Drone encontra flor que cientistas acreditavam estar extinta

Drones não foram criados apenas para ficarmos babando nas fotos aéreas que esses aparelhinhos são capazes de registrar. Eles também podem auxiliar no combate à caça ilegal, plantar árvores ou mesmo encontrar espécies de plantas que pareciam extintas.

O último caso aconteceu recentemente, quando três exemplares da flor Hibiscadelphus woodii foram encontrado em uma área remota do vale de Kauai Kalalau. A planta era considerada extinta desde 2011, mas sua (re)descoberta foi anunciada no dia 16 de abril pelo National Tropical Botanical Garden (NTBG).

Hibiscadelphus woodii encontrada no Havaí

Hibiscadelphus woodii. Foto: Kenneth R. Wood

Vista pela primeira vez pelos botânicos em 1991, a flor, que é exclusiva das ilhas havaianas, foi catalogada em 1995.  A Hibiscadelphus woodii cresce como um arbusto e possui flores amarelas ricas em néctar. Pesquisadores acreditam que elas sejam polinizadas por aves nativas do Havaí, visto que esforços realizados para propagar a espécie utilizando diversos métodos falharam.

Foto: Reprodução Youtube/NTBGSavePlants

A descoberta anima os cientistas, que esperam que outras espécies consideradas extintas possam ainda ser encontradas em áreas remotas do planeta. “Drones estão desbloqueando um tesouro inexplorado em penhascos, e, mesmo que essa seja a primeira descoberta do tipo, tenho certeza de que não será a última”, salienta o coordenador da NTBG e especialista em drones, Ben Nyberg.

Foto em destaque: Reprodução Youtube/NTBGSavePlants/fonte:via

Drones estão ajudando a plantar árvores e monitorar desmatamento

Se antes eram um objeto de desejo acessível para poucos, os drones hoje se tornaram populares em diversas áreas de atuação – e são também um hobby para quem curte apenas brincar com os aparelhinhos.

Porém, o gadget pode ser útil para fins bem mais nobres, como o reflorestamento.

A startup americana DroneSeed espera utilizar o aparelho com esse fim em um futuro próximo. Em um voo de uma hora e meia, o dispositivo seria capaz de replantar uma área de cerca de quatro mil metros quadrados, segundo o The Greenest Post.

Para tornar isso possível, o drone espalharia sementes durante o voo. A altura que ele alcança é calculada para que as sementes sejam enterradas na terra graças à velocidade. Assim, aumentam as chances de que uma muda nasça do plantio.

Depois de espalhadas as sementes, os drones também ganham uma nova função: a de monitorar seu crescimento e garantir que nenhum tipo de desmatamento ilegal ocorra na região. No Brasil, um projeto similar prevê o uso de drones para monitorar a Amazônia a partir de 2019.

Infelizmente, a tecnologia de plantio da empresa ainda não está disponível. Enquanto isso, os drones da DroneSeed são usados para espalhar fertilizantes sobre as plantações – mas a gente espera que eles possam ser transferidos para um cargo mais nobre em breve! 🌱

O olhar aéreo e dramático do fotógrafo Tobias Hägg

Um mesmo lugar pode ter diferentes perspectivas, dependendo do ângulo ou da posição que o enxergamos e, neste sentido apenas a fotografia aérea nos permite observar uma paisagem do ponto de vista dos pássaros. Uma casa vista do chão é completamente diferente de quando vista do céu e, observar as fotografias do fotógrafo e cineasta sueco Tobias Hägg, nos faz refletir o quão pequenos somos frente a esse imenso mundão.

Em entrevista para o site Fubiz, o artista revelou que sempre foi um espírito criativo, o que o fez se interessar pelo cinema e pela fotografia, desde sua infância. Aos 14 anos já realizava curtas metragens e começava a criar efeitos visuais em seus filmes. Com o tempo outros interesses foram surgindo, como o jornalismo e a literatura e foi a união de tudo isso que ajudou a construir a sua arte.

O fascínio pelas fotos aéreas começou a surgir quando ele estreou no mundo do cinema, período em que se encantava facilmente pelas fotografias tiradas dos sets hollywoodianos. Queria fazer o mesmo, mas ainda não sabia como. A resposta surgiu quando finalmente surgiram os drones!

Com a ajuda da tecnologia, ele busca inspiração em filmes, músicas, livros e momentos do cotidiano, que os instiga a buscar a paisagem perfeita para fazer essas fotografias incríveis!

