registra a maior concentração de répteis voadores que se tem notícia, e não por acaso o osso do animal descoberto lhe deu o apelido de Drácula. E, ainda que não se trate do maior animal do tipo já achado, é a maior mandíbula já descoberta na espécie, com quase um metro de extensão. Mordida, portanto, é algo há milhões de anos em alta naquela região.

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Penas, cauda e muitas cores: Há 161 milhões de anos, Terra teve dinossauro ‘arco-íris’

Muitos dos dinossauros que historicamente imaginávamos com uma pele grossa e escamosa eram, na verdade, coberto por penas. Nenhum, no entanto, com o estilo e a desenvoltura do Caihong juji. Descoberto recentemente fossilizado na China, uma análise realizada através de um microscópio eletrônico permitiu confirmar e reproduzir as incríveis e vibrantes cores das penas que, há 161 milhões de anos, cobriam o animal.

O apelido de “arco-íris” dado ao Caihong juji Não é, portanto, por acaso. Brilhantes e multicoloridas, sua penugem era em tonalidades de azul, verde e laranja, localizadas na região da cabeça, peito e da cauda. A descoberta foi realizada por pesquisadores da Universidade Normal de Shenyang.

Segundo tais pesquisadores, a confirmação das cores das penas só foi possível pois o fóssil ainda preservava células referentes justamente à pigmentação, chamadas melanosomas. O animal, do tamanho de um pato, provavelmente utilizava suas vibrantes cores para efeitos sociais e sexuais, em um efeito similar às penas de um beija-flor – seu nome, em Chinês, significa “arco-íris com grande penacho”.

 

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Fragmento de âmbar com sangue de dinossauro é encontrado e sabemos como isso pode acabar

Um pedaço de âmbar do período cretáceo foi encontrado em Myanmar, contendo uma antiga espécie de carrapato, e dentro dele, sangue de um dinossauro de 100 milhões de anos. Esse foi o ponto de partida para a clonagem e recriação de diversas espécie de dinossauros em vida e a construção de um imenso parque onde passaram a viver tais animais, nos anos 1990.

Ok, isso nunca aconteceu de fato, a não ser nas telas dos cinemas, mas o carrapato foi realmente encontrado em um âmbar, tal qual em Jurassic Park – mas podem descansar os ânimos: na vida real, nenhum dinossauro poderá ser trazido à vida.

O sangue contido no âmbar já foi completamente degradado desde que o dinossauro em questão foi mordido pelo carrapato capturado – 100 milhões de anos, afinal, é um bocado de tempo. O sangue foi exposto ao ar e já se oxidou, e nada além de uma boa história e pesquisas científicas sairão dessa descoberta.

Espanta, no entanto, diante do fato de que os carrapatos ainda estão por aqui, concluir que mesmo animais gigantescos e ferozes foram dizimados do planeta, enquanto os diminutos sugadores de sangue conseguiram sobreviver.

A sobrevivência dos carrapatos não é um bom mote para uma superprodução hollywoodiana, mas pode nos fazer perceber ao menos que tamanho definitivamente não é documento no que diz respeito à estadia e à permanência da humanidade no planeta.

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‘Patossauro’: Encontraram um fóssil de dinossauro de 70 milhões de anos que mais parecia um pato

Parece um pato, caça como um pato, mas é, na realidade, um dinossauro, parente do velociraptor.

Trata-se do Halszkaraptor escuilliei, uma criatura que andou pela Terra há mais de 70 milhões de anos, e que deixou um verdadeiro tesouro arqueológico recém descoberto: o fóssil de um esqueleto em excelente estado, praticamente completo, encravado em uma pedra, que permitiu aos paleontólogos descobrir detalhes de uma das mais curiosas e interessantes criaturas do passado.

De tamanho similar a um peru e coberto de penas, o Halszkaraptor escuilliei vivia entre a água e a terra na região onde hoje é a Mongólia. As características de seu esqueleto mostram que ao mesmo tempo o animal era capaz de passar longos períodos em terra e de nadar com facilidade e desenvoltura, com habilidade para caçar em ambos os meios.

“Quando vi o fóssil pela primeira vez, fiquei em choque”, disse Andrea Cau, paleontóloga da Unviersidade de Bologna e uma das autoras da pesquisa derivada da descoberta do animal. “O fóssil estava tão completo, lindamente preservado e, ao mesmo tempo, era tão enigmático e bizarro, com uma mistura inesperada de características estranhas. É o mais excitante desafio para uma paleontóloga”, afirmou.

Tão estranho quanto o próprio animal foi a maneira com que o fóssil foi, de fato, revelado. Passados 70 milhões de anos preso em uma pedra, o esqueleto foi descoberto provavelmente no passado recente, retirado da Mongólia para China, para depois chegar ao mercado ilegal de fósseis da Europa.

Detalhe do esqueleto descoberto

Um revendedor honesto, cujo sobrenome, Escuillié, acabou batizando o animal em homenagem, foi informado do fóssil, teve acesso ao tesouro e o enviou a um paleontólogo, que só assim pode realmente assegurar a descoberta à ciência – que, assim, agora pode não só estudar ainda mais os incríveis detalhes da evolução na Terra, como confirmar mais uma vez o quanto o estudo das espécies do planeta irão sempre surpreender a todos.

 

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Um fóssil de dinossauro com mais de 100 mil anos foi descoberto em uma mina no Canadá

Em 2011, Shawn Funk trabalhava como operador de um equipamento de escavação em uma mina em Alberta, no Canadá. O dia seria apenas mais um de sua carreira se ele não tivesse encontrado por acaso com algo mais duro do que as pedras: um fóssil de dinossauro com cerca de 110 mil anos.

A descoberta do animal fez com que se desse início às escavações na área. Diferentemente da maioria dos fósseis encontrado até hoje, que não passam de ossos ou dentes, neste caso o dinossauro havia sido fossilizado inteiro, segundo revelaram pesquisadores à National Geographic. A edição de junho de 2017 da revista relata a descoberta deste dinossauro conhecido como “nodossauro”.

Estima-se que o animal tenha pesado mais de 1.300 kg e tivesse um comprimento de mais de 5 metros. O nodossauro estava fossilizado do focinho aos quadris de maneira perfeita: é quase como olhar uma escultura de um dinossauro. A diferença é que ele é real.

O fóssil do animal, assim como os de outros dinossauros, pode ser visto por quem visitar o museu canadense Royal Tyrrell durante a exposição Grounds for Discovery. A mostra teve início em maio deste ano e está atraindo pessoas de todas as idades interessadas nestes lagartos gigantes.

Um vídeo publicado pela National Geographic (em inglês) mostra mais dessa descoberta:

http://assets.ngeo.com/modules-video/latest/assets/ngsEmbeddedVideo.html?guid=0000015b-fdd3-dd1b-afff-ffdff86d0000

Foto destaque © Robert Clark/National Geographic Fonte:via