Garota pré histórica teve pais de diferentes espécies humanas – e isso muda tudo

Mesmo quando um conjunto enorme de evidências científicas apontam para um lado, não se pode descartar a possibilidade de novas descobertas mudarem o que se acredita saber. E isso foi colocado a prova por um recente achado arqueológico.

Uma mulher que viveu há 90 mil anos tinha metade do DNA Neandertal, e a outra metade Denisova (uma possível espécie de hominídeo que teria vivido na Sibéria). A descoberta foi feita através de uma análise de genoma de um osso encontrado em uma caverna siberiana e divulgada na revista científica Nature.

É a primeira vez que cientistas identificam um indivíduo cujos pais pertenciam a grupos humanos diferentes, o que pode mudar muita coisa sobre o que se acredita a respeito da evolução humana.

A variação genética em humanos modernos e antigos já sugeria a alguns cientistas que cruzamentos entre Neandertais e Denisovos (e até Homo sapiens) poderia ter acontecido, mas nenhuma evidência científica jamais havia sido descoberta.

40% do DNA de Denny, como a mulher foi apelidada, correspondia ao material genético Neandertal, e outros 40% ao material genético Denisovo. O sequenciamento também permitiu afirmar que se trata de uma mulher, que morreu com ao menos 13 anos de idade.

Por um momento, os cientistas não sabiam dizer se Denny era propriamente filha de um membro de cada espécie, ou se seus pais faziam parte de uma população formada por híbridos entre Neandertais e Denisovos, mas, durante os estudos, eles tiveram a certeza de que ela era mesmo filha de um membro de cada linhagem.

Foto da caverna: Bence Viola/Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology/fonte:via

BBC revela como seria o corpo perfeito para vivermos mais e é totalmente assustador

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Da próxima vez que você desejar ter um corpo perfeito, é bom pensar duas vezes sobre o que isso significa.

Em uma tentativa de definir qual seria biologicamente a melhor estrutura física para os humanos, a BBC convidou a  antropóloga física e professora da Universidade de Birmingham Alice Roberts para repensar nosso corpo. Alice foi desafiada a criar uma versão 2.0 pensada para que a humanidade vivesse mais – e ela definitivamente não se encaixa no que você esperaria de um “corpo perfeito”…

Como mostra um vídeo divulgado pela emissora (veja abaixo, em inglês), o humano perfeito teria pernas de emu e a lombar de um chimpanzé para sustentar uma postura ereta, orelhas maiores e olhos sensíveis à luz. O modelo 2.0 de nossa espécie seria equipado ainda com o coração de um cachorro, os pulmões de um cisne, pele de réptil e pequenas bombas nas coxas que funcionariam como auxiliares na circulação sanguínea.

Por último, as mulheres ganhariam ainda uma bolsa para carregar os bebês semelhante à dos cangurus, o que garantiria um parto sem dor. Com a ajuda dos escultores Scott Eaton e Sangeet Prabhaker, um modelo em tamanho real desta Alice “perfeita” foi criado e está em exposição no Science Museum, em Londres, até dezembro deste ano.

Nós queríamos mostrar que nosso corpo não é perfeito. É isso que a evolução faz, ela cria organismos que agem no aqui e no agora. Evolução é sobre criar um corpo que funcione, não é sobre perfeição”, declara Alice em entrevista ao RT.

Foto 1: Reprodução Twitter

Fotos 2 e 3: Reprodução YouTube/fonte:via

Nossos antepassados se relacionaram com neandertais – e há um pouco deles em cada um de nós

Encontrar os primeiros passos dados na trilha que a humanidade traçou até os dias de hoje é um dos desafios mais intrigantes da ciência. Grandes pesquisadores têm se dedicado a essa questão há séculos, e, embora ainda estejamos longe de decifrar o enigma, algumas certezas vão se confirmando. E uma delas é que os Homo Sapiens e os Neandertais fizeram sexo muito tempo atrás.

A imagem básica que se tem da evolução é aquela linha em que primatas foram se tornando bípedes até se tornarem o que conhecemos como humanos, mas a ciência sabe que se trata de um caminho muito mais complexo, com diferentes espécies se desenvolvendo e extinguindo, até que sobramos nós, os Homo sapiens.

