Professor primário ilustra seu dia a dia em quadrinhos sarcásticos e divertidos

Trabalhar como professor primário é, na mesma medida, uma das mais nobres profissões e uma árdua tarefa em qualquer lugar do mundo – tanto no Brasil quanto, por exemplo, na Irlanda. As histórias escritas e desenhadas pelo professor Colm Cuffe, do condado irlandês de Galway, são a prova disso. Com diferenças contextuais mas semelhanças essenciais com realidades de qualquer professor, Colm alivia as tensões do trabalho desenhando quadrinhos sobre as curiosidades e situações cômicas de seu ofício.

A relação com os alunos, as histórias reincidentes, as tensões e graças familiares entre professores, alunos e familiares são a matéria prima de suas histórias, publicadas no Facebook e no Instagram. Como mesmo quem não é professor já foi aluno em algum momento, trata-se de uma história para todos – se divertirem, se reconhecerem, refletirem e se divertirem.

© arte: Colm Cuffe/fonte:via

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Fotógrafo retrata pessoas junto de seus bens para mostrar quem realmente somos

Se cada vez mais nós priorizamos o ter em detrimento do ser, talvez as coisas que acumulamos ou não sejam justamente aquelas que nos definem. É o que busca mostrar o artista japonês Mami Kiyoshi, que fotografa pessoas ao lado de seus pertences desde 2003.

A série de fotos em construção ganhou o nome de “New Reading Portraits” e mostra pessoas cercadas por objetos que as definem. As imagens são capturadas nas casas dos fotografados, embora os pertences de cada pessoa sejam dispostos de maneira artística pelo fotógrafo, criando uma atmosfera que mostra o que aqueles itens representam em cada contexto.

A fotografia me permite sondar as personalidades e seus ambientes e recriar histórias. Eu tento fazer os modelos parecerem como budas, deuses ou heróis primitivos“, define Mami em seu site. “Com o passar do tempo, este trabalho se tornou uma coleção de fotografias representativas para descobrir a vida e a diversidade das pessoas de nossa época“, diz.

Todas as fotos © Mami Kiyoshi/fonte:via

Artista cria ilustrações em troca do maior segredo de cada pessoa retratada

Durante 100 dias, o ilustrador filipino Terence Eduarte se propôs um desafio: ele criaria ilustrações de diversas pessoas. Em troca, elas lhe contariam os seus maiores segredos. O projeto, que compartilha estas histórias junto com as ilustrações geradas a partir delas, ganhou o nome de 100 Days of Secrets.

Foi meu aniversário de 28 anos na semana passada e ninguém lembrou. Nenhuma chamada ou mensagem de amigos ou parentes. Então no dia seguinte eu acordei, sentei no lado de fora de casa e chorei em silêncio. Meu cachorro veio e começou a chorar também. Foi a coisa mais bonita que alguém já fez por mim

Terence escreveu sobre o projeto para o site Bored Panda: “Eu reuni vários segredos bobos de amigos e confissões inesperadas de estranhos ao redor do mundo“. As ilustrações retratam pessoas como vistas de costas, para não revelar a identidade de ninguém, e trazem histórias inspiradoras, tristes ou simplesmente engraçadas. Confira algumas delas aqui ou veja todas criações do artista neste link.

Eu queimei o bilhete suicida que escrevi há um mês. Hoje é um bom dia.

Eu faço o meu melhor para deixar as pessoas felizes porque eu sei como é se sentir absolutamente sem valor. Eu não quero que ninguém mais se sinta assim.

Eu falei para o meu filho que estava na barriga que eu não estava pronta para ser amada por ele. No dia seguinte eu sofri um aborto espontâneo.

Eu queria visitar minha avó no hospital, mas era uma caminhada longa e eu fiquei com preguiça. No dia seguinte ela faleceu.

Faz dois anos e meio, mas eu ainda não consigo contar para aqueles próximos de mim que eu sou HIV positivo. Então, ao invés de focar no que eu não posso fazer, eu me tornei voluntário para ajudar a mudar o estigma em torno do HIV.

Metade dos meus amigos são pessoas que eu gostaria de nunca ter conhecido.

Eu sempre pergunto como meus amigos estão, mas as pessoas raramente me perguntam como eu estou.

Algumas vezes eu me sinto sozinha mesmo quando estou com amigos. Eu sinto como se estivesse sobrando quando estamos juntos.

Eu atuo em uma peça em que um cara precisa atuar como se estivesse secretamente apaixonado por mim. Mas, quando a peça termina, nós voltamos para a vida real, onde eu estou secretamente apaixonada por ele.

 

Todas as imagens © Terence Eduarte/fonte:via

A HISTÓRIA DO HOMEM QUE PEDIU DEMISSÃO E HOJE FATURA MIL DOLARES POR DIA ENQUANTO VIAJA

O irlandês Johnny Ward é o tipo de pessoa que não conseguia se adaptar aos modelos de trabalho tradicionais. Vindo de uma família pobre e criado pela mãe solteira na Irlanda no Norte, ele tinha problemas com autoridade e odiava a ideia de trabalhar em horário comercial. Depois de juntar uma grana e se cansar da rotina que o trancava num escritório, decidiu virar o jogo e hoje tem seu próprio negócio enquanto viaja o mundo.

Ao longo da vida, muitos empregos surgiram na vida de Ward, como conselheiro em acampamentos de verão nos EUA e ensinou Inglês na Tailândia, onde participou de pesquisas médicas para arrecadar dinheiro. Em 2009, estava trabalhando com vendas na Austrália e conseguiu 20 mil dólares com comissão, mas ainda assim não se sentia feliz ou completo, além de admitir que não sabia lidar com autoridade e ter que pedir permissão para férias.

Seis meses depois, foi promovido, passou a ganhar o dobro e continuava inquieto e incompleto. Em 2010, partiu para a África: “nunca tinha visto essa quantidade de dinheiro na minha conta antes, então comprei uma passagem só de ida para Zimbábue”, contou ao Business Insider. Ali começava sua jornada, documentada no blog One Step 4ward e a experiência como blogueiro fez com que ele montasse a Step4Ward Media, que fornece serviços web como criação de conteúdo e gerenciamento de SEO.

Trabalhando com mais quatro pessoas na equipe, Ward faturou 1 milhão nos últimos três anos e ganha uma média de mil dólares por dia. O dinheiro é investido no sonho de conhecer todos os países do mundo, dos quais ele já conhece mais de 140. “Eu sempre sonhei em ser livre. Inicialmente esse sentimento veio de um mochileiro quebrado, mas eu não estava verdadeiramente livre porque eu não era financeiramente livre. Verdadeiramente livre é ter a segurança financeira para permitir que você faça o que quiser fazer.”

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Todas as fotos © Johnny Ward