Idoso entra na universidade e quer dar aulas em escola onde trabalha como vigia

Manoel Castro dos Reis passou quase cinco décadas fora das salas de aula. Hoje com 60 anos, o morador de Araguaína-TO precisou abandonar os estudos quando tinha 13, e há algum tempo trabalha como vigia em uma escola da cidade. Agora, ele espera voltar para a classe, dessa vez como professor.

Manoel parou de estudar em 1972, quando concluiu a quarta série e a família decidiu mudar de cidade e ele precisou começar a trabalhar. Em 2004, ele definiu que retomaria os estudos e realizou o Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), obtendo o certificado do Ensino Fundamental. Três anos depois, fez o mesmo com o Ensino Médio.

No ano passado, Manoel decidiu prestar o Enem e conseguiu a nota necessária para se matricular em História na Universidade Federal do Tocantins. Hoje ele concilia os estudos com o expediente em uma Escola Municipal, e tem como grande objetivo poder dar aulas por lá daqui a quatro anos.

Uma bonita coincidência foi seu filho, Ítalo, de 17 anos, ter prestado Enem no mesmo ano que o pai e também ser aprovado para estudar na Universidade Federal do Tocantins, no curso de Química. Os dois vão para a faculdade juntos e compartilham o sonho de mudar de vida graças aos estudos.

Fotos: Reprodução/TV Anhanguera / Rede Globo /fonte:via

Filho de faxineira, cearense que catava latinhas vai estudar em Harvard

Professor do Cariri trabalhou como catador e foi selecionado para lecionar numa das mais tradicionais universidades do mundo — Foto: Valéria Alves/TV Verdes Mares

Não faz muito tempo que o cearense Ciswal Santos, de Juazeiro do Norte, catava latinhas nas ruas para vender e usar o dinheiro para comprar apostilas e completar os estudos da faculdade. Ele se tornou professor de ciência da computação e agora vai para Harvard participar de um projeto para gerar energia solar a baixo custo.

Valdenora, a mãe de Ciswal, trabalhava como faxineira, e ele começou a trabalhar ainda na adolescência para ajudar a pagar as contas. Ele entrou na faculdade de Física logo aos 16 anos, mas o emprego em um mercado, que na época pagava R$20 por semana, não era o suficiente para pagar materiais como livros e apostilas.

Professor cearense é selecionado para dar aulas na universidade Harvard, nos Estados Unidos — Foto: Valéria Alves/TV Verdes Mares

O cearense contou ao G1 que passou a andar pelos bares de Juazeiro do Norte para catar as latinhas que ficavam jogadas pelo chão e vender para cooperativas de reciclagem. Ele chegou perto de desistir, mas recebeu apoio do dono de um dos bares em que ele recolhia as latas.

Me senti um nada e chorei. Contei a ele o motivo, ele colocou a mão no meu ombro e disse que eu não precisava me envergonhar e que não era mais para ir lá tão tarde, e sim usar o tempo para estudar mais, porque ele guardaria as latinhas para eu pegar pela manhã“, relata.

Harvard

Ciswal um equipamento capaz de reduzir o consumo de energia elétrica de casas de 4 pessoas em até 70%. Hoje, o aparelho é orçado em R$2,2 mil, mas ele pretende otimizar o projeto para que ele fique ainda mais barato: “Já tive contato com pessoas que desenvolvem tecnologia asiática – que está bem a nossa frente – e podemos fazer uso dessa tecnologia para reduzir o custo do equipamento para R$ 1,2 mil, mas o objetivo final é baratear para um salário mínimo”, disse ao G1.

O projeto fez com que Ciswal fosse selecionado para receber gratuitamente aulas de professor da Universidade de Harvard, uma das mais conceituadas do mundo. Serão 18 meses de aulas on-line, que podem se estender por mais 18. Os novos conhecimentos devem ajudar o cearense a aprimorar sua criação.

Ao fim do período letivo com os professores de Harvard, Ciswal poderá correr atrás de recursos públicos ou privados para tirar o projeto do papel – o regulamento da Universidade não permite que isso seja feito em paralelo às aulas.

Ciswal escolheu o ensino à distância para continuar próximo de suas duas filhas. Ele acompanhará as aulas por videoconferência, das 23h às 2h no horário local, e vai viajar para Cambridge, nos EUA, a cada seis meses para fazer provas e outras avaliações.

