Golfinho em extinção chora ao ser capturado para ser vendido como comida






Um golfinho do tipo Toninha, uma das espécies mais ameaçadas de extinção, ao ser capturado na China para ter sua carne vendida, protagonizou uma curiosa e tocante cena – que levou a dramática história a um desfecho surpreendente. Testemunhas afirmam que o animal, que havia sido confundido com um golfinho comum, parecia “chorar” durante sua captura, com lágrimas nos olhos e feição triste.

O golfinho Toninha estava sendo arrastado na traseira de um pequeno carro, na região de Xuwen, no sul da China, quando as pessoas notaram a cena – e a espécie do animal. Duas testemunhas se compadeceram em especial com a situação do animal, e decidiram que precisavam fazer algo para salvar a triste Toninha – como mostra o vídeo da matéria feita pelo site Metro.

Cheng Mingyue e Cheng Jianzhuang decidiram comprar o animal, para poder salva-lo do destino que lhe aguardava. “Ele chorou durante todo o caminho”, afirmaram. A salvação lhes custou cerca de 720 reais, mas o custo valeu o final da história: o animal foi devolvido ao mar, onde pôde voltar a nadar – agora somente com lágrimas de alegria.

© fotos: reprodução/fonte:via

Como os indígenas dos EUA ajudaram os bisões a escaparem da extinção

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As fotografias possuem um certo poder de capturar um momento e eternizar períodos históricos. Sem elas, dificilmente saberíamos como eram líderes políticos, celebridades e lugares que já não existem mais. Por isso a importância de preservarmos alguns periódicos que há tempos não existem mais, como as fotos publicadas na década de 1960 na extinta revista japonesa Provoke, símbolo de vanguarda e movimento contra cultura pós-guerra, que agora você terá a chance de conferir.

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Durando apenas três edições, sua rápida existência não diminui em nada a importância histórica desta revista, criada por um grupo de escritores e fotógrafos subversivos, que lutavam contra a ocidentalização da cultura japonesa, impulsionada pelo governo neoliberal. Defendendo o pensamento e a estética independente, o objetivo da Provoke era ir contra o status quo, a mídia e o esperado pela sociedade naquele momento.

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Com imagens em PB e, propositalmente granuladas, a revista negava a precisão comercial e até a do fotojornalismo em voga no período. Se o objetivo era causar estranhamento, podemos dizer que ele foi conquistado. Uma forma alternativa de protestar contra o establishment, a revista é fundamental para quem quer compreender a história da fotografia e do jornalismo mundial.

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Fotos: Provoke/fonte:via

Veja fotos de 15 animais que foram extintos nos últimos 250 anos



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Ao longo dos anos, espécies raras vão desaparecendo do planeta por conta da ação menos cuidada do homem. Se alguns animais se extinguem por diferentes motivos, a verdade é que muitos outros desaparecem da superfície da Terra devido à caça praticada pelos humanos.

Alterações de clima, desastres naturais, doenças desconhecidas ou, também muito frequente, ataques de predadores, são algumas das ameaças naturais que os animais sofrem e que podem levar à extinção. Mas nenhuma das ameaças exteriores está provada como mais destrutiva que a ação humana, nomeadamente a caça.

Essa lista feita pela Revista SuperInteressante serve para recordar o passado, mas também pra alertar para o futuro. Veja 15 animais que nunca mais voltarão a viver entre nós:

1. Tilacino

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As suas costas listradas valeram-lhe a alcunha de tigre ou lobo da Tasmânia. Habitava a Austrália e a Nova Guiné e acabou sendo extinto, em 1936, por causa da caça. Era o maior marsupial carnívoro dos tempos modernos.

2. Bandicoot-pés-porco

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Marsupial originário do interior da Austrália, desapareceu nos anos 50, mas a causa de extinção permanece indefinida, uma vez que os relatos dos próprios habitantes afirmam que, mesmo antes da colonização europeia, o animal já era raro.

3. Norfolk Kaka

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A Ilha Norfolk, na Austrália, era o habitat desta ave, que foi caçada até à extinção, por volta de 1800.

4. Rinoceronte Negro do Oeste Africano

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É o animal mais recentemente extinto desta lista. Em 2011, esta subespécie do rinoceronte desapareceu do centro-oeste africano. Consegue adivinhar o motivo? A caça de predadores.

5. Tigre-do-Cáspio

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Mais uma vez, a caça predatória dizimou esta espécie, que habitava o Curdistão, a China, o Irã, o Afeganistão e a Turquia. Desapareceu definitivamente nos anos 1960, mas já no século XIX o Império Russo tinha determinado a sua matança, para tornar a região mais colonizável.

