Fotos que exprimem a beleza a partir da estética geométrica e surrealista

A beleza está nos olhos de quem a vê e, é exatamente isso que a fotógrafa Evelyn Bencicova, baseada na Eslováquia quer nos mostrar. Com apenas 26 anos ela possui uma capacidade única de misturar realidade com ficção, criando um todo um universo particular em suas fotografias.

A jovem começou a tirar fotos depois de uma cirurgia ocular que ela precisou fazer em decorrência de um grava acidente. Apesar de possuir um estilo muito característico e inovador, ela ainda não se considera fotógrafa e diz que usa sua arte como meio de expressão.

Cores, formas geométricas e alguns efeitos fazem parte da realidade de Evelyn, que ao site Cultura Inquieta, afirmou que desde criança sempre gostou de transformar as coisas a partir de sua alta criatividade.

Com uma estética conceitual, que une o clássico com o surreal, suas fotos são altamente hipnóticas e, um verdadeiro convite à imaginação!

Apesar da fotógrafa realizar diversos trabalhos para marcas de moda e publicidade, ela não abre mão se seu estilo que segundo ela, “reflete exatamente como eu sou”.

Fotos: Evelyn Bencicova  /fonte via

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Artista brasileira coloriza fotos de uma prisioneira polonesa de apenas 14 anos em Auschwitz, e o resultado é muito comovente

A artista digital brasileira Marina Amaral, de Belo Horizonte, dá cor a fotos históricas para enfatizar seu significado, iluminar visualmente o passado e aumentar seu impacto.

Nesse ramo há três anos, em seu último projeto, Marina colorizou as imagens de uma prisioneira polonesa de apenas 14 anos, Czeslawa Kwoka, no campo de concentração nazista em Auschwitz.

“É muito mais fácil se relacionar com essas pessoas uma vez que as vemos em cores. Compreendemos melhor o que ela e milhões de outros passaram depois de ver suas contusões, o corte no seu lábio e o sangue vermelho no seu rosto. O Holocausto não começou com assassinatos em massa. Começou com a retórica do ódio”, disse a artista ao portal The Bored Panda.

Marina afirmou ainda que foi muito difícil olhar no rosto da garotinha por tantos minutos sabendo o que aconteceu com ela. “Eu queria dar a Czeslawa a oportunidade de contar sua história, que é [também] a história de tantas outras vítimas”.

A foto

Originalmente, as imagens de Czeslawa foram tiradas por Wilhelm Brasse, o famoso fotógrafo do campo de concentração de Auschwitz.

Em entrevista, ele afirmou que se lembrava distintamente dessa garota em particular. Quando ela chegou ao acampamento, não entendia o que lhe diziam.

“Então, uma mulher, Kapo (uma superintendente), pegou uma vara e a bateu no rosto. Esta mulher alemã estava apenas descontando sua raiva na garota. Uma linda garota tão inocente. Ela chorou, mas não podia fazer nada. Antes que a fotografia fosse tirada, a menina secou suas lágrimas e o sangue do corte no lábio. Para dizer a verdade, me senti como se tivesse sido atingido também, mas não consegui interferir. Isso teria sido fatal para mim”, contou.

Czeslawa foi uma das aproximadamente 230 mil crianças e jovens com menos de 18 anos – e uma entre as 1,3 milhões de pessoas – deportadas para Auschwitz-Birkenau de 1940 a 1945.

Ela foi transportada de Zamosc para Auschwitz em 13 de dezembro de 1942. Em 12 de março de 1943, morreu aos 14 anos. As circunstâncias de sua morte não foram registradas.

Outas fotos históricas

A artista digital também já coloriu muitas outras fotos históricas. Por exemplo:

“The Burning Monk” – o monge que ateou fogo em seu próprio corpo durante uma manifestação na cidade de Saigon, Vietnã do Sul, contra a política religiosa do governo de Ngo Dinh Diem

Uma vítima de bombardeio americano

Inglês órfão em Londres (1945)

Um menino francês se apresentando a soldados indianos

Três meninos franceses olhando um tanque alemão derrubado

Presos do campo de concentração de Wobbelin, na Alemanha

Mãe migrante

Médicos das 5ª e 6ª Engineer Special Brigade, brigadas especiais dos EUA

Refugiados poloneses

Abraham Lincoln

Airmail Pilot

Broad Street, New York

Elvis Presley, Priscilla Presley And Lisa Marie

John And Jacqueline Kennedy

Drink Dr. Pepper

Winston Churchill

Acesse o website de Mariana Amaral, ou sua página no Behance, para mais informações sobre a artista.

fonte:[via][BoredPanda]

Gigantescas manchas de cocô levam à descoberta de um super colônia de pinguins

Um grupo de pesquisadores de vários países conseguiu encontrar uma mega colônia de pinguins-de-adélia ao observar imensas manchas de cocô em imagens de satélite. Esses animais vivem na ilhas de Danger Islands, na Antártida.

