Com pouca luz solar, cidade norueguesa é iluminada por espelhos gigantes

A Noruega é um dos países mais desenvolvidos do mundo e conta com atrações curiosas, como um restaurante submerso, aulas de surf a temperaturas negativas e o hotel que gera mais energia do que consome. Outra inovação impressionante da nação nórdica é a cidade que usa espelhos para complementar a ação do Sol.

A pequena cidade de Rjukan fica no norte do país e conta com uma população de cerca de 3 mil pessoas. Desde sua fundação, no começo do século passado, os moradores passavam praticamente seis meses sem ver a luz do sol, graças a uma combinação entre a inclinação da Terra durante o inverno no hemisfério norte e a cadeia de montanhas que envolve Rjukan.

Fundada por um notável engenheiro, que Sam Eyde, que desenhou aquela que chegou a ser a maior hidrelétrica do mundo no início do século XX, a cidade levou praticamente cem anos para encontrar uma solução para a falta de iluminação natural: espelhos enormes colocados no topo da montanha.

Desde 2013, três grandes espelhos colocados 450 metros acima do nível da cidade refletem os raios solares para a região central de Rjukan. Eles contam com placas de captação de energia, que abastecem um sistema guiado por computadores que segue o movimento do Sol para aproveitar ao máximo sua luminosidade.

São 51 metros quadrados de superfície espelhada, que garantem uma iluminação em cerca de 600 metros quadrados da cidade. Por incrível que pareça, a ideia já havia passado pela mente de Sam Eyde cem anos atrás, mas levou quase um século para que a tecnologia se desenvolvesse o suficiente para permitir a implementação da ideia, que tem garantido banhos de sol para os agora mais felizes moradores de Rjukan

Fotos via Visit Norway

União Europeia quer proibir uso do plástico descartável até 2021

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O parlamento europeu pretende dar um passo significativo na ofensiva contra o uso abusivo do plástico. A instituição aprovou uma proposta que prevê a proibição da venda de produtos de plástico descartáveis.

A ideia é que a medida entre em vigor já em 2021 e valha para toda a União Europeia. Foram 571 votos favoráveis e 53 contrários. Com isso, está vetada a comercialização de pratos, talheres, cotonetes, varas para balões e outros produtos de plástico de uso único.

Com a medida, o parlamento europeu espera diminuir em 70% a quantidade de poluentes de plástico presente nos oceanos. Vale destacar que, assim como acontece com os canudos, os itens barrados possuem alternativas menos nocivas disponíveis.

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“Nós estamos adotando a legislação mais ambiciosa contra o uso unitário do plástico. Precisamos agora conduzir as negociações da melhor forma possível para que consigamos colocar todas as medidas em prática”, declarou o belga Frederique Ries, responsável pelo projeto.   

As novas regras colocam indústria do tabaco em xeque. O objetivo transferir aos produtores de cigarros com filtros de plástico os custos de limpeza, transporte e tratamento do lixo. Em 32 anos, foram colhidas mais de 60 milhões de bitucas nos oceanos. O mesmo vale para os produtores de pesca, que vão precisar contribuir para reciclar pelo menos 15% do plástico produzido até 2025.

Agora, a lei segue para o Conselho da União Europeia, onde será debatida por representantes dos governos nacionais. Os planos dos europeus chegam em boa hora, pois ambientalistas dizem que até 2050, os oceanos terão mais plástico do que peixes. 

Fotos: Unsplash/fonte:via

Seca em rios europeus revela ‘pedra da fome’ com alertas para tempos difíceis

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“Se você me vir, chore”. “Nós choramos antes, choramos agora e você vai chorar”. “Quem me viu, chorou. Quem me vê agora, vai chorar”. Essas mensagens nada animadoras estão sendo vistas em pedras na Europa Central nas últimas semanas, e remontam a tempos difíceis.

Chamadas de “hunger stones”, ou “pedras da fome”, essas rochas que ficam sob rios só ficam visíveis quando a seca baixa consideravelmente seu nível de água. Segundo historiadores, elas se tornaram uma tradição em países de tradição germânica, e servem para avisar que tempos difíceis estão por vir.

A falta de água tende a refletir em colheitas ruins. Com menos alimento disponível, os preços sobem e a fome pode assolar famílias e regiões inteiras. O rio com maior incidência de pedras da fome é o Elba, que passa pela Tchéquia e Alemanha.

No Elba, pedras que não era vistas desde 2003 já estão bem acima do nível d’água. De acordo com os relatos da imprensa local, mais de uma dúzia de pedras da fome podem ser vistas no curso do rio.

Algumas acompanham a marcação dos anos em que estavam visíveis, e as mais antigas apontam para o século 17. Há relatos de pedras ainda mais antigas, com marcações do século 12, mas suas localizações não são conhecidas para confirmar o fato.

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O Rio Elba está com o nível de água mais baixo em mais de 50 anos, e a seca tem revelado outros segredos submersos: ao menos 22 granadas, minas e outros explosivos produzidos durante a Segunda Guerra Mundial já foram encontrados.

