Conheça o Dynamoterror Dynastes, recém descoberto parente do T-Rex

Se você viajasse no tempo para a pré-história imaginando que nada poderia ser pior do que um encontro com um Tiranossauro Rex, é possível que tivesse uma grande surpresa.

Os cientistas descobriram recentemente que o T-Rex tinha um primo bem mais malvado. Até o nome deste lagarto já mostra que ele não tem nada de bonzinho: Dynamoterror dynastes.

Este mês, os pesquisadores publicaram sobre o achado na revista científica PeerJ. Entretanto, a ossada pertencente ao Dynamoterror foi encontrada em 2012, durante uma escavação no Novo México, nos Estados Unidos. Desde então, paleontologistas buscavam resolver o quebra-cabeças e entender qual era o animal responsável pelos resquícios.

Acredita-se que o dinossauro tenha vivido há cerca de 80 milhões de anos, enquanto o T-Rex teria habitado a terra há cerca de 66 a 68 milhões de anos. O Dynamoterror era um pouco menor do que seu sucessor e provavelmente esteve no topo da lista de predadores da sua época.

Alguém duvida?

Leia mais sobre a descoberta no artigo publicado pela PeerJ.

Créditos sob as imagens/fonte:via

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Pescadores encontram fóssil de mastodonte pré histórico em praia de SC

Um grupo de pescadores de Santa Catarina foi responsável por uma descoberta histórica para a paleontologia mundial. Um dia normal de pesca de arrasto – prática de instalar a rede no fundo do mar, foi interrompido quando, ao trazerem o material para a superfície, os pescadores perceberam algo diferente. Eles haviam pescado nada menos do que um pedaço da mandíbula de um mastodonte.

Extinto há 11 mil anos, o mastodonte é uma espécie de elefante, coberto de pelos e que viveu na América Sul durante a Era do Gelo. De acordo com o Diário Catarinense, a constatação foi realizada pelo pesquisador Julio Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali. Soto garante ser a primeira vez que um fóssil deste animal é encontrado em Santa Catarina.

O pedaço da mandíbula do mastodonte estava acomodado há 23 metros de profundidade, na chamada costa de Sombrio, no Sul catarinense.

“É um grande achado. Por ser um lado da mandíbula quase inteiro. Isso é muito difícil de achar. Temos mais de 100 fósseis similares na coleção, vindos do Sul do Rio Grande do Sul, e nenhum deles está inteiro”, explica Julio Soto.

A descoberta dos pescadores reafirma a tese de que o local abriga outros fósseis. Para se ter ideia, junto com a mandíbula do mastodonte foram encontradas vértebras de uma preguiça-gigante e outra espécie, Toxodonte, com características similares a de um hipopótamo.

Restos mortais do mastodonte já foram colhidos no Norte e Nordeste do Brasil, em Minas Gerais e no Sul do Rio Grande do Sul.

 

Fotos: foto 1: Wikimedia Commons/foto 2: Divulgação/Museu Oceanográfico Univali/fonte:via

Rastros de dinossauros são encontrados em estacionamento da NASA

O primeiro centro espacial da NASA, localizado em Greenbelt, Maryland, parece destinado a grandes descobertas da ciência: inaugurado em 1959, o local uniu a era espacial à era dos dinossauros.

Isso porque, em 2012, um caçador de fósseis chamado Ray Stanford estava saindo do estacionamento do centro espacial quando percebeu um traço da presença de nodossauro em uma rocha.


Retirada da rocha de terreno da NASA

Anos de escavações e pesquisas depois, Ray e outros cientistas divulgaram um estudo para relatar o que descobriram: a rocha, cuja área tem cerca de 2 metros quadrados, guarda 70 vestígios de oito espécies diferentes de animais, entre dinossauros e mamíferos.

Trata-se de uma das primeiras evidências capazes de indicar que as duas classes de animais conviveram no passado, já que a datação dos sinais, de 100 milhões de anos atrás, mostra que eles foram feitos em períodos próximos.

Martin Lockley, paleontólogo da Universidade do Colorado, explicou que a equipe acredita que o local tenha sido um pântano, por isso tantas marcas foram preservadas.

