Arqueólogos revelam provas de que mulher foi papa

Arqueólogos conseguiram provas substanciais de que uma mulher ocupou o cargo mais importante da Igreja Católica. A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Flinders, na Austrália.

Para os pesquisadores, a história acerca existência de uma papisa – alimentada desde a Idade Média, é sim real. Entre as provas sustentando os argumentos está a confecção de moedas em homenagem à papisa.

De um lado das moedas analisadas está o nome do imperador Luis II. Do outro, um monograma que representa o nome IoHANIs, o que, de acordo com os pesquisadores, pode ser lido como Iohannes. O monograma foi assinado pelo papa vigente.

“Nessa época [850 d.C.], não existe, oficialmente, nenhum papa com o nome de Iohannes. Mas há muitos registros de Iohannes Anglicus, a papisa”, afirma Michael E. Habicht, autor de Papisa Joana: O Pontificado Encoberto de uma Mulher ou uma Lenda?, em entrevista à AH.

De acordo com o Habicht, a história oficial apresentada pela Igreja sempre foi suspeita. O autor ressalta que a ligação das moedas ao nome de João VIII, que reinou de 872 até 882, é bastante frágil. “Esse papa tem um monograma diferente. E uma análise grafológica apoia a conclusão de que são diferentes assinaturas, de duas pessoas diferentes”, encerra.

Durante a Idade Média, muito se comentou sobre esta história, que acabou caindo em descrença com o passar dos séculos. Apenas no ano de 1099, o dominicano Jean de Mailly, que não deu nome à ela, falou sobre a vida de Joana.

Pesquisadores dizem que Joana se disfarçou de homem para ascender na hierarquia católica, até conseguir ser eleita papa. Ela teria reinado entre 885 e 857, como João (Iohannes, em latim).  O disfarce foi descoberto durante uma procissão, quando o suposto papa João se sentiu mal e deu à luz no meio da rua. O fato causou grande indignação e Joana foi aprisionada e teve o nome removido de todos os documentos da Igreja Católica.

Joana nasceu na Idade Média, em janeiro de 814. Membra de uma família de camponeses, ela era filha de um missionário da Igreja Católica. Historiadores dizem que a jovem tinha o hábito de questionar os cânones de seu tempo. Joana morreu logo após o nascimento da criança, aos 42 anos.

A trajetória da papisa chamou a atenção do cinema. Na década de 1970, a atriz Liv Ullman protagonizou um filme sobre o assunto. Em 2009, a papisa voltou às telonas com produção dirigida pelo cineasta alemão Sonke Wortmann. O longo se baseou no livro Papisa Joana, da inglesa Donna Woolfolk Cross.

Até os dias de hoje a Igreja Católica não permite mulheres em cargos de liderança.

Fotos: Reprodução/fonte:via

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De novo? Restauração amadora vira novo escândalo mundial

Já dá pra dizer que a restauração de esculturas históricas é uma prática das mais arriscadas. Depois de tentativas frustradas como a do quadro Ecce Homo, foi a vez da imagem de ninguém menos do que São Jorge ser seriamente danificada por uma restauração amadora.

A escultura está sob tutela da Igreja de San Miguel de Estella, em Navarra, na Espanha e mostra o santo católico com uma armadura e lutando contra um dragão. O problema é que este retrato clássico foi deformado por um pároco, que com a intenção de ajustar um ‘espaço que estava sujo’, acabou tirando toda a pigmentação original da obra de, preparem-se, 500 anos de idade.

“Não sabemos a gravidade do dano, mas a impressão é de que se eliminou uma policromia antiga e de que o dano é irreversível”, explicou à BBC Brasil Fernando Carrera, presidente da Associação Profissional de Conservadores-Restauradores da Espanha (Acre).

Especula-se que os danos à obra de São Jorge podem ser mais graves do que os causados ao Ecco Homo em função da relevância da escultura. Lembrando que o Ecco Homo foi repintado por uma idosa, também da Espanha.

“O que não queremos, porém, é que a história vire motivo de festa, piada e gozação, como foi com o Ecce Homo”, finaliza Carrera.

Fotos: foto 1: Artus Restauración Patrimonio/ foto 2: Centro de Estudios Borjanos/fonte:via