6. Antílope Azul

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Desapareceu no longínquo ano de 1800, não só porque o seu habitat natural foi tomado por agricultores, como também devido à caça dos colonizadores europeus, na savana africana.

7. Foca-monge-do-caribe

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Mamífero de grandes dimensões – podia ultrapassar os dois metros de comprimento -, habitava o mar do Caribe e era cobiçado por pescadores, graças à sua pele. Foi vista pela última vez há mais de 80 anos.

8. Quagga

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Semelhante a uma zebra, se distinguia pelas listras só numa parte do corpo. Habitava a África do Sul e desapareceu, por conta da caça. A última foto de uma quagga selvagem foi tirada em 1870 e, em 1883, morreu a última mantida em cativeiro.

9. Periquito-das-Seychelles

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Extinto no começo do século XX, era, como o nome indica, um papagaio originário das Ilhas Seychelles.

10. Wallaby-rabo-de-prego-crescente

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Do tamanho de uma lebre, desapareceu em 1956 por conta de um novo predador na Austrália: a raposa.

11. Wallaby-toolache

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A pele deste canguru era muito apreciada, o que levou a espécie, originária da Austrália, à extinção, na década de 40 do século passado.

12. Dugongo de Steller

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Mais uma vez, a ação dos colonizadores, que apreciavam a carne saída deste mamífero, levou à sua extinção, em 1768. Habitava o mar de Bering, uma extensão do Oceano Pacífico.

13. Cervo de Schomburgk

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A caça foi também fatal para este animal, que habitava a Tailândia. Desapareceu por volta de 1938.

14. Bilby-pequeno

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Descoberto no final do século XIX, a passagem pela Terra não durou muito mais – acabou sendo extinto nos anos 50, por ação de outros animais, como a raposa e o gato que o caçavam, ou pela competição com coelhos, por exemplo, por comida. Habitavam a Austrália.

15. Emu-negro ou The King Island Emu

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Foi extinto ainda no século XIX (1822), devido à ação de colonizadores. Habitava uma ilha australiana, a King Island.

Apesar de algumas espécies terem sido extintas por motivos adversos, saber que os humanos foram responsáveis pela extinção várias delas é muito triste e nos faz refletir se realmente somos mesmo tão racionais como dizemos ser.

*Essa lista foi feita pela revista Super Interessante.fonte:via

Após quase serem extintas, ariranhas reaparecem nos rios da Amazônia

Os esforços para proteger espécies ameaçadas de extinção ganharam a atenção do noticiário no fim do século XX, e, apesar de muitas delas terem sucumbido frente à ganância humana, há exemplos que nos ajudam a manter a fé em dias melhores na nossa relação com a natureza.

É o caso de um estudo recente que indica que as ariranhas, que chegaram as ser consideradas localmente extintas nos rios da Bacia Amazônica, estão voltando a habitar a região, após terem sua população quase que dizimada pela caça.

O estudo, liderado pela bióloga Natália Pimenta, nasceu graças à observação de índios baniwa, que há alguns anos têm observado o retorno das ñeewi, palavra que usam para se referir às ariranhas. Inicialmente, os índios, que vivem na Bacia do Içana, começaram a encontrar carcaças de peixes com marcas de mordidas de um bicho que eles não eram capazes de reconhecer. Com o passar do tempo, os sinais aumentaram, e muitos moradores chegaram a ver as ariranhas na região.

O animal não era registrado por lá desde os anos 1940, quando caçadores se espalhavam pela Amazônia para matar animais e vender suas peles. Alguns estudos indicam que mais de 23 milhões de animais, de diferentes espécies, foram mortos entre 1904 e 1969.

De acordo com Natália Pimenta em entrevista à BBC Brasil, as ariranhas eram encontradas em toda a América do Sul, da Venezuela ao sul da Argentina, mas a caça fez com que os animais ficassem restritos a poucas áreas, como o Pantanal e alguns rios amazônicos. Elas têm reaparecido também na Bolívia, na Colômbia e nas Guianas.

fonte:via

Fotógrafo registra mais de 50 tribos e culturas ameaçadas de extinção pelo mundo

Foi em uma viagem ao Bornéu, em 2013, que o fotógrafo polonês Adam Koziol encontrou um propósito nobre e impactante para o seu trabalho. Conversando com um dos últimos remanescentes do povo Iban, Koziol percebeu que, com o progresso e as mudanças atravessadas pelo país, mais de 3 mil anos de cultura e tradição estavam em vias de simplesmente desaparecer. Assim, tornou-se o motivo de seu trabalho registrar tribos e culturas praticamente esquecidas e ameaçadas de extinção por todo o mundo.

