Turista compra ayahuasca para dor nas costas e é condenado a 11 anos de prisão

O artista russo Maxim Gert esteve recentemente visitando o Peru. Durante a viagem, o jovem sofreu com a intensificação de dores nas costas e para atenuar os efeitos, resolveu levar pra casa duas garrafinhas de ayahuasca.

Conhecida por seus poderes medicinais e espirituais, a planta é bastante comum na América do Sul, inclusive no Brasil. Entretanto, alguns psicoativos presentes em sua composição são proibidos em determinados países, caso da própria Rússia.

Sem ter a menor ideia de estar cometendo um crime, Maxim foi surpreendido ao desembarcar no aeroporto de Domodedovo com a abordagem dos oficiais. Durante consulta de rotina, as garrafas foram alvo de uma série de testes que indicaram a presença do dimethyltryptamine, forte composto psicoativo ilegal em solo russo.  

O artista foi imediatamente preso e acusado por posse de drogas com a intenção de vendê-las. De acordo com o advogado de defesa, Maxim estava em estado de choque com as alegações e nunca imaginou que a ayahuasca poderia causar tantos problemas. Gert, segundo a defesa, acreditava estar carregando um remédio natural para acabar com as dores nas costas.

“Esta bebida é legalmente vendida em solo peruano. É um tesouro nacional. Maxim trouxe duas garrafas certo de que não estava cometendo nenhum crime”, explicou Vladimir Brigadin à 1tv.

As alegações não foram suficientes para evitar uma dura condenação de 11 anos e meio de prisão por carregar ayahuasca. Nem mesmo a ausência de antecedentes criminais ou os depoimentos de amigos e familiares conseguiram convencer o juiz.

Apesar da ayahuasca ser liberada no Peru, seu consumo é proibido em outros países. Entretanto, colocar um descuido no mesmo nível de um traficante de drogas pode ser uma atitude equivocada. Os advogados disseram que vão recorrer da sentença.

Foto: Reprodução/fonte:via

Pó de macaco: droga que elimina a dor e faz pessoas pularem de prédios assusta britânicos

Uma nova variação de cocaína está chamando a atenção das autoridades de saúde no Reino Unido. Você pode não ter ouvido falar do pó de macaco, mas sua ascensão vem provocando uma mudança na rotina dos moradores de West Midlands, região central da Inglaterra.

De acordo com matéria publicada pela BBC, a droga sintética está fazendo as pessoas pularem na frente de carros e da janela de prédios. O fenômeno se dá, pois o novo tipo de cocaína impede a sensação de dor e seus efeitos podem se arrastar durante dias. O crescimento expressivo do composto, especialmente entre os mais jovens, é estimulado pelo fácil acesso.

Comercializada por duas libras, cerca de 10 reais, o pó de macaco é usado por muitos moradores de rua e pessoas em situação de vulnerabilidade social. Até agora não foram registradas mortes. Porém, autoridades britânicas garantem que é apenas uma questão de tempo para o surgimento dos primeiros casos fatais estimulados pela droga sintética.

Em entrevista à rede pública de televisão britânica, Jeff Moore – superintendente da polícia de Staffordshire, revelou ter atendido ao menos 950 chamados relacionados à droga em apenas três meses.

“Do ponto de vista das drogas, essa é a pior que já vimos. É a consequência não apenas de usar a droga, mas também de pessoas colocando a segurança dos outros em risco”, finalizou.

O surgimento do pó de macaco aumenta as preocupações com a possível transformação Reino Unido na ‘capital europeia da cocaína’. Uma pesquisa recente mostrou que 36.8% dos britânicos disseram poder receber cocaína em casa em até 30 minutos. Mais rápido do que uma pizza. 

Parlamentares ligados ao Partido Trabalhista dizem que a droga responde pelo crescimento de casos de homicídios em Londres. O número de assassinatos deve subir 100 vezes no outono.

Há algumas décadas atrás, a cocaína era popular entre as camadas mais ricas da sociedade. Contudo, recentemente seu acesso se tornou mais fácil e os baixos preços provocam a difusão do composto entre os menos desfavorecidos socialmente.

O Ministério do Interior ressalta que a estratégia antidrogas constrói elo entre a polícia, o sistema de saúde e a comunidade. O objetivo é unir esforços para combater o tráfico de drogas, além de proteger os menos favorecidos.

Fotos: foto 1: Pixabay/foto 2: Reprodução/fonte:via

Como a amizade mudou a vida deste jovem viciado em drogas e em situação de rua

No Quênia, as drogas são um problema crescente e levam muitas pessoas às ruas, principalmente em Nairóbi. Patrick Hinga era uma dessas pessoas, mas viu sua vida mudar após reencontrar uma colega de escola.

