Golfinho em extinção chora ao ser capturado para ser vendido como comida






Um golfinho do tipo Toninha, uma das espécies mais ameaçadas de extinção, ao ser capturado na China para ter sua carne vendida, protagonizou uma curiosa e tocante cena – que levou a dramática história a um desfecho surpreendente. Testemunhas afirmam que o animal, que havia sido confundido com um golfinho comum, parecia “chorar” durante sua captura, com lágrimas nos olhos e feição triste.

O golfinho Toninha estava sendo arrastado na traseira de um pequeno carro, na região de Xuwen, no sul da China, quando as pessoas notaram a cena – e a espécie do animal. Duas testemunhas se compadeceram em especial com a situação do animal, e decidiram que precisavam fazer algo para salvar a triste Toninha – como mostra o vídeo da matéria feita pelo site Metro.

Cheng Mingyue e Cheng Jianzhuang decidiram comprar o animal, para poder salva-lo do destino que lhe aguardava. “Ele chorou durante todo o caminho”, afirmaram. A salvação lhes custou cerca de 720 reais, mas o custo valeu o final da história: o animal foi devolvido ao mar, onde pôde voltar a nadar – agora somente com lágrimas de alegria.

© fotos: reprodução/fonte:via

Golfinho ameaçado de extinção é achado desnutrido, com bico lacrado e plástico no sistema digestório

Um golfinho ameaçado de extinção foi encontrado morto com um lacre plástico que o impedia de se alimentar. A toninha (Pontoporia blainvillei), golfinho de menor porte, foi resgatada próxima à orla de Praia Grande, no litoral de São Paulo.

O Instituto de Biopesca diz que o animal já estava sem vida e com sinais de desnutrição provocados por objetos plásticos no sistema digestório. O bicho foi resgatado por um pescador, que se espantou com a toninha, um macho adulto, presa na rede que ele havia jogado ao mar.

O animal estava desnutrido e com plástico no sistema digestório

Rodrigo Vale, veterinário responsável pelo instituto, afirma que essa espécie de golfinho sofre com o risco sério de ser extinto. O animal, de acordo com ele, estava magro e não conseguia se alimentar há algum tempo. Isso em razão do lacre em forma de argola preso ao seu rosto, com estrutura parecida com um bico.

O exame necroscópico aponta que não havia nenhum tipo de alimento no sistema digestório do animal. Foram retirados apenas pedaços de plástico, o que reforça os riscos gerados pelo impacto do homem na desregulação do ecossistema marinho.  

“Tivemos [ocorrências] com diferentes espécies. O lixo é principalmente plástico, e a situação é bem preocupante”, disse ao G1.

No litoral de SP, mais de 70 animais encalham em um raio de 80 quilômetros

O próprio Biopesca, responsável por monitorar a exploração do pré-sal na Bacia de Santos, revela ter encontrado, em apenas 48 horas, 110 brinquedos e 155 óculos na orla em períodos de alta temporada.

O problema é sério e aproximadamente 70 animais encalham, muitos já mortos, em um raio de 80 quilômetros de praia em apenas quatro cidades da região do litoral paulista. No caso das tartarugas, 90% foram achadas com plástico no estômago.

Fotos: foto 1:  Kaio Nunes/Instituto Biopesca/foto 2: Vanessa Ribeiro/Instituto Biopesca fonte:via

Golfinho abandonado em aquário fechado há meses gera mobilização na internet

O Inubosaki Marine Park Aquarium, em Choshi, no Japão, fechou as portas em janeiro deste ano devido ao declínio no número de visitantes.

Entretanto, o ativista Sachiko Azuma descobriu que, um mês após o fechamento do aquário, os animais ainda continuavam no local. A partir dessa informação, ele buscou conhecer mais da realidade do espaço e mobilizar a internet para que os animais tenhm um destino digno.

O caso mais impactante é o de um golfinho chamado Honey, que permanece sozinho em uma piscina abandonada. Além dele, dezenas de pinguins-de-humboldt aguardam uma nova chance.

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Embora estejam sendo alimentados regularmente, o golfinho já apresenta sinais de estresse devido à solidão, bem como queimaduras de sol durante o verão; enquanto o local de confinamento dos pinguins está desmoronado e eles permanecem entre os detritos. Há ainda centenas de peixes e répteis dentro do antigo parque.

Sachiko denuncia o descaso com os animais desde março deste ano, tendo sido ouvido pela imprensa internacional. A PEACE, organização de defesa dos animais com a qual trabalha, incitou a comunidade a enviar cartões postais pedindo providência às autoridades locais. Estas, no entanto, alegam não ser responsáveis pelo caso, visto que o aquário era de propriedade privada.

Um vídeo feito por ativistas mostra o golfinho nadando sozinho em um parque completamente abandonado:

https://player.vimeo.com/video/291921695

Duas iniciativas online já foram criadas pedindo a soltura de Honey, mas até agora nada foi feito. Para apoiá-las, assine a petição no Change.Org ou contribua para a campanha de financiamento lançada através da plataforma GoFundMe, cujo objetivo é comprar os animais para então transferi-los a um santuário.