Além de indicar a presença de dinossauros como um nodossauro adulto (um herbívoro quadrúpede) acompanhado por um filhote e espécies parecidas com o velociraptor, o T-rex e um pterossauro (um réptil voador que não é exatamente um dinossauro), as marcas também indicam a presença de mamíferos, do tamanho de cachorros ou de esquilos, andando juntos, provavelmente em busca de alimento.

 

Fotos via NASA

Foto de capa via Wikimedia Commons/fonte:[via]

Foram descobertos os restos humanos mais antigos a migrar da África

Uma equipe internacional de pesquisadores identificou os restos humanos mais antigos dos primeiros Homo sapiens a deixarem a África.

O novo fóssil descoberto em Israel indica que nossa espécie migrou pela primeira vez cerca de 185 mil anos atrás, o que é 80 mil anos antes do que pensávamos.Os detalhes do estudo foram publicados em um artigo na prestigiada revista científica Science.

Divisor de águas

Quando exatamente os primeiros seres humanos modernos, conhecidos como Homo sapiens, deixaram seu berço de nascimento, a África, e se espalharam pelo mundo para conquistá-lo?Os cientistas tentam preencher esse quebra-cabeça há anos, afinal, esse foi um passo crucial no caminho para formar a sociedade que conhecemos hoje, dominada pelos humanos.

Por muitos anos, o consenso entre os arqueólogos colocava esse êxodo há 60 mil anos, cerca de 150 mil anos depois que os humanos modernos apareceram pela primeira vez.O novo fóssil muda completamente as ideias que tínhamos sobre a evolução humana recente, puxando essa migração para um momento muito anterior da nossa história. A nova evidência levanta a possibilidade de que os humanos modernos interagiram com outras espécies de seres humanos extintas por dezenas de milhares de anos.

O fóssil

Os pesquisadores encontraram um fragmento de mandíbula com oito dentes na caverna Misliya em 2002. O maxilar parecia ser de um humano moderno, mas somente agora pudemos demonstrar de forma conclusiva que essa hipótese estava correta.

A equipe internacional confirmou que a mandíbula pertencia a um ser humano moderno através da realização de tomografia computadorizada, da construção de um modelo virtual 3D e da comparação do fóssil com outros fragmentos humanos antigos da África, Europa e Ásia.

Os cientistas também investigaram o tecido sob as coroas dos dentes fossilizados, descobrindo que estava exclusivamente associado com humanos modernos.Três métodos separados de datação, conduzidos em três laboratórios distintos que não estavam cientes dos resultados dos demais, concluíram que os restos tinham entre 177.000 e 194.000 anos de idade.

Quebra-cabeça

Antes disso, a evidência mais antiga de seres humanos fora da África havia sido encontrada nos sítios arqueológicos Skhul e Qafzeh, em Israel, datados em 90.000 a 125.000 anos atrás.Os restos de Misliya foram descobertos em uma camada contendo ferramentas de pedra fabricadas com a técnica Levallois, usadas na região entre 250.000 e 140.000 anos atrás.

Se as ferramentas de Levallois estiverem associadas à disseminação de seres humanos modernos na área, isso indica que nossa espécie pode ter saído da África ainda mais cedo do que o fóssil de Misliya sugere.Nos últimos anos, descobertas de fósseis humanos modernos na China já haviam mostrado que as primeiras ondas de migração para a Eurásia tinham ocorrido mais cedo que pensávamos, entre 80.000 e 120.000 anos atrás, bem como estudos genéticos revelaram sinais de sexo precoce entre humanos e seus parentes evolutivos, os neandertais.

“A nova descoberta oferece a possibilidade de um primeiro êxodo ocorrendo tão cedo quanto 250.000 anos atrás, que é a data das ferramentas encontradas na caverna Misliya”, afirmou Israel Hershkovitz, professor de anatomia e antropologia da Universidade de Tel Aviv e um dos autores do estudo. “Se a evolução humana é um grande enigma com 10.000 peças, imagine que você só tem 100 para montar o quebra-cabeça. Todos os anos, conseguimos encontrar mais peças, mas ainda estamos longe de ter todas as que precisamos para ter uma ideia sólida de como nossa espécie evoluiu”.

Não é nosso parente

Curiosamente, as primeiras excursões de Homo sapiens da África para a Eurásia provavelmente terminaram em extinção.

As descobertas genéticas e arqueológicas sugerem que as pessoas que vivem fora da África hoje podem traçar sua ascendência para um êxodo que ocorreu há apenas 60 mil anos. A maioria dos estudos de DNA não conseguiu encontrar evidências dessas migrações mais antigas em nossos genes.

