Simone Biles completa movimento mais difícil da ginástica e inédito entre mulheres

Simone Biles tem apenas 22 anos, mas certamente já está entre os maiores nomes da história do esporte mundial.

A norte-americana, que recentemente esteve entre as 100 mulheres mais influentes do mundo de acordo com a BBC, deixou o mundo da ginástica de boca aberta.

Maior vencedora de mundiais da história da ginástica dos EUA, Biles completou um movimento até aqui apenas realizado por homens. Simone completou com maestria o Cheng, manobra criada em homenagem ao ginasta chinês Cheng Fei.

A manobra é considerada uma das mais difíceis da ginástica artística e como se isso não bastasse, Simone Biles adicionou mais uma pirueta. As pessoas já estão em campanha para que o movimento seja rebatizado com o nome de Simone Biles para o Mundial do Qatar, em novembro.

Simone Biles venceu sua primeira medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Desde então, a internet criou a hashtag #SimoneThings, que acumula todos os feitos históricos da esportista norte-americana.

Além de exemplo para mulheres negras dentro do tablado, Biles foi uma das vozes fortes entoadas contra Larry Nassar. Em janeiro de 2018, ela disse ter sido abusada sexualmente pelo ex-técnico da equipe norte-americana. O posicionamento de figuras como Simone Biles contribuiu para Nassar ter sido condenado a cumprir 60 anos de prisão.

Foto: Reprodução/fonte:via

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A primeira juíza mulher da NBA e sua história de resistência

Eu sabia que todo mundo estava esperando que eu errasse”. É com essas palavras que Violet Palmer descreve a sensação que sentiu ao fazer sua estreia como juíza de um jogo da NBA, se tornando a primeira mulher a alcançar o feito na principal Liga de Basquete dos EUA e do mundo.

Segundo Violet, quando criança, ela amava ser uma garota, mas não conseguia gostar do que era imposto a ela como ‘coisas de menina’. Mas, quando conseguia praticar esportes, sentia que estava fazendo o que realmente a agradava.

Ela se formou na escola em um período em que o esporte feminino ganhava cada vez mais terreno nos EUA, e conseguiu uma bolsa de estudos para jogar basquete na universidade.

Para ganhar um dinheiro extra durante as férias, Violet começou a fazer parte da mesa de arbitragem durante jogos de basquete masculinos, marcando o placar e as faltas. Algumas vezes os árbitros não compareciam, e foi assim que ela decidiu colocar o uniforme e assumir as responsabilidades de juíza.

O passo seguinte foi atuar como árbitra em jogos femininos na Liga Universitária de Basquete dos EUA. A NBA a convidou para os testes de recrutamento de novos juízes no final de 1995, e ela passou mais de um ano se preparando até a estreia, em 1997.

Foram 18 temporadas, tendo atuado em 919 jogos, até a aposentadoria em 2016. E é claro que o caminho foi repleto de desafios. Violet conta que sentia que muitos juízes se sentiam desconfortáveis com sua presença, achando que teriam de agir diferente ao trabalhar com ela ou que uma mulher não daria conta do recado.

Em 2007, depois de uma década provando jogo após jogo que estava à altura da responsabilidade de ser juíza, Violet esteve no meio de uma grande controvérsia. O ex-jogador e então comentarista de basquete Cedric Maxwell chegou ao absurdo de dizer no ar que ela deveria “voltar para a cozinha” e “trazer ovos com bacon”.

O absurdo repercutiu e fez com que Cedric se retratasse dias depois. “Eu acho que aquilo realmente me deu mais motivação para sair, aprender mais, trabalhar bem, ser profissional e mostrar a todo mundo que eles teriam de se calar, porque eles veriam que eu posso fazer aquilo, assim como qualquer juiz homem nas quadras”, diz Violet.

