Hípica de Brasília cria polêmica ao colocar crianças para rabiscar cavalo

A Sociedade Hípica de Brasília, os defensores dos animais e representantes da Escola de Equitação da Hípica estão em um imbróglio envolvendo maus-tratos aos animais e novos métodos de ensino. Tudo se inicia a partir da denúncia da advogada e ativista Ana Paula Vasconcelos contra a adoção de um exercício de ‘rabiscar’ um dos cavalos do local.

“Eles tiveram a brilhante ideia de colocar o cavalo como tela de pintura, dizendo que seria atividade pedagógica. Disseram que era um cavalo resgatado, mas isso não justifica. A crueldade é a mesma”, declarou Ana Paula ao G1.

Em sua defesa a hípica argumenta que a atividade, considerada pedagógica, não agride o animal. Segundo a instituição de ensino esta é uma prática adotada em diversos países do mundo e utiliza tinta atóxica, que sai com água.

A Escola de Equitação da Hípica ressalta que o ato de pintar um cavalo com tinta faz parte das atividades de equoterapia da colônia de férias e incentiva a interação da criança com o animal. O objetivo é trabalhar com jovens que tenham necessidades especiais.

Por outro lado ONGs enxergam o exercício como maus-tratos e resolveram acionar fiscais do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), que estivera na escola e não constataram os abusos.

Até o momento a Hípica foi notificada pelo Ibama, mas não autuada. O Ibama pediu a apresentação de um plano pedagógico para decidir se autua ou não. A instituição se pronunciou dizendo que vai apresentar um laudo veterinário para atestar as boas condições dos cavalos.

Foto: Reprodução/Ana Paula Vasconcelos/fonte:via

Escolas de Rondônia serão obrigadas a hastear bandeira do Brasil Império

Você já deve ter ouvido falar sobre um grupo de pessoas que defendem a instauração da monarquia no Brasil. Até o momento o debate estava restrito aos grupos de Facebook ou WhatsApp, entretanto agora um projeto de lei de Rondônia obriga as escolas do Estado a hastear a bandeira imperial.

A lei é de autoria do deputado Eurípedes Clemente (MDB), que mesmo se dizendo “apenas um simpatizante” do período, diz que seu gabinete é formado por “monarquistas de carteirinha”.

Quase 130 anos depois do fim da monarquia, ao lado dos pedidos por intervenção militar, o fetiche monárquico vem ganhando adeptos, principalmente entre os jovens. Os monarquistas, como são conhecidos, estão inclusive se mobilizando para o financiamento de uma viagem dos herdeiros da família imperial pelo país. A ideia é arcar com os 7 mil reais necessários para a excursão do casal dom Antônio de Orleans e Bragança, o terceiro na linha de sucessão imperial e dona Christine.

Porém a empolgação pela volta da monarquia parece não ter contagiado a população. Em Rondônia por exemplo, quase ninguém sabe sobre esta lei do deputado Lebrão, como é conhecido em função do que chama de “orelhas bonitas”.

“Nunca falaram nada”, disse ao BuzzFedd News o diretor da escola municipal de Porto Velho Maria Casaroto Abati.

Segundo especialistas ouvidos pelo próprio BuzzFeed, a ação do deputado Lebrão é ilegal, pois a Bandeira Imperial não é um símbolo nacional. Os símbolos regidos pela lei 5.700/71 são a Bandeira Nacional, Selo Nacional, Armas Nacionais e o Hino Nacional.

“Eu entendo como propaganda e o próprio autor [Lebrão] diz isso quando fala que é um simpatizante da monarquia”, diz o advogado Fabio Konder, que enxerga também uma “ilegalidade flagrante” na medida.

fonte:via

A história da catadora de lixo que contou com o filho de 11 anos para aprender a ler e escrever

Mãe de sete filhos a catadora de lixo Sandra Maria de Andrade ficou sem saber ler e escrever até os 42 anos de idade. Abandonada pela mãe a mulher foi obrigada a priorizar o trabalho ante os estudos.

Ao longo da vida Sandra fez de tudo um pouco, atuou na lavoura, fazendo faxina e na fase adulta, depois de ter sido agredida pelo marido, se sentiu desconfortável por não saber escrever nem o próprio nome.

Após de ter frequentado sem sucesso uma turma de jovens adultos Sandra Maria, moradora da periferia de Natal, capital do Rio Grande do Norte, contou com a ajuda do filho de 11 anos para superar as dificuldades.

Dia após dia Damião Sandriano de Andrade Regio chegava da escola com livros emprestados pela biblioteca e lia ao lado da mãe. Com o avanço da leitura Sandra começou a escrever as primeiras letras e formar palavras.

“Eu tomava banho, deitava na rede, ele vinha e me chamava para ler. Eu queria ver os desenhos, mas também queria aprender as letras. Ficava curiosa”, conta em entrevista publicada pela BBC Brasil.

O tempo passou e hoje, quase dois anos depois do início da parceria, a dupla já leu mais de 100 livros e Sandra tirou uma nova carteira de identidade, desta vez com seu nome assinado.

Infelizmente o analfabetismo ainda é uma realidade que atinge 7,2% da população de 15 anos ou mais. Segundo o IBGE o Brasil possui 11,8 milhões de analfabetos. A desigualdade permanece como um dos fatores principais. No Sudeste a taxa de pessoas que não sabem ler e escrever é de 3,8%, já no Nordeste o número salta para 14,8%, a maior do Brasil.

