Após quase serem extintas, ariranhas reaparecem nos rios da Amazônia

Os esforços para proteger espécies ameaçadas de extinção ganharam a atenção do noticiário no fim do século XX, e, apesar de muitas delas terem sucumbido frente à ganância humana, há exemplos que nos ajudam a manter a fé em dias melhores na nossa relação com a natureza.

É o caso de um estudo recente que indica que as ariranhas, que chegaram as ser consideradas localmente extintas nos rios da Bacia Amazônica, estão voltando a habitar a região, após terem sua população quase que dizimada pela caça.

O estudo, liderado pela bióloga Natália Pimenta, nasceu graças à observação de índios baniwa, que há alguns anos têm observado o retorno das ñeewi, palavra que usam para se referir às ariranhas. Inicialmente, os índios, que vivem na Bacia do Içana, começaram a encontrar carcaças de peixes com marcas de mordidas de um bicho que eles não eram capazes de reconhecer. Com o passar do tempo, os sinais aumentaram, e muitos moradores chegaram a ver as ariranhas na região.

O animal não era registrado por lá desde os anos 1940, quando caçadores se espalhavam pela Amazônia para matar animais e vender suas peles. Alguns estudos indicam que mais de 23 milhões de animais, de diferentes espécies, foram mortos entre 1904 e 1969.

De acordo com Natália Pimenta em entrevista à BBC Brasil, as ariranhas eram encontradas em toda a América do Sul, da Venezuela ao sul da Argentina, mas a caça fez com que os animais ficassem restritos a poucas áreas, como o Pantanal e alguns rios amazônicos. Elas têm reaparecido também na Bolívia, na Colômbia e nas Guianas.

fonte:via

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Fotógrafo registra mais de 50 tribos e culturas ameaçadas de extinção pelo mundo

Foi em uma viagem ao Bornéu, em 2013, que o fotógrafo polonês Adam Koziol encontrou um propósito nobre e impactante para o seu trabalho. Conversando com um dos últimos remanescentes do povo Iban, Koziol percebeu que, com o progresso e as mudanças atravessadas pelo país, mais de 3 mil anos de cultura e tradição estavam em vias de simplesmente desaparecer. Assim, tornou-se o motivo de seu trabalho registrar tribos e culturas praticamente esquecidas e ameaçadas de extinção por todo o mundo.

Suas fotos visam registrar não só as pessoas como também as marcas e símbolos de tais culturas, como formas de reconhecimento e documentação de elementos formadores de tais povos. Tatuagens, marcas no corpo, ornamentos e vestimentas são um dos focos mais importantes da lente de Koziol, que busca, com suas fotos, chamar a atenção para o perigo de extinção desses povos e de sua história.

Tendo registrado mais de 50 tribos, seu próximo passo é realizar um livro, não só revelando suas comovente fotografias como também detalhando a história e a memória de cada povo, para que, ao menos um pouco, tais imensidões culturais não desapareçam jamais.

© fotos: Adam Koziol /fonte:via

Vítimas das pesca com redes, restam somente 12 golfinhos ‘vaquita’ vivos no planeta

A extinção completa de espécies pode nos parecer um evento restrito a uma antiguidade distante, mas a verdade é que tal processo está ocorrendo com diversos animais enquanto este texto está sendo lido. Uma das espécies mais ameaçadas do mundo é o simpático golfinho “Vaquita”, conhecido como o “panda dos mares” por sua coloração escura ao redor dos olhos. Indícios apontam que restam somente 12 exemplares do Vaquita vivos, na natureza – e de que a extinção completa da espécie pode acontecer ainda esse ano.

O Vaquita é um golfinho pequeno, que vive na parte norte do Golfo da Califórnia, gosta de águas quentes e vive de modo geral uma vida solitária. Essa opção, no entanto, vem se tornando uma condição diante da diminuição radical da espécie ao longo dos últimos anos: em 1997 havia contabilizados cerca de 600 golfinhos da espécie; no ano passado, o número chegou a 30, caindo para 12 em 2018 – e assim compreende-se o temor de que os Vaquitas simplesmente deixem de existir.

