Garota encontra espada pré-viking de 1,5 mil anos enquanto nadava em lago

Uma garota de oito anos fez uma descoberta incrível. Saga Vanecek encontrou uma espada da era pré-Viking, que pode datar de cerca de 1,5 mil anos atrás. A menina estava nadando em um lago na Suécia quando se deparou com o objeto histórico.  

O achado foi facilitado pelo baixo nível da água do lago. O pai de Saga, Andy Vanecek, disse ter pensado que a filha tivesse encontrado um bastão ou um galho.

Já os especialistas ficaram surpresos pela excelente conservação da espada e sua representação histórica. De início se pensava que o objeto poderia ter mil anos, mas pesquisadores do Jönköpings Läns Museum apostam em pelo menos 1,5 mil anos de história.

“Não é todo dia que você pisa em uma espada no lago!”, diz Mikael Nordström, que trabalha no museu.

Saga conta que “sentiu algo na água e levantei. Tinha uma alça e contei ao meu pai que parecia uma espada”.

Fotos: Jönköpings Läns Museum/Reprodução/fonte:via

Anúncios

Garota pré histórica teve pais de diferentes espécies humanas – e isso muda tudo

Mesmo quando um conjunto enorme de evidências científicas apontam para um lado, não se pode descartar a possibilidade de novas descobertas mudarem o que se acredita saber. E isso foi colocado a prova por um recente achado arqueológico.

Uma mulher que viveu há 90 mil anos tinha metade do DNA Neandertal, e a outra metade Denisova (uma possível espécie de hominídeo que teria vivido na Sibéria). A descoberta foi feita através de uma análise de genoma de um osso encontrado em uma caverna siberiana e divulgada na revista científica Nature.

É a primeira vez que cientistas identificam um indivíduo cujos pais pertenciam a grupos humanos diferentes, o que pode mudar muita coisa sobre o que se acredita a respeito da evolução humana.

A variação genética em humanos modernos e antigos já sugeria a alguns cientistas que cruzamentos entre Neandertais e Denisovos (e até Homo sapiens) poderia ter acontecido, mas nenhuma evidência científica jamais havia sido descoberta.

40% do DNA de Denny, como a mulher foi apelidada, correspondia ao material genético Neandertal, e outros 40% ao material genético Denisovo. O sequenciamento também permitiu afirmar que se trata de uma mulher, que morreu com ao menos 13 anos de idade.

Por um momento, os cientistas não sabiam dizer se Denny era propriamente filha de um membro de cada espécie, ou se seus pais faziam parte de uma população formada por híbridos entre Neandertais e Denisovos, mas, durante os estudos, eles tiveram a certeza de que ela era mesmo filha de um membro de cada linhagem.

Foto dos ossos: Thomas Higham/University of Oxford

Foto da caverna: Bence Viola/Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology/fonte:via

Conheça o ar condicionado de 4 mil anos atrás

Lidar com as condições climáticas impostas pela natureza é uma missão que a humanidade enfrenta desde que começou a se espalhar pela Terra. Localizado numa região onde as temperaturas costumam passar dos 40°C no verão e com uma rica história que data de milênios, o Irã guarda relíquias históricas (e atuais) desse desafio.

Falamos do badgir, palavra persa que significa literalmente “apanhador de vento”, mas também pode ser traduzida como “torre de vento”. É um tradicional elemento arquitetônico usado para criar ventilação natural nos edifícios e tem sido usado há pelo menos quatro mil anos nas construções iranianas.

O badgir é uma estrutura alta, que lembra chaminés, e está presente em muitas casas antigas no Irã, especialmente em cidades mais próximas ao deserto de Lute, considerado o lugar mais quente da Terra.

O seu funcionamento segue um conceito relativamente simples e que está explicado no nome: ele “capta” a brisa e a redireciona para o interior das casas, às vezes até os cômodos por onde as pessoas circulam, às vezes para o subsolo, onde os alimentos costumam ser guardados.

estudos que indicam que o badgir é capaz de reduzir a temperatura interna em até 10 graus Celsius. As torres de vento são encontradas especialmente no Irã, mas também em países como Egito, Paquistão e Índia, além de outros locais do Oriente Médio.

Aliás, a origem do badgir é alvo de “disputa” entre egípcios e iranianos. Há pinturas datadas de 1300 A.C que mostram uma estrutura parecida com a torre de vento na casa do Faraó Nebamun. Já ruínas de um templo persa datadas de 4000 A.C têm estruturas parecidas com chaminés, mas sem nenhum tipo de cinza, o que faz estudiosos iranianos acreditarem que se tratam de badgires.

Como o ar frio desce e o ar quente sobe, o badgir não apenas faz com que a brisa exterior entre nas edificações, como também conta com uma abertura para fazer com que o ‘bafo’ interior saia. Assim, a torre é capaz de resfriar as casas mesmo quando não está ventando.