A relação de Patrick com as drogas começou cedo. Quando jovem, ele foi expulso da escola por fumar cigarros e maconha. Na época, em uma tentativa de ajudá-lo, a família o levou a uma instituição de saúde mental, mas isso só levou a uma piora exponencial. O queniano fugiu e foi readmitido repetidas vezes no local, onde era tratado como um paciente com problemas psiquiátricos, segundo sua mãe Nancy contou ao SDE.

Foi neste mesmo hospital que Patrick descobriu uma nova droga, um medicamento chamado Attain. Com baixo custo e fácil de conseguir, a relação do jovem com as drogas se agravou até que ele foi parar nas ruas, onde sua mãe costumava levar comida para que não passasse fome. Mas as coisas começaram a mudar após um encontro com a ex-colega de escola Wanja Mwaura.

Wanja e Patrick começaram a conversar nas ruas e ela o convenceu a ir a um centro de reabilitação, onde poderia deixar as drogas. O tratamento do jovem foi custeado graças a doações de diversas pessoas através das redes sociais. Após sua recuperação, a amiga o ajudou a se restabelecer e montar sua própria loja, ganhando assim um meio para viver. “Me sinto um novo homem”, contou Patrick ao Daily Nation.

A história se espalhou pelo país e está emocionando os quenianos ao mostrar o quanto uma verdadeira amizade pode transformar a vida das pessoas. As fotos desse processo inspirador vão melhorar o seu dia. Espia só!

Fotos via /fonte:via

Documentário da BBC mostra golfinhos ‘chapados’ em ambiente selvagem

Há quem diga que a inteligência dos golfinhos pode ser comparada com a dos humanos. E uma descoberta relativamente recente pode acrescentar mais um item na lista de semelhanças entre nós e eles.

Ao usar câmeras disfarçadas de animais marinhos para gravar um documentário sem criar distrações para os golfinhos, uma equipe da BBC One captou um comportamento bem diferente em um grupo de jovens da espécie Tursiops truncatus (conhecidos como golfinhos nariz-de-garrafa).

Eles foram vistos mordendo baiacus, passando o peixe de um para o outro e, em seguida, rodando e colocando o nariz para fora da água. Isso porque os baiacus, ao se sentirem ameaçados, liberam uma neurotoxina que, em doses grandes, pode até ser mortal, mas, em quantidades pequenas, deixaria os golfinhos chapados, como ao usar drogas recreativas.

“Depois de mastigar levemente o baiacu e passa-lo adiante, eles começaram a agir de forma peculiar, colocando os narizes para fora da água, como se estivessem fascinados pelos próprios reflexos”, comentou o zoólogo Rob Pilley, que participou da produção do documentário A Spy In The Pod.

Krista Nicholson, uma pesquisadora australiana, ressalta que a questão é controversa. Segundo ela, golfinhos já foram vistos brincando de morder e passar outros animais, como caranguejos, e até algas marinhas, sem que isso trouxesse algum efeito psicoativo.

Imagens: Reprodução/BBC/fonte:via

Drogas, prostituição, violência: Os retratos de um bairro nos EUA esquecido pelo sonho americano

Mostrar a face real de um tópico tão complexo e profundo quanto o uso de drogas é o que mobiliza o trabalho do fotógrafo Jeffrey Stockbridge, e foi esse o espírito que o levou a registrar a vida na avenida Kensington, na cidade de Filadélfia, nos EUA. Famosa pela enorme quantidade de usuários de drogas e pela prostituição, a avenida serve de cenário para uma realidade obscura dessa grande cidade americana – e revelar tal faceta através da revelação de suas fotos é o que fundamenta o projeto “Kensington Blues”.

Durante o período de 2008 a 2014, o fotógrafo procurou não somente registrar em imagens, como também conversar e trazer à luz a vida e a história das pessoas que hoje residem nesse bairro perigoso. Olhar de frente para aquilo que a criminalização e o preconceito preferem esconder é o gesto fundamental que moveu cada clique e cada conversa no trabalho e Jeffrey.

Drogas, prostituição, violência, e tantas outras lutas são o tema fundamental de tais encontros. “O objetivo do meu trabalho é permitir que as pessoas se relacionem entre si de uma forma fundamentalmente humana, para além das diferenças habituais”, ele diz. “Eu confio na sinceridade e na palavra daqueles que eu fotografo para me ajudar nesse processo”.


As irmãs gêmeas Tic Tac e Tootsie. “Precisamos de dinheiro rápido para termos onde dormir todo dia. Eu faço o que for preciso para cuidar da minha irmã”.


Al vive em uma casa sem luz ou água corrente – ele às vezes aluga um quarto para que prostitutas possam trabalhar.


Formada em psicologia, aos 55 anos Sarah mudou-se para Kensington depois de perder toda a família em um acidente de carro.

Carroll dorme nas ruas durante o dia para poder se proteger à noite.


Pat e Rachel deixaram seus filhos em uma agência especial. “Muita gente acha que é um gesto egoísta, mas foi o melhor que pudemos fazer pelo seu futuro”, ela disse.