Depois de notar os sinais, os pesquisadores foram às ilhas, tiraram fotos e contaram o número de pinguins dessa colônia, e o resultado impressiona: 1,5 milhões. Isso surpreendeu os pesquisadores, uma vez que a apenas 160km dali, aves da mesma espécie estão vivendo em condições não muito promissoras.

O número de pinguins-de-adélia está em declínio há 40 anos na Península Antártica. Os pesquisadores já sabiam que eles provavelmente viviam na região norte da península, mas a dificuldade de acesso havia os impedido de chegar até lá até agora, então eles supuseram (erroneamente) que as populações dali também estivessem minguando.

O nome Danger Islands (Ilhas do Perigo) não é uma brincadeira. O explorador que a nomeou no século XIX, James Clark Ross, sabia do que estava falando. As águas ao redor do conjunto de ilhas são agitadas e contêm pedaços grandes de gelo mesmo durante o verão. Este local é de difícil acesso, e as expedições científicas para lá são raras.

Por isso, a ecologista Heather Lynch, da Universidade Stony Brook (EUA) fez uma parceria com Mathew Schwaller, que trabalha na NASA, para analisar as populações de pinguins da isolada região através de imagens de satélite. As fotos revelaram enormes manchas de cocô de pinguim, sugerindo que muitas aves viviam ali. A observação motivou uma expedição às ilhas em 2015, envolvendo profissionais das universidades de Oxford, Louisiana State, Woods Hole Oceanographic Institute e outras instituições.

Logo depois da chegada, a equipe percebeu que contar pinguim por pinguim seria impossível. Para completar essa missão monumental, eles usaram um drone modificado para conseguir imagens em ângulo olho de peixe para observar melhor o aglomerado de pássaros. As fotos foram unidas em um mosaico massivo, mostrando quatro ilhas em 2D ou 3D.

De volta ao laboratório, os pesquisadores usaram um tipo de Inteligência Artificial para analisar a montagem, contando meticulosamente cada ninho de pinguim. No total, eles encontraram 751.527 casais, sem contar os filhotes e solteiros.

Curiosos sobre a evolução da colônia, os pesquisadores tiveram acesso a imagens antigas de satélite do mesmo conjunto de ilhas e observaram que o grupo de aves vive ali pelo menos desde 1959. “Cientificamente, enquanto este é um enorme número de “novos” pinguins, eles são novos apenas para a ciência”, diz o co-autor da pesquisa, Tom Hart, pesquisador de Oxford.

Os pesquisadores estão curiosos para saber porque essa colônia continua populosa enquanto suas vizinhas do lado oeste da península estão diminuindo. A diminuição das outras colônias tem sido justificada pelo aquecimento global, segundo Mike Polito, pesquisador da Louisiana State University.

É possível que esse sucesso deva-se às condições do gelo sobre o mar na região ou quantidade de alimento disponível. Mas essas hipóteses ainda devem ser investigadas.

Mesmo assim, o estudo pede maior proteção às colônias do lado oeste, que estão mais expostas à atividade humana e que estão em declínio. O trabalho foi publicado na revista Scientific Reports.

fonte:[via][Gizmodo]

As melhores fotos da Terra tiradas no ano passado vão te fazer ver o mundo de outra forma

O mundo é um lugar deslumbrante. Caso você não esteja seguro disso ainda, te convido a apreciar algumas das mais incríveis paisagens do nosso planeta abaixo.

Essas imagens foram vencedoras do concurso “International Landscape Photographer of the Year”, ou “Fotógrafo Internacional de Paisagem do Ano”, em 2017.

Elas destacam nossas poderosas montanhas, cores, luzes e belezas abstratas, mostrando que a melhor parte da Terra é, sem dúvida, sua natureza exuberante.

Lençóis Maranhenses


O fotógrafo brasileiro Cristiano Xavier ganhou o prêmio de fotografia aérea com esta visão belíssima dos Lençóis Maranhenses, no nordeste do Maranhão.

Chapada dos Veadeiros


O fotógrafo brasileiro Marcio Cabral ganhou o prêmio de exposição prolongada por essa imagem reveladora de galáxias, feita do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

Bisti Wilderness Area


Huibo Hou, fotógrafa sedeada em San Diego, nos EUA, ganhou o terceiro lugar geral na competição com essa imagem da Bisti Wilderness Area, uma região selvagem do estado americano do Novo México.