O racismo estruturante também deixa sua contribuição no cenário. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra que negras e negros respondem por quase 10% dos analfabetos, enquanto o déficit entre os brancos é de 4,2%.

Fotos: Reprodução/TV Globo/fonte:via

Projeto de escola na região rural do Tocantins é eleito o melhor edifício educacional do mundo

Na zona rural do interior do Tocantins, a escola da Fazenda Canuanã recebe quase 800 alunos de 7 a 18 anos em regime de internato – além de estudar durante o dia, eles moram lá mesmo, no que era um alojamento pouco confortável. Hoje, a escola, redesenhada, é digna de prêmio internacional.

O projeto foi escolhido como melhor representante da Arquitetura Educacional no prêmio Building of the Year, promovido pelo Arch Daily. Inaugurada há 44 anos e mantida graças à Fundação Bradesco, a escola era uma morada, mas não um lar. Tudo mudou graças à parceria com o Instituto A Gente Transforma, do arquiteto Marcelo Rosenbaum (aquele do quadro Lar Doce Lar, do Caldeirão do Huck).

O que antes eram grandes alojamentos com 20 beliches, pensados para comportar 40 estudantes cada, com separação de meninos e meninas, hoje são quartos para até seis alunos, mantendo a separação nos pavilhões masculino e feminino.

Antes de começar a desenhar o projeto, a equipe conversou com as crianças e adolescentes para entender seus anseios. O pedido mais frequente foi por um prédio mais fresco – situada na transição entre Cerrado, Pantanal e Floresta Amazônica, a região da escola vê os termômetros se aproximarem dos 40 graus no verão.

Os arquitetos do escritório Aleph Zero também visitaram as casas das famílias para entender melhor o contexto local, descobrindo elementos que poderiam ajudar os alunos a se sentir em casa e entendendo como a população enfrenta as dificuldades climáticas.

Painéis de palha trançada, tijolos de solo cimento (mistura de terra, areia e água), chão de cimento queimado e madeira laminada fazem parte do projeto. Um dos objetivos foi valorizar o senso de individualidade dos jovens, entregando um novo mobiliário com gaveta para guardar os pertences, abajur e espelho para cada aluno.

Adjacente aos dormitórios foram criados espaços de convivência, como sala de televisão, local para leitura, varandas, pátio e redes, entre outros. Ricardo Figueiredo, diretor da escola, contou ao Estadão que os quartos, inaugurados no início de 2017, foram sentidas de imediato: “Elas estão muito mais tranquilos, passaram a valorizar o silêncio, cuidam muito da estrutura”, comentou.

 

Fotos © Leonardo Finotti/fonte:via

Para não perder as aulas, menino de 7 anos leva irmão mais novo com ele

Um menino das Filipinas tornou-se uma estrela das redes sociais depois de ser fotografado com seu irmãozinho de um ano de idade na sala de aula, pois não queria deixar de ir à escola e não havia ninguém para cuidar da criança em casa.

O menino filipino de 7 anos, Justin, é um aluno de 1ª série em uma escola administrada pelo governo, localizada na área rural da vila de Salvacion, na cidade de Magallanes, na província filipina de Sorsogon, uma aldeia a 600 quilômetros de Manila.

A foto foi tirada pela professora mostra Justin com o irmão no colo ao fazer a lição de casa na aula. Ela postou a imagem no Facebook com uma legenda:

“Preciso trazer meu irmão este ano para escola porque minha avó tem que trabalhar na fazenda e ninguém pode cuidar dele.”

As palavras do jovem garoto atingiram muitos internautas que o consideraram maduro e muito responsável para apenas 7 anos de idade. Muitos desejaram sucesso ao menino em seu futuro.

Um internauta comentou: “Ele é um exemplo de ser responsável, apesar da sua ternura”. Enquanto outro elogiou o menino por não esquecer seu dever de estudar apesar de ter a responsabilidade de cuidar de seu irmão. “Ele conhece suas prioridades”, escreveu o internauta.

No entanto, a imagem também agitou um debate nas redes sociais, onde muitos internautas criticaram a ausência dos pais e o mau planejamento familiar nas Filipinas.

De qualquer forma, é inegável que a atitude do garotinho é um exemplo de amor e de muita determinação.

Imagens: Reprodução/fonte:[via]

Este indiano abriu sozinho uma estrada de 8 km para seus filhos irem à escola

Para algumas crianças, estudar é um verdadeiro ato de coragem. É o que acontecia com os filhos do indiano Jalandhar Nayak, de 45 anos. As três crianças costumavam caminhar um trajeto de 15 km para ir à escola todos os dias em um terreno montanhoso, levando cerca de três horas em cada sentido.

Segundo Nayak contou a um jornal local, as crianças frequentemente tropeçavam em pedras no caminho, o que o motivou a construir uma estrada para que elas percorressem o trajeto com mais segurança.

Únicos moradores de um vilarejo remoto no estado de Orissa, na Índia, a família seria a principal beneficiada com a iniciativa. Além da falta de conexão com a escola, a área em que vivem também não possui energia elétrica nem água potável.

Durante dois anos, o pai dedicado trabalhou cerca de oito horas por dia para construir sozinho 8 km de estrada, usando uma enxada e uma picareta. Após ser entrevistado pela imprensa local, a iniciativa de Nayak chamou a atenção das autoridades do país, que se responsabilizaram a construir os 7 km que ainda restam para que a estrada fique completa.

 

Foto: Simanchal Pattnaik/fonte:via