‘Pensava que era a única pessoa com vitiligo’: Winnie Harlow e a representatividade

A modelo canadense Winnie Harlow é um ícone da representatividade na moda: em 2014 ela participou do programa America’s Next Top Model e desde então desfilou para grifes conhecidíssimas. 

A importância de ter alguém como Winnie estrelando grandes campanhas é simples: se a moda ajudou a perpetuar vários padrões de beleza capazes de abalar as mentes de mulheres mundo afora, ela também é responsável por desconstrui-los. 

A modelo, que começou a manifestar o vitiligo (doença que muda a coloração de alguns pontos da pele) ainda criança e até viu amigas se afastarem dela durante a infância, deu uma entrevista à Marie Claire em que deixou claro como a representatividade é importante. 

“Quando era jovem, não sabia nada sobre moda, mas, definitivamente, não me via representada em nenhuma campanha. Durante muito tempo pensei que era a única pessoa na Terra com vitiligo”, contou à revista. 

Winnie chegou a abandonar brevemente a escola aos 14 anos por causa das constantes brincadeiras de mal gosto a respeito de sua doença – colegas chegavam a chama-la de ‘vaca’ e ‘zebra’. Hoje, ela é uma modelo de sucesso e fonte de inspiração para jovens do mundo todo que também precisam enfrentar padrões para terem sua beleza reconhecida. 

Imagens: Reprodução/Instagram/fonte:via

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Madrinhas usam cores da bandeira LGBT em casamento de noivos brasileiros

Quer coisa mais bonita que um grupo de pessoas se unindo para celebrar o amor de um casal? Casamentos são sempre especiais, mas as madrinhas de Helivelton Morozesky e Victor Grolla, moradores de Vitória (ES), deram um jeito de fazer a cerimônia deles ainda mais bacana.

Os dois tinham a união estável registrada em cartório desde 2012, mas só neste ano foram ao cartório para registrar o casamento no civil, e no começo de junho fizeram a cerimônia com amigos e família. A história foi contada pelo Razões Para Acreditar.

As sete madrinhas de Helivelton e Victor decidiram usar vestidos nas cores do arco-íris para homenagear não apenas o casal, mas toda a comunidade LGBTQ+. Aliás, coincidentemente, a cerimônia foi realizada no mesmo fim de semana da Parada Gay de São Paulo, quando mais de um milhão de pessoas se reuniram para celebrar o Orgulho LGBTQ+ e exigir respeito.

“É possível, acredite! Não se esconda, case sim, faça festa, convide as pessoas que vocês amam. Foram tantas lágrimas de emoção, risos, danças, que vale a pena acreditar!”, afirma o recém-casado Helivelton.

Como o casamento rolou há menos de uma semana, as fotos profissionais ainda não foram disponibilizadas, mas as imagens feitas por amigos são um ótimo aperitivo!

Fotos: Reprodução/Arquivo pessoal/fonte:via

Modelo dá show de beleza e aceitação com suas sardas na Semana de Moda de NY

Assim como outros eventos do calendário, a Semana de Moda de Nova York chamou a atenção por uma prática que está tomando conta das passarelas mundo afora, a aceitação da diversidade. Talvez seja preciso remar um pouco mais para que este meio abra espaço para todas as formas de ser, contudo é fato que o universo fashion já não é apenas um local de criação de padrões de belezas.

Afinal existe algo mais bonito do que a diferença? Esta beleza se confirmou com o desfile da supermodelo Maeva Giani Marshall, que foi um dos destaques mais comentados do desfile. Portadora da hiperpigmentação, uma condição rara na pele provocada por problemas renais, a top possui sardas na região dos olhos e do nariz.

Diferente do que naturalmente aconteceria em outros tempos, isto não foi um impeditivo para que ela desfilasse a coleção outono/inverno da Zadig & Voltaire. Ao contrário, Maeva foi recebida com carinho pelos presentes ao desfile e nas redes sociais, onde já acumula mais de 21 mil seguidores.

