Garota pré histórica teve pais de diferentes espécies humanas – e isso muda tudo

Mesmo quando um conjunto enorme de evidências científicas apontam para um lado, não se pode descartar a possibilidade de novas descobertas mudarem o que se acredita saber. E isso foi colocado a prova por um recente achado arqueológico.

Uma mulher que viveu há 90 mil anos tinha metade do DNA Neandertal, e a outra metade Denisova (uma possível espécie de hominídeo que teria vivido na Sibéria). A descoberta foi feita através de uma análise de genoma de um osso encontrado em uma caverna siberiana e divulgada na revista científica Nature.

É a primeira vez que cientistas identificam um indivíduo cujos pais pertenciam a grupos humanos diferentes, o que pode mudar muita coisa sobre o que se acredita a respeito da evolução humana.

A variação genética em humanos modernos e antigos já sugeria a alguns cientistas que cruzamentos entre Neandertais e Denisovos (e até Homo sapiens) poderia ter acontecido, mas nenhuma evidência científica jamais havia sido descoberta.

40% do DNA de Denny, como a mulher foi apelidada, correspondia ao material genético Neandertal, e outros 40% ao material genético Denisovo. O sequenciamento também permitiu afirmar que se trata de uma mulher, que morreu com ao menos 13 anos de idade.

Por um momento, os cientistas não sabiam dizer se Denny era propriamente filha de um membro de cada espécie, ou se seus pais faziam parte de uma população formada por híbridos entre Neandertais e Denisovos, mas, durante os estudos, eles tiveram a certeza de que ela era mesmo filha de um membro de cada linhagem.

Foto da caverna: Bence Viola/Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology/fonte:via

Série fotográfica registra um dia na vida de crianças com condições genéticas raras

No Brasil, estima-se que 13 milhões de pessoas tenham uma condição genética rara. Em alguns casos, essas pessoas conseguem levar uma vida normal, enquanto para outras a doença se torna o início de uma série interminável de visitas a médicos e operações.

Para a fotógrafa Karen Haberberg, era importante retratar a vida de crianças que nascem com estas condições para dar voz às suas dificuldades. A motivação de Karen veio da própria família.

Ian sofre de uma síndrome rara que faz com sua cabeça cresça mais e sua pele apresente uma má-formação capilar

Antes de que a fotógrafa nascesse, seus pais tiveram um primeiro filho, a quem chamaram de Raphael. O menino nasceu com a doença de Tay-sachs, uma desordem genética que destrói as células do cérebro e da medula espinhal. Aos dois anos, ele faleceu e, embora Karen nunca o tenha conhecido, o menino ainda vive na memória da família.

Mohammed e sua irmã Miriam foram os primeiros afro-americanos diagnosticados com NGLY1

O histórico familiar foi uma das motivações que levou a fotógrafa a registrar um dia na vida de crianças com diferentes disfunções genéticas raras, em um projeto que deu origem ao livro An Ordinary Day. Durante a série de fotografias, é possível perceber que Karen se focou em mostrar não só as dificuldades destas crianças, mas principalmente aquelas coisas que fazem delas crianças como quaisquer outras, seus gostos e alegrias.

Clara tem esclerose tuberosa que ocasiona tumores benignos no cérebro e em outros órgãos vitais

A obra está sendo vendida por US$ 28,46 (cerca de R$ 95) através da Amazon. Os lucros procedentes da venda irão ajudar a financiar pesquisas genéticas. Além disso, a fotógrafa planeja criar um documentário sobre o assunto e, futuramente, lançar um site para que famílias que convivem com condições genéticas raras possam se conectar.

Veja abaixo as histórias de algumas destas crianças.

Cassie tem síndrome de Marfan, que se caracteriza principalmente por membros anormalmente longos

Darus gosta de lugares pequenos

Madison tem excesso de ferro no cérebro, o que ocasiona diversos problemas de saúde e desenvolvimento.

Gianna já passou por 26 cirurgias

Jamesy dorme com frequência em uma câmera hiperbárica para melhorar sua respiração

Fotos © Karen Haberberg /fonte:via