Egito encontra múmias de gatos de 6 mil anos de idade

Você provavelmente já sabia que os gatos eram considerados sagrados no Antigo Egito. Acontece que, depois de arqueólogos encontrarem uma fábrica de cerveja com mais de 4 mil anos na região, agora foi a vez de outro achado: dezenas de gatos mumificados estavam em um sarcófago com pelo menos 6 mil anos de história.

Você provavelmente já sabia que os gatos eram considerados sagrados no Antigo Egito. Acontece que, depois de arqueólogos encontrarem uma fábrica de cerveja com mais de 4 mil anos na região, agora foi a vez de outro achado: dezenas de gatos mumificados estavam em um sarcófago com pelo menos 6 mil anos de história.

A descoberta foi anunciada pelo Ministério das Antiguidades do Egito, através do Twitter (ver acima). Os egípcios eram tão apaixonados por gatos que realizavam diversas homenagens e oferendas para os felinos em templos religiosos.

Dezenas de gatos mumificados encontrados no Egito

Os animais mumificados foram encontrados no sítio arqueológico de Sacara, próximo do Cairo. Os sarcófagos estavam lacrados e as múmias foram ocupavam pelo menos três tumbas no interior deles.

Estátua de madeira de um gato encontrado no Egito

Além disso, os gatinhos estavam na companhia de 100 estátuas de madeira em sua homenagem, bem como esculturas representando um leão, uma vaca e um falcão.

Uma coleção de escaravelhos mumificados também fez parte da descoberta. No Antigo Egito, estes insetos eram considerados como amuletos.

fonte:via Fotos: Reprodução Twitter/Ministério das Antiguidades do Egito

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Arqueólogos encontram fábrica de cerveja de 4,5 mil anos no Egito

Sábios e pioneiros em tanta coisa, os antigos egípcios eram grandes engenheiros e sabiam bem o que era preciso para realizar suas impressionantes construções – inclusive o que era necessário para manter bem e produtivos os milhares de trabalhadores que as colocavam de pé. E entre alimentos e mantimentos em geral, para levantar pirâmides os trabalhadores também precisavam de cerveja. Para a construção da pirâmide de Miquerinos – uma das três pirâmides de Gizé – em homenagem ao faraó Menkaure, entre as instalações da obra havia justamente uma fábrica de cerveja.

Dentre as estruturas, que datam de 2490 a.C a 2472 a.C, em uma instalação descoberta funcionava uma espécie de sede onde sacerdotes e altos funcionários do governo coordenavam a fabricação de pães e cerveja à época da construção da pirâmide. A confirmação de tal função se deu através das ferramentas encontradas no local. As instalações fazem parte de um grande complexo que servia como um porto à beira do Nilo, por onde as provisões e mantimentos chegavam.

A outra parte do complexo descoberta funcionava uma sala especial para a contenção e o abate de animais. Para alimentar os trabalhadores e manter a monumental construção funcionando era fundamental haver um porto, para que mercadorias e materiais pudessem vir com eficácia de todo o Egito e do leste do Meditarrâneo. A cerveja, no entanto, era fabricada no próprio local, e era oferecida como parte fundamental do cardápio dos trabalhadores, em sua maioria escravizados, que colocaram as pirâmides de pé. A descoberta e a coordenação das instalações foi feita pela Associação de Pesquisa do Egito Antigo.

© fotos: reprodução/fonte:via

Arqueólogos encontraram três tumbas egípcias ocultas de 2 mil anos

Arqueólogos descobriram três novas tumbas no nordeste do Egito, todas com mais de 2.000 anos.Os achados proporcionaram um tesouro de novos artefatos, incluindo ossos, fragmentos de argila e vários sarcófagos de tamanhos diferentes que vão ajudar os pesquisadores a entender melhor como as pessoas da área viviam e morriam.

Época

O trabalho de escavação está acontecendo em Al-Kamin Al-Sahrawi, perto da cidade de Samalut, desde 2015.Uma análise dos fragmentos de argila mostra que as tumbas abrangem um período de tempo que se estende por vários séculos, entre a 27ª Dinastia (525 a 404 aC) e o domínio greco-romano (332 aC a 395 dC).

“Este fato sugere que a área foi um grande cemitério durante um longo período de tempo”, disse Ayman Ashmawy, do Ministério das Antiguidades egípcio, ao portal Ahram Online.

O que é interessante é que as novas tumbas são muito diferentes das 20 já descobertas no mesmo local até agora, que seguiam o mesmo estilo de catacumba prevalecente durante a 27ª Dinastia.

