Beleza diversa: agência de modelos cria campanha que destaca marcas, cicatrizes e deficiências

A busca pela perfeição sempre foi responsável por atrocidades em nossos corpos e, isso é muito mais antigo do que você imagina. Desde a antiguidade, homens e mulheres fazem absurdos em nome da beleza, ao mesmo tempo em que se esforçam para esconder todo e qualquer ‘defeito’. Porém, são justamente nossas cicatrizes, ossos quebrados, marcas de nascença e qualquer outra coisa que nos tenha acontecido e deixado algum tipo de marca, que nos definem.

Foi com o intuito de fazer as pessoas amarem seus corpos, seja eles como forem, que a Specialist Talent Agency – Zebedee Management, uma agência de modelos baseada no Reino Unido criou a campanha #EveryBodyBeautiful (todos os corpos bonitos), explorando a percepção que temos em relação aos nossos corpos.

Inspirados em uma técnica milenar japonesa  – Kintsugi, que ao invés de tentar esconder as fraturas dos objetos de porcelana, enfatiza-as, tornando a peça até mais bonita do que quando foi concebida originalmente, a ideia da agência é partir do mesmo princípio, com as pessoas.

Esta é a única agência de modelos do Reino Unido que representa pessoas de todas as idades e com qualquer tipo de deficiência ou necessidade especial, porque elas são lindas do jeito que são!

Fotos: Zebedee Management /fonte:via

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Conheça Kate Grant, a 1ª modelo com síndrome de Down a vencer um concurso internacional de beleza

Se os concursos de beleza historicamente acabaram por sublinhar padrões de beleza e de corpo, hoje eles também podem se adaptar e se transformar em um espaço para a inclusão e a desconstrução de tais lógicas irreais e excludentes – e uma pioneira em tal processo definitivamente é a jovem modelo irlandesa Kate Grant. Aos 19 anos, Kate acaba de ganhar o concurso internacional Teen Ultimate Beauty Of The World, que justamente celebra a diversidade. O importante detalhe que faz da vitória de Kate um marco é o fato dela possuir síndrome de Down.

Quarenta candidatas disputaram o concurso, com Kate como representante da Irlanda do Norte. Como nos concursos tradicionais, a modelo passou por uma rodada de entrevistas dos jurados, e depois desfilou pela passarela com diversos modelos.

Acima, Kate desfilando; abaixo, já coroada

Seu sonho de ser uma modelo começou quando ela tinha 13 anos, e desde então ela já trabalhou algumas vezes, sempre tendo de enfrentar o preconceito como sua principal barreira. O convite para o concurso nasceu de um post feito por sua mãe contando do sonho da filha – que acabou viralizando e compartilhado mais de 26 mil vezes.

A conquista foi não só uma vitória simbólica importante, mas também uma vitória pessoal: quando nasceu os médicos disseram que ela teria um futuro muito difícil, que não conseguiria ler e escrever e mal conseguiria falar. A mãe de Kate, Deirdre, disse que pensou nos médicos quando viu a filha discursando após a vitória sobre sua esperança por uma sociedade mais inclusiva e igualitária. “Eu quero que a próxima geração que tenha necessidades especiais saiba o verdadeiro significado de que beleza é que você é, e não sua aparência”, disse Kate. “Bondade, compaixão e sua luz interna, essa é a verdadeira beleza. Se os juízes viram isso em mim, então estou feliz”.

© fotos: reprodução/

A maravilhosa campanha LGBT das forças armadas da Suécia

As cidades suecas Gotemburgo e Estocolmo receberam a edição 2018 do EuroPride, um evento internacional europeu com debates, apresentações artísticas e uma grande parada para chamar atenção para a causa LGBT e a luta por seus direitos.

Para demonstrar que estão alinhadas com a importância do respeito à diversidade, as Forças Armadas da Suécia promoveram uma campanha publicitária em jornais, outdoors e redes sociais.

Foram criadas duas imagens, com uma soldada e um soldado, ambos fardados, com o rosto pintado com as cores do arco-íris e os dizeres “We Don’t Always Walk Straight” (“Nem Sempre Andamos Straight”) – trocadilho com Straight, que pode significar tanto andar em linha reta quanto se referir à heterossexualidade.

Embaixo, segue a frase “Mas não importa onde ou como marchemos, sempre nos posicionamos pelo seu direito de viver da forma como quiser com quem você quiser. Leia mais sobre como trabalhamos para proteger a liberdade e o direito de escolher como viver em nosso site”.

Imagens: Divulgação/Forças Armadas Suecas/fonte:via

‘Pensava que era a única pessoa com vitiligo’: Winnie Harlow e a representatividade

A modelo canadense Winnie Harlow é um ícone da representatividade na moda: em 2014 ela participou do programa America’s Next Top Model e desde então desfilou para grifes conhecidíssimas. 

A importância de ter alguém como Winnie estrelando grandes campanhas é simples: se a moda ajudou a perpetuar vários padrões de beleza capazes de abalar as mentes de mulheres mundo afora, ela também é responsável por desconstrui-los. 

