Ex-interno da Fundação Casa é premiado em feira de ciências com projeto ecológico

A história do jovem Jonathan Felipe da Silva Santos, de 18 anos, é a perfeita ilustração não só de como a educação pode transformar a vida das pessoas (e, com isso, melhorar a realidade em nossa volta) como de que investir na instrução de detentos traz benefícios não só para o preso, mas para toda a sociedade. Jonathan acaba de ganhar o título de revelação na Feira de Ciências da Educação de São Paulo, com o projeto de um composto capaz de, através dos resíduos de giz, corrigir a acidez do solo. O diferencial é que o projeto foi todo desenvolvido nas aulas que o jovem teve enquanto era um interno da Fundação Casa.

Jonathan foi preso por ter comprado uma moto que não sabia que era furtada, e tentado revender suas peças. Ele ficou na Fundação por sete meses, onde elaborou o projeto com a ajuda de professores e orientadores. A ideia surgiu nas aulas de química, quando descobriu que a acidez do solo prejudicava a agricultura. Ele então desenvolveu um composto que neutraliza essa acidez utilizando resíduos de giz escolar.

Atualmente Jonathan está no segundo ano do ensino médio em uma escola na cidade de Araçatuba, e seu sonho é concluir os estudos para cursar medicina veterinária. “Um pedaço de giz mudou minha vida e quero me dedicar para buscar meu objetivo agora”, ele disse. Tornar-se veterinário e conseguir um emprego para ajudar sua mãe é seu sonho – e sua inteligência e a ajuda de quem não desistiu dele foram e seguirão sendo seus combustíveis.

© fotos: reprodução/fonte:via

Grupo de estudantes cria incríveis desenhos em lousas da escola – que os professores depois apagam

Um grupo de estudantes intitulado Illusdreamer, da escola Senegal High School, em Hong Kong, vem demonstrando um incrível talento para o desenho em giz. Usando as próprias lousas da escola como base, o grupo cria imensos e espetacularmente detalhados desenhos, quase sempre usando seus personagens favoritos de desenhos animados e quadrinhos.

É incrível acompanhar, na conta do grupo no Instagram, o processo de feitura e o resultado final dos desenhos sobre as lousas. Trata-se, porém, de uma arte temporária, que traz toda uma camada de sofrimento envolvido.

É impossível, afinal, não arregalar os olhos e sentir uma dor física diante da imagem dos professores tendo que apagar os desenhos para que as aulas possam começar.

 

© fotos: Instagram/Illusdreamer/fonte:[via]