Outro exemplo pertinente é o de Chantelle Brown-Young. A canadense de 19 anos tem vitiligo, condição que provoca a morte de células responsáveis pela pigmentação da pele. Entretanto, o que poderia ser um problema aos olhos de uma sociedade preconceituosa, se tornou uma característica única de seu trabalho.

Além de se tornar uma modelo de sucesso internacional, Winnie Harlow, como gosta de ser chamada, promove um debate importante sobre a diversidade e conscientização acerca do próprio vitiligo.

Fotos: Reprodução/Instagram/fonte:via

‘O escudo do orgulho’: Criaram uma bandeira LGBTQ à prova de balas

17 de maio é o Dia Internacional Contra a Homofobia e Transfobia, em memória de quando, em 1990, a Organização Mundial da Saúde excluiu o então chamado “homossexualismo” da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde.

Para celebrar, a agência Rethink Canada criou o “Escudo do Orgulho” (“The Pride Shield”, no original em inglês), uma bandeira do arco-íris, símbolo da luta LGBTQ, à prova de balas. Feito a partir de 193 bandeiras, uma para cada país membro da ONU, o escudo pretende simbolizar “o poder das ações coletivas para enfrentar a violência homofóbica ou transfóbica”.

A Rethink criou um vídeo para divulgar a ação (veja abaixo), em que reproduz noticiários de diversos países sobre a violência contra pessoas LGBTQ, e promete levar o Escudo do Orgulho para diversos espaços públicos, a fim de levantar discussões sobre a importância de criar ações para garantir a segurança de pessoas que ainda correm risco de morrer por causa de sua sexualidade.

Fotos: Reprodução/Rethink Canada/fonte:via

Este é o Nappy, um banco de imagens maravilhoso com apenas negros e 100% de graça

O padrão de beleza vigente na sociedade é o de pessoas brancas e, por isso, é muito difícil propagandas de televisão e anúncios de revistas mostrarem outras etnias, sobretudo afrodescendentes, mesmo no Brasil, onde os negros representam 54% da população do país.

Obviamente, este é um problema mundial e a falta de representatividade está em todo lugar, inclusive nos bancos de imagens. Por isso foi criado o Nappy, um site com fotos em alta resolução de pessoas negras e 100% gratuito.

O Nappy foi idealizado pela SHADE, uma agência de criadores negros do Brooklyn, Nova York. As imagens mostram pessoas negras em situações cotidianas exatamente como as milhões de fotos que existem na internet ou em outros sites de imagens, só que com pessoas brancas.

Pode parecer simples encontrar fotos de pessoas digitando em um laptop, tomando café sentada em um Starbucks, namorando em um banco de praça, amamentando seu filho no sofá da sala, mas quando se tratam de pessoas negras, é praticamente impossível.

No descritivo do site, os criadores explicam isso:

“[…] se você digitar a palavra “café” no Unsplash (outro site de imagens grátis), raramente verá uma xícara de café sendo segurada por mãos pretas. É o mesmo resultado se você digitar termos como “computador” ou “viajar”. Você pode encontrar uma ou duas imagens, mas elas são muito raras. Mas os negros também bebem café, usamos computadores e certamente amamos viajar.”

Imagens: Nappy/fonte:via

O Paquistão já pode se orgulhar de sua primeira âncora trans na TV

Aos 21 anos, Marvia Malik é a primeira âncora de notícias transgênero no Paquistão e tem muito orgulho de estar na vanguarda da mudança de atitudes na nação islâmica. Ela pretende fazer com que esta oportunidade mude a forma com que os transexuais são vistos pela sociedade.

“Eu fiz história no meu país e prometo usar minha profissão como âncora para ajudar a mudar a atitude geral de nossa sociedade em relação às pessoas transexuais. Nossa comunidade deve ser tratada com igualdade e não deve haver discriminação de gênero. Devemos ter direitos iguais e sermos considerados cidadãos comuns, em vez de terceiro sexo”, disse ela em entrevista à BBC.