Exemplos de Vaquitas presos em redes de pescadores

A principal ameaça a espécie não é diretamente a sua caça, mas certos métodos de pesca tanto na Califórnia quanto no México, principalmente o uso de redes de emalhar – que costumam prender o pequeno golfinho. Ainda que o uso dessa rede seja proibido no México, assim como a própria pesca do peixe Totoaba (principal “alvo” dos pescadores e suas redes), o lucro sugerido pela venda do Totoaba no mercado ilegal faz com que a prática siga acontecendo no Golfo – e assim vão desaparecendo os últimos Vaquitas.

Além das legislações e da tentativa de se educar pescadores e a própria população, algumas medidas vem sendo estudadas para se tentar evitar o desaparecimento dos “pandas dos mares”. Grupos de atuação já sugerem a captura dos últimos Vaquitas para tentar a reprodução em cativeiro, mas o alto nível de estresse para os animais durante o processo pode ser também uma ameaça aos poucos exemplares que restam. Enquanto isso, a monitoração no Golfo continua, como continua a ganância que pode fazer desaparecer uma espécie animal diante de nossos olhos.

Abaixo, um curto documentário em inglês sobre a luta para salvar o Vaquita.

© fotos: divulgação/fonte:via

Fotógrafo viaja 2 anos para registrar animais que podem ser extintos pela ação humana

O desaparecimento de espécies inteiras de animais por conta da ação humana para muitos pode parecer algo distante, quase irreal ou abstrato, como uma sequência apocalíptica de frases alarmantes e nada mais. Acontece que se trata de um fenômeno real e terrível, e o que o fotógrafo inglês Tim Flach oferece com seu trabalho é justamente são imagens para tais absurdos efeitos da ação humana sobre a natureza. Por dois anos Flach desbravou os habitats de tais animais para registrar e mostrar ao mundo a face e a dor das espécies mais ameaçadas de extinção no planeta.


Urso polar

Batizado de Endangered (Ameaçado, em tradução livre), as fotos de Flach mostram desde espécies conhecidas, como o urso polar e o leopardo da neve, até animais exóticos, registrando um espectro imenso de biodiversidade do planeta que tem em comum o fato de estarem à beira de desaparecerem.


Sapo-do-olho-amarelo


Saiga


Rinoceronte branco

Alguns são ameaçados pela destruição de seus habitats naturais, outros pela caça humana ou pela dificuldade que atravessam hoje para conseguirem se alimentar. Endangered traz rosto, corpo e realidade não só às consequências da desregrada e desenfreada ação humana, como ilustra o quanto de beleza, natureza e vida que a ganância do ser humano vem matando – em nome daquilo que gostamos de chamar de progresso, mas que claramente nos faz andar pra trás em velocidade impressionante.


Ploughshare Tortoise


Panda vermelho


Lince-ibérico


Leopardo-da-neve


Lemur


Hipopótamo


Guepardo


Elefante africano


Pássaro Bico-de-tamanco


Arara-azul


Águia-filipina


Abutre egípcio


Abelha européia

 

© fotos: Tim Flach/fonte:via

Este simpático roedor estava ‘extinto’ há um século – e agora ressurgiu

Uma bela, felpuda e fofa notícia para começar o ano trouxe sorrisos aos cientistas australianos do estado de New South Wales: depois de um século considerado extinto, uma espécie de marsupial batizada como Dasycercus Cristicauda, e conhecida como Mulgara, foi encontrada, sã e salva, em um parque nacional. Os pesquisadores trabalhavam em um projeto para restaurar ecossistemas em desertos quando encontraram o pequeno roedor.

O Mulgara pesa 159 gramas, e foi encontrado por pesquisadores da Universidade de New South Wales. O animal, que já habitou intensamente a região, foi considerado extinto há quase um século. Carnívoro, alimentando-se de pequeno lagartos, invertebrados e pequenos mamíferos, a descoberta foi comemorada pelos cientistas australianos.

O motivo é especial: o projeto dos pesquisadores da universidade visa justamente reintroduzir espécies no Parque Nacional de Sturt que não mais habitavam o local. A chegada triunfal do Mulgara, portanto, é não só uma pequena e adorável esperança, como um triunfo de um projeto que visa salvar a vida de animais ameaçados.