Bob


Jamie conta que foi estuprada e quase morta


Aos 25 anos, Tanya trabalha com sexo desde os 18


Carol usa heroína há 21 anos. “É o amor da minha vida”, ela afirma.


As veias dos braços de Sarah não estavam mais boas para a aplicação de heroína, e ela então pediu a Dennis que aplicasse em seu pescoço.

 

© fotos: Jeffrey Stockbridge/fonte:via

Filho conhece pai aos 19 anos e o convence a largar o crack

Criado pela avó materna, o brasiliense Leonardo Roque, soldado do exército, sempre quis ter o nome do pai na carteira de identidade e, para isso, precisou descobrir suas origens. Aos vinte anos, ele descobriu que seus pais foram colegas de escola e, depois de muita procura, acabou chegando até o homem, o vigilante Orlandino Ferreira Roque.

Depois de realizar o sonho de colocar o nome do pai no documento, descobriu através da madrasta, que o convidou para um almoço, que o homem possuía um sério vício em drogas que já existia mesmo antes de Leonardo nascer. Orlandino, precisava de ajuda.

Com o casamento por um fio, todo salário recebido no mês ia para traficantes da Ceilândia. Ele chegou até mesmo a gastar R$ 35 mil em crack, em apenas um mês – dinheiro de herança de sua mãe.

“Fizemos um almoço pela manhã para eu conhecer a família, e à noite a esposa dele me ligou e contou sobre o vício em drogas. Fiquei muito triste. Eu pensava ‘acabei de conhecer meu pai e posso perder ele’. Imaginava como ajudar, mas também não tinha muito conhecimento nem intimidade com ele”, contou ao G1.

Por quatro anos seguidos Leonardo tentou de tudo para livrar o pai das drogas, mas só no meio do ano passado deu um ultimato ao vigilante também se envolver com drogas caso ele não se internasse. Sensibilizado, ele topou ir para uma clínica.

Graças ao incentivo do filho, Orlandino está internado na ONG Salve a Si, local onde ganhou um ano de tratamento acompanhado por psiquiatras e psicólogos. Ele já está na instituição há quatro meses e tem apresentado bastante melhora, a começar pelo peso: ele chegou ao local com apenas 58kg e agora pesa 90kg.

 

Imagens: Acervo pessoal/ Reprodução / ONG Salve a Si/fonte:via

O legado da mulher que distribuía brownies de maconha pra amenizar o sofrimento de pacientes com AIDS nos anos 80

Nos últimos anos o comércio de alimentos que incluem maconha em sua lista de ingredientes tem feito parte de um novo segmento econômico em estados norte-americanos como Colorado e Califórnia. Mas na década de 80, quando o consumo da erva ainda era ilegal mesmo com fins medicinais, uma senhora se destacou por produzir brownies espaciais.

Mary Jane Rathbun não ficou conhecida como Brownie Mary à toa. Nos anos 70, enquanto trabalhava como garçonete em um restaurante de São Francisco, ela começou a vender bolinhos temperados com maconha. Não demorou para ela perceber que os alimentos canábicos ajudavam pessoas com doenças crônicas a encontrar alívio para suas dores.

O sucesso de sua receita fez com que ela ficasse conhecida na cidade, e após algum tempo a polícia bateu à sua porta. Sua primeira visita à delegacia aconteceu em 1981, quando Mary já tinha 57 anos. Diz a lenda que ela recebeu os policiais em seu apartamento dizendo “Eu achava que vocês viriam”. Sentenciada a cumprir 500 horas de trabalho comunitário, sua relação com pacientes com AIDS se tornou mais próxima.

Ela passou os dois meses seguintes visitando instituições que ajudavam soropositivos a lidar com a doença e ouviu relatos positivos sobre os efeitos que os brownies canábicos surtiam nos pacientes. Os problemas com a lei não a impediram de voltar a cozinhar, com a ajuda de alguns cultivadores que doavam maconha – nessa época, ela bancava os outros custos do próprio bolso, e distribuía os brownies gratuitamente.

Mary se tornou um símbolo da luta para legalizar a maconha medicinal na Califórnia nos anos 90. Em uma entrevista à Associated Press em 1992, relatou os efeitos que via nos pacientes de AIDS e câncer: “Esses jovens não têm apetite, mas, depois de comer um brownie, até se levantam da cama para cozinhar alguma coisa. Os que passam por quimioterapia comem metade antes e metade depois de cada sessão e dizem que ajuda a aliviar as dores”.

A maconha seria legalizada para usos medicinais na Califórnia em 1996, quando Mary já havia parado de cozinhar os brownies por causa de seus próprios problemas de saúde – que incluíam artrites e fortes dores nos joelhos. Segundo ela, a maconha era um dos poucos remédios que a ajudavam a andar sem sentir tantas dores. Ela faleceu em 1999, aos 77 anos, mas seu legado de luta pelo reconhecimento das propriedades medicinais da cannabis é reconhecido até hoje.

Fotos sem crédito: Reprodução/fonte:via