Californiana é a 1ª skatista mulher a completar ‘manobra insana’ em pista de Tony Hawk

O lendário Tony Hawk, responsável por colocar o skate em outro patamar, possui uma das pistas mais desafiadoras para os praticantes deste esporte radical. Localizada em Vista, na Califórnia, o percurso foi alvo de um feito histórico.

A jovem Lizzie Armanto, de 25 anos, conquistou o posto de primeira skatista do sexo feminino a completar a famosa ‘manobra insana’ do percurso projetado por Hawk. O movimento é dos mais desafiadores e consiste em um giro completo de 360 graus em uma pista construída em formato cilíndrico.

O nome insano não nasceu de graça, pois durante a manobra, a norte-americana chegou a ficar de cabeça para baixo, fazendo muitas pessoas lembrarem do globo da morte. Apesar de ter caído no meio da primeira tentativa, Lizzie não se deu por vencida e botou pra quebrar na segunda volta.

A execução perfeita impressiona, principalmente no momento em que ela fica em pé, de cabeça para baixo, totalmente suspensa. O feito histórico foi celebrado com entusiasmo pela skatista de 25 anos.

Lizzie Armanto nasceu em Santa Mônica, Califórnia. Os passos iniciais no skate foram dados em 2007, quando conquistou o primeiro lugar na Copa do Mundo de Skate. Ao longo de 10 anos, ela ganhou mais de 30 prêmios, entre eles o ouro na primeira edição feminina do X Games, em Barcelona.

Foto: Commons Media/fonte:via

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Esta ministra foi de bicicleta até o hospital para dar à luz

A Nova Zelândia é realmente um lugar de mulheres inspiradoras. Primeiro, o país da Oceania elegeu a chefe de governo mais jovem do mundo. Como se não fosse suficiente, Jacinda Ardern se tornou a primeira ocidental a dar à luz enquanto está no poder.

A estrelinha da inspiração desta vez vai para Julie Anne Ganter, que na 42ª semana de gravidez, pedalou até hospital para o nascimento de seu filho. A Ministra para as Mulheres foi atendida por uma parteira no centro médico de Auckland – maior cidade do país – e publicou um texto sobre a experiência na página do Instagram.

“Estamos muito felizes em anunciar a chegada do nosso filho. Depois do longo trabalho de parto, passamos por um procedimento tranquilo e prático. Queremos agradecer aos funcionários do hospital e a todos que nos apoiaram”, encerrou.  

Com carreira centrada no ambientalismo e no uso da bicicleta como meio de transporte, Julie decidiu pedalar por volta de 1 quilômetro de sua casa até o hospital municipal para destacar suas propostas de políticas públicas. A história repercutiu positivamente entre os veículos de comunicação e nas redes sociais.

A primeira-ministra neozelandesa Jacinda Ardern, que acaba de retornar ao trabalho depois de seis semanas, aproveitou para elogiar a atitude da colega. A Ministra para as Mulheres vai tirar três meses de licença.

“Muito feliz em saber da chegada de um novo integrante ao grupo de brincadeiras do Parlamento. Espero que aproveite os primeiros dias muito especiais”, publicou no Twitter.

Foto: Reprodução/fonte:via

Pesquisador de tartarugas tem prêmio cassado por foto com mulheres de biquíni

A entrega do prêmio Herpetólogo de Destaque precisou ser cancelada depois do surgimento de fotos de mulheres de biquíni relacionadas com Richard Vogt. De acordo com matéria do jornal Folha de São Paulo, o cientista especializado há mais de 20 anos no estudo de tartarugas, teve a honraria em reconhecimento ao seu trabalho retirada depois de queixas de membros do comitê julgador.

Durante a palestra no evento, chancelado pela Liga Americana de Herpetologia, Henry Mushinsky – professor emérito da University of South Florida, pediu a colocação de tarjas para impedir a exibição de partes dos corpos das mulheres em trajes de banho. Para o educador, a exibição das imagens poderia causar constrangimentos.

A apresentação seguiu com as tarjas, mas sem autorização de Vogt, que criticou a atitude. Willem Roosenburg, pesquisador da Universidade de Ohio e atual presidente da Liga, assegura que a colocação das tarjas foi feita sem consenso entre membros do comitê.

As fotografias são de pesquisadoras e estudantes, que enquanto interagem com as tartarugas, são fotografas em roupas consideradas impróprias. Segundo algumas pesquisadoras, que preferiam não se identificar, o professor Vogt fazia piadas recorrentes de cunho sexual em suas apresentações.

