Menino de 6 anos ganha ensaio para para celebrar cura de câncer na cabeça

Enzo Ricardo Alves dos Santos Brito tem apenas seis anos, mas já enfrentou desafios que deixariam muita gente grande assustada.

Um tumor do tamanho de uma laranja foi descoberto na cabeça do menino em junho do ano passado. A condição levou Enzo a passar por uma cirurgia com nove horas de duração, além de 32 seções de radioterapia. Embora corresse risco de morte, o garoto venceu a doença.

Sua recuperação ocorreu sem nenhuma sequela. Moradores de Paraíso do Tocantins, Enzo e a mãe Bruna precisaram se mudar temporariamente para Barretos, onde o menino realizou o tratamento contra o tumor. O pai do garoto e seu irmão permaneceram em Tocantins durante o período. Um ano depois, a família pode enfim se reunir novamente e celebrar a vitóra de Enzo.

Bruna procurou o fotógrafo Jonathas Neles para registrar um ensaio fotográfico celebrando a cura. Emocionado com a história, o profissional decidiu não cobrar pelas fotos, presenteando Enzo com uma recordação de sua força.

Olha quanta inspiração. ❤

Fotos: Jonathas Neles /fonte:via

‘Ibaré Lewá’: ensaio fotográfico retrata amizade bonita entre Orixá e natureza

O Orixá é uma divindade. Mas o Orixá também é energia presente nos elementos da natureza. Na água doce dos rios e cachoeiras; na salgada dos mares; em meio aos caminhos de florestas e matas, fato é que ‘kosi ewe kosi orisà’. ‘Sem folha não há orixá’.

Entre suas inúmeras filosofias o Candomblé tem como alicerce a preservação da natureza, exatamente com dissemos acima. Mesmo com esta postura amigável e de incentivo ao cuidado com o meio ambiente, a religião seguida por uma parcela considerável da população negra brasileira ainda é alvo de visões equivocadas, repletas de estereótipos e preconceitos.

Ora, quem aí não ouviu alguém se dirigir ao culto aos Orixás de forma pejorativa e até com menosprezo? Para especialistas isso se dá pela presença do racismo na sociedade brasileira. Em função de conceito criminalizatório de tudo que se refere ao negro.

Em artigo publicado no Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro o coordenador de imprensa do Sisejufe Roberto Ponciano chama a atenção justamente para este fator gerador inclusive da intolerância religiosa.

“O ataque aos cultos afro-brasileiros, na verdade, é apenas a ponta do iceberg do racismo velado que existe neste país. A lei do racismo é um avanço, mas, de fato, apenas jogou para debaixo do tapete a sujeira. O preconceito contra o negro não é só preconceito de pele, ele se perpetua porque é, acima de tudo, preconceito contra a cultura negra e contra o legado do negro no Brasil”, analisa.

Diante deste cenário ainda preocupante é fundamental o espaço para iniciativas e obras que tenham como proposta a exaltação dos componentes de formação da cultura negra no Brasil. Neste sentido não há exemplo mais apropriado do que o Ibaré Lewá, que unindo arte, fotografia e religiosidade oferece ao público as cores, os sons, os cheiros e as linguagens artísticas dos Orixás, grandes inspiradores para o projeto.

Em iorubá, língua falada especialmente em países da África Ocidental, entre eles a Nigéria, ibaré lewá quer dizer amizade bonita entre uma pessoa e seu ancestral. Ancestralidade tão bem retratada pela colaboração entre Erica Azeviche, expoente do cenário artístico brasileiro e formada em Artes do Corpo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e a fotógrafa francesa Claire Jean.

Para entender os resultados deste trabalho é preciso voltar no tempo para o ano de 2012, quando Erica, devidamente diplomada pela PUC, vivenciou os costumes Ketu e Efon com a Iyalorisá Maria Helena Ti Yoba na casa de Candomblé Àse Egbé Òmò Yoba Tunde, de Pirituba, na Zona Oeste de São Paulo. Na ocasião a artista e candomblecista aprofundou pesquisas de costumes africanos da antiga civilização iorubana que chegou ao Brasil por meio de pessoas trazidas na condição de escravos.

Tais atividades existem hoje no país em mosaicos culturais de encontros entre africanos, indígenas, portugueses etc. Trocando em miúdos, a cultura africana é a semente base para o desenvolvimento da sociedade brasileira. Tendo isso em  mente, durante seus rituais iniciáticos Erica Azeviche teve a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre seus ancestrais africanos, neste caso, a rainha da sociedade Elekô Yoba.

Por meio de fotografias, a francesa Claire Jean — parceira no projeto — compartilha seu olhar em lentes que vislumbram o corpo nu em sua naturalidade, assim como pontua a existência humana como parte da natureza e não como um ser que a tem. Para compor este cenário nada mais coerente que apresentar o corpo humano entre árvores, sementes, terra, fogo, ar, etc. Um lugar de Orixá, um lugar em que são as forças da natureza que se mostram ao lado de outras maneiras de existir.

Realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria do Estado da Cultura, o projeto Ibaré Lewá já foi exposto em Santos, na Galeria de Artes Braz Cubas, em Cubatão, no Parque Anilinas e no Centro Cultural São Paulo.

