Tapetes reproduzem o fundo do mar e trazem reflexão sobre preservação dos oceanos

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Nós adoramos toda e qualquer forma de arte, porém quando ela possui um caráter crítico e nos instiga a pensar sobre determinado ponto, melhor ainda. A artista portuguesa Vanessa Barragão, vem criando tapetes incríveis, que além de nos propor uma reflexão sobre a importância da preservação dos oceanos, recupera técnicas ancestrais de tapeçaria manual. Recriando paisagens do fundo do mar, suas obras são produzidas inteiramente de maneira artesanal e são 100% sustentáveis.

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Sediada na cidade de Porto, a artista é natural de Albufeira, litoral do país, portanto o mar sempre foi sua realidade. Após estudar Design de Moda e estar em contato direto com a indústria têxtil, a preocupação com o meio ambiente tornou-se real, já que a indústria da moda é uma das que mais poluem o meio ambiente.

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Retratando algas, corais e aspectos da vida marinha que encontram-se em constante ameaça, sua obra não poderia ser mais atual e direta. A complexidade de seu trabalho caminha lado a lado com sua criatividade, trabalhada a partir de técnicas tradicionais, como feltragem, tricô, macramê, crochê e tecelagem, muitas destas que vêm sido engolidas pela industrialização.

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Altamente sensoriais e integralmente feitas à mão, todo o material utilizado na composição das suas peças são coletados, limpos e reciclados para serem reinseridos no processo de confecção das obras. Lindo é pouco!

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Fotos: Vanessa Barragão/ fonte:via

A artista-mergulhadora que cria pinturas incríveis debaixo d’água

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Para pintar um quadro, um artista não precisa estar necessariamente dentro de um ateliê. O movimento de transformar qualquer lugar em estúdio, começou com os pintores impressionistas, porém Olga Belka transcende esta prática. Instrutora de mergulho e pintora profissional, a artista sediada na Tailândia, pinta seus quadros enquanto está mergulhando, criando a representação perfeita do fundo do mar.

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Cada obra leva cerca de 2 a 6 mergulhos para ficar pronta e, ela faz isso porque, segundo ela, fotografias e vídeos não são capazes de recriar a intensa beleza que existe quando estamos submersos. Apaixonada pela vida marinha, Olga não somente se sente em casa quando está mergulhando, como fez do fundo do mar seu estúdio particular.

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O segredo para que seus quadros permaneçam intactos nunca foram revelados, porém ela garante que usa técnicas ecologicamente corretas, que não agridem o habitat dos animais marinhos. Seu objetivo? Compartilhar com o mundo sua visão do reino subaquático!

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Fotos: Olga Belka

Este tubarão é o vertebrado mais velho do planeta, e tem de 272 a 512 anos


Cientistas dinamarqueses descobriram o vertebrado vivo mais velho do planeta: um tubarão-da-groenlândia (Somniosus microcephalus) que poderia ter até 512 anos de idade.

Os achados foram publicados em um artigo na prestigiosa revista científica Science.

De 272 a 512 anos

Esses tubarões vivem no Atlântico Norte e nos mares do Ártico, do leste do Canadá ao oeste da Rússia. Sua taxa de crescimento é extremamente lenta, de cerca de 1 centímetro por ano.Logo, quando os pesquisadores encontraram uma fêmea de 5,4 metros, ficou claro que ela devia ter alguns séculos de vida.

Os cientistas utilizaram datação por radiocarbono para estudar as lentes oculares desse animal e de 27 outros tubarões-da-groenlândia, e foi revelado que o mais velho (a grande fêmea) tinha provavelmente cerca de 392 anos.Como existe chance de erro na análise, a idade real do tubarão pode variar entre 272 e 512 anos.

Método de datação

Até agora, determinar a idade dessa espécie era uma tarefa muito difícil.Em alguns peixes, os cientistas examinam ossos da orelha, chamados otolitos, que mostram um padrão de anéis concêntricos quando seccionados. Eles podem ser contados como os anéis de uma árvore. Tubarões são mais difíceis, mas, algumas espécies, como o grande tubarão branco, têm tecido calcificado que cresce em camadas nos ossos das suas costas, e que igualmente pode ser usado para datar os animais.

O tubarão-da-groenlândia, por sua vez, é muito macio e não possui depósitos de camadas que podem ser contados. Assim, a equipe precisou encontrar uma alternativa.

“A lente do olho do tubarão é composta por um material especializado e contém proteínas que são metabolicamente inertes, o que significa que, depois que as proteínas foram sintetizadas no corpo, elas não são mais renovadas. Então, podemos isolar o tecido que se formou quando o tubarão era um filhote e fazer datação por radiocarbono”, explicou Julius Nielsen, um biólogo marinho da Universidade de Copenhagen e principal autor do estudo, para o portal BBC.

Idade provável: 400

A maioria dos 28 tubarões estudados morreu depois de ter sido pego em redes de pesca colateralmente. Usando a técnica de radiocarbono, os pesquisadores estabeleceram que o mais velho tinha cerca de 392 anos.Como a datação por radiocarbono não produz datas exatas, o animal poderia ter sido tão “jovem” quanto 272 ou tão velho quanto 512. Mas provavelmente estava em algum lugar no meio, então cerca de 400 anos de idade.

Isso significa que nasceu entre os anos de 1501 e 1744, e poderia estar vivo quando Galileu Galilei ainda estava mapeando o cosmos. De qualquer forma, já estava nadando pelos oceanos quando Dom Pedro gritou a independência do Brasil nas margens do rio Ipiranga.

Recorde

O antigo vertebrado mais velho do mundo era uma baleia estimada em 211 anos.Se os invertebrados são trazidos para a competição, um molusco de 507 anos chamado Ming detém o título de animal mais velho do mundo.Isso significa que, mesmo com sua menor idade possível, o tubarão ainda deve ser considerado o vertebrado mais antigo, e, na maior idade possível, passa até mesmo Ming.

Maturidade sexual e conservação da espécie

Incrivelmente, a idade média da maturidade sexual dos tubarões-da-groenlândia é de 150 anos. De acordo com os pesquisadores, isso tem consequências para a conservação da espécie.Devido à sua extrema longevidade, os animais ainda podem estar se recuperando do excesso de pesca que ocorreu antes da Segunda Guerra Mundial.

Na época, os fígados dos tubarões-da-groenlândia eram usados para fazer óleo para máquinas, e eles foram mortos em grande número até o surgimento de uma alternativa sintética.

“Quando você avalia a distribuição de tamanho em todo o Atlântico Norte, é bastante raro ver fêmeas sexualmente maduras e filhotes recém-nascidos ou juvenis”, explicou Nielsen.

Ainda há uma grande quantidade de “adolescentes”, mas levará mais 100 anos para que eles se tornem sexualmente ativos.

Misteriosos tubarões-da-groenlândia

Os cientistas sabem muito pouco sobre essa espécie, no geral. Tubarões-da-groenlândia foram observados em profundidades de até 2,2 quilômetros e, embora vivam mais ao norte, entre o Canadá e a Rússia, um submarino de pesquisa já detectou um espécime no Golfo do México.

Esses tubarões têm um pequeno focinho curto e arredondado e olhos pequenos, e sua pele áspera pode ser cinza ou castanha avermelhada.

Eles são predadores de topo da cadeia alimentar, com uma dieta que consiste principalmente de outros peixes.

fonte:[via][DailyAccord, Newsweek, BBC]