Lesões nos joelhos foram responsáveis pelo fim da carreira dela nas quadras, mas, após ‘pendurar o apito’, Violet passou a atuar como coordenadora de arbitragem na liga profissional de basquete feminino dos EUA, além de dirigir um curso que forma outras mulheres que querem atuar como juízas.

Além disso, as boas atuações de Violet abriram as portas para outras mulheres que desejavam ser árbitras na NBA. A segunda foi a já aposentada Dee Kantner, e a terceira Lauren Holtkamp, que ainda está na ativa. Quem sabe em breve uma das alunas do curso de Violet não seja a próxima a ocupar esse espaço importante.

Fotos: Reprodução/fonte via

Serena Williams está arrasando com seu tutu no Aberto dos EUA

Algumas pessoas insistem em se opor ao avanços. Foi o caso do corpo diretivo do Roland Garros, tradicional torneio francês, vencido por Serena Williams três vezes. Os responsáveis pela direção do aberto decidiram banir a roupa inspirada no filme Pantera Negra.

Segundo o presidente da Federação Francesa, Bernard Giudicelli, a norte-americana precisava “respeitar o jogo”. Lembrando que o figurino desenvolvido pela Nike para Serena Williams levava em consideração os problemas enfrentados por ela depois de dar à luz.

“Me senti uma guerreira naquela roupa. Uma verdadeira princesa de Wakanda. Eu estou usando calças quando jogo, assim consigo manter o sangue circulando. É uma roupa engraçada, mas ao mesmo tempo, funcional”, declarou.

A repercussão foi grande e muitas pessoas apoiaram a decisão da atleta. Fazendo vista grossa, a multi-campeã preparou uma surpresa para a estreia no Aberto dos Estados Unidos. Williams apareceu na quadra no bairro do Queens, em Nova York, vestindo um tutu  preto.

Durante entrevista coletiva antes da estreia no US Open, Serena Williams resolveu colocar panos quentes e ressaltar a boa relação com Giudicelli. “Nós já conversamos e está tudo certo, gente”, finalizou.

Polêmicas de lado, o tutu foi um arraso e ela repetiu a dose na segunda partida. Desta vez, Williams jogou toda de lilás. O design é de autoria de Virgil Abloh e faz parte da linha QUEEN, colaboração entre o artista e a Nike. Claro, inspirada na diva Serena.  

Fotos: Reprodução/fonte:via

O brasileiro que vai inaugurar a megatrilha de 3 mil Km de mata que liga o Rio ao Rio Grande do Sul

Cruzar milhares de quilômetros correndo entre a Mata Atlântica, atravessando mais de 70 municípios, é uma aventura e tanto, né? Esse é um dos objetivos de Fabio Seixas para o início de 2019.

Fabio, que é empresário e fundador de O Panda Criativo, será o responsável por “inaugurar” a megatrilha batizada de Caminho da Mata Atlântica.

Apaixonado por esportes, com foco recente na corrida, Fabio está fazendo um treinamento especial enquanto voluntários ligados à WWF, idealizadora da trilha, vão sinalizando e preparando o caminho para ele e os demais aventureiros que poderão curtir a Mata Atlântica de uma maneira totalmente inédita.

O desafio está previsto para durar três meses, passando por cinco estados diferentes (RJ, SP, PR, SC e RS). Fabio e os demais envolvidos estão em busca de patrocinadores e recursos para tocar o projeto, que será registrado e deve render material para cinema e televisão.

De acordo com Fabio, a empreitada tem como objetivo chamar a atenção para a necessidade de proteger a floresta: “A Mata Atlântica é um dos Biomas mais ricos em biodiversidade do mundo e também o segundo mais ameaçado de extinção. Desbravar a Mata Atlântica tem o objetivo de impactar toda sociedade de forma positiva, visando ações sustentáveis que tenham como foco a manutenção, conservação, proteção e ampliação do bioma, além de promover a importância das áreas protegidas para economia, saúde e lazer”, comentou.