A modelo, que começou a manifestar o vitiligo (doença que muda a coloração de alguns pontos da pele) ainda criança e até viu amigas se afastarem dela durante a infância, deu uma entrevista à Marie Claire em que deixou claro como a representatividade é importante. 

“Quando era jovem, não sabia nada sobre moda, mas, definitivamente, não me via representada em nenhuma campanha. Durante muito tempo pensei que era a única pessoa na Terra com vitiligo”, contou à revista. 

Winnie chegou a abandonar brevemente a escola aos 14 anos por causa das constantes brincadeiras de mal gosto a respeito de sua doença – colegas chegavam a chama-la de ‘vaca’ e ‘zebra’. Hoje, ela é uma modelo de sucesso e fonte de inspiração para jovens do mundo todo que também precisam enfrentar padrões para terem sua beleza reconhecida. 

Imagens: Reprodução/Instagram/fonte:via

Madrinhas usam cores da bandeira LGBT em casamento de noivos brasileiros

Quer coisa mais bonita que um grupo de pessoas se unindo para celebrar o amor de um casal? Casamentos são sempre especiais, mas as madrinhas de Helivelton Morozesky e Victor Grolla, moradores de Vitória (ES), deram um jeito de fazer a cerimônia deles ainda mais bacana.

Os dois tinham a união estável registrada em cartório desde 2012, mas só neste ano foram ao cartório para registrar o casamento no civil, e no começo de junho fizeram a cerimônia com amigos e família. A história foi contada pelo Razões Para Acreditar.

As sete madrinhas de Helivelton e Victor decidiram usar vestidos nas cores do arco-íris para homenagear não apenas o casal, mas toda a comunidade LGBTQ+. Aliás, coincidentemente, a cerimônia foi realizada no mesmo fim de semana da Parada Gay de São Paulo, quando mais de um milhão de pessoas se reuniram para celebrar o Orgulho LGBTQ+ e exigir respeito.

“É possível, acredite! Não se esconda, case sim, faça festa, convide as pessoas que vocês amam. Foram tantas lágrimas de emoção, risos, danças, que vale a pena acreditar!”, afirma o recém-casado Helivelton.

Como o casamento rolou há menos de uma semana, as fotos profissionais ainda não foram disponibilizadas, mas as imagens feitas por amigos são um ótimo aperitivo!

Fotos: Reprodução/Arquivo pessoal/fonte:via

Modelo dá show de beleza e aceitação com suas sardas na Semana de Moda de NY

Assim como outros eventos do calendário, a Semana de Moda de Nova York chamou a atenção por uma prática que está tomando conta das passarelas mundo afora, a aceitação da diversidade. Talvez seja preciso remar um pouco mais para que este meio abra espaço para todas as formas de ser, contudo é fato que o universo fashion já não é apenas um local de criação de padrões de belezas.

Afinal existe algo mais bonito do que a diferença? Esta beleza se confirmou com o desfile da supermodelo Maeva Giani Marshall, que foi um dos destaques mais comentados do desfile. Portadora da hiperpigmentação, uma condição rara na pele provocada por problemas renais, a top possui sardas na região dos olhos e do nariz.

Diferente do que naturalmente aconteceria em outros tempos, isto não foi um impeditivo para que ela desfilasse a coleção outono/inverno da Zadig & Voltaire. Ao contrário, Maeva foi recebida com carinho pelos presentes ao desfile e nas redes sociais, onde já acumula mais de 21 mil seguidores.

Outro exemplo pertinente é o de Chantelle Brown-Young. A canadense de 19 anos tem vitiligo, condição que provoca a morte de células responsáveis pela pigmentação da pele. Entretanto, o que poderia ser um problema aos olhos de uma sociedade preconceituosa, se tornou uma característica única de seu trabalho.

Além de se tornar uma modelo de sucesso internacional, Winnie Harlow, como gosta de ser chamada, promove um debate importante sobre a diversidade e conscientização acerca do próprio vitiligo.

Fotos: Reprodução/Instagram/fonte:via

‘O escudo do orgulho’: Criaram uma bandeira LGBTQ à prova de balas

17 de maio é o Dia Internacional Contra a Homofobia e Transfobia, em memória de quando, em 1990, a Organização Mundial da Saúde excluiu o então chamado “homossexualismo” da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde.

Para celebrar, a agência Rethink Canada criou o “Escudo do Orgulho” (“The Pride Shield”, no original em inglês), uma bandeira do arco-íris, símbolo da luta LGBTQ, à prova de balas. Feito a partir de 193 bandeiras, uma para cada país membro da ONU, o escudo pretende simbolizar “o poder das ações coletivas para enfrentar a violência homofóbica ou transfóbica”.

A Rethink criou um vídeo para divulgar a ação (veja abaixo), em que reproduz noticiários de diversos países sobre a violência contra pessoas LGBTQ, e promete levar o Escudo do Orgulho para diversos espaços públicos, a fim de levantar discussões sobre a importância de criar ações para garantir a segurança de pessoas que ainda correm risco de morrer por causa de sua sexualidade.

Fotos: Reprodução/Rethink Canada/fonte:via