O fato gerou uma série de críticas nas redes sociais. Em função da grande repercussão negativa, membros do comitê científico se reuniram e resolveram retirar o prêmio. Apesar de algumas fotografias mostrarem homens, entre eles o próprio pesquisador, a mudança foi feita, de acordo com Roosenburg, por causa das constatações de constrangimento.

“O professor é conhecido por possuir comportamento inapropriado em relação às mulheres. Infelizmente, o professor tem uma reputação de longa data de usar fotos inapropriadas em suas apresentações e a decisão de censurá-las foi tomada por essas atitudes serem consideradas ofensivas e não profissionais”, relatou.

Em e-mail enviado ao New York Times, Richard Vogt se defendeu dizendo não “haver nenhuma conotação sexual ou indecência nas fotos. É muito triste que isso tenha acontecido comigo, membro do comitê há mais de 50 anos”.

A objetificação do corpo feminino, assim como casos de assédio contra mulheres no campo da ciência não são novidade e já fizeram parte da pauta do movimento #MeToo. A revista norte-americana Quartz dá conta que mais da metade de mulheres estudantes de medicina em 2018 disseram ter sofrido algum tipo de abuso durante a graduação.

Em 2014, um estudo apontou que ao menos 64% dos cientistas acusados de comportamento sexual inapropriado cometeram os atos ilícitos enquanto trabalhavam. Os assédios ocorreram durante coleta de dados e em pesquisa de campo.

Por outro lado, a censura também pode ser um sério indício de hiper sexualização do corpo da mulher por parte do comitê que decidiu pelo veto. Sem uma apuração mais aprofundada do caso fica difícil emitir algum juízo de valor. O corpo nu de uma mulher, assim como de biquíni, não deveria ser objeto de censura nem, tampouco, de comentários sexuais ou abusos. Resta saber, no caso relatado, se a objetificação partiu de um lado, de outro, ou de ambos.

Fotos: Reprodução /fonte:via

Em decisão histórica Nigéria oficializa a proibição da mutilação genital feminina

A mutilação genital feminina na Nigéria é um tema que está em voga há algum tempo. De um lado estão os defensores a manutenção de tradições. Do outro mulheres e pessoas que acreditam na importância de cessar práticas machistas.

Em meio ao cenário de debate, o presidente Goodluck Jonathan aprovou criminalização da mutilação genital feminina na Nigéria. Considerado o último ato de seu mandato, já que Jonathan foi derrotado no pleito eleitoral por Muhammadu Buhari, a lei federal representa uma mudança de postura do país da África Ocidental.

A medida, que também prevê punição aos homens que abandonarem suas mulheres e filhos, vai contribuir para a diminuição deste hábito mutilatório. De acordo com levantamento feito por entidades de defesa dos direitos humanos, a mutilação feminina atingiu 25% das mulheres nigerianas entre 15 e 49 anos. A ONU revelou em 2014 que o ato gera infertilidade, perda do prazer sexual, além de oferecer risco de morte causado por possíveis infecções.

Cercada por um debate que envolve tradição, mas também direito ao próprio corpo, a proibição da mutilação feminina traduz uma mudança oriunda do desenvolvimento social. Não se trata de um fim aos costumes tradicionais, mas de uma adequação aos tempos modernos.

“É crucial que continuemos com os esforços de mudanças de visões culturais que permitem a violência contra a mulher. Só assim esta prática agressiva terá um fim”, declarou ao The Guardian Stella Mukasa, diretora do núcleo de Gênero, Violência e Direitos do Centro de Pesquisas da Mulher.

Foto: Pixabay/fonte:via

Mulheres paquistanesas vão poder votar pela primeira vez na história

As eleições no Paquistão podem estar cercadas de dúvidas sobre sua legitimidade, entretanto o fato das mulheres estarem votando pela primeira vez é motivo de alegria.

O compartilhamento de uma fotografia feita pelo jornalista Iftikhar Firdous de paquistanesas se dirigindo aos centros de votação viralizou nas redes sociais e deixou muita gente comovida e esperançosa por uma mudança em relação ao lugar ocupado pelas mulheres na sociedade.

O voto feminino no Paquistão é uma conquista recente. De outubro do ano passado para ser preciso. O órgão de direitos humanos da ONU publicou um relatório atestando que as paquistanesas estão proibidas de exercer o direito ao voto por causa de tradições históricas do país.

