As ilustrações botânicas de antigamente que eram verdadeiras obras de arte

Se hoje o mundo conta com a ajuda da tecnologia para poder estudar e catalogar a nossa riquíssima fauna, antigamente, quando nem a fotografia havia sido inventada, eram os próprios cientistas que precisavam ilustrar seus cadernos, para registrar as diferentes espécies de plantas do mundo inteiro.

Hoje, com o microscópio podemos ver detalhes que não são vistos a olho nu e, com a ajuda de câmeras fotográficas especializadas, o trabalho fica muito mais preciso e prático, porém é inegável que as ilustrações de antigamente possuíam uma aura artística muito forte. Coloridas e ricas em cores e texturas, muitas vezes, artistas e ilustradores eram contratados para finalizar o que o cientista havia começado.

Se no passado, médicos, jardineiros, cientistas botânicos e farmacêuticos dependiam destes desenhos para trabalhar, hoje, do ponto de vista científico elas já não não mais tão relevantes. Algumas destas ilustrações já possuem mais de 300 anos, mas ela ainda podem servir de inspiração para artistas e amantes da arte, que estão em busca de uma nova técnica ou que, simplesmente querem mais cor em suas vidas.

Fotos: Wikimedia Commons/fonte:via

6 novas espécies minúsculas de tamanduás estavam se escondendo debaixo de nossas vistas

A bióloga brasileira Flávia Miranda descobriu seis novas espécies de tamanduá-anão, também chamados de tamanduaí ou tamanduá-seda, a partir de uma única espécie conhecida deste animal.

A pesquisadora começou a ver diferenças entre as cores da população da Amazônia e da Mata Atlântica, levantando a hipótese de que se tratavam de espécies diferentes. Só havia uma reconhecida até então: Cyclopes didactylus.

 

A surpresa

Para tirar a dúvida, Flávia e seus colegas da Universidade Federal de Minas Gerais fizeram dez expedições, não somente no Brasil, mas também no Suriname, em busca de indivíduos para estudar.Além disso, a equipe vasculhou museus de história natural para analisar mais amostras biológicas.

Ao fim de uma década, os cientistas examinaram amostras de DNA de 33 espécimes selvagens e coletaram informações anatômicas de mais 280 espécimes de museu.

Seu palpite inicial estava correto: os animais eram diferentes. Contudo, não eram apenas duas espécies distintas: na verdade, pode haver até sete tipos diferentes de tamanduás-anões.

Captura e estudo

Em 2005, Flávia descobriu que os cientistas não tinham certeza se esses animais ainda viviam no nordeste da floresta tropical da Mata Atlântica, inspirando-a a estudar tais mamíferos enigmáticos.

A primeira dificuldade foi capturá-los. Com no máximo 50 centímetros de comprimento e noturnos, os tamanduás-anões passam suas vidas escondidos nos dosséis das árvores, alimentando-se principalmente de formigas.

 

A bióloga e seus colegas distribuíram folhetos em todas as comunidades indígenas do Brasil, contando com suas habilidades em rastrear, encontrar e capturar tais animais. Foram necessários dois anos até que os pesquisadores examinassem o primeiro espécime.

Enquanto alguns cientistas já haviam proposto dividir os tamanduás-anões em um conjunto de subespécies, Miranda começou do zero, trabalhando a partir do pressuposto de que existia apenas o Cyclopes didactylus. Além do material genético, a equipe realizou medidas do crânio e classificou a coloração do pelo como formas de distinguir cada espécie.

 

Avanço e conservação

As análises genômica e anatômica confirmaram que quatro das subespécies anteriormente propostas eram realmente distintas.A equipe identificou outras três espécies que nunca antes foram propostas, para um total de potencialmente sete espécies diferentes.

Enquanto a União Internacional para a Conservação da Natureza classifica C. didactylus como uma espécie de menor preocupação, principalmente por ser tão amplamente distribuída, as novas divisões em sua árvore genealógica questionam tal status.

Os pesquisadores estão agora avaliando a situação de cada espécie recém-descrita, para que os conservacionistas possam protegê-las melhor. Miranda suspeita que pelo menos duas das novas espécies estejam ameaçadas de extinção, sob pressão do desmatamento devido à mineração e à agricultura.

Kristofer Helgen, pesquisador de mamíferos da Universidade de Adelaide na Austrália, disse à National Geographic que este estudo é um bom exemplo dos resultados surpreendentes que podem surgir quando um animal generalizado que quase nunca foi estudado em detalhes é examinado com técnicas modernas pela primeira vez.

O estudo foi publicado em 11 de dezembro na revista Zoological Journal of the Linnean Society.

fonte:[via][NatGeo]

Bebê golfinho albino ultra raro é visto pulando e se divertindo na costa da Califórnia

Na semana passada, cerca de 30 pessoas que fizeram um passeio de barco na Baía de Monterey, na Califórnia tiraram a sorte grande. Elas contrataram os serviços da empresa Princess Monterey Whale Watching para avistar baleias e golfinhos e acabaram vendo o raríssimo risso albino nadando com seu grupo.

De acordo com pesquisadores, se trata de um filhote e é o mesmo animal que foi avistado em setembro de 2015, quando ainda era recém-nascido. Esta identificação foi possível devido às marcas na nadadeira dorsal da mãe.

Os golfinhos Risso são raros, mas a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional Para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) considera insuficientes as informações sobre esta espécie.

O Albinismo foi observado em mais de 20 espécies de mamíferos oceânicos, de acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), mas parece ser raro em golfinhos.


Princess Monterey Whale Watching

Não se acredita que golfinhos albinos sejam inerentemente mais fracos ou menos capazes do que os golfinhos regulares, no entanto sua cor possa fazer deles alvos mais fáceis para os predadores. Além disso, golfinhos com traços albinos especialmente severos, possam sofrer de visão prejudicada – embora a raridade das criaturas signifique que extensas pesquisas ainda precisem ser realizadas.

Assista ao vídeo que mostra o momento da aparição do grupo do golfinho albino:

* Imagens: Princess Monterey Whale Watching /fonte;via