Fotos: Divulgação/Caminho da Mata Atlântica/fonte:via

Californiana é a 1ª skatista mulher a completar ‘manobra insana’ em pista de Tony Hawk

O lendário Tony Hawk, responsável por colocar o skate em outro patamar, possui uma das pistas mais desafiadoras para os praticantes deste esporte radical. Localizada em Vista, na Califórnia, o percurso foi alvo de um feito histórico.

A jovem Lizzie Armanto, de 25 anos, conquistou o posto de primeira skatista do sexo feminino a completar a famosa ‘manobra insana’ do percurso projetado por Hawk. O movimento é dos mais desafiadores e consiste em um giro completo de 360 graus em uma pista construída em formato cilíndrico.

O nome insano não nasceu de graça, pois durante a manobra, a norte-americana chegou a ficar de cabeça para baixo, fazendo muitas pessoas lembrarem do globo da morte. Apesar de ter caído no meio da primeira tentativa, Lizzie não se deu por vencida e botou pra quebrar na segunda volta.

A execução perfeita impressiona, principalmente no momento em que ela fica em pé, de cabeça para baixo, totalmente suspensa. O feito histórico foi celebrado com entusiasmo pela skatista de 25 anos.

Lizzie Armanto nasceu em Santa Mônica, Califórnia. Os passos iniciais no skate foram dados em 2007, quando conquistou o primeiro lugar na Copa do Mundo de Skate. Ao longo de 10 anos, ela ganhou mais de 30 prêmios, entre eles o ouro na primeira edição feminina do X Games, em Barcelona.

Foto: Commons Media/fonte:via

Dia do Amigo: 9 grandes amizades que mudaram a história para sempre

A amizade é um fenômeno das reações humanas que desperta muita curiosidade. Talvez pela não existência de regras para que ela aconteça. Você já deve ter se deparado com pessoas de personalidades distintas dividindo uma cerveja no bar e histórias décadas a fio.

Como o ser humano é um bicho curioso, recentemente uma pesquisa norte-americana encabeçada pela Universidade da Califórnia buscou entender os sentimentos gerados quando se está na presença daquela pessoa que mora do lado esquerdo do peito.

Os genes dos humanos exercem algum papel relevante na eleição das amizades? Sim e não. Vamos lá, a pesquisa avaliou seis genes humanos e entre eles dois ganharam mais destaque, o DRD2 – vinculado ao desenvolvimento do alcoolismo e o CYP2A, aqui relacionado com o metabolismo de defesa contra substâncias como a nicotina.

Bom, o DED2 interveio diretamente na produção de neurotransmissores como serotonina, associada ao estado de ânimo e a dopamina, fundamental para a conservação da motivação, do aprendizado e atenção. Conclusão, para os estudiosos, estes elementos comprovam que na amizade não se busca apenas humor ou carisma, mas sobretudo elementos que completem os sentimentos.

Trocando em miúdos, amigo é aquela pessoa que chega em para preencher a parte que falta. No sentido mais poético, afinal de contas mesmo que diga-se que a felicidade deve ser construída sem dependência dos outros, é muito melhor quando se tem companhia para seguir pela estrada.

Para celebrar o Dia do Amigo, o Hypeness elegeu os nove amigos mais inseparáveis. São figuras das artes, política, mas que em comum possuem a vontade de estar ao lado do outro. Isso não significa a ausência de brigas ou rompimento, mas como diria o poeta, o importante é o triunfo do amor.

1. Lennon & McCartney

Provavelmente a parceria mais frutífera da história da música pop. Os dois rapazes de Liverpool são um perfeito retrato das nuances da amizade. Um canhoto. O outro destro. De um lado a guitarra. Do outro o baixo. Não importa, Paul e John se uniram por meio da paixão pela música.

Responsáveis pela criação de uma das bandas mais importantes de todos os tempos, os Beatles, a dupla dividiu por quase uma década a composição dos maiores sucessos musicais. Sabe aquele lance de individualizar duplas? Com Lennon e McCartney é bem esta a pegada. Lado a lado por tanto tempo, é impossível desassociar a existência de um do outro.