 

Cemitério púbico

As novas tumbas têm poços de enterramento perpendiculares a 90 graus do resto do túmulo, com espaços para sarcófagos.Seis sarcófagos, um caixão de madeira e 15 poços foram descobertos até agora, sendo que as escavações ainda estão em andamento no terceiro túmulo.

 

Os antigos egípcios são bem conhecidos por seus caixões de pedra ou sarcófagos, muitas vezes esculpidos com características humanas para representar a pessoa morta e mumificada dentro deles. Como esse tipo de caixão tinha que ser planejado com antecedência, muitos acabavam com lugares de descanso mais humildes.

Os ossos recuperados dos três túmulos até agora parecem ser de homens, mulheres e crianças de várias idades, sugerindo que faziam parte de cemitérios públicos maiores.

Lidando com a morte

Embora não seja a descoberta mais espetacular já feita no Egito, as novas tumbas mostram o cuidado e consideração que os egípcios antigos tinham com o enterro, considerado um momento de passagem para outra vida; estes túmulos e sarcófagos duraram milhares de anos depois que as almas originais partiram.

Em maio, a mesma equipe encontrou 17 múmias armazenadas em catacumbas próximas, o que foi descrito como um achado “sem precedentes” na época. Também foram descobertos sarcófagos e duas folhas de papiro.

Com muito trabalho de escavação ainda a ser realizado no sítio arqueológico, é provável que mais descobertas nos aguardem em Al-Kamin Al-Sahrawi.

Fonte:[via][ScienceAlert]

Este antigo faraó egípcio foi o primeiro “gigante” conhecido

Supostos restos mortais de Sa-Nakht, um faraó do Egito Antigo, podem remeter ao mais ancestral gigante humano conhecido, segundo um novo estudo.

 

Há uma abundância de mitos que narram histórias de gigantes, desde os da geada e fogo das lendas nórdicas até os titãs que, segundo a mitologia grega, guerreavam com os deuses. No entanto, os gigantes são mais do que meras lendas; o crescimento acelerado e excessivo, condição conhecida como gigantismo, pode se manifestar quando o corpo produz hormônios de crescimento em excesso. Isso geralmente ocorre em detrimento de um tumor que se instala glândula pituitária do cérebro.

Como parte de uma pesquisa em andamento destinada a estudar as múmias, cientistas investigaram um esqueleto encontrado em 1901 em uma tumba perto de Beit Khallaf, no Egito. Uma análise anterior estima que os ossos datam da Terceira Dinastia do Egito, por volta de 2700 aC.

O trabalho prévio indicou que o esqueleto do homem – que teria alcançado até quase dois metros de altura – pode ter pertencido a Sa-Nakht, um faraó que viveu durante a Terceira Dinastia. “Pesquisas anteriores que também investigavam antigas múmias do Egito sugeriram que a altura média para os homens daquela época era de aproximadamente 1,7 m”, informou o co-autor do estudo, Michael Habicht, um egiptólogo do Instituto de Medicina Evolutiva da Universidade de Zurique.

Os reis egípcios antigos eram provavelmente mais bem alimentados e mantinham melhor estado de saúde do que os plebeus da época, de modo que se pode deduzir que cresceriam mais do que a média. Ainda assim, os restos mortais anlisados ​ultrapassariam o tamanho de Ramesses II, o faraó egípcio mais alto de que se tem notícia, que viveu mais de um milênio depois de Sa-Nakht e tinha “apenas” cerca de 1,75m de altura, segundo Habitch.

 

Sinais de gigantismo

No novo estudo, Habicht e seus colegas reanalisaram o suposto crânio e a ossada de Sa-Nakht. Os ossos mais longos do esqueleto mostraram evidências de “crescimento exorbitante”, que são “sinais claros de gigantismo”, disse Habicht.

 

As descobertas sugerem que este antigo cidadão egípcio provavelmente teve gigantismo, o que faz dele o caso mais antigo que se conhece entre as ocorrências desta desordem no mundo, explicaram os pesquisadores. Pelo que se sabe, nenhum outro rei do Egito Antigo teve gigantismo.

“Estudar o desenvolvimento evolutivo das doenças é de grande importância para a medicina de hoje”, disse Habicht.

Nas primeiras dinastias do Egito, aparentemente dominavam o padrão estético as pessoas de pouca estatura, com “muitos ‘baixinhos’ na prestação de serviços à realeza”, afirmoi. “Não temos certeza, porém, quanto aos motivos dessa preferência”.
Ainda assim, pelo fato de que os alegados restos mortais de Sa-Nakht foram enterrados em um túmulo como os da elite, talvez não haja nenhum estigma social associado ao gigantismo na época.

Os cientistas relataram suas descobertas na edição de agosto da revista The Lancet Diabetes & Endocrinology. Fonte:[via] [LiveScience]