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Todas as fotos via Wikimedia Commons /fonte via

Fotógrafo viajante registra uma Paris que os guias turísticos não mostram

Gente feliz tomando café em tranquilas alamedas, grandes lojas de grife vendendo produtos luxuosos e, claro, o Arco do Triunfo e a Torre Eiffel. É difícil não pensar nesses elementos quando Paris vem à cabeça, mas é claro que a realidade de uma metrópole não é feita só disso.

David Tesinsky é um fotógrafo tcheco que se dedica a viajar registrando o que ele descreve como “subculturas, culturas urbanas, histórias de rua e de pessoas”, sempre com a fotografia documental de reportagem social como norte.

Em um de seus últimos trabalhos, David visitou a capital francesa para desafiar os estereótipos que tomam conta do imaginário em relação à Cidade Luz. Como praticamente todas grandes cidades do planeta, Paris precisa lidar com vários problemas, e o fotógrafo acredita que fazer refletir sobre eles é um dos primeiros passos na busca por soluções.

Na viagem por Paris, o que mais chamou a atenção de David foi a quantidade de pessoas vivendo em situação de rua, número que tem crescido muito nos últimos anos por conta da crise migratória na Europa, que tem levado milhares de africanos e asiáticos ao continente em busca de melhores condições de vida.

Fotos © David Tesinsky  /fonte via

Uma a cada três frutas é desperdiçada simplesmente por ser ‘feia’, aponta estudo

Se a escassez de alimentos costumava ser vista como um dos grandes problemas da humanidade diante da imensa quantidade de famintos no mundo, hoje fica claro que o problema não é bem esse – e que o desperdício e as exigências do mercado são alguns dos grandes responsáveis pela manutenção da fome. Basta se debruçar sobre o resultado de uma nova pesquisa, que aponta que mais de um terço das frutas e legumes cultivadas na Europa nem sequer chegam às prateleiras dos supermercados e vão direto para o lixo simplesmente por serem “feias” – trazendo deformações ou variações de tamanho que não alteram em nada seus valores nutritivos ou mesmo o sabor.

O estudo foi realizado pela Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, e concluiu que mais de 50 milhões de toneladas de frutas e vegetais são jogadas fora no continente simples e absurdamente pela aparência. O cálculo realizado pela pesquisa foi publicado no periódico Journal of Cleaner Production, e aponta uma realidade já denunciada como prática comum no mundo todo – o desperdício acontece em escala criminosa nos quatro cantos do planeta.

O desperdício se dá, segundo o estudo, por uma soma de fatores como as regulamentações governamentais excessivamente rígidas, os padrões determinados pelos mercados e às expectativas dos clientes a respeito da aparência dos legumes e frutas, muitas vezes estimuladas pela publicidade. Mudar tais padrões e diminuir a seletividade, além de estabelecer regras eficazes para combater o desperdício é urgente no mundo todo – tanto quanto a necessidade de comer para os que tem fome.

© fotos: reprodução/fonte:via

Acervo online com 2,2 milhões de fotografias revela pontos pouco conhecidos da história

Milhares de museus e galerias de arte da Europa vêm dedicando os últimos anos a digitalizar seus acervos. Uma plataforma online chamada Europeana reúne mais de 50 milhões de obras de 3300 entidades, e uma das coleções é capaz de revelar partes da história que você provavelmente não conhecia.

A Europeana é atualizada constantemente e seus curadores costumam organizar coleções temáticas bem interessantes, como uma sobre um projeto abandonado por Leonardo Da Vinci, estes antigos cartões postais do Leste Europeu e uma galeria que mostra como a beleza natural do continente inspirou artistas durante vários séculos.

Chamada de “The Past But Not As You Know It” (algo como “O Passado, Mas Não Como Você o Conhece”), esta coleção reúne imagens curiosas de experiências médicas, exercícios físicos, profissões peculiares e relações entre humanos e animais, tudo do começo do século XX.

Cirurgias plásticas do começo do século, crianças montadas em porcos, pessoas cujo trabalho era pegar ratos, ou os pintores da Torre Eiffel. Tem isso e muito mais na galeria. Dá uma olhada!

Medicina

Duas das primeiras cirurgias plásticas de nariz

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Médico usa fio telefônico para tentar achar bala dentro do braço de paciente

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Médico veste traje anti-praga do século 17

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Profissões curiosas

Funcionários empilham garrafas de cerveja em fábrica

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A cidade de Liverpool pagava estes homens para caçar ratos

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Depois, eles mergulhavam os animais em baldes com gasolina para matar pulgas, acreditando controlar doenças

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Foi assim que a Torre Eiffel foi repintada…

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Exercício e diversão

Dança folclórica holandesa

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Competição de ginástica na França

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Guarda russo dança e se diverte

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Estudantes se exercitam na Grécia

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Edmond Desbonnet, fisiculturista francês

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Exercício na praia

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Era assim que se ensinava a esquiar

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Animais

Criança montada em porco

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Homens ao redor de uma ema

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Criança com sua raposa de estimação no País de Gales

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Irmãos gêmeos ordenhando vacas no País de Gales

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Mulheres exibem suas cobras na França

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Todas as fotos: Reprodução/Europeana fonte: via