Yellowstone


Outras imagens em preto e branco feitas por Huibo Hou, desta vez do Parque Nacional de Yellowstone (EUA) no inverno.

Islândia


O fotógrafo Alex Nail, do Reino Unido, ganhou na categoria montanha por esta foto da região de Southern Highlands, na Islândia.

Romênia


O fotógrafo romeno Cosmin Stan venceu na categoria neve com esta imagem do Parque Nacional das Montanhas Ciucas, na Romênia.

Lago Watersprite


O canadense Adam Gibbs ficou em segundo lugar geral na competição. Essa imagem mostra o Lago Watersprite em Squamish, Colúmbia Britânica.

Fairy Lake


Outra de Adam Gibbs. A foto mostra o lago Fairy Lake em Port Renfrew, Colúmbia Britânica.

Parque Nacional Yoho


Gibbs também capturou esta ponte natural do Parque Nacional Yoho, na Colúmbia Britânica.

Mount Seymour


Essa vista espetacular do Parque Provincial de Mount Seymour, na Colúmbia Britânica, é também de Adam Gibbs.

Ace Hill


O fotógrafo Stephen King, sedeado em Hong Kong, venceu na categoria árvore com esta imagem de Ace Hill, em Hokkaido, Japão.

Patagônia


O fotógrafo Max Rive, da Holanda, ficou em primeiro lugar na competição “Fotógrafo Internacional de Paisagem do Ano” pelo conjunto da sua obra, que inclui essa foto da Patagônia.

Monte Fitz Roy


Rive começou a tirar fotos em 2008 e se tornou profissional nos últimos três anos. Nesta imagem, ele mostra o Monte Fitz Roy, na Argentina.

Cerro Torre


Esta imagem de Rive, tirada no lado argentino da Patagônia, também ganhou na categoria individual “Fotografia do Ano”. Mostra Cerro Torre no fundo.

Alpes Suíços


Mais uma foto de Rive, dos espetaculares Alpes Suíços.

fonte:[via][BusinessInsider]

Exposição de arte celebra o cinema dos irmãos Coen

Os irmãos Joel e Ethan Coen têm uma legião de fãs graças a filmes como Fargo, O Grande Lebowski e Onde Os Fracos Não Têm Vez. O humor peculiar, os personagens excêntricos, as reflexões existenciais e morais fazem sucesso há décadas, e uma exposição em NY homenageia a carreira dos dois.

Exibida na Spoke Art até 25 de fevereiro, a mostra O Coen, Where Art Thou? reúne tributos feitos por cinquenta artistas de diferentes países ao redor do mundo. Pinturas, esculturas, desenhos e pôsteres alternativos estão entre o material disponível para apreciação.

Para o deleite de quem não pode conferir a exposição pessoalmente, a galeria disponibilizou várias das obras em seu site. É de deixar os fãs morrendo de vontade de colocar pelo menos uma na parede de casa…

 

Fotos: Divulgação/Spoke Art /fonte:via

A ciência em imagens: melhores fotos feitas em 2017

Foi um ano de belas imagens para a ciência. Confira os cliques mais impressionantes que chamaram a atenção dos editores da prestigiosa revista Nature em 2017:

Eclipse solar total


O espetacular eclipse solar total que ocorreu nos Estados Unidos em agosto deleitou cientistas e o público. Essa imagem da lua transitando o sol foi feita pela sonda do Observatório de Dinâmica Solar da NASA, no ultravioleta extremo.

Crédito: NASA / SDO

Trabalho do inferno


Esta criatura que parece saída de um pesadelo é a tênia Taenia solium, capturada em uma ampliação de 200 vezes. A imagem foi finalista na competição de fotografia Nikon’s Small World.

Crédito: Teresa Zgoda / Nikon Small World

O único caminho é para cima

Este cristal de calcita em forma de flecha, projetado por um microscópio eletrônico de varredura, é governado por uma proteína que se liga à superfície e forma tais padrões à medida que cresce.

Crédito: David Green / RPS Images for Science

Sob a luz

Esta imagem em luz ultravioleta do fotógrafo norte-americano Craig Burrows revela os matizes sutis desta flor, conhecida como anêmona.

Crédito: Craig Burrows

Carona

Este passeio de um polvo nas costas de uma tartaruga foi flagrado pelo fotógrafo Michael Hardie nas águas do Havaí. A imagem foi finalista de um concurso anual do Smithsonian.com.

Crédito: Michael B. Hardie / Smithsonian

Controle meteorológico

Na ilha norueguesa de Svalbard, o sol ilumina uma antena que baixa os dados do Joint Polar Satellite System-1, lançado em novembro como o primeiro de um novo conjunto de satélites meteorológicos dos EUA.