Fotos: Reprodução Vimeo/fonte:via

Vítimas das pesca com redes, restam somente 12 golfinhos ‘vaquita’ vivos no planeta

A extinção completa de espécies pode nos parecer um evento restrito a uma antiguidade distante, mas a verdade é que tal processo está ocorrendo com diversos animais enquanto este texto está sendo lido. Uma das espécies mais ameaçadas do mundo é o simpático golfinho “Vaquita”, conhecido como o “panda dos mares” por sua coloração escura ao redor dos olhos. Indícios apontam que restam somente 12 exemplares do Vaquita vivos, na natureza – e de que a extinção completa da espécie pode acontecer ainda esse ano.

O Vaquita é um golfinho pequeno, que vive na parte norte do Golfo da Califórnia, gosta de águas quentes e vive de modo geral uma vida solitária. Essa opção, no entanto, vem se tornando uma condição diante da diminuição radical da espécie ao longo dos últimos anos: em 1997 havia contabilizados cerca de 600 golfinhos da espécie; no ano passado, o número chegou a 30, caindo para 12 em 2018 – e assim compreende-se o temor de que os Vaquitas simplesmente deixem de existir.

Exemplos de Vaquitas presos em redes de pescadores

A principal ameaça a espécie não é diretamente a sua caça, mas certos métodos de pesca tanto na Califórnia quanto no México, principalmente o uso de redes de emalhar – que costumam prender o pequeno golfinho. Ainda que o uso dessa rede seja proibido no México, assim como a própria pesca do peixe Totoaba (principal “alvo” dos pescadores e suas redes), o lucro sugerido pela venda do Totoaba no mercado ilegal faz com que a prática siga acontecendo no Golfo – e assim vão desaparecendo os últimos Vaquitas.

Além das legislações e da tentativa de se educar pescadores e a própria população, algumas medidas vem sendo estudadas para se tentar evitar o desaparecimento dos “pandas dos mares”. Grupos de atuação já sugerem a captura dos últimos Vaquitas para tentar a reprodução em cativeiro, mas o alto nível de estresse para os animais durante o processo pode ser também uma ameaça aos poucos exemplares que restam. Enquanto isso, a monitoração no Golfo continua, como continua a ganância que pode fazer desaparecer uma espécie animal diante de nossos olhos.

Abaixo, um curto documentário em inglês sobre a luta para salvar o Vaquita.

© fotos: divulgação/fonte:via

O último desses simpáticos golfinhos pode morrer em 2018

Cientistas estimam que já menos de 30 vaquitas no mundo. Com nome científico de Phocoena sinus, este golfinho raro é encontrado nas águas do norte do Golfo da Califórnia, no México. Em 2014 seu número estimado era de 100 indivíduos, e apenas três anos depois este número caiu 70%.

“Se não fizermos nada hoje, as vaquitas podem se extinguir em 2018. Perdê-los seria como perder um pedaço do México”, alerta a diretora de estratégia e ciência da WWF México, Maria José Villanueva.

A Phocoena sinus é os cetáceo mais ameaçado do mundo, conquistando o primeiro lugar desta triste lista quando o golfinho-de-Yang-Tsé (Lipotes vexillifer) entrou em extinção em 2007. Além de ser o cetáceo mais raro do mundo, as vaquitas também são as menores de todos, com menos de 1.5m de comprimento.A espécie é tão discreta que só foi descoberta em 1958, quando chamou a atenção com suas marcações faciais únicas. Ela tem um círculo preto ao redor dos olhos que renderam o apelido “panda do mar”.

Em 1997, havia cerca de 560 vaquitas no mundo, mas em 2007 havia apenas 150. Este declínio coincide com o aumento de “pangas” na região, embarcações de caça de peixes que usam uma rede de pesca vertical que captura os peixes pelas guelras conforme eles nadam.

Esse tipo de rede é um método de pesca indiscriminado que mata acidentalmente 700 mil mamíferos marinhos e pássaros por ano no mundo todo. Por isso, este modelo é proibido no Golfo da Califórnia, mas mesmo assim as redes são lançadas de forma ilegal para pescar um peixe ameaçado chamado totoaba que tem o tamanho aproximado das vaquitas. Redes com até 2 km de comprimento já foram retiradas por protetores ambientais.Os totoabas também estão em péssima situação. Suas bexigas natatórias são consideradas valiosas no mercado chinês, e chegam a ser vendidas por US$15 mil por quilo. Essas bexigas são chamadas de “cocaína aquática” por conta do preço e demanda.

Como salvá-las

Outro problema enfrentado pelos protetores ambientais é que uma proibição do uso desse tipo de rede pelo governo do México vence no mês de junho de 2017, o que significa que grupos ambientais estão correndo contra o relógio para tentar mover os golfinhos sobreviventes para algum santuário temporário.

“Vemos isso como medida desesperada”, diz o diretor geral do WWF México, Jorge Rickards. “Consideramos essa uma medida de alto risco porque nada desse tipo já foi feito antes”.

Fonte; [Science Alert]