Claro, houveram momentos de turbulência, especialmente nos últimos anos dos Fab Four. Quem não se lembra das brigas homéricas entre eles pela imprensa? Rolou até uma música, How do You Sleep, com John literalmente chamando Paul para a briga.

Entretanto, o que ficam são os momentos de ternura. Por isso a história por trás de Hey Jude não pode ser deixada de lado. O final da relação entre John e Cynthia Lennon deixou muito abalado o filho do casal. Então com cinco anos, Julian não conseguia conviver com a ideia do fim do casamento do pai.

Percebendo a confusão na mente do garoto Paul, bastante próximo do jovem, resolveu visitá-lo em Londres. No caminho, como de costume,  tornou a pensar em uma nova canção. Ao chegar começou a cantarolar Hey Julian’, enquanto improvisava a letra.

“Hey Jules, don’t make it bad, take a sad song and make it better” (Ei Julian, não se sinta mal, ouça uma música triste para se sentir melhor). O tempo passou e Hey Jules se transformou no clássico Hey Jude. Falando com os repórteres, Macca admitiu sempre lembrar de John, assassinado na década de 1980, quando canta Hey Jude.

2. Tina Turner & Cher

Estamos diante de duas divas da música pop. Cada uma a sua maneira, a dupla conserva mais de 50 anos de companheirismo. Neste tempo todo foram tantos momentos de confidências que é difícil escolher. Claro, não dá pra deixar de lado Shame, Shame, Shame, que marcou o ano de 1975 com estas duas mulheres dividindo os palcos.

Outro momento interessante foi uma entrevista recente realizada no programa de Oprah Winfrey. O esperado encontro entre as duas rainhas do show biz foi marcado por uma resposta ‘mais Cher impossível’. Perguntada por Oprah sobre os efeitos da idade ela respondeu, “é uma merda”, arrancando risos efusivos de Tina.

“A primeira vez em que Tina e eu trabalhamos juntas ela veio ao estúdio e eu estava esperando, você sabe, algo mais Tina Turner. Mas ela me chega vestindo uma camiseta calça e sapatos de salto. Porém quando ela começou a falar e eu ouvi aquela voz!”, revelou Cher.

“Ela ficava olhando pra mim como se pensasse ‘nossa, de onde saiu essa pessoa?’, lembra Tina.

3. Roberto Carlos & Erasmo Carlos

“Em outra encarnação eu gostaria de novamente ser parceiro, amigo, compadre, companheiro e irmão do Roberto”. A emotividade presente na confidência de Erasmo sobre a amizade com Roberto Carlos dá o tom de uma das relações mais belas da música popular brasileira.

A proximidade é tanta que algumas pessoas chegam a se questionar se os dois não seriam irmãos. Não são. Na verdade, Roberto e Erasmo, como a própria música diz são ‘amigos de fé, irmãos camaradas’.

Atravessando boa parte do século 20, a história se inicia no Rio de Janeiro, especificamente na Tijuca. Eram os anos 1950, auge do rock e Elvis Presley. Por intermédio do amigo Arlênio Lívio, Roberto Carlos foi levado ao encontro de um grupo de amigos que curtiam rock no Bar do Divino.

Chegando lá esbarrou com outro fã de rock’n’roll, Erasmo. O resto é história. Mas vale dizer que deste companheirismo surgiu nada menos do que a Jovem Guarda, até hoje considerada o sustentáculo do rock brasileiro.

4. Serena Williams & Meghan Markle

Você pode até não saber, mas a amizade entre Serena e Meghan vem de muito tempo. Aliás, relação entre a tenista e a atriz – atual Duquesa de Sussex, está sendo descrita por aí como uma ‘amizade empoderadora’. Isso pelo tamanho da representatividade de ambas.