“Este achado está nos dizendo que provavelmente houve movimentos anteriores e posteriores de migração da África. Podemos ter saído da África e ido a novos ambientes, mas algumas populações e linhagens podem ter sido extintas repetidamente ao longo do tempo”, explicou Michael Petraglia, antropólogo do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana, que não esteve envolvido no estudo.

Em outras palavras, o indivíduo de Misliya não é necessariamente um antepassado direto dos humanos modernos. Talvez pertencesse a uma população que foi extinta, ou que trocou genes com neandertais e outros hominídeos na área.

fonte:[via][BBC, SMag]

‘Patossauro’: Encontraram um fóssil de dinossauro de 70 milhões de anos que mais parecia um pato

Parece um pato, caça como um pato, mas é, na realidade, um dinossauro, parente do velociraptor.

Trata-se do Halszkaraptor escuilliei, uma criatura que andou pela Terra há mais de 70 milhões de anos, e que deixou um verdadeiro tesouro arqueológico recém descoberto: o fóssil de um esqueleto em excelente estado, praticamente completo, encravado em uma pedra, que permitiu aos paleontólogos descobrir detalhes de uma das mais curiosas e interessantes criaturas do passado.

De tamanho similar a um peru e coberto de penas, o Halszkaraptor escuilliei vivia entre a água e a terra na região onde hoje é a Mongólia. As características de seu esqueleto mostram que ao mesmo tempo o animal era capaz de passar longos períodos em terra e de nadar com facilidade e desenvoltura, com habilidade para caçar em ambos os meios.

“Quando vi o fóssil pela primeira vez, fiquei em choque”, disse Andrea Cau, paleontóloga da Unviersidade de Bologna e uma das autoras da pesquisa derivada da descoberta do animal. “O fóssil estava tão completo, lindamente preservado e, ao mesmo tempo, era tão enigmático e bizarro, com uma mistura inesperada de características estranhas. É o mais excitante desafio para uma paleontóloga”, afirmou.

Tão estranho quanto o próprio animal foi a maneira com que o fóssil foi, de fato, revelado. Passados 70 milhões de anos preso em uma pedra, o esqueleto foi descoberto provavelmente no passado recente, retirado da Mongólia para China, para depois chegar ao mercado ilegal de fósseis da Europa.

Detalhe do esqueleto descoberto

Um revendedor honesto, cujo sobrenome, Escuillié, acabou batizando o animal em homenagem, foi informado do fóssil, teve acesso ao tesouro e o enviou a um paleontólogo, que só assim pode realmente assegurar a descoberta à ciência – que, assim, agora pode não só estudar ainda mais os incríveis detalhes da evolução na Terra, como confirmar mais uma vez o quanto o estudo das espécies do planeta irão sempre surpreender a todos.

 

© fotos: divulgação /fonte:via

Garoto de nove anos tropeça, cai e descobre fóssil de um milhão de anos

Quando um fóssil de um milhão de anos é descoberto, isso é sempre motivo de orgulho para a comunidade científica. Recentemente, no entanto, um destes achados foi encontrado por um menino de apenas 9 anos de idade.

Jude Sparks estava passeando com a família na cidade americana de Las Cruces em novembro, quando tropeçou e caiu. Já no chão, ele se deparou com um objeto de formato incomum, semelhante a uma mandíbula.

Na ocasião, os pais do garoto, Michelle e Kyle Sparks, acharam o formato da ossada semelhante ao de um elefante e tiraram uma fotografia para pesquisar mais em casa, mas perceberam que se tratava de outro animal, segundo noticiou o The New York Times. Foi então que os pais resolveram enviar um e-mail ao professor de biologia da universidade do estado do Novo México Peter Houde, que reconheceu o dono da carcaça: um animal que havia sido extinto há muito tempo, o Stegomastodon.

FotosPeter Houde

O Stegomastodon é considerado como um parente distante dos elefantes. De acordo com Houde, o animal ao qual a mandíbula pertencia provavelmente viveu na região há cerca de 1,2 milhões de anos.

Foto © NMSU/Andres Leighton

O vídeo abaixo (em inglês) conta mais detalhes sobre essa história:

Fonte: [via][NYTimes]