A árvore que é literalmente dona de si e a importância de sua condição jurídica surreal

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Na cidade de Athens, na Georgia (EUA), uma árvore é completamente dona de si – e ela provavelmente tem mais posses do que você.

A história dela começa por volta de 1800, quando William H. Jackson decidiu honrar a árvore que foi testemunha de muitas de suas aventuras de infância.

Dessa forma, ele colocou uma placa próximo à planta, onde pode ser lido: “Em consideração ao grande amor que carrego por esta árvore e pelo grande desejo que tenho por sua proteção, por todos os tempos, transmito a ela toda a possessão de si mesma e de toda a terra a oito pés da árvore por todos os lados”.

Embora a escritura das terras não tenha sido encontrada, a população da cidade reconheceu como legítimos os direitos do carvalho-branco sobre si e sobre a terra em que está plantado.

Porém, o destino tinha outros planos para ele… A árvore adoeceu e foi derrubada durante uma tempestade em 1942, mas sua história não terminou: alguém plantou uma das bolotas do carvalho e uma nova planta cresceu a partir daí.

Chamado desde então de “O filho da árvore que é dona de si”, o novo carvalho herdou também o patrimônio da família – os oito pés (cerca de 2,4 m) ao seu redor em todas as direções e, mais importante, o reconhecimento de ser seu único dono. Como legalmente ainda não é possível que uma árvore tenha propriedades em seu nome, a cidade e seus habitantes são os verdadeiros responsáveis em dar continuidade a este legado.

Fotos: Domínio Público/fonte:via

Mulheres paquistanesas vão poder votar pela primeira vez na história

As eleições no Paquistão podem estar cercadas de dúvidas sobre sua legitimidade, entretanto o fato das mulheres estarem votando pela primeira vez é motivo de alegria.

O compartilhamento de uma fotografia feita pelo jornalista Iftikhar Firdous de paquistanesas se dirigindo aos centros de votação viralizou nas redes sociais e deixou muita gente comovida e esperançosa por uma mudança em relação ao lugar ocupado pelas mulheres na sociedade.

O voto feminino no Paquistão é uma conquista recente. De outubro do ano passado para ser preciso. O órgão de direitos humanos da ONU publicou um relatório atestando que as paquistanesas estão proibidas de exercer o direito ao voto por causa de tradições históricas do país.

Mas o cenário está se alterando e pelo menos 10% dos votos registrados neste pleito serão de mulheres. Tem mais, se as expectativas não forem atingidas, os resultados das regiões onde o exercício é permitido serão anulados.

Todavia é preciso estar atenta e forte, já que a BBC divulgou que alguns homens estão impedindo as mulheres de votar. A justificativa é de que o voto feminino vai contra os conceitos do Islã.

Ah, mas é bom eles irem se habituando, já que pelo menos 200 mulheres estão se candidatando aos cargos eletivos.

Foto: Reprodução/Twitter/fonte:via

Haters usaram fotos de sua filha para promover ‘aborto coagido’, mas ela respondeu sem medo

Você já deve saber muito bem que tem muita gente que se aproveita do anonimato por trás das telas para destilar ódio e tentar fazer o mal através das redes sociais, mas o que aconteceu com a norte-americana Natalie Weaver foi além da conta. Só que ela não se conformou e fez o que pôde para contra-atacar o discurso de ódio.

Natalie é mãe de três crianças, incluindo Sophia, de 9 anos. A garota nasceu com deformidades no rosto, nas mãos e nos pés. Com um ano de idade, foi diagnosticada com síndrome de Rett, uma mutação genética que afeta o desenvolvimento cerebral, causando problemas motores e de fala, e já passou por 22 cirurgias.

Por isso, Sophia necessita de cuidados 24 horas por dia, 7 dias por semana. Mas é claro que nada impede que o amor da família a abrace e faça dela uma garota feliz. Natalie relata que a menina fica orgulhosa quando consegue falar ou dar alguns passos, que adora música, estourar bolhas de sabão e ouvir os pais lerem.

Depois que os cuidados médicos na região onde a família vive sofreram ameaças de mudanças, Natalie decidiu se tornar uma ativista em favor da saúde pública. E passou a receber apoio de muitas pessoas, mas mensagens de ódio de outras.

Mensagens anônimas falando que Sophia deveria ser “tirada da angústia” e “passar por eutanásia” se tornaram relativamente frequentes, mas as coisas passaram do limite mesmo quando um perfil fake utilizou uma foto de Sophia para fazer propaganda do ‘aborto coagido’, quando a mãe é pressionada a fazer o procedimento abortivo contra a própria vontade.

Natalie decidiu que bloquear o perfil não era o bastante, e que deveria fazer o possível para combater o discurso de ódio. Acionou o Twitter pedindo que a conta em questão fosse excluída, mas recebeu uma resposta dizendo que ela “não violava os termos de uso” da rede social.

A negativa não abalou Natalie, que decidiu fazer barulho. Postou sobre o assunto no próprio Twitter, pedindo que outros usuários se juntassem a ela nas denúncias. Entrou em contato com uma rádio local e levou a história adiante.

Finalmente, a equipe do Twitter entrou em contato mais uma vez, pedindo desculpas pela resposta inicial e dizendo que removeu a conta em questão. Agora, Natalie se dedica também a conscientizar as pessoas sobre a necessidade de combater o discurso de ódio na internet, enquanto continua cuidando de Sophia e fazendo de tudo para que ela continue uma criança feliz.

 

Fotos: Acervo pessoal/Natalie Weaver /fonte:via