Com 35 títulos de Grand Slam, Serena Williams é considerada a maior tenista de todos os tempos. Mulher negra, sempre levou consigo a importância do combate ao racismo. Recentemente a norte-americana suscitou um importante debate sobre maternidade ao retornar ao esporte depois de ser mãe.

Meghan não deixa barato também. Famosa por sua trajetória como atriz, com direito a participações em séries como CSI, Markle defende conceitos feministas. “Tenho orgulho de ser mulher e feminista”. Depois do casamento com o príncipe Harry a Duquesa de Sussex é apontada como fundamental para a modernização da família real britânica.

Apesar dos laços de amizade, as duas não eram vistas em público desde o NY Fashion Week, por causa da distância física mesmo. Meghan se mudou para Londres e Serena vive na Flórida. Mas não há nada que a distância possa mudar e no tão esperado casamento real lá estava Serena Williams, exuberante com seu longo vestido, como uma das principais convidadas da amiga querida.

5. Gil & Caetano

‘Caetano das Luzes’ e ‘Gilberto Misterioso’. Gil é nascido em Salvador, mas cresceu em Ituaçu, cidade do interior da Bahia. Desde pequeno dizia querer ser ‘musgueiro e pai de menino’. Já Caetano nasceu em Santo Amaro da Purificação, cidade do Recôncavo Baiano. Ainda criança dava pistas de que seria um homem diferente dos outros. Aliás, foi ele quem escolheu o nome de sua irmã, Maria Bethânia.

A amizade entre os dois começou antes mesmo do primeiro encontro. Na década de 1960 um então jovem Gilberto Gil participava semanalmente de um programa de TV. Caê acompanhava com afinco e todo mundo sabia, inclusive sua mãe, Dona Canô, que dizia, “Caetano, venha ver aquele preto que você gosta”.

“Eu sentia a alegria por Gil existir, por ele ser preto, por ele ser ele, e por minha mãe saudar tudo isso de forma tão direta e tão transcendente”, escreveu Veloso em trecho de seu livro Verdade Tropical.

O tão esperado encontro aconteceu já nos tempos de Salvador, pouco antes da revolução iniciada nos palcos do Teatro Castro Alves. O contato entre Gil e Caetano foi intermediado pelo produtor Roberto Sant’anna e Caetano foi logo elogiando as canções e Gil. Daquele jeito que só ele sabe fazer. Nós aqui ficamos imaginando um sorriso cheio de ternura vindo de Gilberto.

Dali em diante são 50 anos de amizade, companheirismo e claro, criações artísticas. O primeiro passo dado por eles foi o movimento tropicalista, marcado por uma verdadeira revolução na música e também na estética. Jorge Ben, Tom Zé, Gal Costa, todos seguiram os comandos da dupla de baianos em um movimento marcado pela contracultura.

Ao final da década de 1960, Gil e Caê passaram por momentos difíceis. Com o aumento da repressão provocada pela ditadura militar foram presos no Rio de Janeiro e depois exilados em Londres. Apesar do momento difícil, especialmente para Caetano, os dois se apoiaram e dividiram a mesma casa com suas mulheres e filhos.

Na volta o Brasil, apesar de tudo, foi presenteado com nada menos do que os Doces Bárbaros, quando Caetano e Gil convocaram Gal e Bethânia para uma turnê nacional. Outro momento catártico da nossa música.

“Com relação a Caetano, o que sinto não chamaria de medo. É respeito”, Gilberto Gil.

6. Malala & Varaidzo Kativhu

A história de vida da jovem paquistanesa Malala é um exemplo para todos nós. A prêmio Nobel é um vento que sopra esperança em tempos tão complexos. Agora, assim como todo mundo, ela não deixa de ser uma mulher dando os primeiros passos na vida adulta. Ou seja, Malala também precisa dos amigos por perto.