Mas o cenário está se alterando e pelo menos 10% dos votos registrados neste pleito serão de mulheres. Tem mais, se as expectativas não forem atingidas, os resultados das regiões onde o exercício é permitido serão anulados.

Todavia é preciso estar atenta e forte, já que a BBC divulgou que alguns homens estão impedindo as mulheres de votar. A justificativa é de que o voto feminino vai contra os conceitos do Islã.

Ah, mas é bom eles irem se habituando, já que pelo menos 200 mulheres estão se candidatando aos cargos eletivos.

Foto: Reprodução/Twitter/fonte:via

Robert Plant se encanta com baterista japonesa de 8 anos tocando clássico do Led Zeppelin

A japonesa Yoyoka Soma, uma talentosa baterista de somente 8 anos de idade, já havia provocado espanto quando, há dois meses, um vídeo com sua participação em um concurso de bateristas e percussionistas mulheres ganhou a internet.

A firmeza e a precisão com as baquetas na mão com que executava uma impressionante canção de sua escolha fez com que a pequena Soma se agigantasse e conquistasse a todos os milhões que assistiram o tal vídeo.

https://player.vimeo.com/video/263985244?app_id=122963

Recentemente, no entanto, uma pessoa verdadeiramente especial também se encantou com Soma – e sua reação diante da jovem baterista foi filmada e transformada em um vídeo igualmente viral.

A música que Soma havia escolhido para seu vídeo no concurso era nada menos que Good Times Bad Times, do Led Zeppelin – uma das levadas mais lendárias da história, defendida originalmente por seu baterista preferido, o incrível John Bonham. Acontece que o furor provocado pela qualidade da execução da pequena baterista era tamanha que o próprio Robert Plant, em um programa de rádio, assistiu a Soma tocando a música de sua banda – e mais: ele já conhecia a menina e sua baquetas.

“Que fantástico! Eu já vi isso outro dia. Ouça isso!”, diz Plant logo de cara, com um largo sorriso no rosto – para em seguida colocar os óculos como quem quer ver melhor para poder crer naquilo que está soando aos seus ouvidos. “É tecnicamente uma coisa realmente difícil de fazer”, comenta Plant, não sem soltar gritos de excitação diante da execução e da felicidade (e facilidade) com que Soma toca. O apresentador não se furta a perguntar a Plant o que todos que assistem ao vídeo pensam: o que John Bonham diria diante de tal encantadora prodígio? “Acho que ele ficaria espantado e realmente orgulhoso. É incrível”, responde Plant.

O vídeo original de Soma foi realizado para a sétima edição do concurso Hit Like a Girl – 2018 – algo como “Bata como uma garota”, competição anual entre percussionistas mulheres. A categoria em que Soma, que é uma das finalistas, concorre é de bateristas com menos de 18 anos. O resultado do concurso ainda não foi anunciado – mas Soma já saiu com um grande prêmio: de ter, aos 8 anos, Robert Plant em pessoa encantado com seu talento.

© fotos: reprodução/fonte:via

Para Elizabeth Moss, de ‘Handmaid’s Tale’, série está se tornando realidade: ‘Acordem!’

Quando Margaret Atwood escreveu o romance The Handmaid’s Tale, em 1984, nunca imaginaria que, mais de 30 anos depois, seus personagens ganhariam vida nas telas da televisão.

Atualmente, a série homônima se tornou um sucesso ao estrear no serviço Hulu. Ela conta a história de um governo totalitário e religioso em que as mulheres não têm direito de trabalhar, possuir propriedades, controlar dinheiro ou mesmo ler. Nesse cenário, um grupo de mulheres férteis é escravizada pela elite dominante e precisa se submeter a uma série de estupros para gerar os filhos de seus “mestres”.

Atriz e produtora da série, Elizabeth Moss falou sobre suas semelhanças com a realidade ao jornal The Guardian.

Eu odeio escutar que alguém não pode assistir [a um episódio] porque é muito assustador. Não é porque eu me importo se alguém vê ou não meu programa; eu não dou a mínima. Mas eu penso: ‘Sério? Você não tem colhões para assistir a um programa de TV? Isso está acontecendo na sua vida real. Acorda, gente. Acorda.

A segunda temporada da série estreou no dia 25 de abril no Hulu, serviço de streaming semelhante à Netflix. Assista ao trailer da produção no vídeo abaixo:

Foto: Reprodução Hulu/fonte:via