ONG oferece psicólogos de graça para atender LGBTs da terceira idade

Ainda que muita gente deseje o retrocesso, os avanços conquistados pela população LGBT podem ser vistos da juventude à terceira idade. Mas há muitas pessoas idosas que carregam no consciente ou no inconsciente marcas deixadas pelo preconceito e pela intolerância.

É para dar apoio psicológico a gays, lésbicas, bissexuais ou transexuais da terceira idade que a ONG EternamenteSOU, dedicada justamente a combater o preconceito, intolerância e a invisibilidade sofrida por esse público, vai disponibilizar atendimento psicoterapêutico gratuito pra idosos da comunidade.

O projeto aceita pacientes com 50 anos ou mais, oferecendo atendimento individual ou em grupo no Centro de Cidadania LGBTI Luiz Carlos Ruas, localizado na Consolação, em São Paulo.

Ao menos a princípio, o acompanhamento terá duração de dois meses, para que mais pacientes possam ser atendidos, e há a possibilidade de encaminhamento para a rede pública após esse período. Para se inscrever, basta entrar em contato através do e-mail mkt.esou@gmail.com ou do telefone (11) 94783-8352.

Fotos: Reprodução/EternamenteSOU

A maravilhosa campanha LGBT das forças armadas da Suécia

As cidades suecas Gotemburgo e Estocolmo receberam a edição 2018 do EuroPride, um evento internacional europeu com debates, apresentações artísticas e uma grande parada para chamar atenção para a causa LGBT e a luta por seus direitos.

Para demonstrar que estão alinhadas com a importância do respeito à diversidade, as Forças Armadas da Suécia promoveram uma campanha publicitária em jornais, outdoors e redes sociais.

Foram criadas duas imagens, com uma soldada e um soldado, ambos fardados, com o rosto pintado com as cores do arco-íris e os dizeres “We Don’t Always Walk Straight” (“Nem Sempre Andamos Straight”) – trocadilho com Straight, que pode significar tanto andar em linha reta quanto se referir à heterossexualidade.

Embaixo, segue a frase “Mas não importa onde ou como marchemos, sempre nos posicionamos pelo seu direito de viver da forma como quiser com quem você quiser. Leia mais sobre como trabalhamos para proteger a liberdade e o direito de escolher como viver em nosso site”.

Imagens: Divulgação/Forças Armadas Suecas/fonte:via

Pessoas rejeitadas pelas famílias por serem gays ganham ‘abraço de mãe’ de desconhecidos

Infelizmente ainda são muitos os homossexuais que não recebem apoio de seus amigos e familiares e, essa questão fica mais evidente em cidades como o Texas, berço da cultura country e terra dos cowboys. Mas, se depender de Jen Hatmaker – autora, palestrante, blogueira e apresentadora de televisão cristã americana, todo mundo tem direito de ganhar um acolhedor  e indispensável abraço de mãe.

A norte americana, que faz parte da Austin New Church, se juntou a sua congregação e decidiu oferecer abraços para quem estava na Austin Pride Week, a semana do orgulho LGBTQ+ da cidade. De fato não existe nada mais reconfortante do que receber um ‘abraço de mãe’ e a ideia por trás desta ação surgiu a partir da história de Sara Cunningham, uma mulher muito religiosa que demorou para aceitar a sexualidade do filho.

Percebendo quantos jovens passam pela mesma situação de seu filho, Sara decidiu criar um grupo de apoio no Facebook com a ajuda de seu marido e, juntos passaram a oferecer apoio a eles. Foi então que surgiu a ideia de se oferecer como ‘mãe postiça’ nos eventos de orgulho gay e seu “serviço” começou a ficar conhecido. Assim nasceu o ‘Free Mom Hugs’ (‘Abraços de Mãe de Graça’) – sua organização, que além de oferecer os deliciosos e acolhedores abraços, dá suporte e recursos para a comunidade  LGBTQ+, através de palestras e eventos.

Agora é Jen Hatmaker que se orgulha de ter levado sua igreja para participar da Austin Pride Parade, entretanto, esta não foi a primeira vez que a autora mostrou apoio à comunidade, já que, em uma entrevista em 2016, ela criticou o presidente Donald Trump e afirmou que casamentos LGBTQ+ deveriam ser sagrados.