Apesar de eficientes (e de não consumirem energia elétrica), as torres de vento tem sido cada vez mais deixadas de lado, já que muitas moradias tradicionais são deixadas para trás em troca de apartamentos modernos e com aparelhos de ar-condicionado que conhecemos.

Muitas das casas antigas foram compradas e demolidas. Por outro lado, várias outras seguem preservadas, sendo que muitas se tornaram hotéis ou pousadas que têm como mote oferecer ao visitante uma espécie de visita ao passado.

Fotos via Wikimedia Commons/fonte:via

Embaixador alemão não consegue entender como brasileiros distorcem nazismo

O professor apontou ainda a falta de conhecimento histórico destes grupos. “Essa falsa polêmica demonstra que o ensino de história é profundamente falho no Brasil. Também mostra uma profunda manipulação dos fatos e um desprezo pela verdade entre alguns setores no Brasil”.

A necessidade de prestar os esclarecimentos devidos foi tão grande, que o Embaixador da Alemanha no Brasil teve que se pronunciar. Falando ao jornal O Globo, Georg Witschel, classificou como ‘besteira completa’ a ideia de que o nazismo não se relaciona com pensamentos extremamente conservadores.

“É uma besteira argumentar que o fascismo e o nazismo são movimentos da esquerda. Isso não é fundamentado, é um erro, é simplesmente uma besteira. Isso é um fato bem fundamentado na História. É um consenso entre os historiadores da Alemanha e do mundo que o nazismo foi um movimento de extrema direita”, salientou.

Segundo Witschel, a presença da palavra socialismo no nome do partido nazista (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães), foi uma estratégia usada para gerar apelo aos trabalhadores e setores mais pobres da população.

“Lembremos de quantos regimes brutais usam a palavra ‘democrata’ em seu nome”.

O vídeo publicado na página da diplomacia alemã não pretendia dialogar com a direita brasileira. Na verdade, o conteúdo foi postado por causa das manifestações de extrema direita ocorridas na Alemanha entre o final de agosto e o início de setembro na cidade de Chemnitz, no Leste do país. A marcha contou com a presença de grupos xenófobos, que perseguiram estrangeiros depois da morte de um alemão, supostamente assassinado em uma briga com dois imigrantes.

O embaixador reforçou a obrigação do Estado de “informar sobre o nazismo, para nunca mais deixar nada parecido acontecer na Alemanha ou no mundo. A História está bem viva na Alemanha, com um alto consenso”.  

Mesmo assim,  historiadores seguem sem entender a insistência de alguns brasileiros em dar uma ‘aula de história’ sobre nazismo aos alemães.

Foto: Reprodução/fonte:via

Historiador faz descoberta incrível ao analisar fotografia de templo grego de 1858

A curiosidade de um historiador proporcionou uma descoberta sem precedentes para a humanidade. O inglês Paul Cooper encontrou uma foto incrível do Templo do Olímpico de Zeus, na Grécia.

Paul desvendou um quebra-cabeça com a imagem das ruínas do templo, tirada por volta de 1858. Ele estava pesquisando sobre histórias esquecidas de ruínas ao redor do mundo para uma matéria do curso de PhD. Com isso, conseguiu montar uma linha do tempo mostrando como a construção se transformou ao longo dos séculos.

No caso do Templo Olímpico de Zeus, o que chamou a atenção do historiador foi um objeto estranho na parte superior da construção, “que diabos poderia ser aquilo?”, se questionou.

O interessante é que o objeto – que lembra muito uma pequena edícula, não pode ser visto como parte das ruínas nos dias de hoje. Chama a atenção o fato de que a construção pode ser vista em algumas fotografias históricas do século 19. Paul, então, se questionou sobre a possibilidade de pessoas terem vivido lá. “Como a edícula teria sido incluída em algumas fotos e excluída de outras?”

Para nossa alegria, Paul conseguiu desfazer o mistério e deu detalhes sobre a aventura em uma thread sensacional no Twitter. Segundo o historiador, o anexo realmente existiu. O inglês diz que pairava entre os cristãos a ideia de que morar na parte de cima de grandes construções os aproximariam de Deus. Inclusive, eles recebiam comida e água, entregues por meio de uma corda.

Após a independência da Grécia do Império Otomano, autoridades decidiram demolir a construção para reforçar conceitos de identidade nacional e valorizar o período helenístico.

“De qualquer forma, esta é a história de como eu não consegui cumprir minhas obrigações hoje. Eu vou escalar um pilar para pedir perdão”, encerrou.

