Fauna e flora inspiram tatuadora a misturar cores e criar desenhos únicos

Com um interesse de muitos anos na flora e fauna, a artista Emily Kaul, de Portland, é especializada em “arte em aquarela inspirada em nosso maravilhoso mundo natural”. Originalmente, esse interesse culminou em uma coleção de obras em papel. Eventualmente, Emily voltou sua atenção para a arte corporal, transformando seus próprios desenhos inspirados na natureza em tatuagens expressivas e empoderadoras.

A decisão de passar a tatuar temas da natureza foi moldada por sua mudança para o Havaí. Enquanto vivia na Ilha Grande, ela fez sua primeira tatuagem, uma experiência que revelou a ela “o imenso poder que essa forma de arte poderia trazer”. Interessada em apresentar outras pessoas a essa experiência fortalecedora, ela decidiu entrar para a nova profissão quando voltou ao Noroeste do Pacífico, onde ela “criaria um espaço onde as pessoas pudessem abraçar totalmente o seu verdadeiro eu com tatuagens como meio de expressão”.

Com um senso de equilíbrio e uma abordagem diferente para o design, cada tatuagem de Emily apresenta um esboço preto de uma planta ou animal em um cenário de tons combinados. Inspirados pela aquarela, esses círculos adicionam cores aos delicados desenhos de linha sem dominá-los. A artista espera que seus projetos harmoniosos “curem, inspirem e capacitem” seus clientes com sua beleza estética e suas qualidades expressivas.

Confira algumas imagens:

Fotos: @emily_kaul /fonte:via

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Série fotográfica desafia sua percepção das cores usando infravermelho

O diretor do estúdio de criação FIELD, Markus Wendt, viajou até as Ilhas Canário para fazer ao mundo uma pergunta: Será as cores uma propriedade ou uma sensação? São parte do objeto ou do espectador? Para se aproximar de tal tema, ao mesmo tempo objetivo e filosófico, que tanto pode nos inspirar questionamentos, ele decidiu realizar um experimento, fotografando a flora das Ilhas através de lentes com máxima aproximação. Depois, ele digitalmente transformou-as em imagens em infravermelho – e o resultado é tão psicodélico quanto científico.

Até o grande físico inglês Sir Isaac Newton, em seu aprofundado estudo sobre as cores, afirmou que a tonalidade das coisas nada mais é do que uma força e disposição a alcançar certa sensação dessa ou daquela cor. Assim, a partir dessa inspiração, Wendt se perguntou como seriam as plantas se estivéssemos em um plano com um sol de outra cor – e foi então que nasceu a ideia de transformar a flora canária em uma natureza abstrata, surreal e quase alienígena.

O desejo, por fim, é o de convidar os espectadores a reconsiderarem o que veem com seus próprios olhos como verdade – e perceberem que uma mínima mudança na tonalidade de uma cor é capaz de fazer o mundo ao nosso redor enlouquecer.

© fotos: Markus Wendt/fonte:via