Este artista pintou meticulosamente 100 mil réplicas perfeitas de Van Gogh

Van Gogh é um dos pintores mais conhecidos e icônicos da história da arte. Se seu último quadro foi leiloado por mais de 8 milhões de dólares, o artista não conheceu o sucesso em vida, tendo morrido pobre e incompreendido, com apenas 37 anos. Hoje as coisas são bem diferentes e obras clássicas como ‘A noite estrelada’ estampam souvenirs em lojas do mundo inteiro, principalmente na Holanda, país onde ele nasceu.

Do outro lado do mundo, o chinês Zhao Xiaoyong ganha a vida pintando réplicas perfeitas dele, que depois costumam ser vendidas em uma loja de souvenirs de Amsterdã, cidade que abriga o incrível Museu Van Gogh. Hoje, ele já pintou mais de 100 mil réplicas, sem nunca ter estudado ou feito qualquer curso de arte e, muito menos ter visto uma obra original do pintor holandês.

Nascido em uma casa muito pobre na província de Shenzhen – China, Zhao é autodidata e, recentemente teve a oportunidade de viajar até Amsterdã para conhecer o museu que abriga a maior quantidade de obras de Van Gogh no mundo. A viagem aconteceu a convite de seu mais antigo e fiel cliente, aquele que costuma comprar praticamente todas as suas réplicas.

O problema é que ele ficou um pouco decepcionado quando descobriu que seus quadros eram vendidos por 9 vezes a mais em uma minúscula loja de souvenirs de Amsterdã, já que ele tinha certeza que estampavam as paredes de uma galeria de arte. É esta a história que o documentário “The man who’s painted 100,000 Van Goghs” (o homem que pintou 100 mil Van Gogh’s) conta.

Fotos: reprodução Youtube /fonte:via

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Freddie Oversteegen, que seduzia nazistas para depois matá-los, morre aos 92

Freddie Oversteegen tinha 14 anos quando se uniu aos grupos de resistência contra o nazismo e deu os primeiros passos na célula feminista mais famosa da Holanda. Considerada um símbolo de heroísmo do período da Segunda Guerra Mundial, ela morreu aos 92 anos, no último dia 5.

A holandesa ganhou notoriedade com a divulgação das táticas utilizadas para combater o regime de extrema direita imposto por Adolf Hitler. A então jovem seduzia os oficiais alemães em bares para depois assassiná-los.

Oversteegen nasceu em Haarlem, perto de Amsterdã, em 6 de setembro de 1925 e ao lado da irmã foi criada pela mãe comunista. A família se escondeu em grupos de judeus na Lituânia e ajudava crianças judias a escapar de campos de concentração.

Acompanhada pela irmã, ela matava oficiais nazistas usando uma arma de fogo escondida na cesta de sua bicicleta. O plano era o seguinte, primeiro elas seduziam os nazistas em bares e perguntavam se eles queriam ‘dar uma volta’. Na sequência, como a própria admitiu em entrevistas, eles eram ‘liquidados’.  

“Tínhamos que fazer isso. Era um mal necessário, matar aqueles que traíram as pessoas boas”, disse em entrevista à Vice.

Freddie Oversteegen morreu um dia antes de completar 93 anos, em função de complicações cardíacas. Ao longo da vida ficou marcada como a grande representante do movimento de resistência feminista holandês. Ela dedicou parte da existência na luta contra nazistas e traidores nas proximidades da capital Amsterdã.

Sua grande amiga, Hannie Schaft, acabou capturada e morta pelos nazis. Sua biografia foi a inspiração para o longa-metragem holandês A garota com cabelo vermelho. Ela foi (re)enterrada com honrarias e a presença da rainha Wilhelmina e do príncipe Bernhard da Holanda. Mais de 15 cidades dos Países Baixos têm ao  menos uma rua nomeada em sua homenagem. Em 1996, Freddie fundou uma organização celebrando a memória de Schaft.

Fotos: Reprodução/fonte:via

O corpo deste atleta após nadar mais de 200 Km vai te deixar impressionado

Todos os atletas costumam desafiar os limites de seus corpos na busca pela superação ou da tão sonhada medalha. Porém, algumas vezes eles encontram obstáculos muito mais difíceis do que um concorrente e, foi exatamente isso que aconteceu com o nadador holandês Maarten van der Weijden.

Maarten já fazia natação desde pequeno e tinha planos de continuar na carreira, mas aos 19 anos lutou contra a leucemia, que, entanto, nunca o fez desistir de seu sonho. Apenas 2 anos após ter vencido a doença, ele voltou a nadar e ganhou medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

Mas a verdadeira superação veio recentemente, quando ele se dispôs a nadar uma distância de 200 km no canal Elfstedentocht, na Holanda. Infelizmente ele “apenas” conseguiu completar a distância de 163 km, já que a água era poluída demais e ele começou a passar mal.