 

© fotos: divulgação/fonte:via

Conheça a espécie de pinguins super rara que está prestes a ser extinta

Nós amamos pinguins e, até onde sabemos, esses bichanos só merecem elogios. Uma espécie, porém, está enfrentando maus bocados. São os pinguins-de-olho-amarelo (Megadyptes antipodes), encontrados no sul da Nova Zelândia.

Considerados como uma das espécies de pinguins mais raras do mundo, eles estão em perigo de extinção. Esse risco foi potencializado após o desaparecimento de cerca de metade da população de pinguins-de-olho-amarelo da ilha neo-zelandesa Codfish (também conhecida como Whenua Hou) este ano, segundo reporta o The Dodo.

A ilha é livre de predadores e foi considerada como um santuário de animais. Por isso, todos estavam intrigados com a diminuição da população de pinguins. Ainda de acordo com a publicação, os animais estariam sendo vítimas das redes de pesca que atuam próximas à ilha. Enquanto buscam comida no mar, alguns pinguins teriam caído nestas redes e se afogado ou sido pescados junto a outros animais.

As redes são responsáveis pelo afogamento de 13 das 18 espécies de pinguim encontradas no mundo, segundo um estudo realizado pela Bird Life International. Como consequência do desaparecimento dos animais, apenas 14 ninhos de pinguins foram encontrados pelos guardas-florestais na região este ano – no ano passado foram 24.

Estima-se que hoje a população de pinguins-do-olho-amarelo seja de apenas 4.000 indivíduos. Se eles continuarem morrendo, logo a única maneira de vê-los pode ser na nota de 5 dólares neozelandeses, onde os pinguins estão estampados.

 

O último desses simpáticos golfinhos pode morrer em 2018

Cientistas estimam que já menos de 30 vaquitas no mundo. Com nome científico de Phocoena sinus, este golfinho raro é encontrado nas águas do norte do Golfo da Califórnia, no México. Em 2014 seu número estimado era de 100 indivíduos, e apenas três anos depois este número caiu 70%.

“Se não fizermos nada hoje, as vaquitas podem se extinguir em 2018. Perdê-los seria como perder um pedaço do México”, alerta a diretora de estratégia e ciência da WWF México, Maria José Villanueva.

A Phocoena sinus é os cetáceo mais ameaçado do mundo, conquistando o primeiro lugar desta triste lista quando o golfinho-de-Yang-Tsé (Lipotes vexillifer) entrou em extinção em 2007. Além de ser o cetáceo mais raro do mundo, as vaquitas também são as menores de todos, com menos de 1.5m de comprimento.A espécie é tão discreta que só foi descoberta em 1958, quando chamou a atenção com suas marcações faciais únicas. Ela tem um círculo preto ao redor dos olhos que renderam o apelido “panda do mar”.

Em 1997, havia cerca de 560 vaquitas no mundo, mas em 2007 havia apenas 150. Este declínio coincide com o aumento de “pangas” na região, embarcações de caça de peixes que usam uma rede de pesca vertical que captura os peixes pelas guelras conforme eles nadam.

Esse tipo de rede é um método de pesca indiscriminado que mata acidentalmente 700 mil mamíferos marinhos e pássaros por ano no mundo todo. Por isso, este modelo é proibido no Golfo da Califórnia, mas mesmo assim as redes são lançadas de forma ilegal para pescar um peixe ameaçado chamado totoaba que tem o tamanho aproximado das vaquitas. Redes com até 2 km de comprimento já foram retiradas por protetores ambientais.Os totoabas também estão em péssima situação. Suas bexigas natatórias são consideradas valiosas no mercado chinês, e chegam a ser vendidas por US$15 mil por quilo. Essas bexigas são chamadas de “cocaína aquática” por conta do preço e demanda.

Como salvá-las

Outro problema enfrentado pelos protetores ambientais é que uma proibição do uso desse tipo de rede pelo governo do México vence no mês de junho de 2017, o que significa que grupos ambientais estão correndo contra o relógio para tentar mover os golfinhos sobreviventes para algum santuário temporário.

“Vemos isso como medida desesperada”, diz o diretor geral do WWF México, Jorge Rickards. “Consideramos essa uma medida de alto risco porque nada desse tipo já foi feito antes”.

Fonte; [Science Alert]