Fotógrafo clica pessoas camufladas por seus suéteres e o resultado não podia ser mais incrível

O fotógrafo inglês Joseph Ford afirma que gosta de ser movido pela dificuldade para criar suas obras, e a série Knitted Camouflage (“Camuflagem Tricotada”) não o deixa mentir.

Há algum tempo, ele se interessou pela ideia de fotografar pessoas camufladas em meio às paisagens urbanas de Londres, onde vive. Para isso, contou com a ajuda da amiga e costureira Nina Dodd, que tricotou as peças cuidadosamente pensadas por Ford para que se encaixassem nos cenários que ele escolheu ao circular pela capital inglesa.

Cada uma das fotografias levou cerca de 10 horas para ser finalizada, pois exigiu perfeição no posicionamento dos modelos e do fotógrafo, assim como da luz, para que o resultado os integrasse plenamente ao cenário. Aliás, todos os fotografados foram recrutados por Ford nas ruas de Londres.

Além da dificuldade para fotografar, o artista conta que foi complicado encontrar os tons ideais dos fios usados por Nina, e que os dois até se esforçaram para que as texturas dos tecidos fossem parecidas com as dos cenários das fotos. O esforço valeu a pena, e o resultado é sensacional.

Fotos via Joseph Ford /fonte:via

Artista capta a reação dos outros ao seu corpo para contestar os padrões

Oito anos atrás, a fotógrafa norte-americana Haley Morris-Cafiero estava posando para seu assistente na Times Square, em Nova York, para um projeto que a documentaria em locais onde ela não se sente confortável. Ao olhar as imagens, percebeu que uma delas captou o momento em que um homem desconhecido parecia rir de seu corpo.

Foi assim que surgiu a ideia do projeto Wait Watchers (um jogo de palavras com “Weight Watchers”, os “Vigilantes do Peso”). Desde então, Haley tem fotografado a si mesma realizando atividades mundanas na rua, como tomar sorvete ou olhar um mapa.

Sem que percebam, outras pessoas são flagradas reagindo negativamente à presença da fotógrafa, apenas por causa de seu corpo. Entre olhares de reprovação a risadas ou piadas, ela captou tantos momentos do tipo que o projeto virou exposição e livro.

Para captar as reações em lugares diversos, ela viajou até o Peru, Panamá, Alemanha, França e República Tcheca para fotografar, além de percorrer cidades norte-americanas como Memphis, Nova York e Chicago, mostrando que a vontade de tomar conta do corpo alheio não escolhe localização.

 

Fotos por Haley Morris-Cafiero /fonte:via