O que se vê ao longo das fotografias são retratos de rara beleza. Como não se deixar levar pela singularidade de Obaluaê – Orixá responsável pela cura das chagas e doenças, desfilando seus mistérios no meio do matagal? Aliás, amor é tudo o que inunda os corações ao avistar a representação de Oxum – Orixá das águas doces, colhendo seus lírios na beira de uma cachoeira.  

Para facilitar o acesso às obras, a exposição também está disponível aqui: https://www.facebook.com/ibarelewa/

Fotos: Claire Jean/Guilherme Godoy/reprodução/fonte:via

Ela fez um ensaio de casamento com o avô de 87 anos com medo que ele não vivesse para vê-la casar

Se em parte as cerimônias de casamento existem para que se possa celebrar e oficializar o amor, por outro lado as festas também acontecem para que familiares e amigos, aqueles que amam o casal, possam se reunir e construir uma bonita coleção de memórias de um momento tão importante. O tempo, no entanto, é quem dita tal reunião, e muitas vezes algumas das mais amadas pessoas acabam não se fazendo presentes em tais celebrações.

Para evitar que seu querido avô não pudesse realizar o grande sonho de estar presente nas memórias do casamento de sua neta por conta de sua idade avançada, a chinesa Fu Xuewei decidiu antecipar um pouco as coisas e, mesmo sem noivo ou mesmo planos de se casar em breve, ela colocou um vestido de noiva e protagonizou um ensaio de casamento ao lado de seu avô.

Aos 87 anos, Fu Qiquan está bastante doente, e sonhava em entrar na igreja com a neta, mas temia que não vivesse para ver tal momento.

Hoje com 25 anos, Fu Xuewei foi criada pelos avós, que se tornaram seus grandes amigos de vida – de tal forma que ela tem o rosto do avô tatuado no braço.

As fotos obviamente viralizaram assim que foram postadas na internet, e retratam perfeitamente o amor em mais uma de suas muitas formas – pela gratidão, o afeto, a vida vivida, e a construção de memórias que, para além de qualquer cerimônia oficial, serão guardadas nos corações para sempre.

 

© fotos: Fu Xuewei/Divulgação/fonte:[via]

O adolescente em situação de rua que se tornou um reconhecido fotógrafo de casamento

Boa parte da vida de Carsten Schertzer hoje se passa em festas de casamento bastante chiques, mas não foi sempre assim… Durante a adolescência, enquanto buscava um outro sonho, ele chegou a dormir em parques ou, na melhor das hipóteses, em sofás de amigos por não ter outra opção.

Sua relação com a fotografia começou quando ele tinha 11 anos e pegou numa câmera pela primeira vez. Apaixonado pela cultura do skate californiana, ele admirava os profissionais que se dedicavam a registrar toda aquela atmosfera em imagens.

Aos 16, Carsten decidiu largar a escola em busca do sonho de se tornar fotógrafo de skate. Foram dois anos entre bancos de parques da Califórnia e sofás de amigos até ele decidir que era o momento de mudar de foco.

O jovem se mudou para São Francisco e passou semanas vivendo em um carro e usando unidades da Starbucks como escritório enquanto tentava usar o portfólio do skate para convencer possíveis clientes que ele poderia fotografar casamentos. E deu certo.

Hoje com 24 anos, Carsten já viajou para 12 países em 4 continentes para fotografar casamentos, e diz, com orgulho, que tem o melhor emprego que poderia imaginar – ainda melhor do que o antigo sonho relacionado ao skate. Confira alguns de seus cliques!

 

Todas as fotos por Carsten Schertzer/fonte:via

Ele passou 12 anos fotografando a janela de um prédio de Istambul e o resultado é poesia pura

Há 15 anos, o fotógrafo e advogado Alper Yesiltas passa seus dias imaginando cenas e capturando memórias com sua câmera. Ele vive há 24 anos em Istambul, maior cidade da Turquia, e nos últimos 12 teve um outro prédio como vista a parir de seu quarto.

Do mesmo ângulo, ele fez diversos retratos da janela que ficava em frete à sua, em diferentes épocas do ano. Algumas dessas fotos foram postadas na internet e chamaram a atenção das pessoas. Duas viraram capas de livro e uma ganhou as paredes de uma exposição.

Um dia, os donos do prédios tomaram uma decisão que afetou suas imagens.

Confira o resultado:

Enquanto o prédio estava sendo demolido, Alfer conseguiu tirar a última foto.

Alfer Yesiltas

fonte:via

Série de fotos retrata técnicas de defesa pessoal feminina em 1906

Logo após se formar na faculdade de medicina, em Nova York, William Richard Cunningham Latson, também conhecido como Dr. Latson, ficou conhecido na cidade como uma espécie de celebridade da auto-ajuda.

Trabalhou por anos como editor da revista Health Culture e escreveu livros e artigos que fizeram sucesso por todos os Estados Unidos, além de ter sido um fisiculturista e um verdadeiro entusiasta do boxe.

Em 1906, William desenvolveu uma técnica de autodefesa para mulheres que ficou conhecida como Método de Autodefesa do Dr Latson. Para retratá-las, convidou o famoso fotógrafo inglês Percy Byron, que clicou uma jovem demonstrando algumas técnicas de combate, com a ajuda de um objeto inusitado: um guarda-chuva.

O resultado é bastante curioso, confira as imagens abaixo:

Imagens © Percy Byron/fonte:via