Casal capixaba rompe com estereótipo de borracharias com ambiente clean, agradável e tratamento gentil

Quando temos que ir a uma borracharia para realizar qualquer reparo no pneu de um carro, automaticamente nos imaginamos em um ambiente sujo de graxa por todos os lados, caótico e até hostil, no qual o tratamento oferecido ao cliente é similar ao ambiente. Tal imaginário é real a respeito da vasta maioria das borracharias do Brasil – a não ser que seu pneu fure em Vitória, no Espírito Santo, e você decida repará-lo na Borracharia do Leandro. Na chegada você talvez imagine estar entrando em uma loja de grife ou até mesmo um restaurante, mas não se engane: trata-se de uma borracharia com todos os serviços que esse local nos oferece, mas com uma qualidade de ambiente e de tratamento jamais vistos.

A maneira mais simples de se entender seria afirmar que Leandro Freitas, ao lado de sua mulher Luana, decidiram transformar a tradicional borracharia suja que tinham em uma borracharia gourmet. Mas enquanto a gourmetização de muitos produtos ou locais pode significar simplesmente uma repaginação desnecessária pela venda de um produto mais caro, na Borracharia do Leandro o efeito é radical e fundamental: lá se encontra um ambiente clean, bonito, agradável e sustentável, em que todo lixo é reaproveitado e as sobras de pneus são transformadas em produtos reciclados.

O mais importante, no entanto, é o que vem com o novo ambiente: um novo tratamento. Seus 16 funcionários não somente atendem com uniformes engravatados, limpos e bonitos, mas foram treinados para abandonar a postura hostil e desorganizada que normalmente conduz a relação com os clientes em uma borracharia – e tratar os clientes com respeito, cuidado e atenção. Se o tempo de permanência em uma borracharia costuma ser em média de 30 minutos, no Leandro você pode se sentar, tomar um café, uma água, para receber um tratamento que deveria ser padrão, mas é em verdade diferenciado.


Leandro é borracheiro desde os 14 anos, e confessa que chegava a ter vergonha da profissão, justamente pelo estereótipo que ele decidiu quebrar. Ao decidir valorizar as pessoas – tanto seus funcionários quanto os clientes – e transformar o imaginário que temos de uma borracharia, ele percebeu estar também ampliando seu próprio público: se para qualquer um o ambiente da Borracharia do Leandro é muito mais convidativo e agradável, para o público feminino e idoso, que muitas vezes acaba sofrendo algum tipo de desconforto ou abuso nesses ambientes, a experiência se transforma radicalmente. Natural, portanto, que desde agosto de 2017, quando a repaginação se deu, ele tenha visto seu rendimento aumentar substancialmente.

Hoje são de 50 a 80 atendimentos por dia, e o desejo de crescer ainda mais: franquiar a borracharia e seu conceito, e também abrir uma loja com os produtos feitos a partir dos pneus, como pufes, cadeiras e banquetas, são os próximos passos dos sonhos de Leandro e Luana.

Alguns dos produtos desenvolvidos com pneus na borracharia

E foi esse futuro promissor que o casal levou ao programa Shark Tank Brasil, a fim de tentar alguns dos tubarões a investirem na Borracharia do Leandro para dar esses próximos passos com eles.

O casal no Shark Tank Brasil/fonte:via

Por que estão pensando em banir o personagem Apu de ‘Os Simpsons’

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As mudanças que o mundo vem felizmente atravessando, a respeito de como lidar com diferenças, preconceitos, estereótipos e padrões, têm transformado até mesmo grandes ícones da cultura pop – até mesmo o mais amado e longevo desenho da TV americana está tendo que rever seus conceitos. O centro da polêmica é o personagem Apu Nahasapeemapetilon, dono do supermercado de origem indiana no desenho Os Simpsons: segundo fontes, o personagem deixará de aparecer por conta dos protestos da comunidade indiana.

Por que tirar Apu de ‘Os Simpsons’

O personagem ajudaria a reforçar estereótipos negativos sobre os indianos e a comunidade, além de aparecer praticando hábitos condenados no país, como consumir álcool. A questão é de tal forma aguda nos EUA que até um documentário sobre a polêmica, intitulado em inglês O Problema com Apu, foi produzido pelo comediante Hari Kondabolu.

A informação de que o personagem irá desaparecer do desenho veio de Adi Shankar, um dos produtores da série “Castlevania”, da Netflix.

Apesar de ser um desenho animado, a importância d’Os Simpsons na cultura americana é evidente: eleita recentemente pela revista Time “a melhor série de TV do século 20”, o desenho criado por Matt Groening na década de 1980 é o sitcom mais longevo da história da TV americana.

Essa não é a primeira vez que os Simpsons fazem parte do debate político-cultural dos EUA – como no caso recente em que se descobriu que o desenho havia “previsto” a eleição de Donald Trump, em 1999.

© fotos: reprodução/fonte:via

Garotinha nigeriana deixou todo mundo boquiaberto com sua beleza

Depois de conhecer o fotógrafo Mofe Bamuyiwa, especializado em retratar a beleza de pessoas negras, a vida da jovem Jare se transformou. Natural da Nigéria, país da África Ocidental, a garotinha de cinco anos está sendo considerada ‘a mais bela do mundo’.

Ao todo foram postados três retratos da pequena nigeriana. Sem muito luxo, ou excesso de maquiagem, pois a ideia era justamente ressaltar seus atributos naturais. Claro, respeitando a idade da criança.  

O fato de todo mundo se impressionar reforça a necessidade do rompimento com estereótipos históricos. No caso de Jare, o que chamou a atenção foi justamente esta quebra.

Ao se apresentar com cabelos crespos, livres de química e com uma produção realçando a beleza negra, a jovem conquistou a todos. “Ah sim, ela é humana! Ela também é um anjo!”, Mofe escreveu.

Ficou interessado? Conheça melhor o trabalho do fotógrafo Mofe Bamuyiwa.

Foto: Reprodução/Instagram/fonte:via

Fotógrafo retrata pessoas com e sem roupas para combater estereótipos sobre tatuagens

“Tatuagem é coisa de…”. Até alguns anos atrás, não era incomum ouvir essa frase, concluída com adjetivos nada elogiosos. Mas o estigma sobre pessoas que decidem decorar suas peles com as artes das tattoos é cada vez menor. E o trabalho do fotógrafo britânico Alan Powdrill reafirma que julgar alguém por sua aparência, especificamente por suas tatuagens, não faz sentido algum.

Powdrill já trabalha no projeto COVERED (“Coberto”) há mais de três anos , e agora lançou uma campanha de financiamento coletivo para produzir um livro com as fotografias.

O britânico já fotografou e entrevistou dezenas de pessoas cheias de tatuagens em várias cidades da Inglaterra. A maioria posa em frente às próprias casas, primeiro com roupas que cobrem todas as tattoos, e depois apenas com as roupas de baixo – ou mesmo completamente nuas.

Para conhecer os personagens da série, Powdrill visita feiras relacionadas à tatuagem, faz contatos através de redes sociais, recebe indicações de amigos e até aborda pessoas nas ruas.

No livro, Powdrill promete publicar mais das entrevistas, como a de Simon Carruth, de 62 anos: “Eu as amo, elas são lindas e eu sempre vou sentir a mesma coisa”. Ou de Izzy Nash, 48 anos: “Amo ser diferente e todos os dias me perguntam sobre elas ao menos uma vez, sempre com uma reação positiva. Boas tatuagens não são baratas, e tatuagens baratas não são boas”.

Fotos © Alan Powdrill/fonte:via