Existia a crença de que viver no topo de prédios aproximaria os cristãos de Deus:

As pessoas recebiam alimentos, frutas e águas por meio de um sistema de cordas:

O anexo foi demolido para reforçar os significados da independência da Grécia:

Fotos: Reprodução/fonte:via

Literatura de Cordel passa a ser Patrimônio Cultural do Brasil

Preparem seus corações, pois a literatura de cordel foi declarada Patrimônio Cultural do Brasil. A decisão foi tomada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A notícia é um afago aos corações dos apaixonados por este estilo literário tão característico da cultura brasileira. Quem nunca reparou nestes livrinhos coloridos dispostos nas bancas de jornal?

O reconhecimento da literatura de cordel como patrimônio da cultura brasileira foi recebida com alegria pelo presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. O cearense Gonçalo Ferreira da Silva – com mais de 300 cordéis escritos, disse ao jornal O Globo que “aguardava com ansiedade o reconhecimento do Iphan, porque a literatura de cordel alcançou um nível muito bom”.

Aliás, a ABLC possui 40 membros e foi fundada em 1988. A entidade entrou com o pedido ao Iphan em 2010. O presidente garante que no Brasil existem pelo menos cerca de 60 cordelistas, 20 deles no Rio de Janeiro. A obra do Bispo do Rosário também foi tombada.

Para escritoras e pesquisadores a decisão é fundamental para acabar de vez com o preconceito que por décadas cercou o gênero literário. O título pode fazer com que o cordel conquiste espaço em eventos de literatura pelo país.

“Por ter esse caráter de uma tradição popular, de livros que são feitos de uma forma mais artesanal, com materiais mais baratos, existe esse preconceito. Só que na verdade, enquanto discurso poético, o cordel é muito rico e refinado, porque necessita de uma técnica de métrica e rima”, explica ao G1 Maria Alice Amorim, que estudou literatura de cordel no mestrado e doutorado.

A literatura de cordel remete ao XVI, quando impulsionada pelo Renascimento, ganhou popularidade com a impressão de folhetos. Era a forma encontrada para a perpetuação de manifestações orais. O nome cordel vem justamente de forma com que os folhetos eram expostos, em cordas ou barbantes.

No Brasil o cordel é popular, sobretudo, no Nordeste. O músico e poeta nordestino Patativa do Assaré foi um dos grandes expoentes do gênero. Seus escritos traçam um paralelo entre a vida no sertão e na cidade.

“Geme de dor, se aquebranta
E dali desaparece
O sabiá só parece
Que com a seca se encanta
Se outro pássaro canta
O coitado não responde;
Ele vai não sei pra onde
Pois quando o inverno não vem
Com o desgosto que tem
O pobrezinho se esconde.”

Foto: Reprodução/Dinoleta/fonte:via

Freddie Oversteegen, que seduzia nazistas para depois matá-los, morre aos 92

Freddie Oversteegen tinha 14 anos quando se uniu aos grupos de resistência contra o nazismo e deu os primeiros passos na célula feminista mais famosa da Holanda. Considerada um símbolo de heroísmo do período da Segunda Guerra Mundial, ela morreu aos 92 anos, no último dia 5.

A holandesa ganhou notoriedade com a divulgação das táticas utilizadas para combater o regime de extrema direita imposto por Adolf Hitler. A então jovem seduzia os oficiais alemães em bares para depois assassiná-los.

Oversteegen nasceu em Haarlem, perto de Amsterdã, em 6 de setembro de 1925 e ao lado da irmã foi criada pela mãe comunista. A família se escondeu em grupos de judeus na Lituânia e ajudava crianças judias a escapar de campos de concentração.

Acompanhada pela irmã, ela matava oficiais nazistas usando uma arma de fogo escondida na cesta de sua bicicleta. O plano era o seguinte, primeiro elas seduziam os nazistas em bares e perguntavam se eles queriam ‘dar uma volta’. Na sequência, como a própria admitiu em entrevistas, eles eram ‘liquidados’.  

“Tínhamos que fazer isso. Era um mal necessário, matar aqueles que traíram as pessoas boas”, disse em entrevista à Vice.

Freddie Oversteegen morreu um dia antes de completar 93 anos, em função de complicações cardíacas. Ao longo da vida ficou marcada como a grande representante do movimento de resistência feminista holandês. Ela dedicou parte da existência na luta contra nazistas e traidores nas proximidades da capital Amsterdã.

Sua grande amiga, Hannie Schaft, acabou capturada e morta pelos nazis. Sua biografia foi a inspiração para o longa-metragem holandês A garota com cabelo vermelho. Ela foi (re)enterrada com honrarias e a presença da rainha Wilhelmina e do príncipe Bernhard da Holanda. Mais de 15 cidades dos Países Baixos têm ao  menos uma rua nomeada em sua homenagem. Em 1996, Freddie fundou uma organização celebrando a memória de Schaft.

Fotos: Reprodução/fonte:via