As notícias são escassas, mas podemos assegurar que ela encontrou uma companheira daquelas nos corredores da Universidade de Oxford. Trata-se de Varaidzo Kativhu, uma youtuber com quem Malala passa horas saboreando pratos de comida indiana e ouvindo Beyoncé e Rihanna.

Elas são tão grudadas, que no Dia dos Namorados foram juntas em uma espécie de jantar das amigas. Não é lindo?

“Um ano e meio depois e minha melhor amiga é ninguém menos do que Malala Yousafzai, vencedora do prêmio Nobel!”

7. Angela Davis & Toni Morrison

Entre os nomes mais importantes do século 20, Toni Morrison e Angela Davis foram responsáveis por um pensamento feminista interseccional. A ideia era propor uma visão que fizesse um recorte para a realidade vivida pelas mulheres negras. Sempre com uma postura combativa, inclusive contra o FBI, estas duas mulheres negras se encontraram na militância há mais de 40 anos. Desde então cultivam uma das amizades mais notáveis do mundo.

A luta pelos direitos civis da população negra no mundo todo saiu ganhando. Veja, no caso de Davis, o pensamento de Morrison foi fundamental para o entendimento melhor sobre a escravidão, por exemplo.

“Com ela foi possível imaginar a escravidão muito diferente. A escravidão não destruiu a humanidade dos escravizados. Claro que a escravidão foi terrível, mas com Morrison conseguir perceber que estas pessoas conseguiram encarar o sistema escravocrata ao manterem sua humanidade”.

8. Betty Davis & Jimi Hendrix

A relação entre eles é do tamanho do impacto causado por ambos na música mundial. Dono de personalidades fortes e uma presença de palco poucas vezes vista na história, Betty Davis e Jimi Hendrix nutriram uma amizade tão complexa quanto o momento revolucionário surgido na década de 1960.

Durante o período Betty foi bastante influenciada pelo modo de fazer música de Hendrix – naquele tempo já se mostrando um virtuoso guitarrista. Percebendo a importância do momento, esta mulher de voz forte e fundamental para o desenvolvimento do feminismo, bebeu na fonte do rock produzido pelo guitarrista norte-americano para criar um novo estilo: o Jazz Fusion.

Em 1969 os jornais debatiam o perfil violento e explosivo de Miles Davis e os efeitos de tais características no casamento com Betty. O destempero respingou na amizade entre ela e Jimi. Miles não tinha dúvidas, os dois eram amantes. Nem a insistência de Betty e Hendrix de formar uma colaboração entre os três mudava a cabeça do músico.

Para tristeza de todos Jimi Hendrix morreu aos 27 anos vítima do abuso de drogas. Com isso o trabalho entre os três não pode se materializar e a amizade complexa entre Davis e Hendrix teve um final melancólico. Aliás, a tristeza pode ser percebida na expressão consternada de Betty Davis durante o enterro do amigo.

9. Tina Fey & Amy Poehler

Estas duas são uma espécie de Thelma e Louise do século 21. Elas foram líderes de uma das fases mais gloriosas do clássico humorístico Saturday Night Live.

Mas a amizade entre Tina e Amy nasceu tempos antes da fama. É uma relação de outros carnavais e que foi germinada há mais de 20 anos. Estes dois rostos engraçadíssimos se cruzaram em uma escola de teatro. Aqui pra nós, imagine só a peripécias cometidas por estas mulheres antes da fama.

Um dos momentos mais engraçados e afetuosos protagonizados por Tina e Amy foi durante o Globo de Ouro de 2014. Era a terceira vez em que as duas comandavam a cerimônia deste célebre prêmio do cinema mundial, mas as expectativas permaneciam altas. Não deu outra, elas arrasaram.

Na ocasião as atrizes usaram da acidez proporcionada pelo humor para comentar as acusações de estupro contra Bill Cosby. “Em ‘Caminhos da Floresta’ Cinderela foge do príncipe, Rapunzel é salva da torre por seu príncipe e a Bela Adormecida pensa que estava só tomando um café com Bill Cosby”, disseram arrancando risos da plateia.