A prova, que foi programada para levar 3 dias, acabou levando 55 horas e fazia parte de uma campanha de arrecadação de fundos para pesquisas sobre o câncer. Observe seu corpo depois de 55 horas nadando em água suja e inapropriada. Muito mais do que um competidor, Maarten é um verdadeiro vencedor e a campanha arrecadou mais de 4 milhões de dólares!

Fotos:

1, 3, 4, 9, 10: MvdWFoundation

2: beter.nu

5: Evelien de Bruijn

6, 7, 8 hartvannederland.nl

11: like2swimrotterdam.nl /fonte:via

Fotógrafo retrata a atmosfera mágica dos moinhos holandeses sob a neblina

A Holanda é conhecida por seus incríveis moinhos de vento.

As construções podem ser encontradas na vila Zaanse Schans, que remete àquela típica Holanda com a qual muitos viajantes sonham.

O fotógrafo Albert Dross teve a sorte de visitar essa encantadora vila em uma manhã de forte neblina. O que para muitos amadores seria o fim de qualquer oportunidade de foto, para Albert foi o início de uma série de imagens mágicas que retratam os moinhos do país.

Eu tive sorte de estar lá por volta das 5 da manhã e tirar estas fotos. Foi como se eu estivesse caminhando em um conto de fadas“, escreveu ele em um relato para o site Bored Panda.

As fotos abaixo não deixam mentir e parecem mesmo saídas de um sonho!

Fotos © Albert Dross  /fonte:via

Primeira vila de casas feitas com impressão 3D está prestes a ficar pronta na Holanda

A Holanda parece estar sempre na frente quando o assunto é ter uma vida mais sustentável.

Depois de se tornar o país das bicicletas, ele também deverá abrigar a primeira vila feita apenas com casas impressas em 3D. As construções do estilo utilizam menos materiais e, portanto, tendem a ser mais ecológicas do que empreendimentos convencionais.

As moradias serão localizadas em Bosrijk, um vilarejo em Eindhoven. Inicialmente, cinco residências serão contruídas como parte de um projeto apelidado de Milestone.

Para mostrar a flexibilidade da tecnologia, cada casa será feita com um formato e tamanho diferente. Além disso, cada residência será construída após o término da anterior, de forma que os arquitetos possam aprender com os erros do processo. Estima-se que os primeiros moradores poderão se mudar para o bairro futurista já no próximo ano.

De acordo com o Ciclo Vivo, este é o primeiro programa de habitação comercial do mundo que utiliza a tecnologia de impressão de concreto em 3D. A iniciativa está sendo desenvolvida por diversas empresas em parceria com a Universidade de Tecnologia de Eindhoven e o Município de Eindhoven.

Fotos: Reprodução/fonte:via

O que o Brasil pode aprender com a Holanda que estuda fechar prisões por falta de crimes?

Em tempos de níveis assustadores de violência nos quatro cantos do mundo a notícia de que por falta de crimes a Holanda pode fechar suas prisões parece mentira.

Acredite se quiser o país europeu, dono de um dos menores índices de criminalidade do planeta, vive uma onda de paz sem precedentes. O fenômeno vem desde 2013, quando a Holanda mantinha em cárcere apenas 19 pessoas.

Como nem tudo são flores – mesmo nos Países Baixos, o encerramento das atividades representa mais 2 mil pessoas desempregadas, sendo que apenas 700 serão realocadas em outros setores administrativos federais. Ao mesmo tempo significa a eficácia do sistema de segurança holandês.

Para o Ministro da Justiça Ard van der Steur, além de levar consideração os altos custos de cercear a liberdade de uma pessoa, existe a preocupação constante com a recuperação do infrator, trocando em miúdos, é melhor investir em medidas socioeducativas e que não tenham apenas a punição como objetivo do que construir cadeias.

A realidade holandesa parece inalcançável para países como o Brasil e talvez seja, principalmente com a manutenção métodos ineficazes de combate à violência. Atualmente são 726 mil brasileiros atrás das grades, o terceiro maior número do mundo.

Desdes os primeiros momentos pouco se investiu no ser humano por aqui. Pelo contrário, o Brasil se caracteriza ao longo dos anos pelo encarceramento em massa. Fato que se comprova por dois fatores,o racismo institucional e a morosidade da justiça.

Segundo dados colhidos pelo Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), atualmente 40% dos presos sequer foram condenados judicialmente. Além disso, jovens negros entre 18 e 29 anos respondem por 64% da população carcerária.

Em entrevista ao Jota Rafael Custódio, coordenador do programa de justiça da ONG Conectas chama a atenção para a contribuição da desigualdade social no aumento da violência.

“A imensa maioria da população carcerária é a população que comete eventuais delitos única e exclusivamente por conta de sua situação de vulnerabilidade social-econômica. Por isso, a prática do crime acaba sendo uma alternativa para a própria subsistência”, sinaliza. 

Possivelmente a realidade holandesa represente um objetivo utópico, contudo não dá para seguir com métodos comprovadamente falhos de segurança pública. Educação e humanismo são as únicas saídas para a equidade.

Foto: foto 1: Pixabay/foto 2: Reprodução/CEERT/fonte:via