Maior biblioteca de magia e ocultismo do mundo digitaliza seu acervo

Fundada em 1957, a Biblioteca de Ritman, ou Bibliotheca Philosophica Hermetica, só foi aberta ao público em 1984. Seu fundador, Joost Ritman, começou a juntar livros raros sobre espiritualidade quando ainda era adolescente, iniciando com uma edição do século 17 de Aurora, do filósofo alemão Jakob Böhme.

Em junho de 2016, Dan Brown, escritor e autor de livros como O Código Da Vinci e Anjos e Demônios e que havia feito várias pesquisas por lá durante seus processos criativos, anunciou uma doação de 300 mil euros para que a Biblioteca pudesse digitalizar seu acervo e tornar as obras acessíveis a um público maior.

Dos cerca de 4600 livros da Biblioteca de Ritman, pouco mais de 2100 já estão disponíveis online e podem ser acessados através do site Embaixada da Mente Livre. Há diversos estudos sobre temas como alquimia, astrologia, magia e outros temas caros ao ocultismo.

É importante ressaltar que as obras estão escritas em diferentes idiomas europeus, com predominância para textos em latim. Há também livros em inglês, francês, alemão e holandês, e a forma mais fácil de filtrar as buscas no catálogo é selecionar por Lugar de Publicação.

Imagens: reprodução/Bibliotheca Philosophica Hermetica /fonte  via

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Vendedor de amendoim que se formou em Direito ganha pós-graduação

A história de vida de Marcos Luis Xavier é bastante similar a de muitos brasileiros: de origem pobre, nascido e crescido na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, Marcos muito cedo precisou deixar os estudos para trabalhar, e assim tornou-se vendedor ambulante, trabalhando com amendoim desde 1993. A grande diferença de sua trajetória de vida é a maneira com que conseguiu superar as adversidades e, através dos estudos, mudar de vida.

Marcos trabalhou por décadas diariamente em um ponto de ônibus de sua cidade, mas desde 2005 vinha cursando Direito em uma universidade. A escolha do curso se deu para justamente poder lutar contra injustiças e ajudar o próximo. O trabalho, porém, exigiu que o processo do curso fosse lento, e somente em 2016 o vendedor conseguiu se formar e, no início desse ano, finalmente foi aprovado na prova da OAB.

Marcos vinha afirmando que continuaria vendendo amendoim até conseguir um trabalho na área, mas o destino mais uma vez virou-se a seu favor. Sensibilizado com sua história, um empresário dono de uma empresa de ensino, em parceria com a OAB, presenteou Marcos com uma bolsa de pós-graduação, a escolha do mais novo advogado de Petrópolis.

“Não tenho palavras para descrever tudo isso que está acontecendo. Quem trabalha na rua, muitas vezes não é “visto” pelas pessoas. É como se não existíssemos. Com humildade, subindo degrau por degrau, após 46 anos de vida estou colhendo os frutos de um esforço. Obrigado por estenderem a mão para mim. Vou começar as aulas essa semana ainda” – disse Marcos. Se o começo de sua trajetória é tão comum, a virada em sua vida não só é a prova do quanto o acesso à educação é fundamental, como da necessidade de que essa parte de sua história também se torne banal entre os brasileiros.

© fotos: Arquivo pessoal/Facebook/fonte:via

A imigrante italiana que se formou em nutrição aos 87 anos escreveu o TCC inteiro à mão

Os cabelos brancos de Luísa Valencic Ficara contrastaram com a juventude dos colegas durante sua formatura. Nascida na Itália, Luísa imigrou para a América do Sul durante a Segunda Guerra Mundial, viveu em três países sul-americanos e se estabeleceu em Jundiaí, no interior de São Paulo. Aos 87 anos, ela acaba de se formar em nutrição.

Dona Luísa, como é conhecida, vive na cidade há 40 anos. Após o falecimento do marido e de sua irmã, ela decidiu voltar a estudar para se manter ocupada. Foi assim que surgiu a ideia de se matricular no curso de nutrição do  Centro Universitário Padre Anchieta.

A graduação foi concluída após seis anos de estudos, com um TCC sobre a cana-de-açúcar no Brasil. Segundo informações do Grupo Anchieta, todo o trabalho foi escrito à mão. Colegas, professores e funcionários da instituição ajudaram com a parte da digitação, configuração e impressão do trabalho, para apoiar Dona Luísa.

Mas a graduação não é o limite para a idosa. Ela, que também frequenta aulas de alemão, inglês e francês, já está pensando em ingressar em um curso de pós-graduação para continuar estudando, segundo contou ao G1.

 

Fotos: Art Final Eventos e Grupo Anchieta /fonte:via