Entre teorias descartadas e outras que continuam sendo consideradas, a mais aceita indica que o Homo Sapiens e os homens de Neandertal surgiram a partir de um ancestral comum na África, e depois seguiram caminhos distintos (Diferentemente do que algumas pessoas pensam, o Homo Sapiens não é uma evolução dos Neandertais).

Paleontologistas tentam desvendar o motivo que fez com que os neandertais tenham se extinguido, enquanto os Homo Sapiens seguem vivos até hoje – com uma população que deve ultrapassar os 10 bilhões de habitantes nas próximas décadas.

Se há algum tempo o darwinismo sugeria a hipótese de que os neandertais fossem menos desenvolvidos cognitivamente, a ideia tem caído por terra graças a achados arqueológicos que mostram que a espécie também era capaz de criar ferramentas, usar ornamentos e até de desenvolver práticas funerárias.

Como dito, a ideia mais aceita dentro da comunidade científica é a de que os Homo Sapiens e os Neandertais surgiram de um ancestral comum na África há cerca de 500 mil anos. Os neandertais teriam migrado para a Europa e continuado a evoluir por lá, depois se expandindo rumo à Ásia, enquanto os Homo Sapiens permaneceram na África por um bom tempo.

Um dos grandes desafios para quem tenta decifrar a humanidade é o fato de que nossos feitos só começaram a ser registrados há cerca de seis mil anos, o que deixa os arqueólogos e paleontólogos com um intervalo enorme a ser investigado.

E a análise do DNA de fósseis tem representado um grande salto para a ciência. E é graças à genética que podemos saber que, ao longo dos milhares de anos em que neandertais e Homo Sapiens coexistiram, eles se encontraram, se relacionaram, fizeram sexo e reproduziram.

Estima-se que os encontros eram raros, mas deixaram um traço genético que permanece presente até hoje. Todos os humanos modernos, excetuando aqueles de ancestralidade 100% africana, têm de 1% a 2% de traços genéticos de neandertais.

É difícil precisar quando essas relações aconteceram, mas os cientistas estimavam que os encontros rolaram há 50 mil anos, graças à análise do DNA de um fóssil de neandertal encontrado numa caverna na Croácia. Ele compartilhava mutações genéticas com os europeus e asiáticos de hoje.

Uma unha de neandertal encontrada na Sibéria, cuja análise genética encontrou material relacionado ao dos Homo Sapiens, mudou o paradigma científico: estima-se que o indivíduo tenha vivido há 100 mil anos, o que pode indicar que houve uma migração de Homo Sapiens muito antes do que é imaginado.

Ainda há muito mais dúvidas do que certezas, mas o avanço da ciência e da análise genética indicam que, nos próximos anos, devemos encontrar muitas outras peças do quebra-cabeças da humanidade. Inclusive que expliquem melhor o neandertal que há em cada um de nós.

Imagens: Museu de História Natural/fonte:via

Vespas usam máscara de madeira para construir ninho com formato incomum

O que você faria se entrasse no barracão de ferramentas e desse de cara com este ninho de vespas? Este formato assustador foi uma pegadinha involuntária da natureza.

Isso aconteceu com um usuário do Reddit identificado como CountBubs, que compartilhou a imagem no site. As vespas construíram um enorme ninho bem ao lado de uma máscara de madeira, incorporando o formato de rosto humano à construção. “O ninho foi encontrado em um barracão antigo que não usamos mais, que fica no quintal, e isso ainda está lá até hoje”, relata ele.


Para sorte dele, o ninho estava abandonado, já que a maioria das espécies costuma viver no local por apenas uma temporada. Durante o inverno, a maioria da população masculina morre e as fêmeas se escondem até a primavera, quando encontram outro local para começar um novo ninho.

As vespas são conhecidas por construir enormes ninhos ao mastigar madeira para criar um tipo de cimento com sua saliva. Um ninho normal costuma ter pelo menos o tamanho de uma bola de basquete, mas ninhos do tamanho de uma geladeira já foram encontrados.

Fonte:[Science Alert]