Fotos: Reprodução/fonte:via

Como a Copa de 1962 botou o Chile em pé mesmo após o mais forte dos terremotos

1956: Chile e Argentina duelam pela oportunidade de sediar a Copa do Mundo de 1962, após duas edições realizadas na Europa. Apesar de a Argentina ser mais poderosa, ter melhor infraestrutura e tradição esportiva, Carlos Dittborn, presidente da Federação Chilena, convence a Fifa, lembrando que o estatuto da entidade previa o papel da Copa como motor para países menos desenvolvidos. A frase “Porque não temos nada, então faremos tudo” se tornou um lema.

22 de maio de 1960: Com as obras para a Copa em estágio avançado, o Chile é atingido pelo terremoto mais forte já registrado pela humanidade. O Sismo de Valdivia atingiu 9,5 graus na escala Richter, atingindo dezenas de cidades chilenas.

Estima-se que de 1 mil a 6 mil pessoas morreram, enquanto dezenas de milhares ficaram feridas e mais de 2 milhões perderam suas casas. De acordo com dados da época, cerca de 25% da população chilena ficou desabrigada. O tremor foi tão forte que provocou tsunamis capazes de provocar estragos em Havaí, Japão e Filipinas.

Das oito cidades escolhidas para sediar as partidas da Copa, quatro (Talca, Concepción, Talcahuano e Valdivia) foram severamente afetadas pelo terremoto e precisaram sair da lista.

Houve discussão sobre a capacidade do país de receber a competição, além de debates sobre a importância de insistir na ideia enquanto a reconstrução do país era a prioridade óbvia. “O Mundial, senhores, será no Chile, sim ou sim”, disse o presidente do Chile, Jorge Alessandri Rodríguezo, à FIFA.

A ideia do mandatário era que a Copa poderia dar uma injeção de ânimo na população, cujo estado de espírito estava abalado pelas mortes e pela destruição de casas e estabelecimentos comerciais.

Depois do terremoto, o governo chileno praticamente não investiu mais nos preparativos para a Copa, focando suas verbas na reconstrução das cidades mais afetadas e nos esforços para abrigar novamente as pessoas que perderam suas moradias.

No fim das contas, se decidiu que o Mundial seria realizado em apenas quatro sedes: Arica, Rancagua, Santiago e Viña del Mar. Graças à união do país, foi possível trabalhar, em paralelo, na ajuda às vítimas, na reconstrução do país e nos preparativos finais para a Copa.

Carlos Dittborn, símbolo dos esforços para garantir que o Mundial acontecesse no Chile, sofreu um ataque cardíaco um mês antes da abertura da competição e morreu. O estádio de Arica, que recebeu seis jogos da primeira fase e um das quartas de final, foi batizado com seu nome.

Dentro de campo, a seleção do Chile também foi motivo de orgulho para a população. Sem muita tradição futebolística, conseguiu passar pela Itália na fase de grupos, se classificando junto com a Alemanha Ocidental. Nas quartas, passou pela União Soviética.

O estilo de jogo físico, às vezes até desleal, fez com que a seleção chilena fosse mal falada por muitos torcedores e jornalistas, mas, para a população local, não importava. Eles entravam em campo para defender o país.

A semifinal seria contra o atual campeão Brasil, que, mesmo sem Pelé, tinha Garrincha, Vavá e tantos outros craques capazes de decidir a partida, que acabou em 4 x 2.

A seleção chilena venceria a Iugoslávia, com um gol de Eladio Rojas no último minuto, para garantir o terceiro lugar, melhor colocação do Chile em Copas até hoje. A competição realmente serviu para animar o espírito do país, e a frase célebre de Dittborn se tornou um símbolo da reconstrução. “Porque não temos nada, então faremos tudo”.

 

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