Crédito: Reuben Wu

Faíscas

Esta pequena exibição de fogos de artifício foi feita por “eletrofiação”, na qual uma carga elétrica extrai fibras de um líquido.

Crédito: Robert Lamberts / Plant & Food Research

Fóssil minúsculo antigo


Conheça Saccorhytus coronarius, um fóssil de escala milimétrica com pelo menos 529 milhões de anos. A espécie, relatada em janeiro, pode ser o membro mais antigo conhecido dos deuterostômios, o grupo animal que inclui os vertebrados.

Crédito: Jian Han

Sapo transparente

Os ovos dentro deste “sapo de vidro” (Hyalinobatrachium colymbiphyllum) são claramente visíveis através de sua barriga transparente.

Crédito: Jesse Delia / Boston University

Célula


Quanto uma célula humana pesa? Em outubro, pesquisadores da Suíça revelaram uma nova “balança” projetada para detectar pequenas flutuações na massa de uma célula viva.

Crédito: Martin Oeggerli / micronaut.ch / ETH Zurique / Universidade de Basileia

De volta à Terra

A empresa americana SpaceX fez avanços com seu sistema de foguete reutilizável este ano. Nesta imagem, um estágio do Falcon 9 retorna ao Oceano Pacífico em janeiro, depois de lançar satélites em órbita, um procedimento agora rotineiro para a companhia.

Crédito: SpaceX

Zona de isolamento

Em maio, voluntários foram selados no centro de pesquisa Lunar Palace 1 em Pequim, projetado para testar sistemas de suporte de vida em uma base na lua.

Crédito: Ju Huanzong / Xinhua

Abismo laranja


Chuvas intensas e escoamento vindo das florestas circundantes dão a esta caverna subaquática – o Cenote Carwash, em Tulum, no México – um incandescente brilho tânico.

Crédito: Tom St George / Caters News

Restauração de corais


Mais de 400 “árvores de corais” crescem neste viveiro ao largo da costa de Tavernier, na Flórida, EUA. O arranjo visa nutrir os corais que, na natureza, estão cada vez mais ameaçados por fatores como o aquecimento das águas e a acidificação dos oceanos.

Crédito: Spencer Lowell / Trunk Archive/fonte:via

Verdade ou lenda? Pesquisador revela mistério das fotos do século 19 com pessoas mortas

Apesar das intensas transformações e revoluções ocorridas, o século XIX foi um período de modo geral duríssimo em termos sociais, medicinais e sanitários – mesmo na Inglaterra, então o mais poderoso país do mundo. Morria-se displicentemente aos montes, e a expectativa de vida não passava dos 44 anos. Por isso existia a tradição das famílias de fotografar seus mortos em meio aos vivos, como se ainda vivessem, para eternizar os entes amados que faleceram – ou, ao menos, era isso que se pensava.

As fotos de mortos como se estivessem vivos popularizaram-se na internet, como um bizarro hábito do passado. O fotógrafo Mike Zohn, porém, desconfiou da veracidade de tal tradição, e decidiu investiga-la. E a descoberta de Zohn não é pequena: os mortos parecem vivos por de fato estarem vivas. A resposta está no ainda precário processo fotográfico da época, e no sensacionalismo de hoje, especialmente na internet, para gerar likes e compartilhamentos nas reportagens.

Exemplo de foto compartilhada – a garota ao meio da foto estaria morta

Para gravar uma imagem em uma placa de cobre e prata, como fazia o daguerreotipo (primeira máquina fotográfica a se popularizar na época) era preciso manter a pose por ao menos um minuto e meio para que o resultado final não saísse tremido na foto. Assim, suportes de ferro eram utilizados para “segurar” as poses. Para além disso, uma das provas principais levantadas por Zohn é, como exemplo, uma foto recorrentemente presente em sites que reúnem tais supostas fotos de mortos: na realidade, a foto é de ninguém menos que Lewis Carrol, autor de Alice no País das Maravilhas, tirada anos antes de sua morte.

A foto de Lewis Carrol, comumente compartilhada como se ele fosse uma pessoa morta

O tal suporte de ferro, utilizado para que as pessoas se mantivesse paradas para as fotos

Outra questão é o fato de tal nada discreto hábito jamais ser mencionado por documentos, textos, fotos e ilustrações da época. Ajudou a popularizar a lenda o filme “Evocando Espíritos”, de 2009, que acabou fornecendo imagens para a disseminação da falsa tradição – muitas imagens em tais sites são, em verdade, do filme.

O suporte sendo utilizado para em uma sessão fotográfica

A era vitoriana foi um período de fato mortal, mas as fotos dos mortos, pelo visto e dito por Zohn, não passam de mais uma lenda virtual.

© fotos: divulgação/fonte:[via]