Papagaio ‘preso’ após avisar chegada da Polícia é transferido para zoobotânico

Esse é mais um daqueles casos em que se lê a chamada e se presume que só pode ter acontecido no Brasil. Mas, apesar de parecer cômico, há muito de trágico em retirar um animal de sua vida normal para apreendê-lo.

O papagaio apreendido pela PM em uma casa que funcionaria como ponto de drogas na Vila Irmã Dulce, Zona Sul de Teresina (PI), foi encaminhado para o Zoobotânico da cidade. Segundo os policiais que atenderam a ocorrência do caso na segunda-feira (22), o pássaro foi responsável por avisar os tutores sobre a chegada da PM, gritando: “Mamãe, polícia!”. Desde então, o animal estava no Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA).

Recebemos esse animal na Central de Flagrantes depois dele ter sido apreendido em uma ocorrência de tráfico de drogas. É muito comum que esse tipo de criminosos tenha esse tipo de animal, que é um crime ambiental”, explicou ao G1 o capitão Josué, do BPA.

Biólogos do Zoobotânico vão analisar se o animal tem condições de retornar à natureza

O papagaio pertencia a uma mulher conhecida como “Índia”, presa outras duas vezes por tráfico de drogas. Desta vez, no entanto, a PM afirma que não estava diretamente envolvida com a prática ilícita e por isso não foi presa. Um homem de 30 anos, identificado como Edvan, supostamente marido dela, foi preso no local, onde os policiais encontraram porções de crack. Uma adolescente de 16 anos, apontada como filha do casal, foi apreendida com maconha escondida em suas roupas íntimas. Ambos foram conduzidos para a Central de Flagrantes.

A jovem foi liberada após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Ao fim dos procedimentos legais, o papagaio foi encaminhado para o BPA.

Segundo o capitão Josué, a expectativa é que o animal, agora “desempregado”, seja analisado para verificar se possui condições de voltar à natureza.

Foto: Divulgação/ Polícia Militar Ambiental/fonte:via

Operação salva 120 cachorros de serem mortos para consumo ilegal de carne

O hábito de comer carne de cachorro em alguns países asiáticos causa polêmica,desta vez, uma operação de sucesso aconteceu em Chengdu, na China. A polícia local encontrou cerca de 120 cachorros presos por comerciantes de carne ilegal dos animais. Os cães foram achados amontoados, usando coleiras e focinheiras.

Roubados, eles foram levados para centros de proteção, como o Sichuan Qiming Small Animal Protection Center, que agora busca pelas famílias originais ou pessoas interessadas em adotar os animais.

Irene Feng é diretora da Animals Asia Cat and Dog Welfare e elogiou os esforços de autoridades e da polícia para combater a prática ilegal. “Nós precisamos agradecer a polícia por seu trabalho excelente em capturar a gangue brutal suspeita de ter roubado os animais de companhia de suas casas amorosas. Todos os cães estão à salvo e graças a vontade das autoridades em colaborar, grupos locais agora podem trabalhar no que eles fazem de melhor – cuidar dos animais e ajudá-los a encontrar seus guardiões originais.”

Apesar da insistência no consumo de carne de cachorro, o número de organizações de bem estar animal vem crescendo na última década. Para se ter ideia, em 2006 existiam apenas 30 grupos e atualmente são mais de 200 instituições criadas para a proteção dos animais.

Ao lado de autoridades e da polícia, elas trabalham pelo desenvolvimento de políticas avançadas de guarda legal dos cachorros ameaçados.

Apesar dos esforços o comércio ilegal de carne de cachorro ainda é forte na China. A Animals Asia diz receber denúncias atestando a prática em diversas regiões do país. Ao menos 250 relatos foram repassados às autoridades responsáveis, o que salvou a vida de milhares de cachorros.

O principal obstáculo é o Yulin Dog Meat Festival, que incentiva o consumo deste tipo de carne. Cerca de 10 mil cachorros são mortos por causa do festival de 10 dias. Ou seja, o evento representa por volta de 1% do total dos cães sacrificados.

O nível de preocupação sobe ao analisar os maus-tratos sofridos pelos pets. Os cachorros são mantidos em gaiolas e, em alguns casos, cozidos vivos.

Fotos: Reprodução/fonte:via

Gorilas posam para selfie com cuidadores e protetores em parque nacional no Congo

Todo dia a internet nos oferece uma imagem inusitada ou mesmo incrível que percorre o mundo e viraliza superando qualquer bolha – e a foto que desde o final de semana recebeu esse título como viral do momento veio diretamente da República Democrática do Congo, e em princípio não passa de uma simples selfie.

Seu grande diferencial, no entanto, são os modelos que posam junto de Mathieu Shamavu, que tirou a foto: dois charmosos gorilas. A imagem, originalmente postada por um grupo anti-caça, rapidamente passou a ser compartilhada aos milhares.

A foto de Mathieu e seus amigos que viralizou

Mathieu trabalha como guarda florestal no Parque Nacional Virunga, e a legenda define perfeitamente o espírito de seu trabalho: “outro dia no escritório” – enquanto, na imagem, os dois gorilas se exibem orgulhosamente, fazendo suas melhores poses para saírem bem na foto. O parque fica em uma região montanhosa ao leste do Congo, e foi o primeiro nacional criado dentro do continente africano, com o propósito justamente de proteger os gorilas locais.

Os gorilas do Congo sofrem intensa ameaça de extinção, com somente mil animais ainda vivendo em estado selvagem. O principal inimigo é mesmo a caça, e por isso cerca de 600 guardas trabalham no parque. Os animais da foto são criados em uma unidade especial no local, para que consigam sobreviver, e por isso estão acostumados com o contato humano – como a garbosa fotografia claramente comprova.

Mathieu adora tirar fotos com seus amigos gorilas

© fotos: reprodução/fonte:via

Após uma vida de maus tratos, veja a felicidade deste urso ao nadar pela primeira vez

Muitos antigos costumes criados eram tão cruéis e sem sentido que com o passar dos anos foram extintos. No entanto, alguns deles sobreviveram ao tempo e duram até hoje. A antiga medicina asiática mantém muitas tradições centenárias. Uma delas é o que se acredita ser um remédio milagroso a base da bile retirada de ursos.

Os animais são mantidos em jaulas minúsculas durante toda sua vida e ainda utilizam uma espécie de colete de ferro que lembra um ‘espartilho’ que aperta e fere seu corpo, agindo como um objeto eterno de tortura.Já a retirada da bile é feita através de uma ferida que fica aberta em sua barriga em tempo integral com ajuda do colete de ferro.

Este absurdo continua acontecendo na Ásia, mas felizmente existem organizações que lutam para combater a prática. Uma delas é a Animals Asia, que trabalha ativamente para acabar com essa tortura animal. Tuffy foi um dos ursos que deu a sorte de ser encontrado pelos voluntários da ONG.

Durante toda sua vida – 9 anos – ele viveu em uma jaula numa fábrica de bile no interior do Vietnã, sendo torturado por conta de uma superstição. Um dia a Animals Asia conseguiu resgatá-lo e, depois de tratado de seus ferimentos e recuperado totalmente, Tuffy foi levado para uma reserva natural.

No vídeo abaixo, Tuffy contempla a liberdade pela primeira vez após ser resgatado e estar recuperado. É possível sentir a felicidade do animal:


Tuffy ainda enjaulado


O urso já recuperado e finalmente livre


O terrível colete que os ursos são obrigados a usar para que lhes retirem a bile


Em liberdade!


Em liberdade!


Finalmente livre!

fonte:via