Suas fotos visam registrar não só as pessoas como também as marcas e símbolos de tais culturas, como formas de reconhecimento e documentação de elementos formadores de tais povos. Tatuagens, marcas no corpo, ornamentos e vestimentas são um dos focos mais importantes da lente de Koziol, que busca, com suas fotos, chamar a atenção para o perigo de extinção desses povos e de sua história.

Tendo registrado mais de 50 tribos, seu próximo passo é realizar um livro, não só revelando suas comovente fotografias como também detalhando a história e a memória de cada povo, para que, ao menos um pouco, tais imensidões culturais não desapareçam jamais.

© fotos: Adam Koziol /fonte:via

Vítimas das pesca com redes, restam somente 12 golfinhos ‘vaquita’ vivos no planeta

A extinção completa de espécies pode nos parecer um evento restrito a uma antiguidade distante, mas a verdade é que tal processo está ocorrendo com diversos animais enquanto este texto está sendo lido. Uma das espécies mais ameaçadas do mundo é o simpático golfinho “Vaquita”, conhecido como o “panda dos mares” por sua coloração escura ao redor dos olhos. Indícios apontam que restam somente 12 exemplares do Vaquita vivos, na natureza – e de que a extinção completa da espécie pode acontecer ainda esse ano.

O Vaquita é um golfinho pequeno, que vive na parte norte do Golfo da Califórnia, gosta de águas quentes e vive de modo geral uma vida solitária. Essa opção, no entanto, vem se tornando uma condição diante da diminuição radical da espécie ao longo dos últimos anos: em 1997 havia contabilizados cerca de 600 golfinhos da espécie; no ano passado, o número chegou a 30, caindo para 12 em 2018 – e assim compreende-se o temor de que os Vaquitas simplesmente deixem de existir.

Exemplos de Vaquitas presos em redes de pescadores

A principal ameaça a espécie não é diretamente a sua caça, mas certos métodos de pesca tanto na Califórnia quanto no México, principalmente o uso de redes de emalhar – que costumam prender o pequeno golfinho. Ainda que o uso dessa rede seja proibido no México, assim como a própria pesca do peixe Totoaba (principal “alvo” dos pescadores e suas redes), o lucro sugerido pela venda do Totoaba no mercado ilegal faz com que a prática siga acontecendo no Golfo – e assim vão desaparecendo os últimos Vaquitas.

Além das legislações e da tentativa de se educar pescadores e a própria população, algumas medidas vem sendo estudadas para se tentar evitar o desaparecimento dos “pandas dos mares”. Grupos de atuação já sugerem a captura dos últimos Vaquitas para tentar a reprodução em cativeiro, mas o alto nível de estresse para os animais durante o processo pode ser também uma ameaça aos poucos exemplares que restam. Enquanto isso, a monitoração no Golfo continua, como continua a ganância que pode fazer desaparecer uma espécie animal diante de nossos olhos.

Abaixo, um curto documentário em inglês sobre a luta para salvar o Vaquita.

© fotos: divulgação/fonte:via

Fotógrafo viaja 2 anos para registrar animais que podem ser extintos pela ação humana

O desaparecimento de espécies inteiras de animais por conta da ação humana para muitos pode parecer algo distante, quase irreal ou abstrato, como uma sequência apocalíptica de frases alarmantes e nada mais. Acontece que se trata de um fenômeno real e terrível, e o que o fotógrafo inglês Tim Flach oferece com seu trabalho é justamente são imagens para tais absurdos efeitos da ação humana sobre a natureza. Por dois anos Flach desbravou os habitats de tais animais para registrar e mostrar ao mundo a face e a dor das espécies mais ameaçadas de extinção no planeta.


Urso polar

Batizado de Endangered (Ameaçado, em tradução livre), as fotos de Flach mostram desde espécies conhecidas, como o urso polar e o leopardo da neve, até animais exóticos, registrando um espectro imenso de biodiversidade do planeta que tem em comum o fato de estarem à beira de desaparecerem.


Sapo-do-olho-amarelo


Saiga


Rinoceronte branco

Alguns são ameaçados pela destruição de seus habitats naturais, outros pela caça humana ou pela dificuldade que atravessam hoje para conseguirem se alimentar. Endangered traz rosto, corpo e realidade não só às consequências da desregrada e desenfreada ação humana, como ilustra o quanto de beleza, natureza e vida que a ganância do ser humano vem matando – em nome daquilo que gostamos de chamar de progresso, mas que claramente nos faz andar pra trás em velocidade impressionante.


Ploughshare Tortoise


Panda vermelho


Lince-ibérico


Leopardo-da-neve


Lemur


Hipopótamo


Guepardo


Elefante africano


Pássaro Bico-de-tamanco


Arara-azul


Águia-filipina


Abutre egípcio


Abelha européia

 

© fotos: Tim Flach/fonte:via