Fotos: Jen Hatmaker /fonte:via

Madrinhas usam cores da bandeira LGBT em casamento de noivos brasileiros

Quer coisa mais bonita que um grupo de pessoas se unindo para celebrar o amor de um casal? Casamentos são sempre especiais, mas as madrinhas de Helivelton Morozesky e Victor Grolla, moradores de Vitória (ES), deram um jeito de fazer a cerimônia deles ainda mais bacana.

Os dois tinham a união estável registrada em cartório desde 2012, mas só neste ano foram ao cartório para registrar o casamento no civil, e no começo de junho fizeram a cerimônia com amigos e família. A história foi contada pelo Razões Para Acreditar.

As sete madrinhas de Helivelton e Victor decidiram usar vestidos nas cores do arco-íris para homenagear não apenas o casal, mas toda a comunidade LGBTQ+. Aliás, coincidentemente, a cerimônia foi realizada no mesmo fim de semana da Parada Gay de São Paulo, quando mais de um milhão de pessoas se reuniram para celebrar o Orgulho LGBTQ+ e exigir respeito.

“É possível, acredite! Não se esconda, case sim, faça festa, convide as pessoas que vocês amam. Foram tantas lágrimas de emoção, risos, danças, que vale a pena acreditar!”, afirma o recém-casado Helivelton.

Como o casamento rolou há menos de uma semana, as fotos profissionais ainda não foram disponibilizadas, mas as imagens feitas por amigos são um ótimo aperitivo!

Fotos: Reprodução/Arquivo pessoal/fonte:via

Pai solo adota quatro crianças com deficiência para que tenham uma vida melhor

Desde jovem o britânico Benjamin Carpenter sentia o desejo de ser pai e cuidar muito bem de seus filhos. Mas, por ser gay, ele sabia que teria de achar uma alternativa à paternidade tradicional, e já aos 21 anos se cadastrou no programa de adoções do Reino Unido.

Foram 4 anos tentando provar que seu desejo era verdadeiro e que ele poderia ser um bom pai, mesmo sendo gay e sozinho, até que em 2010 a Justiça finalmente o autorizou a adotar Jack, então com 2 anos.

Ben sabia que o garoto estava tendo uma infância difícil, mas só descobriu que ele era autista e sofria de Transtorno Obsessivo Compulsivo quando o processo de adoção se completou.

A questão não foi problema algum, pelo contrário: Ben sentiu que cuidar de crianças com deficiência e que foram deixadas pelos pais biológicos era sua vocação.

Dois anos depois, ele conheceu Ruby, então com 3 anos de idade. Portadora de Síndrome de Pierre Robin, com problemas de visão, escoliose e uma doença congênita que a impede de mexer os braços e mãos com precisão, a garota foi a segunda adotada por Ben.

Em seguida chegou Lily, meia-irmã de Ruby e um ano mais nova. Ela é surda e motivou Ben a aprender linguagem de sinais para se comunicar com a filha, além de ter ensinado a técnica para as outras duas crianças.

Joseph foi o quarto e, por enquanto, último filho adotivo de Ben. O garoto chegou até a família com um ano de idade, após ser deixado pelos pais biológicos quando eles descobriram que ele tinha Síndrome de Down. Ele também tem colostomia e precisa usar uma bolsa par armazenar as fezes, necessitando de atenção praticamente 24 horas por dia.

“Todos meus filhos têm uma atitude do tipo ‘E daí que tenho uma deficiência?’”, conta Ben, que vive com os quatro em uma fazenda na companhia de coelhos, galinhas, gansos, patos e pavões.

“Nossa vida é completa. Eles estão completos comigo e eu com eles”, conta o orgulhoso pai, que chegou a ser apontado Pai Adotivo do Ano por uma entidade britânica de apoio à adoção.

Além de cuidar das crianças, Ben também ensina linguagem de sinais em escolas da região de Huddersfield, onde eles vivem. Além disso, ele se dedica a participar de encontros com pais que buscam a adoção para ajuda-los a planejar e lidar com o processo.

“Muitos deles têm em mente o que chamo de Adoção Angelina Jolie ou Madonna, em que tudo é perfeito”. Ben gosta de explicar sobre as crianças com mais de 4 anos ou com necessidades especiais, que têm dificuldade para encontrar famílias por não ‘se encaixarem nos moldes’.

“O que faço é mostrar fotos da minha família e contar minha história – os pontos positivos e os negativos -, para acabar com essa noção de ‘normal’. Para mim, é uma questão de fazer as pessoas pensarem fora da caixa”, completa.

 

Fotos: Arquivo pessoal/Benjamin Carpenter/fonte:[via]