Sua primeira aparição no canal local Kohenoor TV no final de março de 2018, se tornou viral nas redes sociais e isso aconteceu apenas alguns dias depois de ela ter se tornado a primeira modelo transgênero a desfilar na passarela do badalado desfile anual do país, o Fashion Council.

Ela é grata pela oportunidade de ser apresentadora do telejornal e passou por três meses de treinamento antes de fazer sua primeira transmissão ao vivo. Malik fez tão bem que a estação contratou uma segunda pessoa trans como redatora. O dono da estação, Junaid Ansari, deixou claro que Malik foi contratada por seu talento em jornalismo, não por ser transgênero.

Em 2009, a Suprema Corte do Paquistão decidiu que os chamados “hijras” – que incluem travestis, transexuais e eunucos poderiam ter carteira de identidade nacional como “terceiro sexo” e no ano passado o governo emitiu seu primeiro passaporte com uma categoria transgênero.

No Paquistão, a comunidade transgênero foi contabilizada no censo nacional pela primeira vez no ano passado, registrando 10.418 em uma população de cerca de 207 milhões, embora muitos tenham dito que isso era muito baixo. De acordo com a ONG Charity Trans Action, no Paquistão estima-se que haja pelo menos meio milhão de transgêneros no país.

No início deste mês, o Senado aprovou por unanimidade um projeto de lei para proteger os direitos das pessoas transexuais que, uma vez aprovadas por ambas as casas, significa que as pessoas trans não terão mais que comparecer perante um conselho médico para confirmar seu sexo.

Enquanto Malik está feliz que o governo esteja lentamente trazendo a comunidade para o mainstream, ela diz que a única maneira de obter uma mudança significativa é “começar em casa”.

“Temos que dizer aos pais para não se envergonharem de seus filhos que não podem se conformar com o sexo atribuído no nascimento”, disse ela, acrescentando que as pessoas transgêneros frequentemente são expulsas de suas famílias.

 

Imagens: Reprodução/fonte:via

Todos os meses, as drags queens leem historinhas para as crianças em biblioteca de NY

O que crianças e drag queens têm em comum? Ambos são absurdamente felizes e adoram coisas coloridas e reluzentes. Interesses em comum à parte (ou não), a Biblioteca Pública do Brooklyn, em Nova York, vem dando um verdadeiro show de diversidade, com um projeto chamado Drag Queen Story Hour no qual convida drag queens para lerem histórias infantis para crianças uma vez por mês.

A iniciativa foi criada em 2015 pela escritora Michelle Tea e a Radar Productions, uma organização sem fins lucrativos na cidade de São Francisco. O evento reuniu crianças e drags que, além de lerem histórias também pintaram os rostos dos pequenos. O sucesso foi imenso e depois de sua primeira edição, o evento se espalhou por outras cidades americanas, como Los Angeles e Nova York.

Eu vi no Facebook uma publicação sobre o projeto”, disse Rachel Aimee, coordenadora da Drag Queen Story Hour em Nova York, ao The New York Times. “E assim que eu vi disse: ‘Uau, é isso o que eu estava esperando”.

O Drag Queen Story Hour tem entrada gratuita e ensina as crianças sobre diversidade desde cedo de uma maneira descontraída, diminuindo as chances de futuramente existirem pessoas preconceituosas no mundo.

Faz parte do mundo infantil ser imaginativo. Se as crianças tivessem permissão para se enfeitar todos os dias, elas fariam. Eu não acho que elas fiquem pensando em suposições de gênero. Eles estão apenas vendo o drag queens como outras pessoas que são sendo imaginativas’, afirmou.

Vale dizer que vários dos livros lidos são tradicionais e outros nem tanto, pois abordam temas como casamento gay e pessoas transgênero. Um dos favoritos da multidão foi “My Princess Boy”, um conto sobre um jovem que gosta de se vestir como uma menina e ainda é amado por sua família.

Após todas as leituras há também uma rodada de debates sobre os livros onde as crianças dão suas opiniões a respeito.

Eis uma ótima maneira de gerar reflexão nos pequenos, hein?

 

Imagens: Reprodução/fonte:[via]