Fotos: Tobias Hägg /fonte:via

Conheça as vencedoras do Prêmio de Fotografia de Drone do Ano

Mais de 4400 fotógrafos profissionais e amadores participaram do Prêmio de Fotografia de Drone do Ano deste ano. Este prêmio é dividido em seis categorias: Abstrato, Natureza, Pessoas, Esporte, Vida Selvagem e Urbano. A foto que venceu este ano é a de Florian Ledoux, que fotografou um urso polar se movendo entre o gelo, visto de cima. Clichê forte que também se concentra no tema da urgência da proteção desses habitats e animais.

Veja cada categoria:

Abstrato – Weather Snake por Ovi D. Pop

Natureza – Mada’in Saleh por Gabriel Scanu

Pessoas – Pilgrimage of Millions of People por Qinghua Shui

Esporte – Skating Shadows por Vincent Riemersma

Vida Selvagem – Blacktip Shark por Adam Barker

Urbano – Assisi Over the Clouds por Francesco Cattuto

Foto do ano – Above The Polar Bear por Florian Ledoux

Outras belas fotos que concorriam ao prêmio:

Foto do ano (destaque): Above The Polar Bear por Florian Ledoux/fonte:via

As melhores fotos tiradas com drones em 2017 foram anunciadas e são de tirar o fôlego

Se os avanços tecnológicos são capazes de ampliar as perspectivas para a vida como um todo, algumas dessas criações são capazes de literalmente oferecer um novo ponto de vista para se ver as coisas. A chegada dos drones, por exemplo, revolucionou as possibilidades da fotografia justamente por isso – com facilidade é hoje possível registrar imagens de perspectivas anteriormente praticamente impossíveis. Com isso, naturalmente que premiações para fotografias aéreas também passaram a surgir. E a mais prestigiada dessas premiações, a Dronestagram, anunciou recentemente os vencedores de seu 4o Concurso Internacional de Fotografias com Drone.

Criatividade e qualidade da imagem são os dois critérios mais objetivos para avaliar os vencedores. Quem decidiu foi um painel de especialistas, incluindo pessoas ligadas à revista National Geographic que, dentre os milhares de inscritos no concurso em 2017, chegou às imagens abaixo como as melhores fotos tiradas com drones no ano.

O prêmio se divide entre as categorias Natureza, Urbano e Pessoas – e as fotos aqui dispostas foram as selecionadas e premiadas.

© fotos: divulgação/fonte:via

Drone flagra pela primeira vez narval usando chifre para caçar; veja

Vídeos feitos por drones têm captado momentos da vida selvagem que antes eram impossíveis de ser testemunhados. O último flagra marinho é a alimentação de narvais no nordeste do Canadá, em Nunavat.

O vídeo ajuda a explicar um mistério antigo: por que essas baleias raras têm um dente canino longuíssimo voltado para frente, lembrando o chifre de um unicórnio? Esses “chifres” podem chegar a 2,7m e já levantaram várias hipóteses sobre sua existência. Uma delas é que serviria para ajudar na navegação, em batalhas por território e até a de que o tamanho do dente seria proporcional ao tamanho dos testículos.

No final das contas, o vídeo mostra as baleias usando os caninos para caçar bacalhaus do Ártico. Pela primeira vez ficou claro que o canino dos narvais é um apêndice com várias funções. Em 2016, pesquisadores também descobriram que os chifres ajudam os narvais a “ver” como nenhuma outra espécie no mundo, com um sistema de ecolocalização totalmente único em relação às outras baleias.

Como golfinhos e outras baleias, o narval pode navegar em águas escuras ao produzir um som de clique com velocidade de mil cliques por segundo. Com base nos ecos desses sons, é possível construir mentalmente o tipo de ambiente ao seu redor, como a presença de rochas ou outros obstáculos. Como o canino do narval é incrivelmente sensível, ele consegue captar melhor que as outras baleias os estímulos do eco.

Por conta dessa sensibilidade no canino, o apêndice não é utilizado de forma agressiva. É possível notar no vídeo que a caçada é realizada de forma “gentil”. Isso também é um indicativo do enorme custo que uma batalha entre narvais representa para os indivíduos, já que eles usam uma região do corpo muito sensível como arma de ataque e defesa.

Os drones foram operados por Adam Ravetch, do World Wildlife Fund (WWF) e por pesquisadores da Fisheries and Oceans do Canadá.“Essa é uma observação completamente nova de como o canino é usado”, diz Brandon Laforest, um especialista em espécies árticas do WWF-Canadá, em entrevista para o National Geographic.

A análise do comportamento observado nos vídeos ainda não foi publicada em revistas com revisão de outros cientistas, portanto esta pesquisa ainda está em fase inicial e não foi confirmada. Mesmo assim, não deixa de ser um registro único da alimentação desses animais especiais.

Confira: