Á primeira vista, as imagens que você vai ver nessa matéria parecem fotos de geleiras e icebergs

 

Á primeira vista, as imagens que você vai ver nessa matéria parecem fotos de geleiras e icebergs flutuando nas águas tranquilas e congelantes. A verdade, porém, é um tanto mais interessante que isso: todas essas cenas, na realidade, se tratam de desenhos gigantescos, pintados à mão… ou melhor, pintados com as pontas dos dedos.

A criadora dessas paisagens impressionantes e hiper-realistas, aliás, é a artista americana Zaria Forman. Suas obras geralmente se estendem por uma parede inteira e o melhor de tudo é que ela não usa uma ferramentas de desenho sequer, apenas as palmas das mãos e os dedos, para borrar o pigmento pastel no papel.

Forman é uma artista com consciência ambiental, por isso são sempre abordados em seus trabalhos temas relacionados ao assunto, como os problemas que enfrentamos em termos de conservação da água, o derretimento do gelo polar e do aumento do nível do mar.

Em entrevista ao site Bored Panda, a artista foi questionada sobre o que inspira tanta perfeição em suas criações e o porquê da escolha de seus temas. E a resposta, com certeza, explica o que vemos em seus trabalhos: “eu simplesmente quero retratar a paisagem da forma mais honesta que eu puder, de uma forma que permita que os espectadores se sintam transportados para um local remoto que nunca teria a chance de conhecer.”

Conheça um pouco da criação dessa americana, com um talento inquestionável:

Camaleão-Pantera

Camaleão-pantera: o rei das cores. Sua coloração permite que as fêmeas anunciem a gravidez.

Provido das mais belas cores, este incrível animal é o camaleão-pantera. Ele vive nas regiões norte de Madagascar e seu nome científico é Furcifer pardalis. Sua coloração varia naturalmente de acordo com a localização geográfica (temperatura, clima e luz) em que se encontra. Os machos são os mais coloridos, enquanto as fêmeas, normalmente, podem ser encontradas em tons marrons, com toques em pêssego, rosa ou laranja.

Essa não é a única diferença física entre os sexos desta espécie. Quanto ao tamanho, as fêmeas levam a desvantagem de medir a metade do que os machos medem (esses podem crescer até 50 centímetros de comprimento), e quanto ao tempo de vida, elas também ficam para trás, durando cerca de 2 ou 3 anos, e eles ultrapassando os 10 anos. A morte precoce delas se da ao grande estresse que sofrem após carregarem os ovos.
O mais surpreendente sobre esta espécie é justamente o que envolve os seus filhotes. Ao engravidar, as fêmeas precisam arrumar algum jeitinho de mostrar aos machos que não estão dispostas a acasalar.

E como elas fazem isso? Bem simples, mudando sua cor natural para um marrom bem escuro ou preto, com listras laranja. Dependendo do consumo de alimentos e nutrientes que ingerem, durante o período de desenvolvimento, elas podem colocar até 40 ovos por desova. Esses demoram de 5 a 14 meses para eclodir, e geralmente, a maturidade sexual é alcançada já no 7º mês de idade.

Como a maioria das espécies, estes camaleões são bem territoriais. Eles passam a maior parte de sua vida em isolamento, e saem apenas para acasalar. Quando dois machos entram em contato, automaticamente suas cores mudam e seu corpo infla com o objetivo de afirmar o seu domínio. Após isso, o perdedor recua e ambos voltam às suas cores normais. Para os criadores de répteis é interessante saber que estes animais são bastante exigentes. Um ambiente bem aquecido, iluminado e úmido, parecido com o de uma selva, é a principal pedida deles. Acompanhado, claro, de seus insetos prediletos como grilos, larvas de moscas, baratas etc.

Torre feita de bambu transforma umidade do ar em água potável.

Você já sabe que a água é cerca de 70% do corpo humano. E que a população mundial cresce ano após ano, aumentando a demanda por recursos naturais. E que os efeitos do aquecimento global vêm sendo percebidos em vários locais do planeta. Isso sem contar regiões onde a água sempre foi um bem escasso.

Dada essa equação, criar novas fontes de água doce é uma questão que está na ordem do dia. E o WarkaWater é prova viva daquele famoso provérbio que diz que “a necessidade é a mãe da invenção”. Criado pelo arquiteto italiano Arturo Vittori, o WarkaWater é uma torre que capta o vapor da atmosfera e o transforma em água potável. Mas se engana quem está imaginando altas cifras e tecnologia de ponta.

A torre é construída sobre uma base feita em bambu ou talos de junco. Na parte interna, é forrada por uma malha plástica. Fibras de nylon e polipropileno captam gotículas de orvalho e, ao escorrer, a água fica armazenada em uma bacia na parte inferior da torre. Completando o conjunto, uma coroa de pequenos espelhos ajuda a manter as aves distantes para evitar contaminações.

A estrutura mede cerca de 9 metros, pesa em torno de 90 quilos e é toda modular, não sendo necessários andaimes ou equipamentos elétricos para colocá-la de pé. A estimativa é de que consiga coletar até 100 litros de água por dia.

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Em 2015, um protótipo do WarkaWater será levado à Etiópia. Se por um lado a escala ainda é reduzida, o projeto serve de piloto para mais iniciativas inovadoras e sustentáveis assim.