(Foto: Alana Soares/Agência Miséria /fonte:via)

Mistério sobre o desaparecimento da aviadora Amelia Earhart pode chegar ao fim

Amelia Earhart, aviadora considerada uma das pioneiras do empoderamento feminino, foi a primeira mulher a voar sozinha sobre o Atlântico. Durante uma viagem em 1937, a pilota e seu navegador, Fred Noonan, desapareceram sem deixar rastros. Os dois e o avião sumiram quando sobrevoavam o oceano Pacífico a caminho da ilha Howland.

Na falta de uma justificativa oficial, desde então acredita-se que ela não encontrou a ilha, ficou sem combustível e caiu nas profundezas do oceano. Porém, os corpos ou destroços da aeronave nunca foram encontrados para justificar o acontecido.

Nova pesquisa acredita ter encontrado ossada da famosa pilota americana Amelia Earhart

Três anos depois, em 1940, um grupo britânico que explorava a ilha encontrou uma caveira que possivelmente era de Amelia, já que por perto havia um sapato feminino uma garrafa do licor Benedictine, bebida que a pilota, levava consigo para as viagens, além instrumento naval usado pelo navegador Fred Noonan. Os ossos encontrados foram então enviados às ilhas Fiji para serem analisados pelo doutor DW Hoodless, que acreditava serem de um homem. Daí as teorias sobre Amelia foram deixadas de lado.

Os estudos sobre ossos estavam bastante no início, então é possível que esta análise tenha sido equivocada. Um novo estudo publicado na revista científica Forensic Anthropology, intitulado “Amelia Earhart e a Ossada de Nikumaroro”, chega com uma nova visão: segundo os cientistas, a ossada bate 99% com o tipo físico de Earhart.

Amelia foi a primeira mulher a sobrevoar o Atlântico

Publicado pela Universidade da Flórida e conduzido pelo professor Richard Jantz, da Universidade do Tennessee, o estudo se valeu de fotografias de Amelia, assim como suas habilitações para dirigir e pilotar avião. Todas as informações foram colocadas em um software moderno para compará-los com o peso e estatura de Earhart. Até mesmo uma costureira com experiência em trajes históricos foi consultada para analisar as roupas de Earhart e assim precisar o comprimento das pernas e a circunferência da cintura da pilota.

A pesquisa descobriu que os ossos era de um corpo de mulher, descendente de europeus e com altura acima da média feminina, tal e qual a pilota. “Essa análise revela que Earhart é mais parecida com a ossada de Nikumaroro do que 99% dos indivíduos em uma ampla amostragem de referência”, diz o estudo. “Até que evidências definitivas sejam apresentadas dizendo que os restos mortais não são os de Amelia Earhart, o argumento mais convincente até o momento é de que são dela”, escreve Jantz.

Pesquisadores acreditam que tem 99% de chance da ossada ser de Amelia

 

Fotos: domínio público e Harris & Ewing/Library of Congress/fonte:[via]

Para não perder as aulas, menino de 7 anos leva irmão mais novo com ele

Um menino das Filipinas tornou-se uma estrela das redes sociais depois de ser fotografado com seu irmãozinho de um ano de idade na sala de aula, pois não queria deixar de ir à escola e não havia ninguém para cuidar da criança em casa.

O menino filipino de 7 anos, Justin, é um aluno de 1ª série em uma escola administrada pelo governo, localizada na área rural da vila de Salvacion, na cidade de Magallanes, na província filipina de Sorsogon, uma aldeia a 600 quilômetros de Manila.

A foto foi tirada pela professora mostra Justin com o irmão no colo ao fazer a lição de casa na aula. Ela postou a imagem no Facebook com uma legenda:

“Preciso trazer meu irmão este ano para escola porque minha avó tem que trabalhar na fazenda e ninguém pode cuidar dele.”

As palavras do jovem garoto atingiram muitos internautas que o consideraram maduro e muito responsável para apenas 7 anos de idade. Muitos desejaram sucesso ao menino em seu futuro.

Um internauta comentou: “Ele é um exemplo de ser responsável, apesar da sua ternura”. Enquanto outro elogiou o menino por não esquecer seu dever de estudar apesar de ter a responsabilidade de cuidar de seu irmão. “Ele conhece suas prioridades”, escreveu o internauta.

No entanto, a imagem também agitou um debate nas redes sociais, onde muitos internautas criticaram a ausência dos pais e o mau planejamento familiar nas Filipinas.

De qualquer forma, é inegável que a atitude do garotinho é um exemplo de amor e de muita determinação.

Imagens: Reprodução/fonte:[via]